<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721</id><updated>2011-07-07T19:36:53.037-07:00</updated><title type='text'>Artigos</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>48</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-6982222897856119230</id><published>2010-09-01T12:21:00.000-07:00</published><updated>2010-08-30T06:20:18.602-07:00</updated><title type='text'>“LEVANTA-TE, VAI À GRANDE CIDADE” (Jn 1,2)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pe. Paulo Nunes de Araujo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em nosso século tão influenciado pelos meios de comunicação social, o primeiro anúncio, a catequese ou o posterior aprofundamento da fé não podem prescindir desses meios. Colocados a serviço do Evangelho, eles oferecem a possibilidade de difundir quase sem limites o campo da audiência da Palavra de Deus, fazendo chegar a Boa Nova a milhões de pessoas. A Igreja se sentiria culpada diante de Deus se não empregasse esses poderosos meios, que a inteligência humana aperfeiçoa cada vez mais. Com eles, a Igreja ‘proclama a partir dos telhados’ (Cf. Mt 10,27; Lc 12,3) a mensagem da qual é depositária. Neles, encontra uma versão moderna e eficaz do 'púlpito'. Graças a eles, pode falar às multidões” (DAp, n. 485).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com estas palavras do Magistério eclesial, mais uma vez faço uso deste extraordinário meio de comunicação, a internet, para fazer chegar até os meus queridos e fiéis leitores, mais um artigo, desta vez sobre o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Mês da Bíblia”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Mês da Bíblia”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; tem sua origem na Liga de Estudos Bíblicos (LEB), a qual foi fundada no dia 6/02/1947, durante a Primeira Semana Bíblica Nacional, que realizou-se de 3-8/02/1947, no Mosteiro de São Bento, em São Paulo. Esse evento contou com cerca de quarenta professores de Sagrada Escritura, vindos de muitos Estados do Brasil e de diversos países. Das várias propostas apontadas, uma foi a de se criar o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dia da Bíblia”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. A data escolhida foi o último domingo do mês de setembro, o domingo mais próximo do dia 30, porque foi nesta data, no ano de 420, que na cidade de Belém (Palestina), morreu o padre Sofrônio Eusébio Jerônimo, homem de larga cultura literária e bíblica. Foi ele quem, a pedido do papa Dâmaso, traduziu os originais da Bíblia (hebraico e grego) para o latim, versão conhecida como Vulgata, por ser um latim comum. A 20 de setembro de 1295, o papa Bonifácio VIII o proclamou &lt;em&gt;“Doutor da Igreja”&lt;/em&gt;. E em 1767, foi canonizado santo pelo papa Clemente XIII, tornando-o &lt;em&gt;“Patrono dos biblistas”&lt;/em&gt;. São Jerônimo é ainda padroeiro dos arqueólogos, arquivistas, bibliotecários, estudantes, tradutores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dia da Bíblia”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; foi ganhando destaque na vida da Igreja até ser incluído no Diretório Litúrgico. Mas foi em 1971 que surgiu definitivamente o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Mês da Bíblia”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, quando a Arquidiocese de Belo Horizonte (MG) solicitou às comunidades que dessem sugestões para a comemoração do seu cinqüentenário. Dentre as várias idéias destacou-se a criação do “Mês da Bíblia”, inclusive lançando alguns objetivos bem precisos, como: contribuir para o desenvolvimento das diversas formas de presença da Bíblia nas Pastorais da Igreja; criar subsídios bíblicos nas diferentes formas de comunicação; facilitar o diálogo criativo e transformador entre a Palavra, a pessoa e as comunidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de então, foram criados o Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), em 1979, o Grupo de Reflexão Catequética (GRECAT), em 1984, o Serviço de Animação Bíblica (SAB), em 1985 e, mais recentemente, o Grupo de Reflexão Bíblica Nacional (GREBIN), em 1990. Todos atuam em nível nacional e em colaboração com a Dimensão Bíblico-Catequética das &lt;em&gt;“Diretrizes gerais da ação evangelizadora da Igreja no Brasil”&lt;/em&gt; da CNBB. De 1971 até o momento, trinta e nove temas bíblicos já foram elaborados e se tornaram matéria de reflexão e oração em milhares de comunidades do Brasil, buscando sempre animar a fé e a vida do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, de 1971 a 1977, os temas do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Mês da Bíblia”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; eram assuntos gerais e não um livro específico da Bíblia. Porém, desde o começo, os temas bíblicos sugeridos são relacionados com o tema da Campanha da Fraternidade do mesmo ano, com o intuito de reforçar o que foi refletido e rezado durante a Quaresma. Vejamos, a seguir, os &lt;em&gt;“slogans”&lt;/em&gt; e os &lt;em&gt;“conteúdos”&lt;/em&gt; que orientaram a Pastoral Bíblica no mês setembro desde 1971 até hoje:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1971: Bíblia, Jesus Cristo está aqui;&lt;br /&gt;1972: Deus acredita em você;&lt;br /&gt;1973: Deus continua acreditando em você;&lt;br /&gt;1974: Bíblia, muito mais nova do que você pensa;&lt;br /&gt;1975: Bíblia, palavra nossa de cada dia;&lt;br /&gt;1976: Bíblia, Deus caminhando com a gente;&lt;br /&gt;1977: Com a Bíblia em nosso lar, nossa vida vai mudar;&lt;br /&gt;1978: Como encontrar justiça e paz? (O livro de Amós);&lt;br /&gt;1979: Bíblia, o livro da criação (Gênesis 1—11);&lt;br /&gt;1980: Buscamos uma nova terra (História de José do Egito);&lt;br /&gt;1981: Que todos tenham vida! (Carta aberta de Tiago);&lt;br /&gt;1982: Que sabedoria é esta? (As Parábolas);&lt;br /&gt;1983: Esperança de um povo que luta (O Apocalipse de São João);&lt;br /&gt;1984: O caminho feito pela palavra (Os Atos dos Apóstolos);&lt;br /&gt;1985: Rute, uma história da Bíblia – Pão, família e terra (O livro de Rute);&lt;br /&gt;1986: Bíblia, o livro da Aliança (Êxodo 19—24);&lt;br /&gt;1987: Homem de Deus, homem do povo (O livro do Profeta Elias);&lt;br /&gt;1988: Salmos, a oração do povo que luta (O livro dos Salmos);&lt;br /&gt;1989: Jesus: palavra e pão (Evangelho segundo João, capítulo 6);&lt;br /&gt;1990: Mulheres celebrando a libertação (Cantos de Míriam, Débora, Ana e Maria);&lt;br /&gt;1991: Paulo, trabalhador e evangelizador (Vida e viagens de Paulo);&lt;br /&gt;1992: Jeremias, profeta desde jovem (O livro de Jeremias);&lt;br /&gt;1993: A força do povo peregrino sem lar, sem terra (Primeira Carta de Pedro);&lt;br /&gt;1994: Cântico: uma poesia de amor (O livro do Cântico dos Cânticos);&lt;br /&gt;1995: Com Jesus na contramão (Sobre a pessoa de Jesus nos Evangelhos);&lt;br /&gt;1996: Jó, o povo sofredor (O livro de Jó);&lt;br /&gt;1997: Curso Bíblico Popular – Evangelho segundo Marcos;&lt;br /&gt;1998: Curso Bíblico Popular – Evangelho segundo Lucas;&lt;br /&gt;1999: Curso Bíblico Popular – Evangelho segundo Mateus;&lt;br /&gt;2000: Luz para as Comunidades (Evangelho segundo João);&lt;br /&gt;2001: E todos repartiam o pão... (Atos dos Apóstolos 1—15);&lt;br /&gt;2002: Evangelizar um mundo hostil (Atos dos Apóstolos 16—28);&lt;br /&gt;2003: Curso Bíblico Popular – As Cartas de Pedro;&lt;br /&gt;2004: Reviver na ternura e na misericórdia (Profeta Oséias e o Evangelho segundo Mateus);&lt;br /&gt;2005: Sonhar de novo (Uma releitura do Segundo e Terceiro Isaías, a partir de Jesus);&lt;br /&gt;2006: Come teu pão com alegria! (O livro do Eclesiastes);&lt;br /&gt;2007: Deus viu tudo o que tinha feito: e era muito bom (Gênesis 1—11);&lt;br /&gt;2008: A caridade sustenta a comunidade (Introdução ao estudo da Primeira Carta aos Coríntios);&lt;br /&gt;2009: Carta do Coração (Introdução ao estudo da Carta aos Filipenses);&lt;br /&gt;2010: Levanta-te, vai à grande cidade (Jn 1,2) (Introdução ao estudo do Profeta Jonas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por aí vemos que O &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Mês da Bíblia”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; é um tempo especial para que sejam criados novos grupos de reflexão e para manter os já existentes e, conseqüentemente, ajudar a perceber que a Palavra de Deus é eficaz na formação da comunidade, como nos mostra o profeta: &lt;em&gt;“assim acontece com a minha palavra que sai da minha boca: ela não volta pra mim sem efeito, sem ter realizado o que eu quero e sem ter cumprido com sucesso a missão para a qual eu a mandei”&lt;/em&gt; (Is 55,10-11). O Frei Carlos Mesters, carmelita holandês, doutor em Teologia Bíblica e um dos principais exegetas bíblicos do método histórico-crítico no Brasil afirma que: “o Mês da Bíblia não é mais um movimento, mas uma pastoral na Igreja”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos afirmar seguramente que a partir do &lt;em&gt;“Mês da Bíblia”&lt;/em&gt; o povo passou a perceber a importância da leitura, do estudo e da contemplação das Sagradas Escrituras. Na verdade, contribuiu-se muito para o desenvolvimento da Pastoral Bíblica no âmbito paroquial e diocesano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, é importante e necessário que cada Paróquia crie a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Escola Bíblica”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, a fim de atender, além daqueles objetivos do encontro de Belo Horizonte, as mais recentes e pertinentes linhas de ação do Magistério eclesial. Quanto às &lt;em&gt;&lt;strong&gt;orientações&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, o Magistério aponta as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “O discípulo, fundamentado assim na rocha da Palavra de Deus, sente-se motivado a levar a Boa Nova da salvação a seus irmãos. Discipulado e missão são como as duas faces da mesma moeda: quando o discípulo está apaixonado por cristo, não pode deixar de anunciar ao mundo que só ele nos salva” (DAp, n. 146);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “Toda paróquia é chamada a ser o espaço onde se recebe e se acolhe a Palavra. (...). Sua própria renovação exige que se deixe iluminar de novo e sempre pela Palavra viva e eficaz” (DAp, n. 172);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “As comunidades eclesiais de base, no seguimento missionário de Jesus, têm a Palavra de Deus como fonte de sua espiritualidade, como farol de seu caminho e de sua atuação na única Igreja de Cristo” (DAp, nn. 179-180);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “Encontramos Jesus (também) na Sagrada Escritura, lida na Igreja. (...). Desconhecer a Escritura é desconhecer Jesus Cristo e renunciar a anunciá-lo” (DAp, n. 247);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “A proclamação da Palavra de Deus pela Igreja é decisiva para a fé do cristão. (...). É através da pregação do quérigma que acontece um autêntico encontro com Jesus Cristo; por isso ele deve ser uma oferta imprescindível a todos” (Doc. da CNBB, 87, n. 61; DAp, 226a);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “O anúncio e a acolhida da Palavra são, portanto, fundamentais para a vida e a missão da Igreja e ocupam lugar central na liturgia. (...). A proclamação da Palavra na liturgia torna-se para os fiéis a primeira e fundamental escola da fé” (Doc. da CNBB, 87, n. 62);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “O ministério da Palavra exige o ministério da Catequese a todos, porque fortalece a conversão inicial e permite que os discípulos missionários possam perseverar na vida cristã e na missão em meio ao mundo que os desafia” (CNBB, 87, n. 64);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• É pela pregação da Palavra que todos podem ter acesso à fé e à salvação (Cf. Rom 10,17). (...). O ministério da Palavra, pelo chamado do Espírito, revela-se no carisma da profecia. (...). Profecia e martírio são legados da memória da Igreja chamada a testemunhar, com coragem e liberdade, a Palavra que defende a vida e julga os poderes deste mundo (Doc. da CNBB, 87, n. 66);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no que se refere às &lt;em&gt;&lt;strong&gt;propostas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, o Magistério eclesial indica as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Desenvolver “uma pastoral que leve em consideração a beleza no anúncio da Palavra” (DAp, n. 512L);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Que se “difunda a Palavra de Deus, anuncie-a com alegria e ousadia e realize a formação dos leigos” (DAp, n. 517h);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Diante dos “que deixaram a Igreja para se unir a outros grupos religiosos”, em nossa Igreja devemos reforçar quatro eixos, entre os quais, a formação bíblico-doutrinal: “nossos fiéis precisam aprofundar o conhecimento da Palavra de Deus e os conteúdos da fé, visto que esta é a única maneira de amadurecer sua experiência religiosa” (DAp, n. 226c);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “Por isso, a importância de uma ‘pastoral bíblica’, entendida como animação bíblica da pastoral, que seja escola de interpretação ou conhecimento da Palavra, de comunhão com Jesus ou oração com a Palavra e de evangelização inculturada ou de proclamação da Palavra” (DAp, n. 248; Doc. da CNBB, 87, n. 63);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “Seja incentivada a prática dos círculos bíblicos ou da s reuniões de grupo, com a partilha da vivência da Palavra para a edificação mútua, de modo que a Palavra de Deus ilumine a realidade vivida pelos participantes, animando-as e despertando-as para o compromisso evangélico a serviço do Reino de Deus” (Doc. da CNBB, 87, n. 63);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “Aos fiéis leigos continuem sendo oferecidas oportunidades de formação bíblico-teológica, o que exige uma renovação da pastoral catequética nas paróquias” (Doc. da CNBB, 87, n. 65);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Face à exigência do estudo da Palavra de Deus, aconteceu, de 5-26/10/08, no Vaticano, a Assembléia Geral Ordinária do Sínodo sobre a Palavra de Deus, abordando o tema: “A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”. Ao encerrar este Sínodo, o papa Bento XVI, em sua homilia, apontou algumas luzes a serem assumidas com urgência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “A tarefa prioritária da Igreja, no início deste novo milênio, é antes de tudo alimentar-se da Palavra de Deus, para tornar eficaz o compromisso da nova evangelização, do anúncio nos nossos tempos. Isto exige em primeiro lugar um conhecimento mais íntimo de Cristo e uma escuta sempre dócil da sua palavra”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “A plenitude da Lei, como de todas as Escrituras divinas, é o amor. Portanto, quem pensa que compreendeu as Escrituras, ou pelo menos uma parte delas, sem se comprometer a construir, mediante a sua inteligência, o duplo amor de Deus e do próximo, na realidade demonstra que ainda está longe de ter compreendido o seu sentido profundo”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “Torna-se indispensável uma promoção pastoral robusta e crível do conhecimento da Sagrada Escritura, para anunciar, celebrar e viver a Palavra na comunidade cristã, dialogando com as culturas do nosso tempo”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “O lugar privilegiado no qual ressoa a Palavra de Deus, que edifica a Igreja, (...), é sem dúvida a Liturgia. Nela sobressai que a Bíblia é o livro de um povo e para um povo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No âmbito do Sínodo, ao tratar da &lt;em&gt;“Pastoral bíblica”&lt;/em&gt;, os Padres Sinodais explicitaram que “os Bispos devem ser os primeiros promotores desta dinâmica nas suas dioceses. Para anunciar a Palavra, para a anunciar de maneira credível, o Bispo deve nutrir-se, ele em primeiro lugar, da Palavra de Deus, de forma que possa sustentar e tornar cada vez mais fecundo o seu próprio ministério episcopal. O Sínodo recomenda que se intensifique a “pastoral bíblica”, não justapondo-a a outras formas de pastoral, mas como animação bíblica de toda a pastoral. Guiados pelos seus pastores, todos os batizados participam da missão da Igreja” (&lt;em&gt;Proposição&lt;/em&gt; n. 30).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguidamente, em vista das orientações e propostas do Magistério da Igreja na América Latina e Caribe, e do Sínodo sobre a Palavra de Deus, realizou-se, dos dias 9-12/07/2009, o “Primeiro Encontro Latino-Americano de Animação Bíblica da Pastoral”, em Bogotá, na Colômbia, com o tema: “A Palavra de vida, fonte de discipulado e missão”. Ao final do Encontro, foi lançada uma “mensagem”, na qual se destaca, como imperativo, “que os fiéis tenham amplo acesso à Palavra de Deus (Cf. DV, n. 22), adquirindo, antes de tudo, o livro da Bíblia e contando com subsídios que lhes permitam iniciar-se em sua leitura, para que alcancem a experiência do encontro pessoal com Jesus Cristo, Palavra encarnada do Pai, centro de toda a Escritura (Cf. Jo 5,39)”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebemos assim que não estamos sozinhos e errantes. Caminhamos como Igreja e com a Igreja, buscando sempre nos colocar na ótica de Jesus que escolheu os seus discípulos &lt;em&gt;“para que estivessem com ele e para enviá-los a pregar”&lt;/em&gt; (Mc 3,14), dando-lhes o mandato: &lt;em&gt;“Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda a criatura”&lt;/em&gt; (Mc 16,15; Cf. Mt 28,19). Daí que a decisão do apóstolo deve ser também a nossa: &lt;em&gt;“Ai de mim se eu não evangelizar”&lt;/em&gt; (1Cor 9,16). Mas para que este intuito bem se realize, precisamos nos preparar mais, homens e mulheres, casais e jovens, buscando o exemplo do servo &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Apolo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;“homem eloqüente e versado nas Escrituras, que tinha sido instruído no caminho do Senhor e, no fervor do Espírito, falava com &lt;strong&gt;intrepidez&lt;/strong&gt; (no grego: &lt;strong&gt;parresía&lt;/strong&gt;) e ensinava com exatidão o que se refere a Jesus”&lt;/em&gt; (At 18,25).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ano, durante o mês de setembro, o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Mês da Bíblia”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, a Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética, juntamente com as Instituições Bíblicas existentes, propõe para o estudo e a meditação o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Livro do profeta Jonas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, dando destaque para a evangelização e a missão na cidade, no meio urbano, motivados pela ordem divina: &lt;em&gt;“Levante-se e vá a Nínive, a grande cidade, e anuncie aí que a maldade dela chegou até mim”&lt;/em&gt; (Jn 1,2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui na paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, vamos inaugurar a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Escola Bíblica”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; no dia 2 de setembro, que funcionará todas as terças-feiras, das 19h às 20h30. E pretendemos encerrar o &lt;em&gt;“Mês da Bíblia”&lt;/em&gt; com um grande encontro de todas as comunidades da Paróquia para estudarmos o livro do &lt;em&gt;“Profeta Jonas”&lt;/em&gt;, a fim de sermos comunidades mais alegres, fervorosas, comprometidas, e verdadeiramente missionárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, espero que esta &lt;em&gt;“primavera bíblica”&lt;/em&gt; floresça a cada dia, com mais e mais pessoas participando da &lt;em&gt;“Escola Bíblica”&lt;/em&gt;, como ocorria nos primórdios da igreja, quando &lt;em&gt;“o Senhor acrescentava cada dia ao seu número os que seriam salvos”&lt;/em&gt; (At 2,47). Porém, isto só se realizará melhor se cada um se fizer verdadeiro “amante da Palavra” (DAp, n. 292), e tomar consciência que o estudo bíblico não é uma mera extensão na vida da comunidade, mas uma “prioridade da Igreja” (João Paulo II. &lt;em&gt;Novo millennio ineunte&lt;/em&gt;, n. 40). Porque somente “devido à animação bíblica da pastoral, aumenta o conhecimento da Palavra de Deus e do amor por ela” (DAp, n. 99a). Ai, sim, estaremos aptos a &lt;em&gt;“levantar”&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;“ir”&lt;/em&gt; profetizar, em atenção à ordem de Deus, anunciando-o como o Deus vivo e verdadeiro, &lt;em&gt;“compassivo, clemente e cheio de amor”&lt;/em&gt; (Jn 4,2b). &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-6982222897856119230?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/6982222897856119230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/6982222897856119230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2010/08/levanta-te-vai-grande-cidade-jn-12.html' title='“LEVANTA-TE, VAI À GRANDE CIDADE” (Jn 1,2)'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-7473009441706097470</id><published>2010-04-05T20:24:00.000-07:00</published><updated>2010-04-17T20:42:17.193-07:00</updated><title type='text'>MINHA DESPEDIDA DE MIRANDA (4/04/10)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pe. Paulo Nunes de Araujo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;UM TEMPO PARA CHEGAR E UM TEMPO PARA PARTIR&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros irmãos e irmãs aqui presentes, queridos rádio-ouvintes. Assim diz &lt;em&gt;"Aquele que fala à assembléia”&lt;/em&gt;, o Cohélet ou &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Eclesiastes&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;“Há um momento para tudo, e um tempo certo para cada coisa debaixo do céu. Tempo para nascer, e tempo para morrer. Tempo para plantar, e tempo para colher. Tempo para destruir, e tempo para construir. Tempo para chorar, e tempo para rir. Tempo para abraçar, e tempo para separar-se. Tempo para procurar, e tempo para perder. Tempo para calar e tempo para falar. Tempo para a guerra, e tempo para a paz”&lt;/em&gt; (Ecl 3,1-2.3b.4a.5b-6a.7b.8a).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebemos aí que a palavra-chave é &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“tempo”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Segundo o poeta argentino Martin Fierro, o tempo é “a tardança daquilo que está por vir”, mostrando que o tempo é um processo que se realiza do futuro para o presente. Realmente, o que passou é graça, é dádiva; a nossa expectativa é com o que está por vir. É em função do futuro que nos preparamos, nos entusiasmamos, contamos com o apoio outro, e pedimos as bênçãos de Deus, como nos ensina o apóstolo Paulo: &lt;em&gt;“esqueço-me do que fica pra trás e avanço para o que está na frente. Lanço-me em direção à meta”&lt;/em&gt; (Fl 3,13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;dezesseis meses&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (1º/11/2008 a 4/04/2010) de boa convivência humana e primorosa solicitude pastoral aqui na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, em estreita colaboração com o Pe. Altair Rossati, amigo de presbitério e irmão de sacerdócio, e de auxílio à Diocese de Jardim, tomo a liberdade de acrescentar ao texto do Eclesiastes, que há também um &lt;em&gt;tempo para chegar e um tempo para partir&lt;/em&gt;. É preciso assumir mais um novo desafio pastoral, ciente que “nem tudo que se enfrenta pode ser modificado, mas nada pode ser modificado até que seja enfrentado” (Albert Einstein, físico alemão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, em atenção ao telefonema de Dom Jorge Alves Bezerra, no dia 3/03, às 13h46, fui à cidade de Jardim com o intuito de conversar com ele, no dia 8/03, às 10h. Após um agradável e generoso diálogo, Dom Jorge conferiu-me o cuidado pastoral da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro como &lt;em&gt;Administrador Paroquial&lt;/em&gt;, na cidade de Caracol, MS, com unânime aprovação do Conselho Presbiteral e do Colégio de Consultores desta Diocese de Jardim. E definiu o dia &lt;em&gt;4 de abril&lt;/em&gt; (Páscoa do Senhor) como a data da minha nomeação, durante a Santa Missa das 19h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Honestamente, é uma missão que muito me lisonjeia e honra, pela confiança a mim depositada. Mas é com humilde disposição que procurarei servir aquela “porção do Povo de Deus” (Constituição Dogmática &lt;em&gt;Lumen Gentium&lt;/em&gt; sobre a Igreja, de 21/11/1954, n. 23), com a clara consciência que o evangelho, a igreja e reino pertencem à Jesus. Por isso, como dizia João Batista, &lt;em&gt;“é necessário que ele cresça e eu diminua”&lt;/em&gt; (Jo 3,30).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse tempo de atuação aqui em Miranda, busquei sempre, com autenticidade, ser do jeito que eu sou, com minhas qualidades e qualificações, fraquezas e limitações, até porque “o presbítero, antes de tudo é pessoa humana” (&lt;em&gt;Documento da CNBB&lt;/em&gt;, 75, n. 4). Já nos primórdios da Igreja, o apóstolo Paulo ensinava que &lt;em&gt;“trazemos este tesouro (Jesus) em vasos de argila (nossa quebrantabilidade)”&lt;/em&gt; (2Cor 4,7). Recordo também, dentro do espírito deste &lt;em&gt;Ano Sacerdotal&lt;/em&gt;, São João Maria Vianney, o padroeiro dos padres, que dizia: “Se ao morrer me desse conta de que não existe nada de positivo e de que errei durante toda a minha vida, isso não mudaria nada para mim. Ficaria feliz por ter errado acreditando sempre no Amor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cito ainda o psiquiatra norte-americano David D. Burns, que na lida com os seus filhos, admitiu o seguinte: “fiquei surpreso ao saber que me amavam mais por eu ser capaz de admitir erros, pois aí eu ficava mais humano” porque, conclui ele, “somos mais inteiros (íntegros) quando sentimos falta de algo”. No horizonte da fé cristã, esse &lt;em&gt;“algo”&lt;/em&gt; é a graça de Deus. Ninguém se basta a si mesmo. Sabemos que a graça de Deus é &lt;em&gt;abundante&lt;/em&gt; (Cf. Rm 5,20), mas “a graça supõe a natureza. E a aperfeiçoa” (Sto. Tomás de Aquino), ou seja, a graça se edifica na natureza, e a natureza humana é falha. Assim sendo, somos sempre carentes da graça divina. É ela que nos completa, nos torna inteiros, nos aperfeiçoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, sempre assumi a minha pequenez na confiança do salmista: &lt;em&gt;“Senhor, não te lembres de meus desvios, nem dos pecados da minha juventude. Lembra-te de mim, conforme o teu amor”&lt;/em&gt; (Sl 25/24,7), e na humildade do apóstolo Paulo: &lt;em&gt;“pela graça de Deus sou o que sou: e sua graça em mim dispensada não foi estéril”&lt;/em&gt; (1Cor 15,9-10a).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, parto desta Paróquia com a consciência tranqüila e serena de quem cumpriu o seu dever (veja as fotos neste meu blog). De fato, no que se refere à pastoral ordinária, ministrei 503 Missas, 42 batizados, 6 casamentos, e 12 Primeiras Comunhões, além de dezenas de unções aos enfermos e centenas de confissões. Afora isso, contribui na produção de diversos subsídios para os “grupos de reflexão” e a Grande Semana Missionária, proferi várias palestras para a formação de lideranças e agentes de pastoral. Nesse bojo, destaco ainda a criação da &lt;em&gt;Escola Bíblia Paroquial&lt;/em&gt; e o lançamento do meu livro: &lt;em&gt;“Conhecer e praticar a Palavra de Deus”&lt;/em&gt;, o qual já está na sua segunda edição. Tudo isso em profunda comunhão com o Magistério da Igreja e em atenção cuidadosa a &lt;em&gt;“integridade da doutrina”&lt;/em&gt; (Cf. 1Tm 1,3; 4,6; 6,3-4.20; 2Tm 1,14; 4,3; Tt 1,9; 2,1.7; 3,8; Gl 1,7-10).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento, faço minhas as palavras do apóstolo Paulo aos presbíteros de Éfeso: &lt;em&gt;“Vós bem sabeis como procedi para convosco todo o tempo, desde o dia em que cheguei... Eu servi ao Senhor com toda humildade, com lágrimas, e no meio das provações que me sobrevieram pelas ciladas... E nada do que vos pudesse ser útil eu negligenciei de anunciar-vos e ensinar-vos, em público e pelas casas. Pois não me esquivei de vos anunciar todo o desígnio de Deus para vós... Em tudo vos mostrei que é afatigando-nos assim que devemos ajudar os fracos, tendo presentes as palavras do Senhor Jesus, que disse: ‘há mais felicidade em dar do que em receber’”&lt;/em&gt; (At 20,18b-20.27.35).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Dom Jorge Alves Bezerra, que realmente acolheu-me como “filho e amigo” (Constituição Dogmática &lt;em&gt;Lumen Gentium&lt;/em&gt;, n. 28; Cf. Decreto &lt;em&gt;Christus Dominus&lt;/em&gt;, sobre o múnus pastoral dos bispos na Igreja, de 28/10/1965, n. 16; &lt;em&gt;Catecismo da Igreja Católica&lt;/em&gt;, n. 1567), desde o dia 13/11/2008, quando fui conversar com ele em Jardim, a minha altíssima gratidão e respeito. À minha família (mãe e irmãos), que me acolheu em casa, muitas vezes sem entender direito as minhas circunstâncias, o meu sincero amor, uma dívida que jamais conseguirei pagar (Cf. Rm 13,8a). Ao Pe. Altair Rossati Ferreira, que se mostrou verdadeiro “amigo e irmão”, conforme a &lt;em&gt;“Pastoral Presbiteral”&lt;/em&gt; pede, a minha elevadíssima estima, o que também é extensivo aos outros colegas deste presbitério. Enfim, a todos os paroquianos e paroquianas, o meu profundo e cordial reconhecimento; que Deus lhes pague por tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para concluir, retomo aqui as palavras do papa Bento XVI, na ocasião da sua eleição, a 19/04/2005, pois também me coloco como “um simples e humilde trabalhador da vinha do Senhor”. Por isso, seguindo as palavras do papa, “consola-me o fato de que o Senhor sabe trabalhar e atuar com instrumentos tão insuficientes e, sobretudo, confio em vossas orações. Na alegria do Senhor ressuscitado, confiados em sua ajuda permanente, sigamos adiante. O Senhor nos ajudará. Maria, sua santíssima Mãe, está do nosso lado”. Muito obrigado! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-7473009441706097470?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/7473009441706097470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/7473009441706097470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2010/04/minha-despedida-de-miranda-40410.html' title='MINHA DESPEDIDA DE MIRANDA (4/04/10)'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-6189156473407778807</id><published>2010-04-03T18:39:00.000-07:00</published><updated>2010-05-03T18:57:41.692-07:00</updated><title type='text'>BREVE AVALIAÇÃO PASTORAL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pe. Paulo Nunes de Araujo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Caros paroquianos e paroquianas, fiéis leitores e leitoras deste meu blog. O intuito deste artigo é apresentar uma &lt;em&gt;&lt;strong&gt;breve avaliação&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; da minha colaboração pastoral na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, na cidade de Miranda, diocese de Jardim, MS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Paróquia Nossa Senhora do Carmo, é fortemente caracterizada por sua vasta extensão territorial (cerca de 180 km de norte a sul e 50 km de leste a oeste) e pelo seu grande número de comunidades, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;trinta&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; ao todo, assim distribuídas: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;cinco&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; na área urbana, incluindo a Matriz, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;dezesseis&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; na área rural, e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;nove&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; na área indígena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somando-se a isso, outros fatores igualmente relevantes, tornam difícil o trabalho pastoral, como o clima extremamente quente, peculiar à região pantaneira (girando entre 30 a 40°C), as distâncias dos moradores das capelas, a realidade sofrida do povo em geral (desemprego, subemprego, falta de oportunidades), gerando certo desalento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando toda essa conjuntura, assevero que a ação missionária paroquial foi intensa e levada a efeito em todas as trinta comunidades da Paróquia. Evidentemente, o cuidado foi redobrado sobre as comunidades mais distantes, como as localizadas nas áreas indígenas e rurais, atendendo naturalmente as palavras de Jesus: &lt;em&gt;“Vão primeiro as ovelhas perdidas da casa de Israel”&lt;/em&gt; (Mt 10,6). Assim sendo, ao longo desses &lt;em&gt;&lt;strong&gt;dezesseis meses&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (1º/11/2008 a 4/04/2010) de colaboração com o Pe. Altair, com a Diocese de Jardim, e de serviço desprendido ao Reino de Jesus, eu avalio como altamente satisfatório o atendimento pastoral na Paróquia, principalmente no que se refere à &lt;em&gt;&lt;strong&gt;pastoral ordinária&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Pois afirmo que cada comunidade teve a graça de receber todos os meses, ininterruptamente, os vários Sacramentos, essencialmente os da iniciação e da vida cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, durante esse tempo de ajuda, através do exercício do meu Ministério e tendo observado rigorosamente a minha &lt;em&gt;“Agenda Pastoral”&lt;/em&gt;, totalizei o seguinte resultado: ministrei 503 Missas, 42 batizados, 6 casamentos, e 12 Primeiras Comunhões, além de dezenas de unções aos enfermos e centenas de confissões, como se pode ver em detalhe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;a) Nas cinco comunidades urbanas:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;em&gt;Nossa Senhora do Carmo&lt;/em&gt; (Matriz), no Centro (121 Missas, 20 batizados e 4 casamentos);&lt;br /&gt;2. &lt;em&gt;Nossa Senhora do Perpétuo Socorro&lt;/em&gt;, no Bairro Cohab (15 Missas);&lt;br /&gt;3. &lt;em&gt;Nossa Senhora Aparecida&lt;/em&gt;, no Bairro Nª Sª Aparecida (20 Missas e 3 batizados);&lt;br /&gt;4. &lt;em&gt;Nossa Senhora de Fátima&lt;/em&gt;, no Bairro Baiazinha (21 Missas e 1 batizado);&lt;br /&gt;5. &lt;em&gt;Nossa Senhora do Rosário&lt;/em&gt;, no Bairro Maria do Rosário (14 Missas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;b) Nas dezesseis comunidades rurais:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;em&gt;Nossa Senhora Aparecida&lt;/em&gt;, no Imbirussu (14 Missas e 1 batizado);&lt;br /&gt;2. &lt;em&gt;Nossa Senhora do Perpétuo Socorro&lt;/em&gt;, em Duque Estrada (13 Missas, 2 batizados e 4 Primeiras Comunhões);&lt;br /&gt;3. &lt;em&gt;Nossa Senhora de Fátima&lt;/em&gt;, no Furriel Pires, BR 262 (16 Missas e 1 batizado);&lt;br /&gt;4. &lt;em&gt;Nossa Senhora Aparecida&lt;/em&gt;, no Carrapatinho (14 Missas e 2 batizados);&lt;br /&gt;5. &lt;em&gt;Nossa Senhora da Guia&lt;/em&gt;, na Bocâina (11 Missas e 1 batizado);&lt;br /&gt;6. &lt;em&gt;Imaculado Coração de Maria&lt;/em&gt;, na Cerâmica Nemer (11 Missas);&lt;br /&gt;7. &lt;em&gt;Nossa Senhora Aparecida&lt;/em&gt;, no Assentamento Tupã-Baê (11 Missas e 1 casamento);&lt;br /&gt;8. &lt;em&gt;São Sebastião&lt;/em&gt;, no Assentamento Bandeirantes (11 Missas);&lt;br /&gt;9. &lt;em&gt;São João Batista&lt;/em&gt;, no Furriel Pires (6 Missas);&lt;br /&gt;10. &lt;em&gt;São José&lt;/em&gt;, na Poeira 1 e 2 (10 Missas, 3 batizados e 8 Primeiras Comunhões);&lt;br /&gt;11. &lt;em&gt;Nossa Senhora Aparecida&lt;/em&gt;, no Passo das Lontras (11 Missas e 4 batizados);&lt;br /&gt;12. &lt;em&gt;São Francisco de Assis&lt;/em&gt;, na Fazenda Novo Horizonte (11 Missas);&lt;br /&gt;13. &lt;em&gt;Nossa Senhora Aparecida&lt;/em&gt;, na Fazenda Caiman (12 Missas);&lt;br /&gt;14. &lt;em&gt;Nossa Senhora Aparecida&lt;/em&gt;, na Colônia Paxixi (13 Missas);&lt;br /&gt;15. &lt;em&gt;São Francisco de Assis&lt;/em&gt;, na Fazenda San Francisco (14 Missas);&lt;br /&gt;16. &lt;em&gt;São Miguel Arcanjo&lt;/em&gt;, no Povoado Salobra (10 Missas e 2 batizados);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;c) Nas nove comunidades indígenas:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;em&gt;Nossa Senhora Imaculada Conceição&lt;/em&gt;, na Aldeia Lalima (14 Missas);&lt;br /&gt;2. &lt;em&gt;Nossa Senhora do Perpétuo Socorro&lt;/em&gt;, na Aldeia Moreira (12 Missas);&lt;br /&gt;3. &lt;em&gt;Nossa Senhora do Perpétuo Socorro&lt;/em&gt;, na Aldeia Cachoeirinha (20 Missas e 1 casamento);&lt;br /&gt;4. &lt;em&gt;Cristo Redentor&lt;/em&gt;, na Aldeia Morrinho (17 Missas e 3 batizados);&lt;br /&gt;5. &lt;em&gt;Nossa Senhora Aparecida&lt;/em&gt;, na Aldeia Passarinho (10 Missas e 4 batizados);&lt;br /&gt;6. &lt;em&gt;Nossa Senhora Imaculada Conceição&lt;/em&gt;, na Aldeia Campão-Babaçu (12 Missas e 5 batizados);&lt;br /&gt;7. &lt;em&gt;Santíssima Trindade&lt;/em&gt;, na Aldeia Lagoinha (13 Missas);&lt;br /&gt;8. &lt;em&gt;Nossa Senhora Aparecida&lt;/em&gt;, na Aldeia Argola (15 Missas e 6 batizados);&lt;br /&gt;9. &lt;em&gt;Nossa Senhora de Fátima&lt;/em&gt;, na Aldeia Mãe-Terra (11 Missas e 9 batizados).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afora isso, nessa ocasião também colaborei vigorosamente na confecção de subsídios para os grupos de reflexão e oração, nas comunidades e setores da Paróquia, como: a cartilha para os encontros da primeira Grande Semana Missionária (23-30/11/2008), com o tema: &lt;em&gt;“Fazei tudo o que meu Filho vos disser”&lt;/em&gt; (Jo 2,5); a cartilha da Novena de Natal em família – 2008, dentro do espírito das Santas Missões Populares, com o tema: &lt;em&gt;“Com Maria missionária acolhemos o Menino Jesus”&lt;/em&gt;; a cartilha da Novena de Nossa Senhora do Carmo – 2009, com o tema: &lt;em&gt;“Com Maria, somos igreja em missão”&lt;/em&gt; e o lema: &lt;em&gt;“Sem Maria, a nossa festa não tem graça”&lt;/em&gt;; e a cartilha com os encontros para a segunda Grande Semana Missionária (22-29/11/2009), com o tema: &lt;em&gt;“Vão e façam com que todos se tornem meus discípulos”&lt;/em&gt; (Mt 28,19).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também foi altamente valioso o estudo da &lt;em&gt;“Introdução ao estudo da Carta aos Filipenses”&lt;/em&gt;, nos dias 28-30/09/2009, como encerramento do &lt;em&gt;mês da Bíblia&lt;/em&gt;. O evento contou com a afluência de cerca de oitenta pessoas realmente engajadas na vida paroquial, que participaram assiduamente, com muita animação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto alto desta minha avaliação foi a criação da &lt;em&gt;Escola Bíblica Paroquial&lt;/em&gt;. No espaço de nove meses, as aulas de Bíblia ocorreram todas as semanas ininterruptamente, tanto na &lt;em&gt;Comunidade Nª Sª Aparecida&lt;/em&gt; (Bairro Nª Sª Aparecida), que se iniciou com 90 alunos, e na &lt;em&gt;Comunidade Nª Sª de Fátima&lt;/em&gt; (Bairro Baiazinha), com 26 alunos. Ou seja, as aulas se realizaram por 32 duas vezes, totalizando 64 horas/aula. O conteúdo das aulas foi o subsídio da CNBB: &lt;em&gt;“Crescer na leitura da Bíblia”&lt;/em&gt; (Estudo – 86). Desse total de 116 alunos, 73 receberam o Certificado de aprovação, durante a Missa na Matriz, no dia 28/02, &lt;em&gt;“por haverem participado satisfatoriamente do ciclo da Escola Bíblica Paroquial”&lt;/em&gt;, por terem tido ótima freqüência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vista do bom êxito da Escola Bíblica, e como forma de os alunos e demais paroquianos terem e conservarem consigo o conteúdo dado em aulas, lancei o meu livro &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Conhecer e praticar a Palavra de Deus”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Por ter sido algo inédito em Miranda, pois sou o primeiro padre a lançar um livro na história desta cidade, fantástica foi a festa de lançamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda nesses dezesseis meses, tive a enorme satisfação de ajudar na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na cidade de Bodoquena. Lá, ministrei 4 Missas, uma das quais no encerramento da festa da Padroeira e 1 Casamento. Além disso, assessorei o Encontro de Formação para cerca de 60 jovens das Paróquias da &lt;em&gt;“Forania Pantaneira”&lt;/em&gt; (30-31/05/09), onde falei sobre a &lt;em&gt;“Introdução à Bíblia”&lt;/em&gt;, e um encontro com dezenas de lideranças da Comunidade Santa Luzia (15/11/09), onde tratei do tema: &lt;em&gt;“Ser comunidade é nossa missão”&lt;/em&gt;, à luz da Carta de Paulo aos Filipenses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vista do exposto, meu coração está agradecido por tudo, e por eu ter participado intimamente da trajetória das comunidades desta Paróquia, com a anuência de D. Jorge Alves Bezerra, o bispo diocesano e com o apoio, a amizade e a confiança do Pe. Altair Rossati, o pároco, o qual demonstrou total coerência com aquilo que a Pastoral Presbiteral pede, sobretudo neste &lt;em&gt;Ano Sacerdotal&lt;/em&gt;. Por isso, afirmo reiteradamente que a caminhada foi bem sucedida. A semente boa foi lançada. Resta-nos confiar nas palavras do Mestre: &lt;em&gt;“Outra parte (da semente) caiu em terra boa e deu fruto, brotando e crescendo: rendeu trinta, sessenta e até cem por um”&lt;/em&gt; (Mc 4,8). Por fim, deixo claro que nesta avaliação não tive a pretensão de &lt;em&gt;“contar vantagem”&lt;/em&gt; calculando matematicamente a minha ação, mas sim expressar com honestidade o valor do meu trabalho e o respeito às pessoas que comigo caminharam. Porque a boa gratificação somente quem a dá é Jesus: &lt;em&gt;“antes, fiquem alegres porque os nomes de vocês estão escritos no céu”&lt;/em&gt; (Lc 10,20b).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a bênção de Deus e a proteção da Virgem Maria, Nossa Senhora do Carmo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-6189156473407778807?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/6189156473407778807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/6189156473407778807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2010/04/breve-avaliacao-pastoral.html' title='BREVE AVALIAÇÃO PASTORAL'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-495774390073140458</id><published>2010-03-28T08:03:00.000-07:00</published><updated>2010-04-01T08:38:31.094-07:00</updated><title type='text'>SEMANA SANTA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pe. Paulo Nunes de Araujo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Semana Santa”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; surgiu já nos primórdios do cristianismo quando as comunidades cristãs em Jerusalém se reuniam, na sexta-feira e no sábado, por meio de rigoroso &lt;em&gt;jejum&lt;/em&gt;, para relembrar o sofrimento e a morte de Jesus, ou seja, a fim de rememorar &lt;em&gt;“os dias em que nos foi tirado o esposo”&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;diebus in quibus ablatus est sponsus&lt;/em&gt;: Cf. Mt 9,15; Mc 2,20). Desse modo, os cristãos se preparavam para a festa da Páscoa, no domingo, em que celebravam a memória da ressurreição de Jesus. Tempos depois, a prática do jejum passou a ser observada também na quarta-feira, &lt;em&gt;“porque nesse dia começaram ‘os judeus’ a tramar a perda do Senhor”&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;propter initum a Iudaeis consilium de proditione Domini&lt;/em&gt;: Cf. Mc 3,6; 14,1-2; Lc 6,11; 19,47; 20,19a; 22,2), ou seja, nesse dia os &lt;em&gt;“chefes judeus”&lt;/em&gt; decidiram prender Jesus. Tudo isso ocorria mais intensamente em Jerusalém porque possivelmente ali permaneciam mais vivas as lembranças dos últimos dias de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posteriormente, essas solenidades passaram a ser imitadas pelas Igrejas do Oriente e depois pelas Igrejas européias. Esses dias eram também de descanso para todos os servos e escravos. Em algumas Igrejas em Jerusalém eram celebradas, todas as noites, vigílias solenes com orações e leituras bíblicas, e também a eucaristia. Nesse processo evolutivo, em meados do século III, já se praticava o jejum em todos os dias da Semana Santa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância dessa Semana que antecede a festa da Páscoa está comprovada nos diversos nomes que ela recebeu ao longo dos primeiros séculos: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Hebdomada Paschalis”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;Semana da Páscoa&lt;/em&gt;); &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Hebdomada Authentica”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (Semana &lt;em&gt;“sem comparação”&lt;/em&gt; ou que &lt;em&gt;“tem uma importância toda sua, em si e por si mesma”&lt;/em&gt;); &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Hebdomada Maior”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;Semana Maior&lt;/em&gt;); e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Hebdomada Sancta”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;Semana Santa&lt;/em&gt;), nome que vigora até hoje. As cerimônias litúrgicas particulares da &lt;em&gt;Semana Santa&lt;/em&gt; começaram a se desenvolver a partir do século IV. Resumidamente, a Semana Santa &lt;em&gt;&lt;strong&gt;assim se desdobra&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;I. Domingo de Ramos e Paixão do Senhor&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, esse domingo chamava-se, em latim, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Capitulavium&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;lavação das cabeças&lt;/em&gt;), porque nesse dia, os que iam ser batizados no sábado seguinte, participavam de uma cerimônia preparatória, quando suas cabeças eram solenemente lavadas. Esse domingo é marcado pela &lt;em&gt;procissão de ramos&lt;/em&gt;, que começou a ser feita em Jerusalém, no século IV, para relembrar a entrada solene de Jesus, aclamado como Messias. Começava às treze horas, no Monte das Oliveiras. Não se tratava apenas de relembrar um fato do passado, mas de dar um testemunho público de fé em Jesus como o verdadeiro Rei e Salvador enviado. A partir daí, no correr da semana, precisamente na &lt;em&gt;Quinta-feira&lt;/em&gt;, se iniciava o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Tríduo Pascal”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;1) Quinta-feira Santa.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta do século V, esse dia chamava-se &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Feria quinta in Coena Domini”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;Quinta-feira da Ceia do Senhor&lt;/em&gt;). Em alguns lugares, chamava-se &lt;em&gt;“Dia da Traição”&lt;/em&gt;. Costumava-se chamar também de Quinta-feira de &lt;em&gt;“Endoenças”&lt;/em&gt; (corruptela popular do latim: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;indulgêntia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;in&amp;shy;dulgências&lt;/em&gt;, daí: &lt;em&gt;endoenças&lt;/em&gt;), que é o dia do perdão, do indulto, da expiação dos pecados, da clemência. No século VI, iniciou-se o costume de fazer neste dia a &lt;em&gt;bênção dos óleos&lt;/em&gt;, a serem usados nos Sacramentos do &lt;em&gt;Batismo&lt;/em&gt;, da &lt;em&gt;Crisma&lt;/em&gt; e da &lt;em&gt;Unção dos Enfermos&lt;/em&gt;. Nessa Missa dos Santos Óleos, celebra-se a &lt;em&gt;instituição do Sacramento da Ordem&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;em&gt;Quinta-feira Santa&lt;/em&gt; é marcada pela &lt;em&gt;&lt;strong&gt;instituição da Eucaristia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, a &lt;em&gt;“Ceia do Senhor”&lt;/em&gt;, simbolizada pelo amor serviçal (&lt;em&gt;o lava-pés&lt;/em&gt;). Desde o século VI, a cerimônia do &lt;em&gt;“lava-pés”&lt;/em&gt; procura reproduzir ritualmente o gesto de Jesus que lavou os pés de seus discípulos, como prova de amor e disposição para servir (Cf. Jo 13,1-17). De fato, no Quarto Evangelho não encontramos a narrativa da instituição eucarística, mas a do &lt;em&gt;‘lava-pés’&lt;/em&gt;, para mostrar que Eucaristia é serviço. O &lt;em&gt;lava-pés&lt;/em&gt; era chamado também de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Mandatum"&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, para recordar o &lt;em&gt;mandamento novo&lt;/em&gt; de Jesus (Cf. Jo 13,34-35; 15,9-15). Em Roma, o papa lavava os pés de &lt;em&gt;treze pobres&lt;/em&gt;, aos quais tinha servido uma ceia. Para o papa Gregório I, conhecido como Gregório Magno (590-604), este 13º pobre seria o próprio Cristo disfarçado de mendigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também na &lt;em&gt;Quinta-feira Santa&lt;/em&gt;, celebramos a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;instituição do Sacerdócio ministerial&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, que neste ano, terá para toda a Igreja um significado muito especial, por estarmos exatamente dentro do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ano Sacerdotal&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (11/06/2009 a 11/06/2010), instituído pelo papa Bento XVI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, logo após a Eucaristia, o altar é deixado sem nenhuma toalha. Com este gesto simbólico, recordamos a denudação de Cristo antes de sua crucifixão. Além disso, o Santíssimo é transladado pra um lugar preparado à parte, a fim de levar os fiéis a fazerem algum momento de adoração, de vigília, meditando a hora difícil de Jesus no Jardim das Oliveiras e de oração por todos os que atualmente sofrem, pois neles, Jesus continua sofrendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;2) Sexta-feira Santa.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, este dia chamava-se &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Paraskeve”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (do grego: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;paraskeué&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;preparação&lt;/em&gt;; ou, por extensão, &lt;em&gt;“véspera do sábado”&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;sexta-feira&lt;/em&gt;). Segundo o evangelista João, é nesse dia que Jesus foi crucificado: &lt;em&gt;“Os judeus temeram que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque já era a Preparação e esse sábado era particularmente solene. Rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados”&lt;/em&gt; (Jo 19,31). Tertuliano (155-222), um dos mais importantes escritores eclesiásticos da antiguidade, deu-lhe o nome de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dies Paschae”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;Dia da Páscoa&lt;/em&gt;). Santo Ambrósio (340-397) chamava a Sexta-feira de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dies amaritudinis”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;Dia do amargor&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;da tristeza&lt;/em&gt;), por ser o grande dia de luto para a Igreja. Ainda hoje, também é chamada de &lt;em&gt;Sexta-feira Maior&lt;/em&gt;. A liturgia deste dia é composta de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;três partes&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;a) Liturgia da Palavra&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. A liturgia começa diretamente com leituras dos profetas, cantos e a leitura dialogada da Paixão. Em seguida, a Oração Universal, apresentando as necessidades da Igreja e do mundo. A tradição dessas orações, abandonada no século VI, foi retomada pela nova liturgia depois do Concílio Vaticano II, que acabou introduzindo em todas as Missas as assim chamadas &lt;em&gt;“Oração dos fiéis”&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;“Oração da assembléia”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;b) Adoração da Cruz.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; Quanto a isso, é preciso antes esclarecer: a palavra &lt;em&gt;“adoração”&lt;/em&gt; significa apenas &lt;em&gt;“veneração solene”&lt;/em&gt;. Adoração, no sentido próprio, pode ser prestada só a Deus. A cerimônia da Adoração da Cruz teve origem em Jerusalém, no século IV, depois que Constantino encontrou as relíquias da Cruz do Salvador. Aos poucos a cerimônia foi sendo adotada também por outras cidades onde havia relíquias da Cruz. Mais tarde, foi assumida por toda a Igreja. Prestando uma veneração especial à Cruz ou ao Crucifixo, manifestamos nossa fé no Cristo Redentor, que nos salvou por sua morte. Adorando a cruz, é ao Cristo que de fato adoramos, reconhecendo nele o Filho de Deus encarnado e oferecido em sacrifício por amor a nós. Portanto, o sentido desta &lt;em&gt;“adoração”&lt;/em&gt; é contemplar Jesus que, morto na cruz, &lt;em&gt;ascende&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;eleva-se&lt;/em&gt; dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;c) Rito da Comunhão.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; Desde os primórdios, não foi costume celebrar a Missa na Sexta-feira Santa. A razão é que assim a Igreja manifesta seu luto pela morte do Salvador. Até o século VIII não havia nem mesmo a comunhão, que só aos poucos foi introduzida na liturgia do dia. Em l622, foi proibida a comunhão dos fiéis. Isso continuou até recentemente, quando foi reintroduzida, após o Concílio Vaticano II. É bom lembrar que &lt;em&gt;neste dia não se consagram as hóstias&lt;/em&gt;, pois já foram consagradas na Quinta-feira Santa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;3) Sábado Santo - Vigília Pascal.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a Vigília Pascal convergem todas as celebrações da Semana Santa bem como as de todo o Ano Litúrgico. Na Vigília Pascal recordamos a grande noite de vigília do povo hebreu no Egito, aguardando a hora da libertação da escravidão do Egito, ou seja, relembramos a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Páscoa&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (do hebraico: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;pessach&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;passagem&lt;/em&gt;) &lt;em&gt;&lt;strong&gt;judaica&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (Cf. Ex 12). Na Vigília Pascal celebramos a nossa própria redenção pelo mistério da Ressurreição de Cristo. Na Ressurreição de Jesus realiza-se a grande Páscoa cristã, isto é, a Passagem da morte para a vida; do estado de perdição para o estado de salvação. É a vitória final de Deus, em Cristo, sobre o pecado, o mal e a própria morte. Cumpriu-se, assim, o que João Batista dissera acerca de Cristo: &lt;em&gt;“No dia seguinte, João viu a Jesus que se aproximava dele. E disse: ‘Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo’”&lt;/em&gt; (Jo 1,29). Jesus é agora o novo Cordeiro Pascal, segundo o autor do Sermão aos Hebreus: &lt;em&gt;“ele se manifestou uma vez por todas no fim dos tempos, para abolir o pecado pelo sacrifício de si mesmo”&lt;/em&gt; (Hb 9,26). No âmbito espiritual, nos apropriamos da graça desta passagem pelo Batismo. Por isso, a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“liturgia batismal”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; tem aqui um lugar destacante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;em&gt;Vigília Pascal&lt;/em&gt;, que para Santo Agostinho (354-430) é &lt;em&gt;“a mãe de todas as Vigílias”&lt;/em&gt;, é uma soleníssima celebração, muito rica de símbolos universais e de símbolos particulares: as &lt;em&gt;trevas&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;fogo&lt;/em&gt;, a &lt;em&gt;luz&lt;/em&gt;, a &lt;em&gt;água&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;círio pascal&lt;/em&gt;, a &lt;em&gt;cor alegre dos paramentos&lt;/em&gt;, as &lt;em&gt;músicas&lt;/em&gt;. A celebração articula &lt;em&gt;&lt;strong&gt;quatro partes&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e conclui com a Procissão da Ressurreição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;a) Celebração da Luz.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; Essa cerimônia começou a ser realizada de modo mais abrangente só a partir do século IX. Começa com a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“bênção do fogo”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, feita no pátio, à entrada da igreja. Antigamente, acendia-se o fogo, usando pedras friccionadas, já que na Quinta-feira, tinham sido apagadas todas as luzes da igreja. Isso constava no próprio ritual antigo da bênção do fogo “O Cristo é a pedra usada por Deus para acender em nós o fogo da claridade divina”. Para os antigos, esse simbolismo do Cristo que ilumina, aquece e é centro de vida, era mais significativo. Porque, na Sexta-feira Santa, costumava-se apagar o fogão e todas as luzes das casas. Era no &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“fogo novo”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; que cada família acendia uma lâmpada para levar para casa e acender tudo de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Cristo ressuscitado, definitivamente a &lt;em&gt;“Luz brilha nas trevas”&lt;/em&gt; (Jo 1,5). Recordamos aqui as palavras do próprio Jesus: &lt;em&gt;“Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida”&lt;/em&gt; (Jo 8,12). Jesus Ressuscitado garante que &lt;em&gt;“a vida é a luz dos seres humanos”&lt;/em&gt; (Jo 1,4b). Assim, o &lt;em&gt;círio pascal&lt;/em&gt;, que simboliza o Ressuscitado, é bento, aceso no &lt;em&gt;“fogo novo”&lt;/em&gt; e conduzido em procissão para dentro da Igreja ainda às escuras, cantando por três vezes: &lt;em&gt;Eis a luz de Cristo!&lt;/em&gt; Em seguida, é colocado fixo diante da assembléia. Os participantes são convidados a acenderem as suas velas, imitando aqueles servos de que fala o Evangelho (Lc 12,35-40), os quais esperam, vigilantes, &lt;em&gt;“com as lâmpadas acesas”&lt;/em&gt;, o seu Senhor que os fará sentar à sua mesa. Esta parte se encerra cantando a &lt;em&gt;Proclamação da Páscoa&lt;/em&gt; (o &lt;em&gt;Precônio Pascal&lt;/em&gt;), o &lt;em&gt;Exulte&lt;/em&gt; (do latim: &lt;em&gt;Exultet&lt;/em&gt;), anunciando solenemente a vitória de Cristo. Não se sabe com certeza quando começou essa tradição litúrgica. Mas por volta do ano 384, já são encontradas referências a ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;b) Liturgia da Palavra.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; Neste momento, são narrados os gestos maravilhosos que Deus realizou em favor do povo ao longo da história da humanidade, desde a Criação do mundo até o grande ato da &lt;em&gt;“Nova Criação”&lt;/em&gt; conferida pela ressurreição de Cristo, início e primícias de um mundo novo. É uma verdadeira &lt;em&gt;“passeada”&lt;/em&gt; pela Escritura e pelo Novo Testamento. Para nós, tudo isso é motivo de júbilo e de ação de graças. Ao cântico solene do Glória, pouco antes da proclamação do Evangelho, a Igreja escurecida torna-se, de repente, uma explosão de luz. Toda a assembléia canta alegre e vibrante, ao som dos instrumentos musicais e até do sino. Note-se que as várias leituras bíblicas são intercaladas por orações e aclamações, a última das quais é o canto do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Aleluia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; pascal (do hebraico: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;hallelu-yah&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;louvem a Javé&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;adorem a Javé&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;c) Liturgia Batismal.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; Se há batismo, entoa-se a &lt;em&gt;“Ladainha”&lt;/em&gt; (do grego: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;litanéia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;oração pública&lt;/em&gt;; e do latim: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;litania&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;oração breve e insistente&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;pedir insistentemente&lt;/em&gt;) dos Santos. O Cristianismo herdou da liturgia das sinagogas esta forma de rezar, repetindo a mesma frase várias vezes como se vê na Escritura (1Rs 18,39; Sl 136/135; 148; 150; Dn 3,52-90). A &lt;em&gt;“ladainha dos santos”&lt;/em&gt; surgiu da &lt;em&gt;“Oração dos fieis”&lt;/em&gt; (Séc. III), que constava duma lista de nomes de Santos, cuja memória era invocada por quem presidia a Missa. No início eram reverenciados os nomes de mártires, sobretudo os que testemunharam a fé em Roma. Com o tempo, a lista dos santos foi ampliada, tomando caráter de universalidade. A seguir, realiza-se a &lt;em&gt;“bênção da água batismal”&lt;/em&gt;. O presidente da celebração mergulha o Círio pascal na água benta, para indicar que fomos sepultados na morte com Cristo e com ele ressuscitamos para a vida. Seguindo a bênção da água, passa-se para a &lt;em&gt;“renovação das promessas do batismo”&lt;/em&gt;. Nos primeiros séculos da Igreja, era no Sábado Santo que se fazia o Batismo dos que, durante um bom tempo, tinham sido preparados para a admissão na comunidade. Os que já tinham abraçado a fé cristã, mas ainda estavam recebendo a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;catequese&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (do grego &lt;em&gt;&lt;strong&gt;katechéo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;derramar&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;verter para dentro de&lt;/em&gt;), chamavam-se &lt;em&gt;&lt;strong&gt;catecúmenos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (do grego &lt;em&gt;&lt;strong&gt;kataskeuazómenoi&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: os &lt;em&gt;iniciandos&lt;/em&gt;). Nessa noite de Vigília, eles recebiam as últimas instruções e ouviam com a comunidade leituras da Escritura, apropriadas para a circunstância. Para o Batismo, a água era abundantemente derramada sobre a cabeça dos novatos (do grego: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;neófitos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;novas plantas&lt;/em&gt;; daí: &lt;em&gt;iniciantes&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;novos&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;imaturos&lt;/em&gt;). Assim, se há batizandos, realiza-se o Sacramento do Batismo. E mesmo havendo batismo, é muito significativa a aspersão da água benta sobre toda a assembléia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;d) Liturgia Eucarística.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; Trata-se de uma celebração festiva, pois já se comemora a vitória sobre a morte: &lt;em&gt;Jesus Ressuscitou!&lt;/em&gt; O Santíssimo que havia sido transladado pra um lugar preparado à parte, na Quinta-feira Santa, agora é trazido de volta para Tabernáculo na Igreja. Alimentando-nos do pão eucarístico que é Jesus, realimentamos as nossas forças e o nosso compromisso com a vida. Em muitos lugares, logo após a Celebração, o Santíssimo Sacramento é preparado para uma pequena procissão. De volta ao altar-mor, o presidente da Celebração abençoa todos os fiéis enquanto se canta o &lt;em&gt;“Rainha dos Céus, alegrai-vos”&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;Regina Coeli, laetare&lt;/em&gt;), como se fosse um &lt;em&gt;“parabéns”&lt;/em&gt; àquela que de &lt;em&gt;“Senhora das Dores”&lt;/em&gt; transformou-se em &lt;em&gt;“Senhora da Alegria”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda no que se refere ao &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Tríduo Pascal”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, é bom lembrar que &lt;em&gt;não são três celebrações isoladas&lt;/em&gt;, ou três Missas, como a maioria das pessoas pensam e dizem. Notemos que a Celebração da Quinta-feira Santa começa com os &lt;em&gt;“Ritos iniciais”&lt;/em&gt; e não conclui com os &lt;em&gt;“Ritos finais”&lt;/em&gt;, apenas com a &lt;em&gt;“Oração depois da comunhão”&lt;/em&gt; e com a &lt;em&gt;“Transladação do Santíssimo”&lt;/em&gt;. A Celebração da Sexta-feira Santa, por sua vez, não é começada com os &lt;em&gt;“Ritos iniciais”&lt;/em&gt; e nem terminada com os &lt;em&gt;“Ritos finais”&lt;/em&gt;, mas apenas com a &lt;em&gt;“Oração sobre o povo”&lt;/em&gt;, pois a Missa que começou na Quinta-feira, ainda continua. E no Sábado Santo, a Celebração também não começa com os &lt;em&gt;“Ritos iniciais”&lt;/em&gt;, pois ainda é parte da Missa que deu início na Quinta-feira Santa. Aí, sim, concluída a Celebração da Vigília Pascal, o presidente da Missa vai encerrar o &lt;em&gt;“Tríduo Pascal”&lt;/em&gt; com os &lt;em&gt;“Ritos finais”&lt;/em&gt;. Podemos assim dizer que o &lt;em&gt;“Tríduo Pascal”&lt;/em&gt; é uma grande Missa, uma &lt;em&gt;“Missona”&lt;/em&gt;. O que a Igreja realiza de modo mais espichado no &lt;em&gt;“Tríduo Pascal”&lt;/em&gt;, é realizado de modo mais breve nos Domingos comuns. Portanto, não é interessante &lt;em&gt;“quebrar”&lt;/em&gt; a seqüência desta única Celebração pascal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;II. Páscoa da Ressurreição.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A &lt;em&gt;Missa de Páscoa&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;no domingo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, é a &lt;em&gt;maior solenidade do ano&lt;/em&gt;. Até o século XI, era só nesse dia que os simples padres podiam cantar solenemente o &lt;em&gt;“Glória a Deus nas alturas”&lt;/em&gt; (no latim: &lt;em&gt;Gloria in excelsis Deo&lt;/em&gt;). Nesse momento do canto do Glória, como ainda hoje, novamente os sinos e o órgão irrompiam numa grande explosão de alegria. Cristo venceu a morte, também para nós existe a tranqüila garantia de vida e esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, é muito importante que &lt;em&gt;no Domingo pascal&lt;/em&gt;, a assembléia se reúna em torno de Cristo ressuscitado e presente no meio da comunidade. A tristeza, o desânimo e o medo, devem dar lugar à alegria e à esperança. Jesus venceu a morte para estar definitivamente junto e dentro de nós. Caso contrário, quem participa apenas da &lt;em&gt;“Quinta-feira Santa”&lt;/em&gt;, ou só da &lt;em&gt;“Sexta-feira Santa”&lt;/em&gt;, corre o risco de assimilar uma &lt;em&gt;fé fracassada&lt;/em&gt; pela morte e de viver uma vida marcada pela resignação, pela alienação e inércia. É como se vivesse uma terrível e interminável Sexta-feira Santa, tanto na Igreja como na Sociedade. Para concluir, desejo a todos uma &lt;em&gt;&lt;strong&gt;feliz e abençoada Páscoa&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-495774390073140458?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/495774390073140458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/495774390073140458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2010/04/semana-santa.html' title='SEMANA SANTA'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-4232120251074059593</id><published>2010-03-14T14:22:00.000-07:00</published><updated>2010-03-21T14:41:09.252-07:00</updated><title type='text'>NOVA EDIÇÃO DO LIVRO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Caros amigos e amigas, meus fiéis leitores e leitoras. Como sabem, no dia 28 próximo passado eu lancei o meu livro: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Conhecer e praticar a Palavra de Deus"&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Foi um sucesso! Já esgotou! Como a busca pelo livro ainda é grande, já viabilizei a segunda edição. Deverá estar pronto até o final deste mês. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Adquira o seu durante Semana Santa, ou na Secretaria Paroquial. Creio que será um ótimo presente de Páscoa, para você mesmo ou para alguém que você queira presentear. Dessa forma, será um presente para mim também, pois me servirá de incentivo, a fim de que eu venha a produzir tantos outros escritos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Desde já, obrigado e fiquem com Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pe. Paulo Nunes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-4232120251074059593?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/4232120251074059593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/4232120251074059593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2010/03/nova-edicao-do-livro.html' title='NOVA EDIÇÃO DO LIVRO'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-3205938732989253000</id><published>2010-02-22T14:33:00.000-08:00</published><updated>2010-03-21T14:11:26.451-07:00</updated><title type='text'>MISSA DE FORMATURA DOS ALUNOS DA ESCOLA BÍBLICA PAROQUIAL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pe. Paulo Nunes de Araujo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros amigos e amigas, meus fiéis leitores e leitoras. A razão fundamental deste breve texto é expressar a minha enorme alegria pela &lt;em&gt;&lt;strong&gt;formatura&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; dos meus alunos da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Escola Bíblica Paroquial&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, aqui na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, Cidade de Miranda, Diocese de Jardim, MS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já escrevi anteriormente neste blog, a &lt;em&gt;Escola Bíblica Paroquial&lt;/em&gt; funcionou em dois locais: na &lt;em&gt;Comunidade Nª Sª Aparecida&lt;/em&gt; (Bairro Nª Sª Aparecida) e na &lt;em&gt;Comunidade Nª Sª de Fátima&lt;/em&gt; (Bairro Baiazinha), iniciando com um total geral de 116 alunos. Após nove meses de aulas semanais, totalizando 64 horas/aula de estudo sério do subsídio da CNBB: &lt;em&gt;“Crescer na leitura da Bíblia”&lt;/em&gt; (Estudo de número 86), chegamos ao final desse período com &lt;em&gt;73 alunos e alunas&lt;/em&gt; aprovados. Um índice elevadíssimo de aproveitamento, diga-se de passagem. Estes, receberam ontem, ao final da Santa Missa das 19h, na Igreja Matiz, o Certificado de aprovação &lt;em&gt;“por haverem participado satisfatoriamente do ciclo da Escola Bíblica Paroquial”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, na qualidade de assessor da Escola Bíblica Paroquial e Professor de Sagrada Escritura, tomei como critério para aprovação dos alunos, após uma acurada avaliação grupal, não só a assiduidade nas aulas, mas também o nível de participação e comprometimento na vida e missão da Paróquia. Da minha parte, fiquei muito feliz e satisfeito, pela caminhada que fizemos juntos e por ter atendido uma das prioridades da Diocese de Jardim, que é a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;formação&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; das lideranças e agentes de pastoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalizo informando que &lt;em&gt;&lt;strong&gt;as fotos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; da Santa Missa de formatura estão na sessão de fotos deste meu blog. Veja, aprecie e reze pela perseverança de todos os que concluíram esta etapa da caminhada e para que Deus continue me abençoando com inteligência e sabedoria para amar cada vez mais a sua Palavra, ensiná-la com retidão e, principalmente, vivê-la com alegria. Fiquem com Deus e muito obrigado! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-3205938732989253000?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/3205938732989253000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/3205938732989253000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2010/02/missa-de-formatura-dos-alunos-da-escola.html' title='MISSA DE FORMATURA DOS ALUNOS DA ESCOLA BÍBLICA PAROQUIAL'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-7025510808507896720</id><published>2010-02-15T07:21:00.000-08:00</published><updated>2010-02-15T07:39:07.208-08:00</updated><title type='text'>ESCOLA BÍBLICA PAROQUIAL</title><content type='html'>Pe. Paulo Nunes de Araujo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formatura da primeira turma da Escola Bíblica Paroquial, na Cidade de Miranda, Diocese de Jardim, MS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTES E SOMENTE ESTES SÃO OS ALUNOS APROVADOS CRITERIOSAMENTE E QUE RECEBERÃO O CERTIFICADO NA MISSA DAS &lt;strong&gt;19h&lt;/strong&gt;, DO DIA &lt;strong&gt;21/02/2010&lt;/strong&gt;,&lt;br /&gt;NA &lt;strong&gt;IGREJA MATRIZ &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Adelina Aparecida de Cássia&lt;br /&gt;2. Amarildo Pereira Moraes&lt;br /&gt;3. Aparecida de Souza Ferreira&lt;br /&gt;4. Arildo Rodrigues Moraes&lt;br /&gt;5. Arlene Carneiro Souto&lt;br /&gt;6. Ataíde Faustino&lt;br /&gt;7. Cacilda Nogueira&lt;br /&gt;8. Cleusa Francisco da Silva&lt;br /&gt;9. Crismary Amorim Alaman&lt;br /&gt;10. Dilze de Lima Bentos&lt;br /&gt;11. Edaci Chaves&lt;br /&gt;12. Florivalda Silva Nogueira&lt;br /&gt;13. Francisco Barbosa&lt;br /&gt;14. Helena Cerqueira dos Santos&lt;br /&gt;15. Ildemar Sebastião Colombo&lt;br /&gt;16. Ilma José de Lima Valejo&lt;br /&gt;17. Isolina Dias Cavallari&lt;br /&gt;18. Jaci Franco Ramalho Amaral&lt;br /&gt;19. Janaina de Souza Góes&lt;br /&gt;20. João Paulo Teixeira Jarssen&lt;br /&gt;21. José Aguiar&lt;br /&gt;22. José Braz Sobrinho&lt;br /&gt;23. José Oliveira da Costa&lt;br /&gt;24. Josemar Adriano dos Santos Mussato&lt;br /&gt;25. Julião Gonçalves&lt;br /&gt;26. Karla Yhara Torroza Gonçalves&lt;br /&gt;27. Kátia Delmira Veiga Lima&lt;br /&gt;28. Lânia Rombi Fernandes&lt;br /&gt;29. Laurita Maria R. Menezes&lt;br /&gt;30. Lazara da Silva&lt;br /&gt;31. Ligória Casanova Veiga&lt;br /&gt;32. Lúcia Souza Timo&lt;br /&gt;33. Luiz Virgínio dos Santos&lt;br /&gt;34. Luisa Chaves dos Santos&lt;br /&gt;35. Maria de Lourdes de Moura&lt;br /&gt;36. Maria Diva Lima&lt;br /&gt;37. Maria Luci de Souza&lt;br /&gt;38. Maria Luiza Roberto da Silva Medeiros&lt;br /&gt;39. Marilúcia Roberto da Silva&lt;br /&gt;40. Mário de Freitas Menezes&lt;br /&gt;41. Marivalda Antônia da Silva Padilha&lt;br /&gt;42. Marlene de Moura Araújo&lt;br /&gt;43. Mohara Albuquerque Rocha Launardi&lt;br /&gt;44. Nayane Aparecida Batista&lt;br /&gt;45. Nelson Sodré de Oliveira&lt;br /&gt;46. Nilton Dias Miranda&lt;br /&gt;47. Nívea Conceição de Lima&lt;br /&gt;48. Olívia M. da C. Sobrinho&lt;br /&gt;49. Priscila Carol Silva dos Santos&lt;br /&gt;50. Ramona Ávila de Matos&lt;br /&gt;51. Rita Marta Freitas Ojeda&lt;br /&gt;52. Rosa de Souza Barros&lt;br /&gt;53. Rosália Reis da Costa&lt;br /&gt;54. Rosalina Oliveira Irala&lt;br /&gt;55. Rosângela Aparecida Ferreira de Oliveira&lt;br /&gt;56. Rosângela Teco&lt;br /&gt;57. Ruy Machado Nogueira&lt;br /&gt;58. Silvana de Lima Bentos da Silva&lt;br /&gt;59. Silvaneis Fancisca Medeiro&lt;br /&gt;60. Virginea Pinto da Silva Faustino&lt;br /&gt;61. Wilma de Souza Mattos&lt;br /&gt;62. Zenir Benites Carneiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Amélia da Silva Aquino&lt;br /&gt;2. Herculano Pereira de Carvalho Filho&lt;br /&gt;3. Iara Vieira Damázio&lt;br /&gt;4. Ilda Barbosa da Silva&lt;br /&gt;5. Lourdes Benatti Chiodi&lt;br /&gt;6. Marinho Faccin&lt;br /&gt;7. Rita de Cássia Jodas Vicente de Carvalho&lt;br /&gt;8. Rute Barbosa da Silva&lt;br /&gt;9. Silene Freitas Ribeiro da Silva&lt;br /&gt;10. Valdenir Olanda da Silva&lt;br /&gt;11. Zenaide Menchote Mussato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS.: &lt;strong&gt;TODOS&lt;/strong&gt; DEVERÃO COMPARECER PARA RECEBEREM O SEU CERTIFICADO.  ATÉ LÁ!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PS&lt;/strong&gt;. Aproveito o ensejo para avisar e convidar a todos os paroquianos para o lançamento do meu livro sobre Bíblia. Será no dia &lt;strong&gt;28/02&lt;/strong&gt;, após a Missa das 19h, no Salão de Pastoral Paroquial, com uma noite de autógrafos. Venha! Conto com a sua presença amiga e fraterna. Será para mim um grande incentivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pe. Paulo Nunes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-7025510808507896720?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/7025510808507896720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/7025510808507896720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2010/02/escola-biblica-paroquial.html' title='ESCOLA BÍBLICA PAROQUIAL'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-7387957812774782477</id><published>2010-01-30T10:34:00.000-08:00</published><updated>2010-03-11T10:59:23.494-08:00</updated><title type='text'>"VENÇA O MAL COM O BEM" (Rm 12,21)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pe. Paulo Nunes de Araujo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mês de janeiro iniciou-se com o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dia mundial da paz”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e se encerra hoje com o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dia da não-violência”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, emoldurando significativamente todo o mês. São dois temas distintos, mas se conexam porque trazem por dentro os anseios mais profundos de toda a humanidade, de todas as épocas, e que devem perpassar por todo o ano que recém começou. Foi tomado o dia 30 porque nesta data, no ano de 1948, aos 78 anos de idade, morreu assassinado Mohandas Karamchand Gandhi, o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Mahatma"&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (do sânscrito: a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Grande Alma”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;) &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Gandhi&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, ilustre líder pacifista indiano, fundador do movimento de não-violência na Índia. Ao morrer, suas últimas palavras foram: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“He Rama!”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;“Oh, meu Deus!”&lt;/em&gt;). A partir daí, a figura de Gandhi tornou-se modelo mundial de líder e apóstolo da não-violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, passados 62 anos da morte de Gandhi, nos perguntamos: Por que o mundo continua tão violento? Por que as pessoas assimilam tão espontânea e facilmente a violência? Por que a trama da violência é muito mais fecunda e ágil do que a luta pelo bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A origem da violência até hoje é desconhecida, pois não dá para ser &lt;em&gt;“medida”&lt;/em&gt; de modo convencional, e só é notada quando as pessoas se reúnem para dar vazão a esta surpreendente manifestação interior do ser humano. Para o Magistério da Igreja no Brasil, a situação é inquietante: “Preocupa-nos, como construtores da paz, que a vida social em convivência harmônica e pacífica está se deteriorando gravemente em nosso país pelo crescimento da violência, que banaliza a vida (...). A violência se reveste de várias formas e tem vários agentes (...). Suas causas são múltiplas e interdependentes, expressões diversas da ausência de Deus no coração de muitas pessoas. (...) Diante de tudo isso, nós, cristãos, não podemos nos calar” (CNBB. &lt;em&gt;Diretrizes gerais da ação evangelizadora da Igreja no Brasil, 2008-2010&lt;/em&gt;. 46ª Assembléia geral. São Paulo: Paulinas, 2008, 87, n.35). Se as causas da violência são diversas, as suas conseqüências também o são, e sempre trazem consigo dor, angústia, ferimentos, sejam físicos ou na alma, e até morte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Paulo Roberto Ceccarelli, doutor em Psicopatologia Fundamental e Psicanálise, “o aumento do ‘consumo da violência’ é fato notório: na mídia, o faturamento é garantido na exploração deste veio. Quase todas as emissoras de televisão têm programas onde a violência transborda: filmes, muitos deles à disposição de todos apresentados na ‘sessão da tarde’; programas onde acompanhamos, ao vivo, a polícia na perseguição de malfeitores; cenas reais de acidentes de carros, quedas de avião, incêndios e outras catástrofes. (...) Por outro lado, um breve passeio pela História da Humanidade nos ensina que a violência, em suas várias versões, sempre existiu: os conflitos, em maior ou melhor escala, são incontáveis; as rebeliões, as revoltas; enforcavam-se os criminosos em praça públicas, e tantas outras coisas. Entretanto, o que caracteriza a violência nos dias de hoje é que ela vem sendo utilizada como uma forma, às vezes a única, de dar vazão à crescente insatisfação social, que pode começar na própria casa, com a qual o indivíduo vê-se cotidianamente confrontado. (...) Cenas que evocam violência, agressividade, aquelas que sugerem relações baseadas na desconfiança, na falta de solidariedade e outras tantas, podem incentivar comportamentos e propor ‘valores éticos’ divergentes daqueles necessários para a construção de uma estrutura social calcada no respeito e no direito do cidadão.” (&lt;em&gt;Violência e TV&lt;/em&gt;. Disponível em: &lt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.ceccarelli.psc.br/"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&gt;&lt;www.ceccarelli.psc.br&gt;. Acesso em: 27 jan 2010).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Face a essa triste realidade, só podemos admitir que existe na sociedade uma &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“escola da violência”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Comumente as pessoas são estimuladas a isso. Além dos conteúdos que a "mídia" transmite, o uso escancarado de mini-câmera digital, celular com câmera, chaveiro espião, caneta espiã, micro-filmadora, etc., tão acessíveis no mercado de eletroeletrônicos acaba estendendo o percurso da violência. Porque esse material na mão de gente irresponsável, chantagista e vingativa é um perigo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, percebemos que hoje em dia a violência está presente intolerantemente em todos os cantos, nos mais variados ambientes: na família (violência doméstica), na escola, nos locais de trabalho, nos “trotes” de calouros universitários, no trânsito, nos estádios de futebol, entre vizinhos, nos condomínios, na política, etc. E o circulo da violência aumenta a cada dia, e já não se prende à faixa etária dos jovens e adultos. Hoje, os noticiários dão notícias de delinqüências e homicídios cometidos por crianças de ate oito anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dessas formas de violência, fala-se atualmente numa outra muito aterrorizante, o chamado &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“bullying”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. A palavra &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“bully”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; é de origem inglesa e significa &lt;em&gt;“valentão”&lt;/em&gt;. Para o cientista norueguês Dan Owelus, “o bullying se caracteriza por ser algo agressivo e negativo, executado repetidamente e que ocorre quando há um desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas” (Bullying. Disponível em: &lt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.brasilescola.com/sociologia/bullying.htm"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&gt;&lt;www.brasilescola.com&gt;. Acesso em: 26 jan 2010). Por ser uma palavra inglesa, o &lt;em&gt;“bullying”&lt;/em&gt; pode ser relacionado a algumas ações que indicam sua presença: colocar apelidos, ofender, zoar, gozar, encarnar, sacanear, humilhar, fazer sofrer, discriminar, excluir, isolar, ignorar, intimidar, perseguir, assediar, aterrorizar, amedrontar, tiranizar, dominar, agredir, bater, chutar, empurrar, ferir, roubar, quebrar pertences, etc. Em outras palavras, o &lt;em&gt;“bullying”&lt;/em&gt; é uma forma de abuso psicológico, físico e social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, esse comportamento pode ocorrer em todos e quaisquer contextos nos quais os seres humanos interagem e convivem, como: escolas (usando apelidos negativos e expressões pejorativas) e universidades (“trotes” humilhantes de calouros), no trabalho (atingindo a integridade e a confiança da vítima) ou até mesmo entre vizinhos (atitudes propositais e sistemáticas atrapalhando e incomodando os outros).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo pesquisadores, os praticantes do &lt;em&gt;“bullying”&lt;/em&gt;, geralmente são indivíduos que têm pouca empatia. Freqüentemente, pertencem a famílias desestruturadas, nas quais há pouco relacionamento afetivo entre seus membros. Estudiosos de vários países afirmam que há grande possibilidade desses autores virem a ser, mais tarde, delinqüentes ou criminosos. As vítimas são pessoas ou grupos que sofrem as conseqüências dos comportamentos de outros e que não dispõem de recursos, status ou habilidade para reagir ou fazer cessar os atos danosos contra si. Esses poderão crescer com sentimentos negativos, especialmente com baixa auto-estima, tornando-se adultos com sérios problemas de relacionamento e, em casos extremos, alguns poderão tentar ou a cometer suicídio. E quanto as testemunhas, na maioria são os próprios alunos, que convivem com a violência e se calam em razão do temor de serem as “próximas vítimas”. Há enormes possibilidades de se tornarem pessoas tensas, inseguras e temerosas. (Cf. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA MULTIPROFISSIONAL DE PROTEÇÃO À INFÂNCIA E À ADOLESCENCIA (ABRAPIA). Programa de redução do comportamento agressivo entre estudantes. Disponível em: &lt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.bullying.com.br/BConceituacao21.htmi"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&gt;. Acesso em: 26 jan 2010).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda dentro desse âmbito da violência, fala-se muito também do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“cyberbullying”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Tristemente, “a prática do cyberbullying, ou intimidação virtual, representa um dos maiores riscos da internet para 16% dos jovens brasileiros conectados à rede. Isso é o que mostra uma pesquisa realizada no início de fevereiro deste ano pela Safernet, ONG de defesa dos direitos humanos na internet (...). Por conta dessa prática agressiva, o Dia da Internet Segura, realizado em 55 países no dia 9/02 deste ano, teve o tema “pense antes de postar”, com um alerta sobre os perigos das informações que são divulgadas de forma irresponsável na web” (DIA DA INTERNET SEGURA. &lt;em&gt;Cyberbullying preocupa 16% dos internautas jovens no Brasil&lt;/em&gt;, 10/02/2010. Disponível em: &lt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.safernet.org.br/.../cyberbullying-preocupa-16%25-dos-internautas-jovens-no-brasil"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&gt;&lt;www.safernet.org.br&gt;. Acesso em: 12 fev 2010).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme notáveis juristas e advogados, os atos de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“bullying”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; configuram atos ilícitos, exatamente por desrespeitarem princípios constitucionais, como a dignidade da pessoa humana. Porque “a base de todo o direito, a base de toda a sociedade é o ser humano. Sem nós, não há indústria, não há comércio, não há Judiciário, não há nada. E o maior bem do ser humano é a sua integridade física, emocional, estética, psicológica e moral. Se violada, essa agressão deve ser punida. A vida moderna só concebe essa punição através de uma indenização. E essa indenização tem que ser em valores que façam o infrator refletir e não repetir o erro” (VALEIXO NETO – ADVOCACIA DE INDENIZAÇÃO. &lt;em&gt;Sobre a Valeixo&lt;/em&gt;. Disponível em: &lt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.indeniza.com.br/sobre_a_valeixo.php"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&gt;&lt;www.indeniza.com.br&gt;. Acesso em 25 jan 2010).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conta disso, no campo civil, todos nós cidadãos e cidadãs, temos os nossos direitos garantidos pela Lei, e devemos fazê-los valer. O &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Código Penal Brasileiro&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, no Capítulo V, trata claramente &lt;em&gt;“Dos crimes contra a honra”&lt;/em&gt;, a saber: a &lt;em&gt;calúnia&lt;/em&gt;, a &lt;em&gt;difamação&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;injúria&lt;/em&gt;. Segundo o Código Penal, caluniar alguém é imputar-lhe falsamente fatos definidos como crime (Art. 138); difamar alguém é imputar-lhe fato ofensivo à sua reputação (Art. 139); e injuriar alguém é ofender-lhe a dignidade ou o decoro (Art. 140). E para cada um desses delitos, há uma pena correspondente, incluindo reclusão e/ou multa (indenização). No caso do “bullying”, a responsabilidade pela prática de tais atos torna-se enquadrada também no Código de Defesa do Consumidor. Uma escola, por exemplo, pode ser penalizada por qualquer ato de violência que ocorra nesse ambiente, porque ela presta serviço aos consumidores, os alunos, e deve zelar por sua segurança e tranqüilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui vale lembrar o ilustre líder africano, principal representante do movimento anti-apartheid, advogado e ex-presidente da África do Sul, prêmio Nobel da Paz em 1993, Nelson Rolihlahla Mandela: “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar”. Lembremo-nos também de Martin Luther King, abalizado ativista político estadunidense na defesa dos direitos humanos, principalmente para negros e mulheres, através de uma campanha de não-violência e de amor para com o próximo, e prêmio Nobel da Paz em 1964. Segundo ele, “Uma das coisas importantes da não-violência é que não busca destruir a pessoa, mas transformá-la”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, insubstituível é a pedagogia de Jesus: &lt;em&gt;“Não existe árvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê frutos bons; porque toda árvore é conhecida pelos seus frutos”&lt;/em&gt; (Lc 6,43-44b). Conseqüentemente, &lt;em&gt;“o homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração, mas o homem mau tira do seu mau tesouro coisas más, porque a boca fala daquilo que o coração está cheio”&lt;/em&gt; (Lc 6,45).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo a esteira das grandes figuras histórica que deram a vida por um mundo mais justo e humano, de paz e sem violência (Mahatma Gandhi, Nelson Mandela, Martin Luther King, Dom Hélder Câmara, o &lt;em&gt;“Profeta da Paz”&lt;/em&gt;, Dom Oscar Romero, cujo serviço sacerdotal à Igreja ficou assinalado com a imolação da sua vida, enquanto oferecia a Vitima Eucarística, &lt;em&gt;“sacrílego assassínio”&lt;/em&gt;, no dizer do papa João Paulo II, o qual recebeu a notícia de sua morte com a alma trespassada de dor e tristeza), inquestionavelmente não poderíamos deixar de mencionar a médica brasileira, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Zilda Arns&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, que morreu sucumbida sob as ruínas do terremoto que assolou a cidade de Porto Príncipe, capital do Haiti, no Caribe, dia 12 deste mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quem realmente pode dizer algo consistente e verdadeiro a respeito da &lt;em&gt;Dra. Zilda Arns&lt;/em&gt; é o eminente teólogo brasileiro Leonardo Boff, seu amigo pessoal. Escreveu ele: “Talvez a opinião pública mundial não se tenha dado conta da importância desta mulher que, em 2006, foi apontada como &lt;em&gt;&lt;strong&gt;candidata ao prêmio Nobel da Paz&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. E bem que o merecia, pois dedicou toda sua vida à saúde das pessoas mais vulneráveis. Por 25 anos coordenou a Pastoral da Criança acompanhando mais de um milhão e 800 mil menores de cinco anos e mais de um milhão e 400 famílias pobres. A partir de 2004, iniciou a Pastoral da Pessoa Idosa com mais de cem mil idosos envolvidos. Com meios simples, como o soro caseiro, o alimento à base da multimistura e outros recursos mínimos, salvou milhares de crianças que antes fatalmente morriam. (...) A Dra. Zilda honrou o cristianismo, vivendo uma mística de amor à humanidade sofredora, de esperança de que sempre se pode fazer alguma coisa para salvar vidas, de fé na força dos fracos que se organizam e na escuta de todos até das crianças que ainda não falam. (...) Para isso, ela suscitou a sensibilidade humanitária que se esconde em cada pessoa e inaugurou a política da boa vontade. (...) Uma idéia-geradora movia sua ação, copiada da prática de Jesus: multiplicar. Não apenas pães e peixes como Ele fez, mas, nas condições de hoje, multiplicar o saber, a solidariedade e os esforços. (...) Ora, são estes conteúdos do capital espiritual que devem estar na base da nova sociedade mundial que importa gestar. &lt;em&gt;O século XXI será o século do cuidado pela vida e pela Terra&lt;/em&gt; ou será o século de nossa auto-destruição. Até agora globalizamos a economia e as comunicações. &lt;em&gt;Temos que globalizar a consciência planetária e multiplicar o saber útil à vida&lt;/em&gt;, a solidariedade universal, os esforços que visam construir aquilo que ainda não foi ensaiado. Amor e solidariedade não entram nas estatísticas nem nos cálculos econômicos. Mas são eles que mais buscamos e que nos podem salvar” (&lt;em&gt;O legado profético de Zilda Arns&lt;/em&gt;, 19/01/2010. Disponível em: &lt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.ecodebate.com.br/2010/01/23/o-legado-profetico-de-zilda-arns-artigo-de-leonardo-boff/"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&gt;&lt;www.ecodebate.com.br&gt;. Acesso em 23 jan 2010. Os realces gráficos são meus).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que o amor, a justiça e a paz dependem da boa convivência entre os seres humanos neste mundo tão multi-étnico e pluricultural. Onde isso não acontece, a violência se intensifica e toma conta. Atualmente, pela força da mídia massiva, a violência tornou-se um assunto espetacular que alimenta os noticiários, sendo cada vez mais banalizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas venturosas já são as muitas iniciativas vindas de vários setores da sociedade para enfrentar o problema da violência. As respostas para esse fenômeno têm se mostrado múltiplas, abrangendo uma série de medidas, nos mais diversos níveis. Contudo, temos a impressão de que não avançamos. Sempre que surgem atos de violência, as discussões sobre o tema se intensificam. Mas aos poucos, tudo se abranda e quase não se fala mais no assunto até explodir uma outra ocorrência. Isto porque normalmente procuramos combater os frutos sem ir à raiz mais profunda da questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em face disso, no próximo dia 17 (Quarta-feira de Cinzas), as Igrejas do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), por exemplo, lançarão a &lt;em&gt;Campanha da Fraternidade Ecumênica&lt;/em&gt;, a qual terá como &lt;em&gt;&lt;strong&gt;tema&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;“Economia e Vida”&lt;/em&gt; e como &lt;em&gt;&lt;strong&gt;lema&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;“Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”&lt;/em&gt; (Mt 6,24c). O &lt;em&gt;&lt;strong&gt;objetivo geral&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; dessa CFE é bem preciso: “Colaborar na promoção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal da cultura da paz, a partir do esforço conjunto das Igrejas Cristãs e de pessoas de boa vontade, para que todos contribuam na construção do bem comum em vista de uma sociedade sem exclusão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais uma iniciativa ajuntando esforços das Igrejas cristãs e pessoas de boa vontade, a fim de contribuir para a construção do bem comum em vista de uma sociedade nova, com espaço e oportunidade para que todos possam viver felizes. Se as várias religiões e diferentes igrejas não trabalharem unidas num diálogo franco e construtivo, nossa paz continuará ameaçada e o nosso destino comprometido. As igrejas e religiões no seu testemunho comum devem motivar um re-encantamento com o mistério da vida e a integridade do planeta, nossa única casa comum aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz o profeta que &lt;em&gt;“o fruto da justiça será a paz, e a obra da justiça constituirá na tranqüilidade e na segurança para sempre”&lt;/em&gt; (Is 32,17). Dentro disso, uma economia solidária a serviço da vida torna-se indispensável para evitar a exclusão e a violência. Assim, a tão sonhada &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“cultura de paz”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; depende da cooperação, da solidariedade, do amor e da vigilância que as pessoas e as instituições mantiverem sobre a outra dimensão, igualmente presente, de rivalidade, de egoísmo e de exclusão. Nesse caso, nos ajudará bastante a atenção aos &lt;em&gt;&lt;strong&gt;objetivos específicos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; da referida CFE – 2010: &lt;strong&gt;a)&lt;/strong&gt; Sensibilizar a sociedade sobre a importância de valorizar todas as pessoas que a constituem; &lt;strong&gt;b)&lt;/strong&gt; Buscar a superação do consumismo, que faz com que ‘ter’ seja mais importante do que as pessoas; &lt;strong&gt;c)&lt;/strong&gt; Criar laços entre as pessoas de convivência mais próxima em vista do conhecimento mútuo e da superação tanto do individualismo como das dificuldades pessoais; &lt;strong&gt;d)&lt;/strong&gt; Mostrar a relação entre fé e vida, a partir da prática da justiça como dimensão constitutiva do anúncio do evangelho; &lt;strong&gt;e)&lt;/strong&gt; Reconhecer as responsabilidades individuais diante dos problemas decorrentes da vida econômica, em vista da própria conversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vista de todo o exposto acima, para nós que cremos em Jesus, o Mestre por excelência da não-violência, devemos compreender que é ele quem nos dá o ensinamento maior. Diante da exigência da vida e da violência que a ameaça, ele nos convida a tomarmos uma inteligente e firme decisão: &lt;em&gt;“fazer o bem ou fazer o mal?”&lt;/em&gt; (Lc 6,9; Cf. Jo 5,16). E precisamos fazê-lo rápido! O apóstolo Paulo diz que &lt;em&gt;“o tempo está abreviado”&lt;/em&gt; (1Cor 7,29). &lt;em&gt;“Portanto, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos”&lt;/em&gt; (Gl 6,10), ou seja, &lt;em&gt;“não paguem a ninguém o mal com o mal; a preocupação de vocês seja fazer o bem a todos”&lt;/em&gt; (Rm 12,17). Porque a prática do mal anula a nossa identidade e nos afasta de Jesus, como nos mostra o evangelista: &lt;em&gt;“Não sei de onde são vocês. Afastem-se de mim, todos vocês que praticam injustiça!”&lt;/em&gt; (Lc 13,27).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A modo de conclusão, mais uma vez creio ter cumprido o meu papel essencial de anunciador de Cristo, Palavra de Deus encarnada, dentro ainda do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Ano Sacerdotal"&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e em sintonia com a Mensagem do papa Bento XVI para o 44º Dia Mundial das Comunicações Sociais, com o tema: &lt;em&gt;“O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos media ao serviço da Palavra”&lt;/em&gt;. É possível usar a Internet para o bem, vencendo o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“cyberbullying”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; com o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“cyberevangelho”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Então, enquanto a fraternidade não está realizada a contento e a violência ainda resiste, precisamos nos educar para que se estabeleça o &lt;em&gt;“ideal da cultura da paz”&lt;/em&gt;. Que neste ano recém começado nos empenhemos conjuntamente na luta contra toda forma de violência, orientados também pelo ensino do apóstolo: &lt;em&gt;“façamos esforço para colocar mais virtude na fé, mais conhecimento na virtude, mais autodomínio no conhecimento, mais perseverança no autodomínio, mais piedade na perseverança, mais fraternidade na piedade e mais amor na fraternidade”&lt;/em&gt; (2Pd 1,5-7). Este é o sonho de Deus e deve ser também o nosso, verdadeira &lt;em&gt;&lt;strong&gt;utopia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (do grego: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;uk-topós&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;o lugar-outro possível e executável&lt;/em&gt;), na medida em que percebemos que o Reino de Deus não só é possível, mas também realizável já, aqui e agora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-7387957812774782477?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/7387957812774782477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/7387957812774782477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2010/01/venca-o-mal-com-o-bem-rm-1221.html' title='&quot;VENÇA O MAL COM O BEM&quot; (Rm 12,21)'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-6751641688528433204</id><published>2010-01-14T06:53:00.000-08:00</published><updated>2010-03-09T07:05:20.947-08:00</updated><title type='text'>AVALIAÇÃO DA ESCOLA BÍBLICA PAROQUIAL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pe. Paulo Nunes de Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os alunos e alunas da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Escola Bíblica Paroquial&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; reuniram-se na capela da &lt;em&gt;Comunidade Nossa Senhora Aparecida&lt;/em&gt;, Bairro Nª Sª Aparecida, no dia 12 de janeiro deste ano, às 19h30, com o objetivo específico de &lt;em&gt;avaliar o ano letivo de 2009&lt;/em&gt;, em que foi estudado com profundidade o subsídio da CNBB: &lt;em&gt;“Crescer na leitura da Bíblia”&lt;/em&gt; (Estudo de número 86).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o bom encaminhamento e aproveitamento da nossa avaliação, a Rosália Reis da Costa assumiu a função de secretariar, o Julião Gonçalves, de cronometrar, e eu, na condição de professor de Bíblia na Escola Bíblica Paroquial, o encargo de coordenar o evento. Para facilitar o bom aproveitamento da avaliação, apresentei alguns aspectos essenciais a serem ponderados. Assim, tudo o que está aqui apresentado foi captado pela Rosália. Eis a pauta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Conteúdo;&lt;br /&gt;2) Metodologia (nível de assimilação das pessoas);&lt;br /&gt;3) Recursos didáticos (material de apoio): tudo que facilita a compreensão dos alunos&lt;br /&gt;4) Espaço físico (ambiente);&lt;br /&gt;5) Assiduidade (freqüência);&lt;br /&gt;6) Crescimento pessoal e comprometimento missionário;&lt;br /&gt;7) Edição do material (quantidade, preço, capa);&lt;br /&gt;8) Formatura (ver a data, local e horário);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com relação ao &lt;em&gt;&lt;strong&gt;conteúdo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, foi concluído por unanimidade que o Curso ensinou aos participantes como ser uma igreja mais viva e atuante, através de uma nova percepção e entendimento da Bíblia. Mostrou aos alunos e alunas tudo o que há de material disponível na Igreja para um bom estudo da Bíblia e da Teologia, deixando claro que a missão do cristão é evangelizar e disseminar os ensinamentos bíblicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;metodologia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, todo o grupo afirmou que o Curso atingiu seu objetivo, pois foi fiel ao tema proposto, explanando suas proposições através do método &lt;em&gt;“ver, julgar e agir”&lt;/em&gt;, com excelente dinâmica, explicação de palavras novas ou desconhecidas pelos participantes e, principalmente, pela ligação e adequação dos temas à nossa realidade. Isso fez com que o nível de assimilação das pessoas, considerando as particularidades de cada um, fosse satisfatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em referência aos &lt;em&gt;&lt;strong&gt;recursos didáticos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, ou &lt;em&gt;“material de apoio”&lt;/em&gt;, usamos os disponíveis na comunidade, como: quadro-negro, giz, cartazes, folhas de cantos, violão, cópia das orações feitas antes e depois das aulas. Tudo isso foi importante, pois facilitou grandemente a compreensão e o aprendizado dos alunos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que tange ao &lt;em&gt;&lt;strong&gt;espaço físico&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;ambiente&lt;/em&gt;, todos citaram o bom acolhimento e a ótima hospitalidade. Muitos destacaram que a relevância dos assuntos e a incrível atenção que o Pe. Paulo Nunes consegue despertar nos participantes foi capaz de tornar quase imperceptível o desconforto dos bancos sem encosto, o incômodo do calor, típico da cidade e até a presença dos insetos, que no verão perturbam bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;assiduidade&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, a avaliação foi excelente. No espaço de nove meses, a Escola Bíblica esteve em exercício todas as semanas ininterruptamente, tanto na Comunidade Nª Sª Aparecida (Bairro Nª Sª Aparecida), que se iniciou com 90 alunos, e na Comunidade Nª Sª de Fátima (Baiazinha), com 26 alunos. Ou seja, as aulas se realizaram por 32 duas vezes, totalizando 64 horas/aula. Desse total de 116 alunos que iniciaram, 73 receberão o Certificado de aprovação &lt;em&gt;“por haverem participado satisfatoriamente do ciclo da Escola Bíblica Paroquial”&lt;/em&gt;, por terem tido ótima freqüência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que se refere ao &lt;em&gt;&lt;strong&gt;crescimento pessoal&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, a Escola Bíblica Paroquial abriu espaço para novas amizades e reforçar as já existentes, para um maior senso de vida comunitária, de solidariedade, proporcionando mais gosto por ser igreja. Junto ao crescimento pessoal, também percebemos um avanço na &lt;em&gt;&lt;strong&gt;dimensão espiritual&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;missionária&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. A Escola Bíblica proporcionou maior segurança durante as visitas missionárias, no dialogo com os evangélicos, bem como na leitura da Palavra nas Missas. Evidentemente, muitos já estavam engajados na vida pastoral da Paróquia; inclusive, vários participaram da Semana Missionária. E tantos outros se comprometeram a partir da Escola Bíblica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pe. Paulo Nunes também propôs a idéia de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;publicar todo o conteúdo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; dado em aulas na Escola Bíblica através de uma Editora. Os alunos concordaram com a proposta, desde que não passasse a cifra de R$ 10,00, para não pesar muito no bolso dos alunos e dos demais interessados em adquirir o livro. Pe. Paulo Nunes ficou então de encaminhar a edição do material (quantidade e preço), aqui mesmo na Cidade de Miranda, valorizando assim a nossa realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;formatura&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; dos 73 alunos aprovados, após discutirmos sobre a data, o local e o horário, assim ficou combinado: será no dia 21 de fevereiro, na Igreja Matriz de Nª Sª do Carmo, às 19h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PS:&lt;/strong&gt; As fotos dos participantes da Escola Bíblica estão no meu &lt;em&gt;&lt;strong&gt;blog de fotos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. E as da Missa de formatura, da mesma forma, estarão lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-6751641688528433204?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/6751641688528433204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/6751641688528433204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2010/01/avaliacao-da-escola-biblica-paroquial_14.html' title='AVALIAÇÃO DA ESCOLA BÍBLICA PAROQUIAL'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-8854319111688008163</id><published>2010-01-01T09:12:00.000-08:00</published><updated>2010-01-09T09:31:37.430-08:00</updated><title type='text'>"O SENHOR ABENÇOA SEU POVO NA PAZ" (Sl 29/28,11b)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pe. Paulo Nunes de Araujo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e tenha misericórdia de ti! O Senhor dirija para ti o seu rosto e te conceda a paz!”&lt;/em&gt; (Nm 6,24-26).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com estas palavras tiradas da primeira leitura da Missa deste primeiro dia do ano civil, ainda dentro do &lt;em&gt;“ciclo do Natal”&lt;/em&gt;, propus-me a escrever este escrito, a intento do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dia mundial da paz”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Historicamente, este &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“dia”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; foi instituído pelo papa Paulo VI, em 1968, fixando o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;1º de janeiro&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; para toda a Igreja Católica, com o objetivo de rezar para que a humanidade encontre o caminho da justiça e da paz, a fim de que todos os povos abandonem as armas e reconheçam e vivam como irmãos. Nesta mesma ocasião, comemora-se também o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dia da Fraternidade Universal”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Aqui no Brasil, esta data foi instituída pela lei n. 108, de 29/10/1935.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para este ano de 2010, já na 41ª edição do &lt;em&gt;“Dia mundial da paz”&lt;/em&gt;, Bento XVI lançou uma mensagem intitulada: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Eis aí o nosso desafio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na abordagem sobre “a realidade que nos interpela”, o Magistério eclesial brasileiro ao tratar da “situação sociopolítica” nas &lt;em&gt;“Diretrizes Gerais”&lt;/em&gt; ainda em vigor, faz ecoar o clamor de todo o povo que pede justiça e paz, diante de tanta violência: “Preocupa-nos, como construtores da paz, que a vida social em convivência harmônica e pacífica está se deteriorando gravemente em nosso país pelo crescimento da violência, que banaliza a vida (...). A violência se reveste de várias formas e tem vários agentes (...). Suas causas são múltiplas e interdependentes, expressões diversas da ausência de Deus no coração de muitas pessoas” (&lt;em&gt;Doc. da CNBB&lt;/em&gt;, 87, n. 35). Daí a pertinente provocação: “Diante de tudo isso, nós, cristãos, não podemos nos calar” (&lt;em&gt;Ibidem&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Documento de Aparecida, o Magistério eclesial veementemente denunciou que “a vida social em convivência harmônica e pacífica está se deteriorando gravemente em muitos países da América Latina e do Caribe pelo crescimento da violência, que se manifesta em roubos, assaltos, seqüestros, e o que é mais grave, em assassinatos que a cada dia destroem mais vidas humanas e enchem de dor as famílias e a sociedade inteira. A violência se reveste de várias formas e tem diversos agentes: o crime organizado e o narcotráfico, grupos paramilitares, violência comum sobretudo na periferia das grandes cidades, violência de grupos de jovens e crescente violência intra-familiar. Suas causas são múltiplas: a idolatria pelo dinheiro, o avanço de uma ideologia individualista e utilitarista, a falta de respeito pela dignidade de cada pessoa, a deterioração do tecido social, a corrupção inclusive nas forças de ordem e a falta de políticas públicas de equidade social” (DA, n. 78). No entanto, eu penso que a causa originária e fundamental de toda essa brutalidade é &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“a idolatria pelo dinheiro”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, não dá para escamotear o assustador “crescimento da violência” e que ela “se reveste de várias formas e tem vários agentes”. Tomando um dado bem concreto e atual, “a Fides, agência do Vaticano para o mundo missionário, revelou que 37 agentes pastorais foram assassinados enquanto desempenhavam a sua missão nos cinco continentes, no ano de 2009. O número é praticamente o dobro em relação a 2008 (20) e o mais alto na última década” (Cf. REVISTA MISSÕES. Disponível em: &lt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.revistamissoes.org.br/noticias/ler/id/1116"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&gt;. &lt;www.revistamissoes.org.br&gt;Acesso em: 31 dez. 2009).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre esses trinta e sete assassinatos, seis ocorreram aqui no Brasil, o que dentro do total, é um número bastante alarmante. São dados que o povo nem toma conhecimento, como se fosse algo banal. Portanto, eis os nomes dos nossos mais recentes mártires, os quais no esforço pela paz, foram vitimados exatamente por falta dela: Pe. Ramiro Ludeña, espanhol, assassinado a 20/03, no Recife; Pe. Gisley Azevedo Gomes, encontrado sem vida a 16/06, próximo de Brasília; Pe. Ruggero Ruvoletto, italiano, assassinado a 19/09, em Manaus; Pe. Evaldo Martiol, assassinado a 26/09, em Santa Catarina; Pe. Hidalberto Henrique Guimarães, assassinado a 7/11, em Maceió; Pe. Alvino Broering, assassinado a 14/12, em Santa Catarina, Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em face disso, justificável foi o profético comentário da Claudina Azevedo Maximiano, fma, assessora diocesana da PJ, São Gabriel da Cachoeira, AM, intitulado &lt;em&gt;“A dor que lateja e fere o povo...”&lt;/em&gt;. Disse ela: “A vida desses nossos irmãos e irmãs ceifados pela violência, reflete a precariedade das relações existentes na humanidade. A violência e a injustiça não são algo do agora da humanidade, como sabemos. Porém, para mim, parece que estamos vivendo como humanidade um retrocesso. Parece que não aprendemos, até então, que precisamos instaurar um tempo novo, onde as relações sejam pautadas em princípios fundamentais para vida no planeta: justiça, solidariedade, amor, respeito e fé. A morte desses nossos irmãos e irmãs é o sinal de que precisamos continuar a anunciar a vida e lutar pela justiça, mesmo que isso nos custe sangue e lágrimas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ela fala que &lt;em&gt;“precisamos instaurar um tempo novo”&lt;/em&gt;, marcado por situações que possam garantir a &lt;em&gt;“vida no planeta”&lt;/em&gt;, isto vai perfeitamente ao encontro do pensamento de Bento XVI, ao dizer que “quando o homem não é visto na integridade da sua vocação e não se respeitam as exigências duma verdadeira &lt;em&gt;&lt;strong&gt;‘ecologia humana’&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, desencadeiam-se também as dinâmicas perversas da pobreza, como é evidente em alguns âmbitos sobre os quais passo a deter brevemente a minha atenção” (&lt;em&gt;Mensagem para a celebração do Dia mundial da paz&lt;/em&gt;, 1º/01/2010, n. 2b). Porque, segundo o pontífice, “a pobreza encontra-se frequentemente entre os fatores que favorecem ou agravam os conflitos, mesmo os conflitos armados” (&lt;em&gt;Ibidem&lt;/em&gt;, n. 1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a pobreza crescente é uma das causas dos conflitos que atentam &lt;em&gt;“a vida no planeta”&lt;/em&gt;, realmente devemos nos convencer que &lt;em&gt;“combater a pobreza é construir a paz”&lt;/em&gt;. Assim sendo, não há outra saída para a construção desse &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“tempo novo”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; sem uma luta decidida contra a pobreza e a efetivação de uma solidariedade cósmica e ecológica, pois “uma das estradas mestras para construir a paz é uma globalização que tenha em vista os interesses da grande família humana” (&lt;em&gt;Mensagem para a celebração do Dia mundial da paz&lt;/em&gt;, n. 8). E isso exige incondicionalmente “colocar os pobres em primeiro lugar” (&lt;em&gt;Ibidem&lt;/em&gt;, n. 12). Porque “os pobres pedem o direito de participar no usufruto dos bens materiais e de fazer render a sua capacidade de trabalho, criando assim um mundo mais justo e mais próspero para todos” (&lt;em&gt;Ibidem&lt;/em&gt;, n. 14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que Deus criou o Universo e destinou-o aos seres humanos “como espaço para a vida e a convivência de todos seus filhos e filhas (...). Nossa ‘irmã a mãe terra’ é nossa casa comum” (DA, n. 125). E, sem dúvida, devemos pensar não somente, como egoístas, no momento presente, pois “o Senhor entregou o mundo para todos, para os das gerações presentes e futuras” (DA, n. 126). E essa consciência deve ser assumida por todos nós, como &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“profetas da vida”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, considerando que a natureza é “uma herança gratuita que recebemos para proteger, como espaço precioso da convivência humana e como responsabilidade cuidadosa do senhorio do homem para o bem de todos” (DA, n. 471).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante desta situação, o Magistério eclesial oferece algumas &lt;em&gt;&lt;strong&gt;propostas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;orientações&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (Cf. DA, nn. 474-475): &lt;strong&gt;a)&lt;/strong&gt; Evangelizar nossos povos para descubram o dom da criação, sabendo contempla-la e cuidar dela como casa de todos os seres vivos e matriz da vida do planeta; &lt;strong&gt;b)&lt;/strong&gt; Aprofundar a presença pastoral nas populações mais frágeis e ameaçadas pelo desenvolvimento predatório e apoiá-las em seus esforços para conseguir uma eqüitativa distribuição da terra, da água e dos espaços urbanos; &lt;strong&gt;c)&lt;/strong&gt; Procurar um modelo de desenvolvimento alternativo, integral e solidário, baseado em uma ética que inclua a responsabilidade por uma autêntica ecologia natural e humana, que se fundamente no evangelho da justiça, da solidariedade e do destino universal dos bens; &lt;strong&gt;d)&lt;/strong&gt; Empenhar nossos esforços na promulgação de políticas públicas e participações cidadãs que garantam a proteção, conservação e restauração da natureza; &lt;strong&gt;e)&lt;/strong&gt; Determinar medidas de monitoramento e de controle social sobre a aplicação dos padrões ambientais internacionais nos países; &lt;strong&gt;f)&lt;/strong&gt; Criar nas Américas consciência sobre a importância da Amazônia para toda a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por aí vemos que definitivamente não temos outra saída para que a vida e a harmonia, em todos os âmbitos (igreja, família, clero, sociedade civil...) melhor se realizem. Portanto, “urge educar para a paz” (DA, n. 541). Porque “a paz é um bem valioso, mas precário que todos devemos cuidar, educar e promover em nosso continente. Como sabemos, a paz não se reduz à ausência de guerras, nem à exclusão de armas nucleares em nosso espaço comum. Estas são conquistas já significativas, mas devemos promover a geração de uma “cultura de paz” que seja fruto de um desenvolvimento sustentável, eqüitativo e respeitoso da criação e que nos permita enfrentar conjuntamente os ataques do narcotráfico e do consumo de drogas, do terrorismo e das muitas formas de violência que hoje imperam em nossa sociedade. A Igreja, sacramento de reconciliação e de paz, deseja que os discípulos e missionários de Cristo sejam também, ali mesmo onde se encontrem, “construtores de paz” entre os povos e nações de nosso Continente. A Igreja é chamada a ser uma escola permanente de verdade e de justiça, de perdão e de reconciliação para construir uma paz autêntica” (DA, n. 542).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nós, imbuídos do Evangelho de Jesus e comprometidos com a obra evangelizadora da Igreja, devemos assumir esta ingente verdade, que “a radicalidade da violência só se resolve com a radicalidade do amor redentor” (DA, n. 543). Porém, de modo reiterado digo que o empenho pela construção da paz não se prende somente aos cristãos, mas a toda a humanidade, pois é bem verdade que “no mundo plural no qual hoje vivemos, a acolhida, o diálogo, a convivência pacífica e a cooperação são exigências fundamentais para toda a humanidade. Judeus, Cristãos, Muçulmanos, Budistas, Hindus, tradições Afro-descendentes e pessoas de tantas outras expressões religiosas e culturais, cada uma com suas peculiaridades na forma e no conteúdo, podemos nos sentir irmanados na construção de um mundo de justiça, paz e liberdade para todos” (&lt;em&gt;Posicionamento da CNBB a favor das iniciativas que promovem a paz entre pessoas, povos, culturas, igrejas e religiões&lt;/em&gt;, 01/01/2010). Isto vem confirmar aquele desafio proposto por Bento XVI: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, pois a nossa “irmã a mãe terra” é nossa casa comum onde, inclusive, o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Príncipe da paz”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, Jesus, veio estabelecer sua morada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À guisa de conclusão, irmanemos-nos todos nessa mesma causa, cientes que &lt;em&gt;“o fruto da justiça será a paz, e a obra da justiça constituirá na tranqüilidade e na segurança para sempre”&lt;/em&gt; (Is 32,17). Fora dessa lógica, é evidente que &lt;em&gt;“para os maus não há paz”&lt;/em&gt; (Is 48,22). E como nesta ocasião também celebramos a solenidade de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Maria, Mãe de Deus”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, peço-lhe que nos abençoe, seguros de que ela “como mãe de tantos, fortalece os vínculos fraternos entre todos” (DA, n. 267). Agora, fazendo jus ao tema da Mensagem papal, deixo aqui um lindo &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Poema&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; intitulado &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Nossa Senhora do Carmo e o ecológico pantanal”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, composto por José Zuza, homem simples, poeta pantaneiro e grande amigo do meu falecido pai Melchíades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nossa Senhora do Carmo,&lt;br /&gt;Oh! Mãe celestial,&lt;br /&gt;Ah! Rainha clemente,&lt;br /&gt;Oh! Mãe Universal.&lt;br /&gt;Proteja a nossa família&lt;br /&gt;e o povo do Pantanal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa Senhora do Carmo&lt;br /&gt;Protetora do Pantanal.&lt;br /&gt;Este refúgio ecológico&lt;br /&gt;É um símbolo ambiental.&lt;br /&gt;Proteja os seres humanos&lt;br /&gt;Proteja o animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa Senhora do Carmo,&lt;br /&gt;onde está o peixe do rio?&lt;br /&gt;O cerrado está queimando,&lt;br /&gt;e o Pantanal está vazio.&lt;br /&gt;Cadê os frutos da flora?&lt;br /&gt;Tudo está desaparecendo por causa do tempo estio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa Senhora do Carmo&lt;br /&gt;é a nossa Padroeira.&lt;br /&gt;Mãe do povo mirandense,&lt;br /&gt;da família pantaneira.&lt;br /&gt;Traga a paz para o MS,&lt;br /&gt;e para a Pátria brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus, Pantanal&lt;br /&gt;Morada do tuiuiú.&lt;br /&gt;Naquela bela lagoa&lt;br /&gt;Com sua água azul,&lt;br /&gt;Uma estrela ecológica&lt;br /&gt;No Mato Grosso do Sul.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, só posso finalizar este artigo desejando &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Shalom&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; a todos e ao meu lindo pantanal sul-matogrossense, obra maravilhosa que Deus criou para nós.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-8854319111688008163?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/8854319111688008163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/8854319111688008163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2010/01/o-senhor-abencoa-seu-povo-na-paz-sl.html' title='&quot;O SENHOR ABENÇOA SEU POVO NA PAZ&quot; (Sl 29/28,11b)'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-7389195756709830645</id><published>2009-12-24T07:26:00.001-08:00</published><updated>2009-12-30T06:08:58.211-08:00</updated><title type='text'>"NASCEU PARA VÓS UM SALVADOR" (Lc 2,11)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pe. Paulo Nunes de Araujo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vocês um Salvador, que é o Cristo, o Senhor. Isto lhes servirá de sinal: vocês encontrarão um recém-nascido, envolto em faixas e deitado na manjedoura”&lt;/em&gt; (Lc 2,11-12). Com estas palavras do anjo aos pastores, tiradas do Evangelho da Missa da Vigília de Natal, inspirei-me a escrever este artigo sobre o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Natal de Jesus"&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frequentemente o povo pergunta qual o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;dia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;mês&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; em que Jesus nasceu. Para nós, cristãos, a única fonte escriturística que temos são os Evangelhos. Porém, nos relatos bíblicos não encontramos nenhuma referência datal a respeito do nascimento de Jesus, pois os Evangelhos não são crônicas ou narrações biográficas minuciosas a respeito dele. Os Evangelhos trazem, sim, a experiência de fé dos cristãos do primeiro século baseada no Cristo Ressuscitado. Mas para falar do Senhor Glorioso, é necessário pensar no mesmo Jesus de Nazaré que um dia nasceu. Vemos aí uma perfeita relação de continuidade entre o Jesus histórico e o Cristo da fé. Desta feita, sobre o nascimento de Jesus sabemos muito pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o que vale para nós cristãos, é que o Natal é a comemoração e a celebração da maior expressão do amor de Deus por nós; do dia em que Deus nasceu no mundo, trazendo paz, luz, amor, esperança, uma nova aliança, enfim uma nova vida. Segundo o Evangelho, o Filho de Deus, Jesus de Nazaré, &lt;em&gt;“nasceu em Belém”&lt;/em&gt; (Cf. Mt 2,1; Lc 2,6), no meio dos pobres e marginalizados, &lt;em&gt;“colocado na manjedoura, pois não havia lugar para eles na hospedaria”&lt;/em&gt; (Lc 2,7b). Com isso, o Verbo encarnado mistura-se a toda a humanidade, oferecendo-lhe a presença e a reconciliação de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A respeito deste acontecimento e data, há muitas discussões e tradições herdadas do passado. A razão é que naquela época os calendários eram muito confusos. No primeiro calendário romano, por exemplo, que era um &lt;em&gt;&lt;strong&gt;calendário lunar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, o ano tinha apenas 10 meses de 30 ou 31 dias, que totalizavam 304 dias e os demais 61 dias que coincidiam com o inverno não entravam no calendário havendo pouco interesse de acompanhamento temporal neste período do ano. Por volta de 713 a.C., deu-se a primeira reforma deste calendário, onde foram reduzidos os meses de 30 dias para 29 dias e adicionados os meses de Janeiro (29 dias) e Fevereiro (28 dias), transformando-o em um &lt;em&gt;&lt;strong&gt;calendário luni-solar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, num total 355 dias. Assim, pela dificuldade de se fazer registros históricos da época, o povo em geral não conhecia e nem se lembrava das datas de nascimento, de casamento ou de falecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, as comunidades cristãs do primeiro século não comemoravam o nascimento de Jesus. Os Evangelhos apenas nos informam que Jesus nasceu antes da morte de &lt;em&gt;“Herodes, rei da Judéia”&lt;/em&gt; (Lc 1,5; Cf. Mt 2,1), o qual faleceu na primavera de 750 da era romana, ou seja, no ano 4 a. C.. Assim sendo, conforme os estudiosos, o ano mais provável do nascimento de Jesus seria o 7º ou o 6º ano antes da era cristã. Sobre a definição do dia &lt;em&gt;&lt;strong&gt;25 de dezembro&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, temos alguns dados extraordinários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Celtas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (povo originário da região sudoeste da Alemanha, leste do Reno, no fim do período do Bronze I [2500-1900 a.C.] e que espalhou-se pela Europa entre os séculos VI a I a.C., quando sofreu a dominação do Império romano), por exemplo, tratavam o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Solstício do Inverno&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (quando a luz solar incide com maior intensidade sobre o hemisfério norte) como um momento extremamente importante em suas vidas. Percebendo eles que o inverno ia chegar, com longas noites de frio, e muitas vezes com poucos gêneros alimentícios e rações para si e para os animais, e sem saberem se ficariam vivos até a próxima estação, faziam então um grande banquete de despedida no dia 25 de dezembro. Seguiam-se 12 dias de festas, terminando no dia 6 de Janeiro, data que para nós, cristãos, coincide com a festa da &lt;em&gt;“Epifania do Senhor”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Roma, o Solstício do Inverno também era celebrado muitos séculos antes do nascimento de Jesus. Os romanos chamavam-no de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Saturnálias&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;Férias de Inverno&lt;/em&gt;), em homenagem a &lt;em&gt;Saturno, o Deus da Agricultura&lt;/em&gt;, que permitia o descanso da terra durante o inverno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 274 o Imperador romano Lúcio Domício Aureliano (270-275) proclamou o dia &lt;em&gt;&lt;strong&gt;25 de dezembro&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, como &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dies Natalis Invicti Solis”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;Dia do Nascimento do Sol Inconquistável&lt;/em&gt;). O Sol começou a ser venerado. Buscava-se o seu calor que ficava no espaço muito acima do frio do inverno na Terra. O início do inverno passou a ser festejado como o dia do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Deus Sol&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, o Papa Júlio I (337-352) decretou, no ano 350, que o nascimento de Cristo deveria ser comemorado no dia 25 de Dezembro, substituindo a veneração ao Deus Sol pela adoração ao Salvador Jesus Cristo, &lt;em&gt;"a &lt;strong&gt;luz verdadeira&lt;/strong&gt;, aquela que ilumina todo homem"&lt;/em&gt; (Jo 1,9). O nascimento de Cristo passou a ser comemorado no Solstício do Inverno em substituição às festividades do Dia do Nascimento do Sol Inconquistável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nós, habitantes do Hemisfério Sul, se considerarmos o Solstício do Inverno, não há razão real para comemorarmos o Natal do Senhor Jesus no dia 25 de dezembro. Porque nesta data vivemos os primeiros dias do verão e não do inverno. Porém, herdamos as tradições cristãs que vieram do Hemisfério Norte e isso nós respeitamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, o que profundamente nos interessa é celebrarmos este ato de amor maravilhoso de Deus. Um Deus que veio ao mundo e inaugurou uma nova vida entre nós. Este é o grande motivo da nossa festa. Até porque, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;natal sem Jesus não é natal&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Face a isso, o Magistério eclesial nos ensina que “a história da humanidade, história que Deus nunca abandona, transcorre sob seu olhar compassivo. Deus amou tanto nosso mundo que nos deu seu Filho. Ele anuncia a boa nova do Reino aos pobres e aos pecadores. Por isso, nós, como discípulos e missionários de Jesus, queremos e devemos proclamar o Evangelho, que é o próprio Cristo. Anunciamos a nossos povos que Deus nos ama, que sua existência não é uma ameaça para o homem, que Ele está perto com o poder salvador e libertador de seu Reino, que Ele nos acompanha na tribulação, que alenta incessantemente nossa esperança em meio a todas as provas. Os cristãos são portadores de boas novas para a humanidade, não profetas de desventuras” (DA, n. 29).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir desse magnífico evento de amor que é o Natal de Jesus, o Magistério eclesial expressa também o seu grande anseio: “desejamos que a alegria que recebemos no encontro com Jesus Cristo, a quem reconhecemos como o Filho de Deus encarnado e redentor, chegue a todos os homens e mulheres feridos pelas adversidades; desejamos que a alegria da boa nova do Reino de Deus, de Jesus Cristo vencedor do pecado e da morte, chegue a todos quantos jazem à beira do caminho, pedindo esmola e compaixão (Cf. Lc 10,29-37; 18,25-43). A alegria do discípulo é antídoto frente a um mundo atemorizado pelo futuro e agoniado pela violência e pelo ódio. A alegria do discípulo não é um sentimento de bem-estar egoísta, mas uma certeza que brota da fé, que serena o coração e capacita para anunciar a boa nova do amor de Deus. Conhecer a Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber; tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas, e fazê-lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria” (DA, n. 32).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando agora ao texto de Lucas supracitado, podemos perceber &lt;em&gt;&lt;strong&gt;dois dados&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; importantes nas palavras do anjo aos pastores. Primeiro, o anúncio da &lt;em&gt;“Boa Notícia, que será uma grande alegria para todo o povo”&lt;/em&gt; (Lc 2,10). De fato, a Boa Notícia mostra que o Menino que nasceu é o Salvador, porque trouxe a libertação e a salvação definitivas; expõe que ele é o Messias, porque é o ungido, o Cristo de Deus que veio estabelecer uma relação de justiça e amor entre nós; indica e que ele é o Senhor, porque derruba todos os obstáculos da nossa caminhada, conduzindo-nos com segurança dentro de um tempo novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, a emergente necessidade de uma intervenção direta de Deus para que o Messias/Cristo fosse &lt;em&gt;&lt;strong&gt;identificado&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, através de um &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“sinal”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, em razão das circunstâncias estranhas do seu nascimento: &lt;em&gt;“vocês encontrarão um recém-nascido, envolto em faixas e deitado na manjedoura”&lt;/em&gt; (Lc 2,12). Isto porque Jesus, filho de &lt;em&gt;“José, que era descendente de Davi”&lt;/em&gt; (Lc 1,27), não nasceu num palácio real. Foi exatamente entre os deserdados da vida e para os sofredores e desprezados que nasceu &lt;em&gt;“o Salvador, o Cristo, o Senhor”&lt;/em&gt;. Por isso, os pastores, figura tipo dos pobres e marginalizados da época, foram os primeiros missionários que receberam a responsabilidade de anunciarem a chegada de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também hoje, devemos saber identificar os ambientes e as realidades onde Jesus está concretamente presente, a fim de que o encontremos. Para nos ajudar nesse processo, o Magistério eclesial nos aponta alguns “lugares de encontro com Jesus Cristo”, a saber: “na Igreja” (DA, n. 246); “na Sagrada Escritura” (DA, n. 247); “na Sagrada Liturgia” (DA, n. 250), de modo privilegiado “na Eucaristia” (DA, n. 251); “no Sacramento da Reconciliação” (DA, n. 254); “na oração pessoal e comunitária” (DA, n. 255); “em meio a uma comunidade viva na fé e no amor fraterno” (DA, n. 256); e “de um modo especial, nos pobres, aflitos e enfermos (Cf. Mt 25,31-46)” (DA, n. 257).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo de hoje, na correria da vida, quase não temos tempo para encontrarmo-nos com Jesus, para celebrarmos e vivermos esta &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“grande alegria”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Em vista disso, o papa Bento XVI muito bem asseverou: “Nós temos sempre pouco tempo, especialmente para o Senhor. Às vezes, não sabemos ou não queremos encontrá-lo. Mas Deus tem tempo para nós. Dá-nos seu tempo porque tem entrado na história com sua palavra e suas obras de salvação, para abri-la à eternidade e fazê-la história da aliança. O tempo é em si mesmo um sinal fundamental do amor de Deus: um presente que o ser humano pode valorizar, ou ao contrário, estragar; acolher seu significado, ou descuidar com superficialidade” (&lt;em&gt;Notícias da CNBB&lt;/em&gt;, 02/12/2008).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante disso, vale à pena lembrar a canção: “Vem, vamos embora, que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer” (VANDRÉ, Geraldo. &lt;em&gt;Pra não dizer que não falei das flores&lt;/em&gt;). Assim, empenhemo-nos, enquanto há tempo. Porque &lt;em&gt;“quanto a nós, não podemos nos calar sobre o que vimos e ouvimos”&lt;/em&gt; (At 4,20). E &lt;em&gt;“o que ouvimos, o que vimos com nossos olhos, o que contemplamos e o que nossas mãos apalparam é a Palavra, que é a Vida”&lt;/em&gt; (1Jo 1,1), isto é, o próprio Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para concluir, peço que a Virgem Maria, Mãe de Jesus e Mãe da Igreja, estrela da nova evangelização, primeira discípula e grande missionária do Pai nos abençoe e nos ajude a sermos verdadeiros proclamadores desta grande e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;boa notícia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;“nasceu para nós um Salvador que é o Messias, o Senhor”&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-7389195756709830645?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/7389195756709830645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/7389195756709830645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2009/12/natal-2009.html' title='&quot;NASCEU PARA VÓS UM SALVADOR&quot; (Lc 2,11)'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-2006070553176674869</id><published>2009-12-22T06:55:00.000-08:00</published><updated>2010-01-18T13:03:37.317-08:00</updated><title type='text'>MEUS AGRADECIMENTOS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pe. Paulo Nunes de Araujo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros amigos e amigas, meus fiéis leitores. O motivo fundamental deste escrito é agradecer, de coração, todos os gestos de amor, de amizade e carinho dispensados a mim, tanto daqui de onde eu estou trabalhando como de vários cantos do Brasil, especialmente de SP, e também do exterior, por ocasião dos meus &lt;em&gt;&lt;strong&gt;vinte e um anos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; de sacerdócio ministerial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a Celebração e os festejos, fiz questão de realizar o evento aqui na cidade de Miranda, MS, onde reside a minha família, e na cidade de Mairiporã, SP, onde residi e trabalhei por quase dois anos e onde deixei um volumoso número de amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui na &lt;em&gt;&lt;strong&gt;cidade de Miranda&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, a Celebração foi realizada no dia 9 de dezembro, às 19h30. Como podem verificar pelas fotos neste mesmo &lt;em&gt;&lt;strong&gt;blog&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo ficou quase lotada, considerando que era um meio de semana, e muitos não puderam comparecer. A Celebração da Santa Missa foi muito bem preparada, com os comentários bastante consistentes e as leituras bem feitas. Além disso, toda a assembléia cantou magnificamente os cantos. Foi realmente emocionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final da Celebração, foram-me feitas as devidas homenagens e agradecimentos, o que deverasmente muito me comoveu. Quanto a parte festiva, os meus alunos da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Escola Bíblica&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; decidiram fazer no dia 14 de dezembro, dia que teríamos aula. Porém, fui recebido com uma grande festa surpresa. Visivelmente emocionado, fiz meus agradecimentos e, logo depois, a palavra foi aberta para que cada um falasse alguma coisa. Muitas foram as falas de benquerer. Nesse momento, senti o quanto eu era querido e estimado pelos mais de sessenta alunos da Escola Bíblica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao terminar a festa, foi-me lida esta mensagem que aqui a transcrevo na íntegra: “Padre Paulo Nunes, mesmo que os espinhos sejam muitos, prove que você nasceu para vencer. Mesmo que as dificuldades estejam presentes em sua vida, prove que você nasceu para vencer. Mesmo que muitos surjam para dizer que nada dará certo, prove que você nasceu para vencer. Mesmo que as rejeições e as frustrações pareçam insuportáveis, prove que você nasceu para vencer. Na vida muitos não irão ajudá-lo, mas, se quiser, você muito bem pode e é capaz de mostrar e de provar que nasceu para vencer. Um abraço e parabéns pelo seu ministério sacerdotal. Nós te amamos” - Seus alunos da Escola Bíblica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta expressão de carinho muito me comoveu, por perceber aí grande sensibilidade dos alunos e amigos da Escola Bíblica. Prontamente lembrei-me do que dizia o filósofo francês católico Jacques Maritain: “Não amamos qualidades, amamos uma pessoa; às vezes tanto pelos seus defeitos quanto por suas qualidades”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a Celebração na &lt;em&gt;&lt;strong&gt;cidade de Mairiporã&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, assim eu me expressei, no início: Caros irmãos e irmãs, meus ex-paroquianos de Mairiporã, novamente faço-me presente a esta &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Aldeia bonita”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (em tupi-guarani: &lt;em&gt;mairy poranga&lt;/em&gt;) que aprendi a gostar tanto. Reitero mais uma vez que, apesar da distância (pantanal do MS), não meço esforços para &lt;em&gt;&lt;strong&gt;rever&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; os grandes e sinceros amigos e amigas que aqui deixei. De fato, quando há amor verdadeiro, “que importa se a distância estende entre nós léguas e léguas? Que importa se existem entre nós muitas montanhas?” (Vinícius de Maraes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Celebração da Santa Missa, seguida da festa, ocorreu na sede da OAB-SP, situada à Rua Ipiranga 499, s/loja, região central da cidade, no dia 19/12, às 20h. O local foi prontamente cedido pelo Ilmo. Sr. Advº Miguel Nagib Moussa, presidente desta 129ª Subseção da OAB em Mairiporã, a quem muito cordialmente agradeço. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;“espaço litúrgico”&lt;/em&gt; ficou repleto de convidados e estava rigorosamente preparado, atendendo a dimensão funcional e a simbólica da liturgia, como pede a atual &lt;em&gt;Instrução Geral sobre o Missal Romano&lt;/em&gt;: “tudo isso, deve constituir uma unidade íntima e coerente pela qual se manifeste com evidência a unidade de todo o povo de Deus. A natureza e beleza do local e de todas as alfaias (objetos litúrgicos) alimentem a piedade dos fiéis e manifestem a santidade dos mistérios celebrados” (n. 294). Para esse arranjo, o empenho, como sempre, foi dos meus ex-alunos do Grupo de Estudos Bíblicos (GEBI).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maravilhosa foi a Celebração. Após a comunhão eucarística, foram apresentadas duas encenações: uma, dirigida pela Claudete, baseada no tema de um jovem que deixou tudo para seguir a Jesus; e outra, conduzida pelo casal Luiz Brilha e Vilma, sobre o nascimento de Jesus. Tudo ficou magnífico. Seguindo-se a isso, foram feitas as justas homenagens e oportunos agradecimentos. Neste ensejo, também me foram transmitidas as felicitações de D. Bruno Gamberini, Arcebispo Metropolitano de Campinas, o que extremamente me lisonjeou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da minha parte, só restou um &lt;em&gt;“muitíssimo obrigado”&lt;/em&gt; a todos, indistintamente, por ver tanta dedicação e tamanho carinho para comigo. Outro acontecimento que igualmente bem me comoveu foi o encontro com tantas pessoas que me reconheceram enquanto eu caminhava pelas ruas da cidade, apesar de eu ter me mudado de Mairiporã a mais de cinco anos. Recebi inúmeros abraços de carinho e de amizade, carregados de consideração pelo meu trabalho proficuamente ali realizado. Vejo isso como algo enobrecedor, pois é muito importante para um padre poder voltar, tranqüilo e sereno, ao lugar onde trabalhou, com a boa consciência de ter ali cumprido a sua missão, isento de qualquer tipo de hipoteca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para rematar, peço a Deus que abençoe a mim e a todos os meus irmãos de sacerdócio. E que a &lt;em&gt;“Bem Aventurada”&lt;/em&gt; Virgem Maria, Rainha do Clero, interceda por todos nós, mirandenses, mairiporanenses e todo o povo de Deus. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-2006070553176674869?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/2006070553176674869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/2006070553176674869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2009/12/meus-agradecimentos_22.html' title='MEUS AGRADECIMENTOS'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-8604360078906526826</id><published>2009-12-10T09:33:00.000-08:00</published><updated>2009-12-30T06:16:08.858-08:00</updated><title type='text'>MEUS 21 ANOS DE SACERDÓCIO MINISTERIAL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pe. Paulo Nunes de Araujo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Lembro-me da fé sincera que há em você. (...) Por esse motivo, o convido a reavivar o dom de Deus que está em você pela imposição de minhas mãos”&lt;/em&gt; (1Tim 1,5a.6; Cf. 1Tim 4,14-16).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros amigos e amigas, a quem cordialmente considero meus irmãos e irmãs em Cristo Jesus, estas palavras do apóstolo Paulo dirigidas a Timóteo bem servem para guiar este artigo a respeito dos meus &lt;em&gt;&lt;strong&gt;vinte e um anos &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“sacerdócio ministerial”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (10/12/1988 - 10/12/2009). E faço-o com desmedida emoção, pois estamos exatamente no coração do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Ano Sacerdotal”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; proclamado por Bento XVI, sob o tema: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Fidelidade de Cristo, fidelidade do Sacerdote”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, com o objetivo de “contribuir para fomentar o empenho de renovação interior de todos os sacerdotes para um seu testemunho evangélico mais vigoroso e incisivo” (&lt;em&gt;Carta para a proclamação de um Ano Sacerdotal, por ocasião do 150º aniversário do “dies natalis” do Santo Cura d’Ars&lt;/em&gt;, 16/06/09).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o Cardeal Dom Claudio Hummes, de quem recebi o Sacramento da Ordem Diaconal, a 19/03/1988, e atual Prefeito da Congregação para o Clero, “os presbíteros, como ministros ordenados e principais colaboradores do respectivo Bispo, estão sacramentalmente ligados a missão apostólica. Este ano especial foi proclamado pelo Santo Padre em favor dos presbíteros, em razão do seu caráter insubstituível e devido à sua importância na Igreja. Como tais, necessitam hoje, de modo especial, de apoio e de renovação espiritual e pastoral” (&lt;em&gt;Homilia pronunciada por ocasião do curso aos bispos de recente nomeação reunidos em Roma&lt;/em&gt;, 21/09/09).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também minha atenção está voltada para o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;13° Encontro Nacional de Presbíteros&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (ENP), que acontecerá de 3-9/02/2010, em Itaici, município de Indaiatuba, São Paulo, com o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;tema&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;“ENPs, 25 anos celebrando e fortalecendo a comunhão presbiteral”&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;lema&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;“Eu me consagro por eles”&lt;/em&gt; (Jo 17,19a). Minha particular esperança é que este evento, dentro de um âmbito maior, como vimos, seja realmente um instrumento de comunhão e de confirmação da caminhada ministerial, procurando traduzir as aspirações, sentimentos e necessidades de todos nós, os presbíteros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase vinte anos atrás, João Paulo II assinalou o ideal de um verdadeiro &lt;em&gt;&lt;strong&gt;presbitério&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; alicerçado nos princípios &lt;em&gt;&lt;strong&gt;humanos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;evangélicos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Segundo ele, “a fisionomia do presbitério é a de uma &lt;em&gt;&lt;strong&gt;verdadeira família&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, de uma &lt;em&gt;&lt;strong&gt;fraternidade&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, cujos laços não são da carne nem do sangue, mas os da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;graça sacramental da Ordem&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: uma graça que assume e eleva as &lt;em&gt;&lt;strong&gt;relações humanas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;psicológicas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;afetivas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;espirituais&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; entre os sacerdotes; uma graça que se expande, penetra, se revela e concretiza nas mais variadas formas de ajuda recíproca, não só espirituais mas também materiais. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;A fraternidade presbiteral não exclui ninguém&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, mas pode e deve ter as suas preferências: são as preferências evangélicas, reservadas a quem tem maior necessidade de ajuda ou encorajamento. Assim, essa fraternidade ‘tem um cuidado especial pelos jovens presbíteros, tem um cordial e fraterno diálogo com os de meia idade e os de idade avançada e com os que, por razões diversas, experimentam dificuldades; e também aos sacerdotes que abandonaram esta forma de vida ou que não a seguem, não os abandona, pelo contrário, acompanha-os ainda mais com fraterna solicitude" (Exortação Apostólica pós-sinodal &lt;em&gt;Pastores Dabo Vobis&lt;/em&gt;, sobre a formação dos sacerdotes nas circunstâncias atuais, n. 74g, 25/03/1992. Os realces gráficos são meus).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta minha caminhada de vinte e um anos de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“sacerdócio ministerial”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, sempre servindo à Igreja de Jesus e ao seu Evangelho, penso que aquele ideal apontado por João Paulo II ainda continua como urgente desafio a ser perseguido cotidianamente. Entendo que precisamos avançar mais, e bem mais, na amizade, na fraternidade, na solidariedade e na compaixão entre nós. E aí levanto uma questão basal: será que o povo a quem servimos, percebe que realmente nós padres somos amigos uns dos outros? Que nós nos amamos uns aos outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o que vale para nós em relação ao povo, vale, em princípio, para nós também em relação a nós mesmos, como ensinou João Paulo II, no que se refere a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“formação humana”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; do sacerdote, ao dizer que “de particular importância, se coloca a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;capacidade de relacionamento com os outros&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, elemento verdadeiramente essencial para quem é chamado a ser responsável por uma comunidade e a ser &lt;em&gt;&lt;strong&gt;‘homem de comunhão’&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Isto exige que o sacerdote não seja arrogante nem briguento, mas &lt;em&gt;&lt;strong&gt;afável&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;hospitaleiro&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;sincero nas palavras e no coração&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;prudente&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;discreto&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;generoso&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;disponível para o serviço&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, capaz de oferecer pessoalmente e de suscitar em todos relações francas e fraternas, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;pronto a compreender&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;perdoar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;consolar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;” (PDV, n. 43c. Os realces gráficos são meus).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebemos nessa orientação magisterial de João Paulo II, que o elementar na vida do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“ministro ordenado”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; perpassou por todos os séculos, desde o começo, como vemos nas palavras do apóstolo Paulo, quando ele definiu que &lt;em&gt;&lt;strong&gt;o presbítero&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;“deve ser hospitaleiro, bondoso, ponderado, justo, piedoso, disciplinado, e de tal modo fiel à fé verdadeira, conforme o ensinamento transmitido, que seja capaz de aconselhar segundo a sã doutrina e também de refutá-la quando a contradizem”&lt;/em&gt; (Tt 1,8-9). E, inflexivelmente, isto deve perpetuar até o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da minha parte, sei comprovadamente que a caminhada é longa e difícil, e muitas vezes desalentadora. Além das alegrias, há também desafios, tropeços e ciladas, infelizmente muitas delas provenientes de onde nunca se espera. Frequentemente caímos, cansados, desfalecidos. Aí me lembro das palavras do anjo ao profeta Elias, no mais profundo da sua crise existencial: &lt;em&gt;“levante-se e coma, pois o caminho é superior as suas forças”&lt;/em&gt; (1Rs 19,7). Realmente, é preciso levantar, recobrar os ânimos e caminhar, vendo nessa situação momento de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;graça&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, pois é no caminho que aprendemos a sermos humildes, tolerantes e a provarmos a vida e a dignidade, como no caso dos &lt;em&gt;&lt;strong&gt;dez leprosos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; que &lt;em&gt;“enquanto caminhavam, ficaram curados”&lt;/em&gt; (Lc 17,14b). Por isso, precisamos retomar a cada dia a nossa estrada, como dizia São Francisco de Assis: “até agora nada fizemos. Precisamos começar tudo de novo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse tempo gracioso, muita coisa boa eu aprendi, que me fizeram amadurecer. Senti na carne aquele conselho do autor sapiencial: &lt;em&gt;“meu filho, se você se apresenta para servir ao Senhor, prepare-se para a provação. Tenha coração reto, seja constante e não se desvie no tempo da adversidade. Seja paciente nas situações dolorosas, porque o ouro é provado no fogo, e as pessoas escolhidas, no fogo da humilhação”&lt;/em&gt; (Sir 2,1-2.4-5; Cf. 2Cor 11,23-28).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo vivenciado exatamente isso, hoje eu estou seguro que “as pessoas mais felizes não são aquelas livres de problemas, mas as que sabem lidar com eles” (Leo Buscaglia, professor e escritor italiano). De fato, “é sinal de grandeza e consciência de si quando alguém reconhece seus erros e sua visão limitada de ontem” (MARTINI, Cardeal Carlo Maria. &lt;em&gt;Diálogos noturnos em Jerusalém&lt;/em&gt;. Sobre os riscos da fé. Paulus: São Paulo, 2008, p 119). Afinal, nos instruímos também nas falhas, nos reveses da vida, pois certamente “há derrotas que criam o sucesso e vitórias que criam o fracasso. As lições que tiramos dos tropeços são um verdadeiro tesouro para futuros triunfos. Ser um vencedor é assumir a responsabilidade nas derrotas e nas vitórias” (Roberto Shinyashiki, médico-psiquiatra, autor de temas de auto-ajuda).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o Evangelho nos mostra que quem tem &lt;em&gt;“a &lt;strong&gt;marca&lt;/strong&gt; dos pregos nas mãos”&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;“no lado”&lt;/em&gt;, é um ressuscitado (Cf. Jo 20,25). Ou seja, “quem tem os estigmas, e não os esconde nem deles se envergonha, testemunha, precisamente, que a ferida impressa pela “morte” (a morte da renúncia à ternura de um afeto humano) não tem poder mortal, já não é morte, mas tornou-se fonte de vida” (CENCINI, Amadeo. &lt;em&gt;Virgindade e celibato hoje&lt;/em&gt;. Para uma sexualidade pascal. São Paulo: Paulus, 2008, p. 121-122).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro aspecto importantíssimo para mim, é que nessa caminhada &lt;em&gt;&lt;strong&gt;eu nunca estive sozinho&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Sempre contei com o auxílio de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;três forças&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; indispensáveis: em primeiro lugar, o alento de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Deus&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, presença constante na minha vida, com aquela mesma confiança do apóstolo Paulo: &lt;em&gt;“aquele que planta não é nada, e aquele que rega nada é: só Deus é que conta, pois é ele quem faz crescer”&lt;/em&gt; (1Cor 3,7); em segundo lugar, o vigor da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;minha família&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (mãe e irmãos), que mesmo sem entender direito as minhas circunstâncias, as minhas contradições pessoais, sempre esteve e está do meu lado; por fim, a energia dos meus &lt;em&gt;&lt;strong&gt;verdadeiros&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;leais amigos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, os quais são para mim um presente de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na &lt;em&gt;“Carta para a proclamação de um Ano Sacerdotal”&lt;/em&gt;, Bento XVI bem expressou que “no mundo atual, é preciso que os presbíteros, na sua vida e ação, se distingam por um vigoroso testemunho evangélico”. Para tal, ele ressaltou o exemplo de São João Maria Vianey, a partir da vivência dos &lt;em&gt;&lt;strong&gt;‘conselhos evangélicos’&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, a saber: a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;pobreza&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;castidade&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;obediência&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indiscutivelmente, tais características que marcam esse &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“vigoroso testemunho”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; são perenes, exatamente porque inspiradas no Evangelho. Assim sendo, sempre procurei viver &lt;em&gt;&lt;strong&gt;o valor da “pobreza”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; não como uma teoria encantadora ou uma ideologia, mas na prática, sem privilégios e honrarias, desprovido de qualquer vantagem financeira e totalmente livre da ganância e do consumismo; sempre busquei viver &lt;em&gt;&lt;strong&gt;a audácia da “castidade”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, não como negação da minha subjetividade e nem da minha sexualidade, mas como entrega do meu coração ao Senhor de maneira indivisa, para poder servir com liberdade e dedicação ainda maiores aos meus irmãos, vivendo um amor aberto, alegre e honrado, na alteridade e na gratuidade para com todos, homens e mulheres, pobres ou não, jovens e crianças, sem distinção, ou seja, uma castidade “como sinal de amor sem reservas, estímulo de caridade que a todos abraça” (PAULO VI. Carta Encíclica &lt;em&gt;Sacerdotalis Caelibatus&lt;/em&gt;, sobre o celibato sacerdotal, n. 24, 24/06/1967); sempre me esforcei para viver &lt;em&gt;&lt;strong&gt;a ousadia da “obediência”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, não como subserviência, mas como adesão às exigências diárias do meu ministério, colocando-me totalmente à serviço da vida e da missão da Igreja, realizando a vontade de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o meu empenho para viver retamente este &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“vigoroso testemunho evangélico”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, quem melhor pode dizer algo consistente a respeito, são as pessoas concretas, ajuizadas e comprometidas, memobros de fato do povo de Deus, em todas as &lt;em&gt;&lt;strong&gt;doze paróquias&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; onde residi, convivi e trabalhei ao longo de todos esses anos. Isso é tão verdadeiro que conservo, até hoje, grandes amizades, em todos esses lugares. Porque, como dizia São João Crisóstomo, Patriarca de Constantinopla (349-407), “um homem cheio de zelo, é quanto basta para transformar um povo”. E isso só é possível porque seguramente é o próprio Cristo quem age através dos seus escolhidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sei que ainda não estou pronto, completo. Humildemente conto sempre com os indispensáveis auxílios como sugere o Cardeal Dom Cláudio Hummes: “Os nossos presbíteros precisam ser amados e sustentados na vocação e na missão, antes de tudo, pelo próprio Bispo e pela comunidade. Querem ser reconhecidos pelo que são e pelo que fazem; necessitam de ser ajudados e orientados para renovar em seus corações, a verdadeira identidade do sacerdócio e o verdadeiro sentido do celibato” (&lt;em&gt;Homilia pronunciada por ocasião do curso aos bispos de recente nomeação reunidos em Roma&lt;/em&gt;, 21/09/09; Cf. Carta Encíclica &lt;em&gt;Sacerdotalis Caelibatus&lt;/em&gt;, n. 91). Porém, além do amor e da estima, da parte do Bispo e da comunidade, indispensável é a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;força da oração&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, tanto pessoal quanto comunitária. Porque, sem dúvida, "o presbítero para continuar &lt;em&gt;&lt;strong&gt;fiel à Cristo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;fiel à comunidade&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, necessita ser um &lt;strong&gt;&lt;em&gt;homem de oração&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, um homem que vive na &lt;em&gt;&lt;strong&gt;intimidade com o Senhor&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Ele precisa, além do mais, ser confortado pela oração da Igreja e de cada cristão" (Cardeal Dom Cláudio Hummes, em: &lt;em&gt;Notícias da CNBB&lt;/em&gt;, 10/12/2009).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste meu aniversário de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“ordenação sacerdotal”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; relembro que Santo Ambrósio (340-397 d.C.), um dos quatro maiores doutores da Igreja e quem batizou Santo Agostinho, no seu livro &lt;em&gt;“De Poenitentia”&lt;/em&gt;, fala dos seus temores e da sua relutância em ser bispo, de como sentia a própria indignidade. Em meio aos seus questionamentos, foram-lhe inspiradoras as palavras de Jesus dirigidas aos &lt;em&gt;“chefes dos sacerdotes e anciãos do povo”&lt;/em&gt;, no Templo, sobre quem realmente &lt;em&gt;“&lt;strong&gt;fez&lt;/strong&gt; a vontade do Pai”&lt;/em&gt;, donde a sua conclusão foi definitiva: &lt;em&gt;“os cobradores de impostos e as prostitutas &lt;strong&gt;entrarão no lugar de&lt;/strong&gt; (no grego: &lt;strong&gt;proagusin&lt;/strong&gt;) &lt;strong&gt;vocês&lt;/strong&gt; no Reino do céu”&lt;/em&gt; (Mt 21,31c). Porque &lt;em&gt;“os cobradores de impostos e as prostitutas &lt;strong&gt;creram&lt;/strong&gt; nele”&lt;/em&gt; (Mt 21,32b). Assim, eles e elas ajudam a revelar quem de fato nós somos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também a mim se apresenta agora a consciência da minha pequenez, de quão temerário e ousado é reassumir, hoje, o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;ministério presbiteral&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; com a sua grandeza evangélica, mas também com as suas exigências e difículdades. E aqui, mais uma vez a mensagem de Bento XVI me surge como grande apoio: “À Virgem Santíssima entrego este Ano Sacerdotal, pedindo-Lhe para suscitar no ânimo de cada presbítero um generoso relançamento daqueles ideais de total doação a Cristo e à Igreja que inspiraram o pensamento e a ação do Santo Cura d’Ars. Possa o seu exemplo suscitar nos sacerdotes aquele testemunho de unidade com o Bispo, entre eles próprios e com os leigos que é tão necessário hoje, como o foi sempre. Não obstante o mal que existe no mundo, ressoa sempre atual a palavra de Cristo aos seus apóstolos, no Cenáculo: ‘No mundo sofrereis tribulações. Mas tende confiança: Eu venci o mundo’ (Jo 16,33). A fé no divino Mestre dá-nos a força para olhar confiadamente o futuro. Amados sacerdotes, Cristo conta convosco. A exemplo do Santo Cura d’Ars, deixai-vos conquistar por Ele e sereis também vós, no mundo atual, mensageiros de esperança, de reconciliação, de paz” (&lt;em&gt;Carta para a proclamação de um Ano Sacerdotal&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para concluir, sirvo-me desta linda &lt;em&gt;&lt;strong&gt;oração&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; composta por Santo Ambrósio em vista do seu ministério: “Senhor, visto que me concedeste trabalhar para a tua Igreja, protege os frutos do meu trabalho. Tu chamaste-me ao sacerdócio quando eu era um filho perdido. Não permitas que eu me perca agora, que sou presbítero. Sobretudo, dá-me a graça da compaixão. Concede que eu saiba compadecer-me dos pecadores, do fundo do coração, pois é esta a virtude suprema (...). Concede-me ter compaixão de cada vez que eu for testemunha da queda de um pecador, que eu não o censure com arrogância, mas chore e me aflija com ele. Faz com que, chorando sobre o meu próximo, eu também chore por mim mesmo, aplicando a mim a própria Palavra: a prostituta é mais justa do que eu” (AMBRÓSIO. &lt;em&gt;De Poenitentia&lt;/em&gt;, II, 8,67,63: PL 16,431).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Deus abençoe a mim e a todos os meus irmãos de sacerdócio ministerial. E que a Santíssima Virgem Maria, Rainha do Clero, interceda por todos nós. Assim seja! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-8604360078906526826?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/8604360078906526826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/8604360078906526826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2009/12/meus-21-anos-de-sacerdocio-ministerial.html' title='MEUS 21 ANOS DE SACERDÓCIO MINISTERIAL'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-8052655665189707484</id><published>2009-10-31T08:00:00.000-07:00</published><updated>2009-11-03T05:01:56.207-08:00</updated><title type='text'>“VINDE, BENDITOS DE MEU PAI” (Mt 25,34)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pe. Paulo Nunes de Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em janeiro do ano que vem Bento XVI lançará a mensagem para a 44ª edição do Dia Mundial das Comunicações que será celebrado no dia 16/05/2010 (festa da Ascensão do Senhor). Por estarmos dentro do &lt;em&gt;“Ano Sacerdotal”&lt;/em&gt; (19/06/2009-19/06/2010), na sua mensagem, cujo tema é: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos meios a serviço da Palavra”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, Bento XVI “convida os padres a considerar os novos meios de comunicação como um possível grande recurso para seu ministério a serviço da Palavra. Outro objetivo da mensagem é ser um encorajamento aos sacerdotes em sua vivencia com os desafios surgidos com a nova cultura digital” (&lt;em&gt;Notícias da CNBB&lt;/em&gt;, em 30/09/2009).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já me sinto parte da chamada &lt;em&gt;“geração digital”&lt;/em&gt;, fazendo-me chegar a vários cantos do mundo através desta fantástica &lt;em&gt;“rede mundial”&lt;/em&gt; (a &lt;em&gt;World Wide Web&lt;/em&gt;) de computadores interconectados (&lt;em&gt;Internet&lt;/em&gt;), mais uma vez sirvo-me desta grande &lt;em&gt;“mídia”&lt;/em&gt; para transmitir uma mensagem de fé e esperança aos meus leitores e leitoras a intento do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dia dos fiéis defuntos”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“comemoração dos finados”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, momento em que solenizamos a recordação de nossos falecidos, tem a sua origem e sua a evolução no tempo. Temos notícia de que o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“culto dos mortos”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; é um dos mais antigos, surgido no meio agrícola e pastoril, e esteve presente em quase todas as religiões da época. Para os antigos, os mortos eram como &lt;em&gt;&lt;strong&gt;sementes&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, e por isso eram enterrados na espera de um &lt;em&gt;&lt;strong&gt;novo nascimento&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (ressurreição).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século I, os cristãos tinham o costume de visitar os mortos, mas iam apenas aos túmulos dos mártires, daqueles foram mortos por defenderem e testemunharem a fé cristã. No século IV, o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dia dos mortos”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; surgiu na Igreja Católica como uma ligação suplementar entre os &lt;em&gt;&lt;strong&gt;mortos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (Igreja Triunfante, constituída pelos que se encontram salvos) e os &lt;em&gt;&lt;strong&gt;vivos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (Igreja Militante, atuante no mundo). Afinal, o Senhor da vida &lt;em&gt;“não é Deus dos mortos, mas dos vivos”&lt;/em&gt; (Mt 22,32). Esta prática que foi assumida por todo o mundo em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do século V, a Igreja Católica passou a dedicar um dia do ano para rezar pelos mortos, especialmente pelos mais esquecidos. No ano de 998, a Igreja começou a apontar um dia oficial para os mortos, o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dia de Finados”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Por fim, entre os anos 1024 e 1033, a Igreja Católica fixou o dia &lt;em&gt;&lt;strong&gt;2 de novembro&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; como o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dia de Finados”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, estabelecendo uma ligação deste dia com a &lt;em&gt;“Solenidade de todos os santos”&lt;/em&gt;, a qual surgiu a &lt;em&gt;1º de novembro de 835&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os cristãos de modo geral, sobretudo nós católicos, esse &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dia”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; não pretende ser um momento fúnebre e triste, mas de fé e esperança, porque são &lt;em&gt;“felizes os mortos, aqueles que desde agora morrem no Senhor”&lt;/em&gt; (Ap 14,13). Até porque &lt;em&gt;“se nós pregamos que Cristo ressuscitou dos mortos, como é que alguns de vocês dizem que não há ressurreição dos mortos? Se não há ressurreição dos mortos, então Cristo também não ressuscitou; e se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é vazia e também é vazia a fé que vocês têm”&lt;/em&gt; (1Cor 15,12-14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dia dos fiéis defuntos”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; quer ser também uma ocasião oportuna para nos lembrar que a nossa vida aqui na terra é passageira, transitória e que nós, seres humanos, somos a única criatura divina que &lt;em&gt;“aspira a eternidade”&lt;/em&gt;, e que caminhamos para Deus, pois é para ele mesmo que fomos criados. Na verdade, &lt;em&gt;“se a nossa esperança em Cristo é somente para esta vida, nós somos os mais infelizes de todos os homens”&lt;/em&gt; (1Cor 15,19). Portanto, a morte deve ser vista como &lt;em&gt;“fim bom”&lt;/em&gt;, meta almejada e um dia alcançada. Não há porque temer a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O eminente teólogo e professor Leonardo Boff, assevera que “a morte pertence à vida, e a vida pertence à eternidade”, e que a morte “é a realização plena das virtualidades da vida”. Assim, é a vida que conta, como nos mostra a canção do Roberto Carlos e Erasmo Carlos: “É preciso saber viver”. Aliás, já dizia Confúcio, mestre e filósofo chinês, bem antes de Cristo: “Aprende a viver e saberás morrer bem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, mesmo para os que crêem, a realidade da morte até agora permanece um profundo mistério para o ser humano: quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? E para os que não crêem direito, a morte provoca ao menos um grande respeito, uma profunda reverência; uma postura ao menos cultural e social. Não há quem não se curva diante de um féretro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comemoração do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dia de Finados”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; ainda se propõe a advertir-nos contra toda e qualquer forma de reencarnação. A nossa fé cristã e católica é clara, fundamentada na Palavra de Deus: &lt;em&gt;“É um fato que &lt;strong&gt;os homens devem morrer uma só vez&lt;/strong&gt;, depois do que vem o julgamento”&lt;/em&gt; (Hb 9,27). Por isso, reitera o Magistério eclesial: “Vigiemos constantemente, a fim de que no termo de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;nossa vida sobre a terra&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;que é só uma&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, mereçamos entrar com Ele para o banquete (...) e ser contados entre os eleitos” (&lt;em&gt;Lumen Gentium&lt;/em&gt;, n. 48). Por isso, na &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Solenidade de todos os santos”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, a Igreja celebra todos os que morreram na graça de Deus, mesmo os que não foram canonizados oficialmente. Afinal, todos somos chamados à santidade, como dom de Deus e não mérito nosso. Porque foi assim que Deus se apresentou a nós: &lt;em&gt;“Eu sou Javé, o Deus de vocês. E vocês foram santificados, porque eu sou santo”&lt;/em&gt; (Lv 11,44a; Cf. 1Pd 1,16).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomemos agora alguns pressupostos fundamentais, a partir do Evangelho. Quando Jesus ficou sabendo que estava prestes a morrer, seus discípulos ficaram tristes, angustiados, perturbados. Em face disso, Jesus dirigiu a eles essas palavras de conforto e consolo: &lt;em&gt;“Eu vou preparar-vos um lugar. Quando tiver ido e tiver preparado um lugar para vós, voltarei novamente e vos levarei comigo para que, onde eu estiver, estejais também vós”&lt;/em&gt; (Jo 14,3c-3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós cremos que Jesus Vivo já habita em nosso coração. A &lt;em&gt;“morada”&lt;/em&gt; (teologicamente podemos entender como ambiente de gostosa fraternidade e amorosa convivência) que ele preparou para si em nosso íntimo não será, jamais, destruída pela morte, mas transformada no &lt;em&gt;“lugar”&lt;/em&gt; eterno que já preparou também para nós junto ao Pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acreditamos a respeito de Jesus, podemos dizer igualmente das pessoas amadas que nos precedem na morte. Cremos que também elas nos preparam um lugar junto de Deus. Quando uma pessoa querida morre, leva para Deus tudo o que com ela partilhamos aqui na terra: as conversas, a amizade, o amor, as experiências de vida em comum, etc. Vale dizer, leva consigo um pedaço de nós para junto de Deus. Diz Ladislao Boros, teólogo húngaro, que “pela ressurreição tudo se tornará então imediato para o homem: o amor se desabrocha na pessoa, a ciência se torna visão, o conhecimento se transforma em sensação, a inteligência se faz audição. Desaparecem as barreiras do espaço: a pessoa humana existirá imediatamente onde estiver seu amor, seu desejo e sua felicidade”. Mais ainda, “a ressurreição, na concepção cristã, não é a volta a vida de um cadáver, senão a realização exaustiva das capacidades do homem” (&lt;em&gt;Ibidem&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, quando morremos, não iremos par um &lt;em&gt;“lugar”&lt;/em&gt; totalmente estranho, mas para a &lt;em&gt;“morada”&lt;/em&gt; que Cristo e as pessoas boas e amadas que nos precederam na morte nos prepararam. Lá, fixaremos morada eternamente, contemplando a Deus &lt;em&gt;“face a face”&lt;/em&gt; (1Cor 13,12), tal como ele realmente é. Esta certeza nós a encontramos já na literatura sapiencial, que apresenta os primeiros balbucios sobre a fé na ressurreição: &lt;em&gt;“Eu sei que o meu redentor está vivo e que, por último, se levantará sobre o pó; e, depois que tiverem destruído esta minha pele, na minha carne verei a Deus. Eu mesmo o verei, meus olhos o contemplarão”&lt;/em&gt; (Jó 19,25-27a). Destaca-se aí a figura do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“redentor”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. (no latim: &lt;em&gt;redemere&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;re&lt;/em&gt; + &lt;em&gt;edemere&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;recomprar&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;comprar de volta&lt;/em&gt;). Para o povo judeu, o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“redentor”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (no hebraico: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;go'el&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;redentor&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;resgatador&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;libertador&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;vingador de sangue em nome da justiça&lt;/em&gt;) era um membro da família, do clã ou da tribo que deveria fazer justiça ao seu próximo que fora injustiçado. Para os cristãos do primeiro século, Jesus é agora o novo e definitivo Redentor, que resgata a nossa vida das garras da morte, fazendo-nos justiça com o seu próprio sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha experiência pastoral, nas inúmeras visitas a enfermos que realizei, ouvi muitas pessoas de fé dizerem, já à beira da morte: “Um dia vamos nos rever na eternidade”. São pessoas que realmente crêem nas palavras do próprio Jesus, dirigidas àquele que com ele também foi crucificado: &lt;em&gt;“Eu te asseguro: ainda hoje estarás comigo no paraíso”&lt;/em&gt; (Lc 23,43).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor que nós demos e recebemos aqui na terra não morre jamais. Dizia Gabriel Marcel, filósofo e dramaturgo francês: “amar uma pessoa significa dizer-lhe: você não morrerá”, ou ainda Anselm Grün, monge beneditino e teólogo: “na amizade existe algo indestrutível, divino, que mesmo na morte não pode ter fim”. A pessoa amada aqui na terra, será amada também na eternidade, só que de maneira nova, dentro do mistério de Deus. Essa certeza nos deu o autor do Apocalipse: &lt;em&gt;“Felizes os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que repousem dos seus trabalhos, pois as suas obras os seguem”&lt;/em&gt; (Ap 14,13). Aí será um amor sem distorções, um amor livre, sem exclusivismos, sem limites, enfim, um amor divino, total e eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas fatalmente, a morte de uma pessoa querida nos causa tristeza, angústia, aflição. Afinal, somos humanos. A dor da partida de alguém é inevitável. Muitos psicólogos afirmam que é preciso sofrê-la e suportá-la até o fim, ou melhor, até superá-la. Os cristãos do primeiro século, diante do conflito da morte, souberam conservar e nos ensinar a “nostalgia esperançosa” pela vinda nova do Senhor: &lt;em&gt;“Nós somos cidadãos do céu. De lá esperamos o Salvador e Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso mísero corpo tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso”&lt;/em&gt; (Fl 3,20-21).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também nós, hoje, vivemos esta mesma &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“nostalgia esperançosa”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. No correr da Celebração Eucarística, por exemplo, no momento em que solenizamos a recordação de nossos falecidos, assim rezamos: “Nele (em Deus) brilhou para nós a esperança da feliz ressurreição. E, aos que a certeza da morte entristece, a promessa da imortalidade consola. Senhor, para os que crêem em vós, a vida não é tirada, mas transformada. E, desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado, nos céus, um corpo imperecível” (Missal Romano. &lt;em&gt;Prefácio dos mortos I&lt;/em&gt;: a esperança da ressurreição em Cristo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda outra situação causada pela realidade da morte; ela nos coloca diante do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;luto&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (no latim: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;luctu&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;tristeza profunda&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;consternação&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;pesar ou dor pela morte de alguém&lt;/em&gt;). O &lt;em&gt;&lt;strong&gt;luto&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; pela perda da pessoa querida nos põe também à vista de todo o tipo de luto que provavelmente já ocorreu em nossa vida, como: abandono, decepção, humilhação, fracasso, indiferença, angústia, depressão, etc.. Porém, o luto terá fim, se transformará, conduzirá a uma nova alegria de viver. Aqui, mais uma vez, em meio ao sofrimento do povo, a Palavra de Deus surge como grande acalento. No final, &lt;em&gt;“não haverá mais morte, nem pranto, nem grito, nem dor, porque as primeiras coisas já passaram”&lt;/em&gt; (Ap 21,4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente, a pessoa que tem uma fé autêntica, está convencida de que não pode ficar de luto o tempo todo, a vida inteira, porque tem certeza de que quem faleceu está em Deus, como nos assegura o apóstolo Paulo: &lt;em&gt;“Irmãos, não queremos que ignoreis coisa alguma sobre os mortos, para não vos entristecerdes como as outras pessoas que não têm esperança”&lt;/em&gt; (1Ts 4,13). Com isso, Paulo não proíbe o luto, mas nos faz um apelo: &lt;em&gt;“&lt;strong&gt;Consolai-vos&lt;/strong&gt;, pois, uns aos outros com estas palavras”&lt;/em&gt; (1Ts 4,17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando S. Jerônimo traduziu os textos bíblicos originais em hebraico e grego para o latim, nesta passagem (1Ts 4,17) ele traduziu o verbo grego &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“parakaléo”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;exortar&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;consolar&lt;/em&gt;) por &lt;em&gt;“consolamini”&lt;/em&gt; (isto é: &lt;em&gt;cum&lt;/em&gt; + &lt;em&gt;solus&lt;/em&gt; = &lt;em&gt;sozinho&lt;/em&gt; + &lt;em&gt;com&lt;/em&gt;). De fato, Paulo pede que nos unamos à pessoa que está sozinha em seu luto. Esta é, sem dúvida, uma atitude profundamente humana e cristã, no entender do próprio apóstolo: &lt;em&gt;“alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram”&lt;/em&gt; (Rm 12,15). Grande exemplo disso foi o próprio Jesus que, no episódio da &lt;em&gt;“morte-ressurreição de Lázaro”&lt;/em&gt; (Cf. Jo 11,1-44), ao ver o povo consternado pela morte do amigo, também ele &lt;em&gt;“começou a chorar”&lt;/em&gt; (Jo 11,35). Porém, certamente não foi um choro de desespero, mas de solidariedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Quarto evangelho, Jesus compara a sua própria morte com o nascimento de uma criança. Assim como o parto, a morte é cheia de dores e angústias. Mas no parto, quando nasce o bebê, só a alegria toma conta. Por isso, diz Jesus que &lt;em&gt;“quando a mulher está para dar a luz, fica triste porque chegou a sua hora. Mas, depois que nasceu a criança, já não se lembra mais da aflição, pela alegria que sente de ter vindo ao mundo um ser humano. Assim também vós estais tristes agora, mas eu vos verei de novo. Então o vosso coração se alegrará e ninguém poderá tirar-vos a alegria”&lt;/em&gt; (Jo 16,21-22). Nesta simples comparação, Jesus quer nos mostrar a grandiosidade da sua e da nossa ressurreição. Na verdade, a ressurreição de Jesus vem dizer-nos que nós não nascemos para morrer, mas morremos para ressuscitar, para termos &lt;em&gt;“vida plena”&lt;/em&gt; (Jo 10,10).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Liturgia da Palavra da Missa deste &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dia dos fiéis defuntos”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, a palavra do profeta nos dá imensa coragem: &lt;em&gt;“naquele dia se dirá: ‘Este é o nosso Deus, e esperamos nele, até que nos salvou; este é o Senhor, nele temos confiado: vamos alegrar-nos e exultar por nos ter salvado’”&lt;/em&gt; (Is 26,9). Trata-se de uma esperança segura em meio aos mais variados conflitos da vida, uma esperança carregada da certeza de alcançarmos a glória de Deus, pois, como dizia Sto. Ireneu de Lião, “a glória de Deus é o homem vivo, e a vida do homem consiste em ver a Deus. Pois se a manifestação de Deus que é feita por meio da criação, permite a vida de todos os seres vivos na terra, muito mais a revelação do Pai que nos é comunicada pelo Verbo, comunica a vida àqueles que amam a Deus” (&lt;em&gt;Contra as Heresias&lt;/em&gt;, IV,20,7).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, mais determinante, insubstituível e eficaz é a palavra do próprio Jesus, acerca da morte-ressurreição: &lt;em&gt;“Eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que me deu, mas os ressuscite no último dia. (...), pois esta é a vontade do meu pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia”&lt;/em&gt; (Jo 6,39-40).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, para todos aqueles e aquelas que &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“fizeram” acontecer&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; a justiça do Reino, o prêmio eterno é a plena felicidade e o envolvente abraço de Jesus: &lt;em&gt;“Vinde, benditos de meu Pai! Recebei côo herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo”&lt;/em&gt; (Mt 25,34).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À guisa de conclusão, eu deixo aqui um belo poema de Santo Agostinho, o mais profundo filósofo da era Patrística e um dos maiores gênios teológicos de todos os tempos, que eu conservei durante os meus estudos de Patrologia. O poema intitula-se: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“A Morte não é nada”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A morte não é nada. Eu somente passei para o outro lado do Caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou eu, vocês são vocês. O que eu era para vocês, eu continuarei sendo.&lt;br /&gt;Dêem-me o nome que vocês sempre me deram, falem comigo como vocês sempre fizeram. Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas, eu estou vivendo no mundo do Criador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não utilizem um tom solene ou triste, continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos.&lt;br /&gt;Rezem, sorriam, pensem em mim. Rezem por mim.&lt;br /&gt;Que meu nome seja pronunciado como sempre foi, sem ênfase de nenhum tipo.&lt;br /&gt;Sem nenhum traço de sombra ou tristeza.&lt;br /&gt;A vida significa tudo o que ela sempre significou, o fio não foi cortado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que eu estaria fora de seus pensamentos, agora que estou apenas fora de suas vistas?&lt;br /&gt;Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do Caminho...&lt;br /&gt;Você que ai ficou, siga em frente, a vida continua, linda e bela como sempre foi”. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-8052655665189707484?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/8052655665189707484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/8052655665189707484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2009/10/vinde-benditos-de-meu-pai-mt-2534.html' title='“VINDE, BENDITOS DE MEU PAI” (Mt 25,34)'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-3197147146453562803</id><published>2009-10-25T11:19:00.000-07:00</published><updated>2009-10-30T17:52:38.267-07:00</updated><title type='text'>DIA NACIONAL DA JUVENTUDE - 2009</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pe. Paulo Nunes de Araujo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dia Nacional da Juventude”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (DNJ). Historicamente, o DNJ tem sua origem em 1985, quando a Organização das Nações Unidas (ONU), decretou aquele ano como o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Ano Internacional da Juventude”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Além deste tema, os jovens de todo o mundo foram convidados a participar mais efetivamente da sociedade a partir do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;lema&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;“Construindo uma Nova Sociedade”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como gesto concreto de acolhimento à proposta da ONU, a Pastoral da Juventude do Brasil (PJ) prontamente assumiu o compromisso de comemorar e celebrar o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dia Nacional da Juventude”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Assim sendo, em 1986, foi realizado o primeiro DNJ, a partir do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;tema&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;“Juventude e Terra”&lt;/em&gt;, e do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;lema&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;“Juventude construindo a Terra Prometida”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui no Brasil, o DNJ é comemorado e celebrado anualmente, sempre no &lt;em&gt;&lt;strong&gt;último domingo de outubro&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“mês missionário”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Esse &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dia”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; é marcado pela mobilização de milhares de jovens, em todo o país, para celebrar, como igreja, a vida e a luta da juventude. De fato, o DNJ quer ser fundamentalmente um tempo de revisão da vida como jovens, de profunda visão da realidade social eclesial, buscando sempre o que fazer e como fazer para melhorar a situação vigente, principalmente dos &lt;em&gt;&lt;strong&gt;adolescentes&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;jovens&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, “pois estão entre os mais expostos aos efeitos da pobreza, como: drogas, prazer, álcool, violência, propostas religiosas e pseudo-religiosas, educação de baixa qualidade, etc.” (Doc. da CNBB, 87, nn. 103-149). Consequentemente, o DNJ quer sinalizar um tempo de mudança, de transformação radical, de modo que a vida melhor se realize.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esta razão não basta &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“pintar a cara”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, pois como diz o aforismo popular: &lt;em&gt;“quem vê a cara não vê o coração”&lt;/em&gt;, e nem tampouco usar uma &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“camiseta bonita”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; com uma frase de efeito, só para chamar a atenção, como se fosse um desfile de modas. Isto porque não há indignação sem motivo e nem inconformismo sem causa. Assim, é preciso que todos os jovens assumam um compromisso concreto, ou seja, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;"mostrem a cara"&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; expressando o seu pensamento inteligente, e se &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“vistam”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; da causa de Jesus, o seu Reino. Porque existem muitas iniciativas na sociedade que são valiosas e que contam com o apoio dos jovens, como: campanha em favor da paz, da moradia, da terra, da dignidade do povo indígena, da mulher, Campanhas da Fraternidade, Fóruns das Pastorais Sociais, Semana Social, Grito dos Excluídos, e tantas outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, devemos ter claro que o DNJ não deve ser um dia de luta só dos jovens para os jovens, mas dos jovens em vista da sociedade inteira, pois esta envolve a todos, os “pobres, crianças, jovens, adultos e idosos, homens e mulheres” (&lt;em&gt;Documento de Aparecida&lt;/em&gt;, n. 422). Ademais, ensina o Magistério eclesial que “a juventude não é só um grupo de pessoas de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;idade cronológica&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. É também uma &lt;em&gt;&lt;strong&gt;atitude frente à vida&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;” (&lt;em&gt;Documento de Puebla&lt;/em&gt;, n. 1167. Os grifos são meus).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste aspecto, segundo a Viacom Brand Solutions, unidade de publicidade da MTV Networks, que realizou um estudo com uma amostra de 25 mil pessoas de 19 países, com idade entre 16 a 46 anos, a juventude corresponde às idades compreendidas entre 16 a 34 anos. Concluiu ainda esta pesquisa que “a imagem juvenil já não é patrimônio exclusivo dos jovens” e que “o significado e a definição tradicional de juventude mudou” (Cf. SESSÃO EXPERIMENTAL. Disponível em: &lt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://sessaoexperimental.wordpress.com/.../estudo-para-a-mtv-diz-que-juventude-vai-ate-aos-34-anos"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&gt;&lt;clique&gt;. Acessado em: 20 out. 2009).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esses dados, podemos dizer que existem, tanto na Igreja quanto na Sociedade, jovens com pouca idade cronológica, mas tão envelhecidos nas idéias e nos ideais, marcados por um conservadorismo anacrônico e inerte. Por outro lado, há pessoas com idade cronológica bem mais avançada, porém, alegres, entusiasmadas (etimologicamente: &lt;em&gt;cheias de Deus&lt;/em&gt;), com uma visão positiva das coisas, do mundo e das pessoas, e bem mais comprometidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, continuam valendo aqueles &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“traços muito característicos”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; que marcam a juventude, apontados pelo Magistério eclesial trinta anos atrás: “um inconformismo que a tudo questiona; um espírito de aventura que a leva a compromissos e situações radicais; uma capacidade criadora com respostas novas para o mundo em transformação, que aspira a sempre melhorar em sinal de esperança. Sua aspiração pessoal mais espontânea e forte é a liberdade, emancipada de qualquer tutela exterior. É sinal de alegria e felicidade. Muito sensível aos problemas sociais. Exige autenticidade e simplicidade, rejeitando com rebeldia uma sociedade invadida por hipocrisias e contravalores” (DP, n. 1168). Por fim, “este dinamismo a torna capaz de renovar ‘as culturas’ que, doutra forma, envelheceriam” (&lt;em&gt;Ibidem&lt;/em&gt;, n. 1169).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, observando a realidade dos jovens e adolescentes, assim se expressou animadoramente o Magistério eclesial: “os jovens e adolescentes constituem a grande maioria da população da América latina e do Caribe. Representam um enorme potencial para o presente e futuro da Igreja e de nossos povos como discípulos e missionários do Senhor Jesus. Os jovens são sensíveis para descobrir sua vocação a ser amigos e discípulos de Cristo. São chamados a ser “sentinelas da manhã”, comprometendo-se na renovação do mundo à luz do Plano de Deus. Não temem o sacrifício nem a entrega da própria vida, mas sim uma vida sem sentido. Por sua generosidade, são chamados a servir a seus irmãos, especialmente aos mais necessitados, com todo seu tempo e sua vida. Tem capacidade para se opor às falsas ilusões de felicidade e aos paraísos enganosos das drogas, do prazer, do álcool e de todas as formas de violência. Em sua procura pelo sentido da vida, são capazes e sensíveis para descobrir o chamado particular que o Senhor Jesus lhes faz. Como discípulos missionários, as novas gerações são chamadas a transmitir a seus irmãos jovens, sem distinção alguma, a corrente de vida que procede de Cristo e a compartilhá-la em comunidade, construindo a Igreja e a sociedade” (DA, n. 443).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando com sensibilidade, inteligência e indignação a realidade atual que nos envolve, tão marcada por medos e inseguranças, porque tudo se torna ameaça à vida, para este ano de 2009, o DNJ traz como &lt;em&gt;&lt;strong&gt;tema&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;“Contra o extermínio da juventude, na luta pela vida”&lt;/em&gt; e como &lt;em&gt;&lt;strong&gt;lema&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;“Juventude em marcha contra a violência”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma proposta pertinente, porque a violência hoje virou notícia comum em todos os meios de comunicação. Ao mesmo tempo em que se atenta a vida do planeta por pretextos escusos, se mata a vida do ser humano por razões banais. Disseminou-se uma terrível &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“mentalidade delinqüente”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, infelizmente muito presente também no meio dos jovens do nosso país. É o que aconteceu exatamente com o Pe. Gisley Azevedo Gomes, CSS, assessor nacional do Setor Juventude da CNBB, que foi assassinado por jovens, no dia 15/06 deste ano, “vítima da violência que ansiava combater” (nota das Pastorais da Juventude do Brasil). Por isso, carregados de justa indignação, disseram ainda os jovens que “a tragédia que se abateu entre nós, das Pastorais da Juventude do Brasil, nos desafia a denunciar a força com que a violência tem ceifado a vida de milhares de jovens em todo o país” (&lt;em&gt;Ibidem&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em face disso, é muito triste e lamentável ver jovens trucidando jovens, ver jovens escravizados de tudo aquilo que brutalmente os serviliza. Muitos jovens se vêem levados pelo falso discurso de uma sociedade que propõe a felicidade a partir de coisas que mais criam dependências, como a moda, o consumismo e as drogas. E, contraditoriamente, o que o jovem mais aspira neste mundo é vida e liberdade. Porque “a liberdade humana é, como a vida, a coisa mais preciosa e valiosa do mundo” (Frei Bartolomeu de Las Casas). São dons de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em vista do que está exposto acima, o Evangelho da Missa deste domingo, que apresenta a cena do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“cego Bartimeu”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (Mc 10,46-52) bem serve para iluminar este meu artigo, pois seu gesto reflete a postura do verdadeiro seguidor de Jesus. De fato, após tê-lo descoberto (&lt;em&gt;ouvido&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;visto&lt;/em&gt;) Bartimeu &lt;em&gt;“&lt;strong&gt;seguia&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Jesus&lt;/strong&gt; pelo caminho”&lt;/em&gt; (Mc 10,52b).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num primeiro momento, Marcos apresenta Bartimeu como símbolo da extrema marginalidade: &lt;em&gt;“cego”&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;“mendigo”&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;“sentado à beira do caminho”&lt;/em&gt;), &lt;em&gt;humilhado&lt;/em&gt; (pois tinha que &lt;em&gt;gritar&lt;/em&gt; a sua miserabilidade), e &lt;em&gt;sem liberdade de expressão&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;“muitos o repreendiam que se calasse”&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir, Marcos mostra a reversão dos fatos. Ao &lt;em&gt;“ouvir dizer”&lt;/em&gt; que &lt;em&gt;“Jesus estava passando”&lt;/em&gt; por ali, Bartimeu grita a Jesus insistentemente e cheio de confiança (Cf. Mc 10,47.48), porque sabe que só ele pode mudar a sua vida, só nele se encontra a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;verdadeira compaixão&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (no grego: &lt;em&gt;eléeson&lt;/em&gt;). Assim, no encontro com Jesus e na observância à &lt;em&gt;&lt;strong&gt;ordem&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; dele: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Vai"&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (no grego: &lt;em&gt;hipágue&lt;/em&gt;), Bartimeu &lt;em&gt;“recuperou a vista”&lt;/em&gt; (Mc 10,52b). E foi uma reabilitação &lt;em&gt;&lt;strong&gt;plena&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;“A tua fé te &lt;strong&gt;salvou&lt;/strong&gt;”&lt;/em&gt; (no grego: &lt;em&gt;hé pistis su sessoken se&lt;/em&gt;). O texto conclui dizendo que &lt;em&gt;“naquele &lt;strong&gt;mesmo instante&lt;/strong&gt;”&lt;/em&gt; (no grego: &lt;em&gt;euqueos&lt;/em&gt;), além de ter recuperado a vista, Brtimeu &lt;em&gt;“seguia Jesus pelo caminho”&lt;/em&gt;. A partir daí, Bartimeu tornou-se modelo de toda pessoa que precisa &lt;em&gt;&lt;strong&gt;abrir os olhos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;tomar consciência&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;comprometer-se&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;seguir Jesus&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; prontamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O interessante é que nesse processo de libertação total, Jesus não quis agir sozinho, mas responsabilizou a todos: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Chamai-o”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (no grego: &lt;em&gt;fonequenai&lt;/em&gt;) E &lt;em&gt;“eles chamaram o cego”&lt;/em&gt; (no grego: &lt;em&gt;kai fonusin ton tiflon&lt;/em&gt;: Mc 10,49a). Com isso, tudo muda. De fato, é nessa parceria entre Jesus e nós e entre nós e Jesus, que o mundo novo começa a aparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, penso que esta transformação deve partir de dentro dos próprios jovens. Porque hoje, tanto na Sociedade como na Igreja, percebo que ainda há muitos jovens &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“cegos”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (alienados), &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“mendigos”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (carentes de consciência e da força do Evangelho), &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“sentados à beira do caminho”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (à margem da luta, atraídos por outros interesses) e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“calados”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (resignados, submetidos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo &lt;em&gt;&lt;strong&gt;visto a realidade&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, e agora à luz do episódio do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“cego Bartimeu”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, lanço aqui alguns &lt;em&gt;&lt;strong&gt;desafios&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; bem incisivos para todos os jovens deste país: &lt;strong&gt;a)&lt;/strong&gt; Lutar pela conscientização do povo, principalmente da grande maioria dos jovens (&lt;em&gt;“recuperar a vista”&lt;/em&gt;); &lt;strong&gt;b)&lt;/strong&gt; Comprometer-se com a construção de uma sociedade mais justa, humana e livre (&lt;em&gt;“o cego jogou o manto, deu um pulo e foi até Jesus”&lt;/em&gt;); &lt;strong&gt;c)&lt;/strong&gt; Empenhar-se pela edificação de uma sociedade onde todos tenham vez e voz (o cego &lt;em&gt;“gritou mais ainda”&lt;/em&gt;). Lembremo-nos que o verdadeiro discípulo de Jesus não pode silenciar-se, como nos mostra o evangelista Lucas: &lt;em&gt;“alguns fariseus disseram a Jesus: ‘Mestre, manda que seus discípulos &lt;strong&gt;se calem&lt;/strong&gt;’. Jesus respondeu: ‘Eu digo a vocês: &lt;strong&gt;se eles se calarem&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;as pedras gritarão&lt;/strong&gt;’”&lt;/em&gt; (Lc 19,40). Nesta passagem, &lt;em&gt;“as pedras”&lt;/em&gt; simbolizam as pequenas comunidades, discípulas missionárias e proféticas (Cf. Mt 16,18).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo-se a esses desafios, o Magistério eclesial sugere também algumas &lt;em&gt;&lt;strong&gt;linhas de ação&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; no que se refere a juventude (DA, n. 446):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;a)&lt;/strong&gt; Renovar, em estreita união com a família, de maneira eficaz e realista, a opção preferencial pelos jovens, em continuidade com as Conferências Gerais anteriores, dando novo impulso à Pastoral da Juventude nas comunidades eclesiais (dioceses, paróquias, movimentos, etc);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;b)&lt;/strong&gt; Estimular os Movimentos eclesiais que tem uma pedagogia orientada à evangelização dos jovens e convidá-los a colocar mais generosamente suas riquezas carismáticas, educativas e missionárias a serviço das Igrejas locais; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;c)&lt;/strong&gt; Propor aos jovens o encontro com Jesus Cristo vivo e seu seguimento na Igreja, à luz do Plano de Deus, que garanta a realização plena de sua dignidade de ser humano, que estimule-os a formar sua personalidade e que proponha a eles uma opção vocacional específica: o sacerdócio, a vida consagrada ou o matrimônio. Durante o processo de acompanhamento vocacional, irá aos poucos introduzindo gradualmente os jovens na oração pessoal e na lectio divina, na freqüência aos sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação, da direção espiritual e do apostolado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;d)&lt;/strong&gt; Privilegiar na Pastoral da Juventude processos de educação e amadurecimento na fé como resposta de sentido e orientação da vida e garantia de compromisso missionário. De maneira especial, buscar-se-á implementar uma catequese atrativa para os jovens que os introduza no conhecimento do mistério de Cristo, buscando mostrar a eles a beleza da Eucaristia dominical que os leve a descobrir nela Cristo vivo e o mistério fascinante da Igreja;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;e)&lt;/strong&gt; A Pastoral da Juventude ajudará os jovens a se formar de maneira gradual, para a ação social e política e a mudança de estruturas, conforme a Doutrina Social da Igreja, fazendo própria a opção preferencial e evangélica pelos pobres e necessitados;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;f)&lt;/strong&gt; É imperativa a capacitação dos jovens para que tenham oportunidades no mundo do trabalho e evitar que caiam na droga e na violência;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;g)&lt;/strong&gt; Nas metodologias pastorais, procurar uma maior sintonia entre o mundo adulto e o mundo dos jovens;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;h)&lt;/strong&gt; Assegurar a participação dos jovens em peregrinações, nas Jornadas nacionais e mundiais da Juventude, com a devida preparação espiritual e missionária e com a companhia de seus pastores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, considerando aqueles desafios brotados do Evangelho e estas linhas de ação, a nova sociedade, sinal do Reino que Deus quer para todos, só se realizará com satisfação quando todos nós, preferencialmente os jovens, acatarmos decisivamente o convite do Evangelho: &lt;em&gt;“Coragem, levanta-te, Jesus te chama!”&lt;/em&gt; (Mc 10,49b). &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-3197147146453562803?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/3197147146453562803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/3197147146453562803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2009/10/dia-nacional-da-juventude-2009.html' title='DIA NACIONAL DA JUVENTUDE - 2009'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-7168237772793822753</id><published>2009-10-04T14:51:00.000-07:00</published><updated>2010-07-16T14:22:56.055-07:00</updated><title type='text'>“UNGIU-ME PARA ANUNCIAR A BOA NOTÍCIA” (Lc 4,18)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pe. Paulo Nunes de Araujo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Ide por todo o mundo e proclamai a Boa Nova a toda a humanidade. Quem crer e for batizado, será salvo”&lt;/em&gt; (Mc 16,15-16a; Cf. Mt 28,19). Com essas palavras de Jesus, inspirei-me a escrever este artigo, em vista do mês de outubro, o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“mês missionário”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Tendo já em vista que o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Dia Mundial das Comunicações&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; a ser comemorado no dia 16/05/2010 traz como tema: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos meios a serviço da Palavra”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, mais uma vez faço uso deste poderoso veículo de comunicação para expor este meu escrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As atividades do mês de outubro atingem culminância no &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dia Mundial das Missões”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, criado por Pio XI, chamado de &lt;em&gt;“papa missionário”&lt;/em&gt;, em razão do seu enorme ardor evangelizador. Quanto a origem e evolução dessa data, temos algumas informações históricas. Conta-se que na Solenidade de Pentecostes de 1922, início do seu pontificado, Pio XI, num gesto surpreendente e profético, interrompeu sua homilia e, diante de um pasmo silêncio, tomou seu solidéu, fazendo-o passar entre a multidão de bispos, presbíteros e fiéis na Basílica de São Pedro, no Vaticano, enquanto pedia a toda a Igreja ajuda para as missões. Foi assim que, no mesmo ano, ele criou as Pontifícias Obras Missionárias (POM), recomendando-as como instrumento principal e oficial da Cooperação Missionária de toda a Igreja. Além de estimular a criação de novas frentes missionárias, Pio XI conferiu o Sacramento da Ordem Episcopal aos primeiros bispos indianos, em 1923. E no Ano Santo de 1925, promoveu uma vasta Exposição Missionária Mundial, que, depois, deu origem ao atual Museu Missionário do Vaticano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano seguinte, a 28/02/1926, Pio XI publicou a Carta Encíclica &lt;em&gt;Rerum Ecclesiae&lt;/em&gt;, sobre a história da Igreja e as missões, na qual reafirmou a importância dos objetivos missionários programados no início do seu pontificado e acentuou a estima dos apóstolos nativos (sacerdotes, religiosos e leigos), tanto que, nesse mesmo ano, foram Ordenados em Roma os seis primeiros bispos chineses. Também estimulou a disponibilidade missionária da Igreja que envia e da que é ajudada, destacando a responsabilidade da Igreja particular (Diocese) na evangelização universal. A motivação colocada por Pio XI na Encíclica, foi a gratidão pelo dom da fé (&lt;em&gt;fidei donum&lt;/em&gt;), a qual deve levar o agradecido à prática da caridade, pois “não há caridade maior e mais perfeita do que arrancar os irmãos das trevas da superstição e iluminá-los com a verdadeira fé em Jesus Cristo” (nn. 20-21).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda em 1926, Pio XI acatou e propôs “a instituição, em todo o mundo católico, de um dia de oração e ofertas em favor da evangelização dos povos, a ser celebrado em um mesmo dia em todas as dioceses, paróquias e instituições do mundo católico”. Por fim, vendo isso como “uma inspiração que vem do céu”, Pio XI aprovou, em 14 de abril de 1926, a celebração anual do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dia Mundial das Missões”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, estabelecendo-o no penúltimo domingo de outubro. Para este ano de 2009, o tema da Campanha Missionária sugerido pelas Pontifícias Obras Missionárias é: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Enviados para anunciar a Boa Nova”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (Lc 4,18).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após oitenta e três anos de caminhada, hoje no espírito do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Ano Sacerdotal”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, percebo a urgência urgentíssima de assumirmos a nossa missão de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“povo sacerdotal”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, condição esta evocada já no nosso batismo (Cf. Ap 1,5b-6; 6,10; 1Pd 2,5.9; Ex 19,6), igualmente e sem distinção. É evidente que não estou descartando o sacerdócio ministerial. Mas o que eu quero é acentuar o fato de que somos todos chamados a sermos autênticos &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“discípulos missionários”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, expressão que perpassa por todo o Documento de Aparecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa ação missionária começa a acontecer no momento em que respondemos positivamente ao chamado de Jesus: &lt;em&gt;“Sigam-me”&lt;/em&gt; (Mc 1,17; Cf. Mc 2,14; Mt 4,19; Lc 5,10b; 9,59). Neste aspecto, o Magistério eclesial nos orienta com clareza que “ao chamar os seus para que o sigam, Jesus lhes dá uma missão muito precisa: anunciar o evangelho do Reino a todas as nações (Cf. Mt 28,19; Lc 24,46-48). Por isso, todo discípulos é missionário, pois Jesus o faz partícipe da sua missão, ao mesmo tempo que o vincula a Ele, como amigo e irmão” (DA, n. 144). Face ao chamado de Jesus que diz: “Sigam-me”, os seus discípulos aprenderam duas coisas básicas: “por um lado, não foram eles que escolheram seu mestre, foi Cristo quem os escolheu (Cf. 1Jo 4,10.19). E por outro lado, eles não foram convocados para algo (para purificar-se, aprender a Lei...), mas para Alguém, escolhidos para se vincularem intimamente à pessoa dele” (DA, n. 131; Cf. Mc 3,14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse aspecto, afirma Bento XVI: “Não se começa a ser cristão por uma decisão ética ou uma grande idéia, mas pelo encontro com um acontecimento, com uma pessoa, que dá um novo horizonte à vida e, com isso, uma orientação decisiva” (Carta Encíclica &lt;em&gt;Deus caritas est&lt;/em&gt;, n. 1; Cf. DA, n. 12). A partir daí formamos a comunidade-igreja (Cf. At 2,47b; 4,32; 5,14). E os membros de uma comunidade, pelo batismo, são todos chamados e consagrados (ungidos com óleo como Jesus, o Cristo (&lt;em&gt;“o ungido”&lt;/em&gt;: Lc 4,18-22; Cf. Is 61,1-2; 2Cor 1,21), para uma missão. Ou seja, deixamos de ser apenas discípulos(as), para sermos apóstolos(as); deixamos de ser meros objetos de ação pastoral, para nos tornar participantes ativos de evangelização (Cf. Lc 6,13), servidores do Evangelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, “discipulado e missão são como as duas faces da mesma moeda. Quando o discípulo está apaixonado por Cristo, não pode deixar de anunciar ao mundo que só ele nos salva” (DA, n. 146; Cf. Doc. da CNBB, 87, n. 172). Portanto, a comunidade é a fonte e o fundamento da missão, da vida e do crescimento da Igreja toda. Isto porque “a comunhão e a missão estão profundamente ligadas entre si, compenetram-se e integram-se mutuamente, ao ponto de a comunhão representar a fonte e, simultaneamente, o fruto da missão: a comunhão é missionária e a missão é para a comunhão” (João Paulo II. Exortação Apostólica Pós-Sinodal &lt;em&gt;Chritifideles Laici&lt;/em&gt;, 32; Cf. DA, n. 163; Doc. da CNBB, 87, nn. 48-59 e 152).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que a missão primária e fundamental da Igreja é evangelizar. Mas é preciso “anunciar o Evangelho de maneira tal que garanta a relação entre a fé e a vida tanto na pessoa individual como no contexto sócio-cultural em que as pessoas vivem, atuam e se relacionam entre si” (DA, n. 331; Cf. Doc. da CNBB, 87, nn. 7-8). Trata-se do verdadeiro anúncio de Jesus e do seu Reino, “que inclui a opção preferencial pelos pobres, a promoção integral e a autêntica libertação cristã” (DA, n. 146; Cf. Doc. da CNBB, 87, n. 6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este profético ensinamento do Magistério eclesial a respeito da &lt;em&gt;“opção preferencial”&lt;/em&gt; ou incondicional pelos pobres é para nós de alta importância. Porque, atualmente, com o crescimento desenfreado de grupos pentecostalistas e pentecostalizantes, nota-se uma proposital, maldosa e clara tendência de desarticular a fé da vida, de desencarnar Jesus e o seu Evangelho. No entanto, “a vida no Espírito não nos fecha em intimidade cômoda e fechada, mas sim nos torna pessoas generosas e criativas, felizes no anúncio e no serviço missionário” (DA, n. 285). E mais ainda, a nossa fé “nos capacita a assumir a missão de Jesus Cristo de realizar, na história, o Reino de Deus, proclamando-o com nossas palavras e testemunhando-o em nossa vida” (Doc. da CNBB, 87, n. 2), a exemplo do próprio Jesus (Cf. Doc. da CNBB, 87, nn. 5 e 54).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Diante disso, podemos afirmar que, além de evangelizar, a Igreja também precisa ser evangelizada. Ela deve desenvolver a sua missão evangelizadora com humildade e com um diálogo aberto, sincero e positivo. E nesse diálogo, a Igreja é desafiada a comunicar bem, com uma linguagem fácil, atraente, contagiante e rica em símbolos, procurando fazer com que o Evangelho se encarne de fato na realidade, na história, na vida das pessoas. Para isso, precisamos usar de todos os “meios e processos de comunicação que visem uma ação evangelizadora que comprometa os cristãos com o seguimento de Jesus Cristo”, segundo o objetivo da XIX Semana teológica (&lt;em&gt;Comunicação e Evangelização&lt;/em&gt;), realizada pela UCDB, Campo Grande, MS, de 21-25/09/2009. Porque de fato, na boca de muitos pregadores, a mensagem não passa, não convence, não contagia, não muda a vida. Porque a mensagem acaba ficando carente de força necessária, de profetismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nosso contexto atual, inúmeros são os desafios à evangelização, como o aumento populacional, as enormes extensões territoriais, a escassez de evangelizadores, a indiferença religiosa, a falta de apoio afetivo e encorajador de muitos pastores, a secularização, o relativismo de valores, as perseguições e ataques até violentos aos anunciadores do Evangelho, entre tantos outros. Face a essa difícil realidade, o Magistério eclesial nos lança algumas luzes, que nos reacendem novo ardor, como por exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;a)&lt;/strong&gt; “A Igreja é chamada a repensar profundamente e a relançar com fidelidade e audácia sua missão nas novas circunstâncias da vida. (...). Trata-se de confirmar, renovar e revitalizar a novidade do Evangelho arraigada em nossa história, a partir de um encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo” (DA, n. 11);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;b)&lt;/strong&gt; “Não temos outro tesouro a não ser este (Jesus). Não temos outra felicidade nem outra prioridade senão a de sermos instrumentos do Espírito de Deus na Igreja para que Jesus Cristo seja encontrado, seguido, amado, adorado, anunciado e comunicado a todos, não obstante as dificuldades e resistências” (DA, n. 14);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;c)&lt;/strong&gt; “Anunciamos a nossos povos que Deus nos ama, que sua existência não é ameaça para o homem, que Ele está perto com o seu poder salvador e libertador de seu Reino, que ele nos acompanha na tribulação, que alenta incessantemente nossa esperança em meio a todas as provas” (DA, n. 30).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posto isto, a Igreja na América Latina e no Caribe está convocada a colocar-se em “estado permanente de missão” (DA, n. 551). Porque “só uma Igreja missionária e evangelizadora experimenta a fecundidade e a alegria de quem realmente realiza a sua vocação” (Doc. da CNBB, 87, n. 210). Assim, ninguém deve isentar-se dessa proposta, muito especialmente os fiéis &lt;em&gt;“leigos”&lt;/em&gt;, os quais de fato “realizam, segundo sua condição, a missão de todo o povo de Cristão na Igreja e no mundo” (Constituição Dogmática &lt;em&gt;Lumen Gentium&lt;/em&gt;, n. 31). Realmente, “a evangelização do Continente não pode realizar-se hoje sem a colaboração dos fiéis leigos” (João Paulo II. Exortação Apostólica &lt;em&gt;Ecclesia in America&lt;/em&gt;, n. 44). O anúncio de Jesus e do seu Reino, indiscutivelmente, é missão de todos nós, povo sacerdotal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa responsabilidade que recai sobre nós batizados, indistintamente, não pode ser vista como algo enfadonho, esmorecedor, desagregador. Seguramente, o desejo da Igreja é que a caminhada das comunidades se faça de forma ordenada evitando-se abusos, discriminações, arbítrios, etc.. Pois tal era o senso de co-responsabilidade reinante entre os cristãos do primeiro século: &lt;em&gt;“de fato, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor nenhum outro peso além destas coisas necessárias”&lt;/em&gt; (At 15,28). Assim, precisamos fazer valer sempre uma sincera caridade pastoral.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para concluir, lembrando que este é também o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Mês do Rosário”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, peço a Deus que nos abençoe e que a Virgem do Rosário, “Maria, Mãe do Senhor, primeira evangelizada e primeira evangelizadora, nos inspire com seu exemplo de fidelidade e disponibilidade incondicional ao Reino de Deus e nos acompanhe com sua materna intercessão” (Doc. da CNBB, 87, n. 216). E que Santa Terezinha do Menino Jesus, a &lt;em&gt;“padroeira das missões”&lt;/em&gt;, nos leve a seguir fielmente o exemplo de Jesus que &lt;em&gt;“não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”&lt;/em&gt; (Mc 10,45). Nessa caminhada, rezemos junto a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Oração Missionária 2009”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: “Deus, Pai de toda a humanidade: ouvi o clamor dos Vossos filhos. Enviai-nos aonde nada mais existe, senão a dor e a incerteza. Dai-nos as mãos de Marta e o coração de Maria, para que sejamos Boa-Notícia para os povos. Maria, Mãe da Igreja, intercedei por nós! Amém”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-7168237772793822753?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/7168237772793822753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/7168237772793822753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2009/10/ungiu-me-para-anunciar-boa-noticia-lc_04.html' title='“UNGIU-ME PARA ANUNCIAR A BOA NOTÍCIA” (Lc 4,18)'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-3331179056185675378</id><published>2009-09-30T11:31:00.000-07:00</published><updated>2009-11-26T04:44:50.268-08:00</updated><title type='text'>ENCERRAMENTO DO MÊS DA BÍBLIA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pe. Paulo Nunes de Araujo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos meios a serviço da Palavra”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Tema do 44º &lt;em&gt;“Dia Mundial das Comunicações”&lt;/em&gt; a ser comemorado no dia 16/05/2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros amigos e amigas, meus fiéis leitores. O intuito deste escrito é expor o quanto foi magnífico o encerramento do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Mês da Bíblia”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; aqui na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, município de Miranda, portal do pantanal sul-matogrossense. Cerca de oitenta pessoas vindas das várias comunidades da Paróquia participaram assiduamente dos três dias de formação, de 28 a 30, cujo conteúdo foi a &lt;em&gt;“Introdução ao estudo da Carta aos Filipenses”&lt;/em&gt;, a &lt;em&gt;“Carta do coração”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um encontro de formação valiosíssimo não só pelo fato de termos bem encerrado o &lt;em&gt;“Mês da Bíblia”&lt;/em&gt;, cumprindo o que pede a Igreja, mas também por termos atendido uma das &lt;em&gt;&lt;strong&gt;três atuais prioridades&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; da Diocese de Jardim, MS, da qual fazemos parte, que é exatamente a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“formação”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, a qual abrange várias dimensões, como a “dimensão humana comunitária, espiritual, intelectual, comunitária e pastoral-misisonária” (DA, 280). Assim sendo, nas palavras do apóstolo Paulo digo que &lt;em&gt;“foi grande a minha alegria no Senhor”&lt;/em&gt; (Fl 4,10a), isto porque, fazendo jus ao início da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;estação primaveril&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;“finalmente vi &lt;strong&gt;florescer&lt;/strong&gt; de novo o interesse”&lt;/em&gt; (Fl 4,10a) de mais pessoas pelo Evangelho e pela vida da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o estudo da Carta aos Filipenses, dentre as várias questões que ajudaram a dinamizar o curso, uma delas se sobressaiu e tornou-se o motivo deste meu artigo. Ei-la: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Se fomos criados para o amor, como viver a “ternura de Cristo” em meio a uma sociedade tão individualista e egocêntrica como a nossa?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo que esta é uma questão relevante, porque, sem dúvida, atualmente “a sociedade cada vez mais globalizada torna-nos vizinhos, mas não nos faz irmãos” (BENTO XVI. Carta Encíclica &lt;em&gt;Cáritas in veritate&lt;/em&gt;, n. 19). De fato, as relações claramente são muito mais &lt;em&gt;&lt;strong&gt;transacionais&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, marcadas por tramas e acordos, do que &lt;em&gt;&lt;strong&gt;transformacionais&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, o que exige mudança, crescimento, realização, tanto pessoal quanto interpessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E podemos ir ainda mais a fundo na questão acima: Como dizer hoje em dia &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“eu te amo”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (Jo 21,17), a uma pessoa estimada e admirada, independentemente da questão do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“gênero”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (DA, n. 40), sem que esta expressão tão divina e humana seja tomada como algo incômodo e constrangedor? Porque dentro das comunidades cristãs, normalmente o que ocorre são os indivíduos se abraçarem e dizerem &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Jesus te ama”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Isto é evidente, é ponto pacífico! Mas a Palavra de Deus propõe exatamente o contrário, ou seja, que &lt;em&gt;&lt;strong&gt;amemos a Deus&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;“ame o Senhor seu Deus com todo o seu coração, com toda a sua alma, com todo o seu entendimento e com toda a sua força”&lt;/em&gt; (Mc 12,30; Cf. Jo 21,15-17), e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;amemos ao irmão&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;“Ame ao seu próximo como a si mesmo”&lt;/em&gt; (Mc 12,31), ou, traduzindo melhor, &lt;em&gt;“Ame ao seu próximo porque ele é como a ti mesmo”&lt;/em&gt;. Só a partir dessas duas práticas é que tudo se transforma e a fraternidade se estabelece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, esta expressão tão gratuita e natural, acaba sendo tomada como &lt;em&gt;&lt;strong&gt;assédio&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, como algo irreverente. Na verdade, segundo o &lt;em&gt;Dicionário Michaelis&lt;/em&gt;, o verbete &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“assédio”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; quer dizer: &lt;em&gt;“impertinência”&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;“importunação”&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;“insistência junto de alguém, para conseguir alguma coisa”&lt;/em&gt;. E a situação se agrava quando a declaração &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“eu te amo”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; tem como interlocutor alguém que ainda não fez, ou se fez, não amadureceu suficientemente na experiência do amor, podendo a pessoa conduzir o caso para o campo da sexualidade, levando a caracterizá-la como &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“assédio sexual”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa circunstância, a coisa fica complicada, porque conforme o art. 216-A, inserido no Código Penal Brasileiro pela Lei n. 10.224, de 15/05/2001, o &lt;em&gt;“assédio sexual”&lt;/em&gt; é um comportamento que visa “constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função”. De fato, aí se torna algo muito desagradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazendo essas conjecturas, eu fico pensando no quanto ainda devemos crescer na verdadeira experiência e prática do amor. Na Escritura Sagrada, a literatura sapiencial conservou um dos mais belos poemas de amor no livro &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Cântico dos Cânticos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, em que aparece um versículo destacante: &lt;em&gt;“Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu”&lt;/em&gt; (Ct 6,3). Esta frase, atribuída à amada, em relação ao seu amado, podemos interpretá-la atualmente como sendo uma declaração de amor da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Igreja&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (a amada) à &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Jesus&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Salvador&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (o amado). Quanto ao amor de Jesus por nós, sabemos que é infinito, sublime e verdadeiro. Mas será que o nosso amor por Jesus também é assim? Será que nós, enquanto igreja-comunidade, nos amamos uns aos outros de forma límpida, verdadeira, altruista, humana e divina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus, na sua sabedoria plena, entendendo que somente no amor somos felizes e nos realizamos, deixou-nos um &lt;em&gt;&lt;strong&gt;mandamento novo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, superior a toda e qualquer outra Lei: &lt;em&gt;“amem-se uns aos outros. Assim como eu amei vocês, vocês devem se amar uma aos outros”&lt;/em&gt; (Jo 13,34). Para Jesus, é na prática exigente do amor que a comunidade cristã se distingue de outros agrupamentos humanos, pois, no amor, está a nossa &lt;em&gt;&lt;strong&gt;identidade&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;“se vocês tiverem amor uns aos outros, &lt;strong&gt;todos reconhecerão&lt;/strong&gt; que vocês são meus discípulos”&lt;/em&gt; (Jo 13,35).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apóstolo Paulo, por sua vez, escreveu um capítulo inteiro sobre o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;amor&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (1Cor 13), concluindo-o que &lt;em&gt;“agora permanecem estas &lt;strong&gt;três coisas&lt;/strong&gt;: a fé, a esperança e o amor. A maior delas, porém, é o &lt;strong&gt;amor&lt;/strong&gt;”&lt;/em&gt; (13,13). Assim sendo, para o apóstolo, a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;prática do amor&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; deve ser algo constante na nossa vida; é como que uma &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“dívida impagável”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;“não fiquem devendo nada a ninguém, a não ser o &lt;strong&gt;amor mútuo&lt;/strong&gt;”&lt;/em&gt; (Rm 13,8).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para concluir, possso afirmar com tranquilidade que não devemos ter, jamais, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;medo de amar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Porque “o amor – cáritas – é uma força extraordinária que impele as pessoas a se comprometerem com coragem e generosidade no campo da justiça e da paz. É uma força que tem sua origem em Deus, Amor eterno e Verdade absoluta” (BENTO XVI. Carta Encíclica &lt;em&gt;Cáritas in veritate&lt;/em&gt;, Introdução). De fato, &lt;em&gt;"no amor não existe medo; pelo contrário, o amor perfeito lança fora o medo, porque o medo supõe castigo. Por conseguinte, quem sente medo ainda não está realizado no amor"&lt;/em&gt; (1Jo 4,18-19). Desta feita, só posso dizer nas palavras do apóstolo: &lt;em&gt;“Continuem firmes no Senhor, &lt;strong&gt;ó amados&lt;/strong&gt;”&lt;/em&gt; (Fl 4,1) e &lt;em&gt;“que o &lt;strong&gt;amor&lt;/strong&gt; de vocês cresça cada vez mais”&lt;/em&gt; (Fl 1,9). Leia a seguir, a íntegra da carta enviada pelos participantes do curso à todas as comunidades da Paróquia. É para você também!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARTA ÀS IRMÃS E AOS IRMÃOS DAS COMUNIDADES DA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO CARMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Vocês estão no nosso coração”&lt;/em&gt; (Fl 1,7a)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Nós, membros da Escola Bíblica Paroquial, agentes de pastoral, lideranças, catequistas e ministros extraordinários da comunhão eucarística, saudamos com amor e afeto as irmãs e irmãos de todas as comunidades desta Paróquia, que sonham conosco com um mundo novo, num jeito novo de ser igreja e de atuar juntos, amorosa e respeitosamente na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Fomos convocados de 28 a 30 de setembro, pelo Espírito Santo e pela Igreja no Brasil para estudarmos a &lt;em&gt;Carta aos Filipenses&lt;/em&gt;, a &lt;em&gt;“Carta do coração”&lt;/em&gt;, no encerramento do &lt;em&gt;“Mês da Bíblia”&lt;/em&gt;. Com muito carinho todos foram bem acolhidos e gostosa foi a nossa convivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Encheu-nos de entusiasmo e emoção ver chegando, apesar das distâncias e ocupações, irmãos e irmãs de todas as comunidades urbanas e muitos irmãos e irmãs de algumas comunidades rurais e indígenas. Somamos um total de cerca de 80 pessoas, assiduamente presentes nos três dias de estudo. Desde já, carinhosamente agradecemos as equipes de recepção e acolhimento, de limpeza e organização do local, de animação dos cantos, de preparação do cafezinho todas às noites e daquela bela festa de comemoração de todos os aniversariantes do mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. “Sejam bem-vindos/as, sintam-se à vontade. Damos por aberto estes três dias de estudo da Carta aos Filipenses. E sejam perseverantes!”. Assim, fomos recebidos, pelo assessor do curso, Pe. Paulo Nunes, pós-graduado em Teologia Dogmática com Concentração em Estudos Bíblicos pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, SP, professor de Sagrada Escritura e colaborador aqui na Paróquia. Nesse ambiente amável, parecia ressoar ali as palavras do apóstolo Paulo: &lt;em&gt;“eu fico contente e me alegro com todos vocês”&lt;/em&gt; (Fl 2,17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Os &lt;em&gt;&lt;strong&gt;assuntos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; dos três dias de estudo foram assim &lt;em&gt;&lt;strong&gt;divididos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;strong&gt;a)&lt;/strong&gt; introdução geral as Cartas Paulinas (objetivos, como lê-las, atitudes que devemos ter ao ler uma Carta de Paulo); &lt;strong&gt;b)&lt;/strong&gt; visão ampla da Carta aos Filipenses (os remetentes, os destinatários, a atuação das mulheres, o motivo da carta, os assuntos, a estrutura da Carta); &lt;strong&gt;c)&lt;/strong&gt; exposição de quatro temas específicos a partir da Carta: “comunidade acolhedora e afetuosa”, “comunidade despojada e comprometida”, “comunidade discípula missionária”, “comunidade apaixonada por Cristo e seu Projeto”. No final, discutimos em pequenos grupos cinco &lt;em&gt;&lt;strong&gt;questões básicas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;strong&gt;a)&lt;/strong&gt; Fomos criados para o amor. Em meio a uma sociedade individualista, como assumir a “ternura de Cristo” vivida por Paulo?; &lt;strong&gt;b)&lt;/strong&gt; Nós também “confessamos que Jesus Cristo é o Senhor”. Mas como mostramos no dia a dia esse Jesus aos nossos irmãos e irmãs de caminhada?; &lt;strong&gt;c)&lt;/strong&gt; Será que nós, “discípulos e discípulas missionários” somos motivo de alegria, força e gratidão ou de preocupação para os nossos pastores (padres e bispo)?; &lt;strong&gt;d)&lt;/strong&gt; A exemplo do apóstolo Paulo, nós também deixamos tudo por causa desta meta? O que deixamos? Que outros interesses ainda nos prende?; &lt;strong&gt;e)&lt;/strong&gt; O que ainda falta para sermos comunidades apaixonadas (“conquistadas”) por Cristo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Na noite do encerramento do Curso e de comemoração de todos os aniversariantes do mês de setembro, tivemos a presença do Pe. Altair Rossati, o pároco, que avaliou muito positivamente o nosso estudo, destacando especialmente a seriedade e o empenho dos participantes, o clima sereno e fraterno e o envolvimento de várias comunidades da Paróquia na organização e realização do evento. E contou com a atuação de todos na concretização da Segunda Grande Semana Missionária, que se realizará entre os dias 22 a 29 de novembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Por fim, além de um abraço fraterno e cheio de revigorada esperança, decidimos também transmitir algumas palavras de encorajamento, saídas do nosso coração para o coração de todos os irmãos e irmãs das comunidades da Paróquia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejamos que proclamem Cristo por amor e não fracassem diante dos obstáculos. Estejam firmes no Espírito Santo, lutando juntos numa só alma pela fé ao Evangelho. Certamente surgirão críticas, alguns dirão que esses trabalhos são perda de tempo. Mas sejam confiantes, pois isso nada mais é do que um sinal de amadurecimento e de salvação. Afinal, foi Deus quem deu a vocês o dom de acreditar em Cristo e em seu projeto e de se empenharem com ardor na mesma luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspirem-se sempre nas palavras do apóstolo Paulo: &lt;em&gt;“se há um conforto em Cristo, uma consolação no amor, se existe uma comunhão de espírito, se existe ternura e compaixão, completem a minha alegria: tenham uma só aspiração, um só amor, uma só alma e um só pensamento. Não façam nada por competição e por desejo de receber elogios, mais por humildade, cada um considerando os outros superiores a si mesmo. Que cada um procure, não o próprio interesse, mas o interesse dos outros. Tenham em vocês os mesmos sentimentos que houve em Cristo Jesus”&lt;/em&gt; (Fl 2,1-5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejam perseverantes! A exemplo de Jesus, esvaziem-se a si mesmos assumindo a condição de servos, através dos trabalhos pastorais na comunidade, de modo que &lt;em&gt;“ao nome de Jesus, se dobre todo joelho no céu, na terra e sob a terra; e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai”&lt;/em&gt; (Fl 2,10-11). Continuem firmes &lt;em&gt;“na luta pelo Evangelho”&lt;/em&gt;. Só assim os &lt;em&gt;“seus nomes estarão no livro da vida”&lt;/em&gt; (Fl 3,3). Deus os bençoe e a Virgem Maria os proteja! Assim seja! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-3331179056185675378?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/3331179056185675378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/3331179056185675378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2009/09/encerramento-do-mes-da-biblia.html' title='ENCERRAMENTO DO MÊS DA BÍBLIA'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-7633833925080580062</id><published>2009-09-01T13:02:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T06:32:26.459-07:00</updated><title type='text'>“VOCÊS ESTÃO NO MEU CORAÇÃO” (Fl 1,7a)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pe. Paulo Nunes de Araujo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em nosso século tão influenciado pelos meios de comunicação social, o primeiro anúncio, a catequese ou o posterior aprofundamento da fé não podem prescindir desses meios. Colocados a serviço do Evangelho, eles oferecem a possibilidade de difundir quase sem limites o campo da audiência da Palavra de Deus, fazendo chegar a Boa Nova a milhões de pessoas. A Igreja se sentiria culpada diante de Deus se não empregasse esses poderosos meios, que a inteligência humana aperfeiçoa cada vez mais. Com eles, a Igreja ‘proclama a partir dos telhados’ (Cf. Mt 10,27; Lc 12,3) a mensagem da qual é depositária. Neles, encontra uma versão moderna e eficaz do 'púlpito'. Graças a eles, pode falar às multidões” (DA, n. 485).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com estas palavras do Magistério eclesial, mais uma vez faço uso deste extraordinário meio de comunicação, a internet, para fazer chegar até os meus queridos e fiéis leitores, mais um artigo, desta vez sobre o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Mês da Bíblia”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Mês da Bíblia”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; tem sua origem na Liga de Estudos Bíblicos (LEB), a qual foi fundada no dia 6/02/1947, durante a Primeira Semana Bíblica Nacional, que realizou-se de 3-8/02/1947, no Mosteiro de São Bento, em São Paulo. Esse evento contou com cerca de quarenta professores de Sagrada Escritura, vindos de muitos Estados do Brasil e de diversos países. Das várias propostas apontadas, uma foi a de se criar o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dia da Bíblia”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. A data escolhida foi o último domingo do mês de setembro, porque a 30/09/420, na cidade de Belém (Palestina), morreu Jerônimo, homem de larga cultura literária e bíblica. Ele é considerado &lt;em&gt;“Doutor da Igreja”&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;“Patrono dos biblistas”&lt;/em&gt; porque, a pedido do papa Dâmaso, traduziu os originais da Bíblia (hebraico e grego) para o latim, versão conhecida como &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Vulgata&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, por ter usado um latim &lt;em&gt;comum&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;usual&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dia da Bíblia”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; foi ganhando destaque na vida da Igreja até ser incluído no Diretório Litúrgico. Mas foi em 1971 que surgiu definitivamente o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Mês da Bíblia”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, quando a Arquidiocese de Belo Horizonte (MG) solicitou às comunidades sugestões para a comemoração do seu cinqüentenário. Nesse encontro de Belo Horizonte, foram lançados alguns &lt;em&gt;&lt;strong&gt;objetivos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; para o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Mês da Bíblia”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, como: contribuir para o desenvolvimento das diversas formas de presença da Bíblia nas Pastorais da Igreja; criar subsídios bíblicos nas diferentes formas de comunicação; facilitar o diálogo criativo e transformador entre a Palavra, a pessoa e as comunidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de então, foram criados o Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), em 1979, o Grupo de Reflexão Catequética (GRECAT), em 1984, o Serviço de Animação Bíblica (SAB), em 1985 e, mais recentemente, o Grupo de Reflexão Bíblica Nacional (GREBIN), em 1990. Todos atuam em nível nacional e em colaboração com a Dimensão Bíblico-Catequética das “Diretrizes gerais da ação evangelizadora da Igreja no Brasil” da CNBB. De 1971 até o momento, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;trinta e oito temas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;strong&gt;bíblicos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; já foram elaborados e se tornaram matéria de reflexão e oração em milhares de comunidades do Brasil, buscando sempre animar a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;fé&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;vida&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, de 1971 a 1977, os temas do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Mês da Bíblia”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; eram assuntos gerais e não um livro específico da Bíblia. Porém, desde o começo, os temas bíblicos sugeridos são relacionados com o tema da Campanha da Fraternidade do mesmo ano, com o intuito de reforçar o que foi refletido e rezado durante a Quaresma. Vejamos, a seguir, os &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“slogans”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e os &lt;em&gt;&lt;strong&gt;conteúdos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, segundo o SAB, que orientaram a Pastoral Bíblica no mês setembro, desde 1971 até hoje:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1971: Bíblia, Jesus Cristo está aqui;&lt;br /&gt;1972: Deus acredita em você;&lt;br /&gt;1973: Deus continua acreditando em você;&lt;br /&gt;1974: Bíblia, muito mais nova do que você pensa;&lt;br /&gt;1975: Bíblia, palavra nossa de cada dia;&lt;br /&gt;1976: Bíblia, Deus caminhando com a gente;&lt;br /&gt;1977: Com a Bíblia em nosso lar, nossa vida vai mudar;&lt;br /&gt;1978: Como encontrar justiça e paz? (O livro de Amós);&lt;br /&gt;1979: Bíblia, o livro da criação (Gênesis 1—11);&lt;br /&gt;1980: Buscamos uma nova terra (História de José do Egito);&lt;br /&gt;1981: Que todos tenham vida! (Carta aberta de Tiago);&lt;br /&gt;1982: Que sabedoria é esta? (As Parábolas);&lt;br /&gt;1983: Esperança de um povo que luta (O Apocalipse de João);&lt;br /&gt;1984: O caminho feito pela palavra (Os Atos dos Apóstolos);&lt;br /&gt;1985: Rute, uma história da Bíblia – Pão, família e terra (O livro de Rute);&lt;br /&gt;1986: Bíblia, o livro da Aliança (Êxodo 19—24);&lt;br /&gt;1987: Homem de Deus, homem do povo (O livro do Profeta Elias);&lt;br /&gt;1988: Salmos, a oração do povo que luta (O livro dos Salmos);&lt;br /&gt;1989: Jesus: palavra e pão (Evangelho segundo João, capítulo 6);&lt;br /&gt;1990: Mulheres celebrando a libertação (Cantos de Míriam, Débora, Ana e Maria);&lt;br /&gt;1991: Paulo, trabalhador e evangelizador (Vida e viagens de Paulo);&lt;br /&gt;1992: Jeremias, profeta desde jovem (O livro de Jeremias);&lt;br /&gt;1993: A força do povo peregrino sem lar, sem terra (Primeira Carta de Pedro);&lt;br /&gt;1994: Cântico: uma poesia de amor (O livro do Cântico dos Cânticos);&lt;br /&gt;1995: Com Jesus na contramão (Sobre a pessoa de Jesus nos Evangelhos);&lt;br /&gt;1996: Jó, o povo sofredor (O livro de Jó);&lt;br /&gt;1997: Curso Bíblico Popular – Evangelho segundo Marcos;&lt;br /&gt;1998: Curso Bíblico Popular – Evangelho segundo Lucas;&lt;br /&gt;1999: Curso Bíblico Popular – Evangelho segundo Mateus;&lt;br /&gt;2000: João: luz para as Comunidades (Evangelho segundo João);&lt;br /&gt;2001: E todos repartiam o pão... (Atos dos Apóstolos 1—15);&lt;br /&gt;2002: Evangelizar um mundo hostil (Atos dos Apóstolos 16—28);&lt;br /&gt;2003: Curso Bíblico Popular – As Cartas de Pedro;&lt;br /&gt;2004: Reviver na ternura e na misericórdia (Profeta Oséias e o Evangelho segundo Mateus);&lt;br /&gt;2005: Sonhar de novo (Uma releitura do Segundo e Terceiro Isaías, a partir de Jesus);&lt;br /&gt;2006: Come teu pão com alegria! (O livro do Eclesiastes);&lt;br /&gt;2007: Deus viu tudo o que tinha feito e era muito bom (Gênesis 1—11);&lt;br /&gt;2008: A caridade sustenta a comunidade (Introdução ao estudo da Primeira Carta aos Coríntios);&lt;br /&gt;2009: Carta do Coração (Introdução ao estudo da Carta aos Filipenses).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Mês da Bíblia”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; é um tempo especial para que sejam criados novos grupos de reflexão e para manter os já existentes e, conseqüentemente, ajudar a perceber que a Palavra de Deus é eficaz na formação da comunidade, como nos mostra o profeta: &lt;em&gt;“assim acontece com a minha palavra que sai da minha boca: ela não volta pra mim sem efeito, sem ter realizado o que eu quero e sem ter cumprido com sucesso a missão para a qual eu a mandei”&lt;/em&gt; (Is 55,10-11). O Frei Carlos Mesters, carmelita holandês, doutor em Teologia Bíblica e um dos principais exegetas bíblicos do método histórico-crítico no Brasil afirma que: “o Mês da Bíblia não é mais um movimento, mas uma pastoral na Igreja”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, é importante e necessário que cada Paróquia crie a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Escola Bíblica”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, a fim de atender, além daqueles objetivos do encontro de Belo Horizonte, as mais recentes e pertinentes diretrizes do Magistério eclesial. Quanto às &lt;em&gt;&lt;strong&gt;orientações&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, o Documento de Aparecida e Documentos da CNBB apontam as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O discípulo, fundamentado assim na rocha da Palavra de Deus, sente-se motivado a levar a Boa Nova da salvação a seus irmãos. Discipulado e missão são como as duas faces da mesma moeda: quando o discípulos está apaixonado por cristo, não pode deixar de anunciar ao mundo que só ele nos salva” (DA, n. 146);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Toda paróquia é chamada a ser o espaço onde se recebe e se acolhe a Palavra. (...). Sua própria renovação exige que se deixe iluminar de novo e sempre pela Palavra viva e eficaz” (DA, n. 172).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As comunidades eclesiais de base, no seguimento missionário de Jesus, têm a Palavra de Deus como fonte de sua espiritualidade, como farol de seu caminho e de sua atuação na única Igreja de Cristo” (DA, nn. 179-180).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Encontramos Jesus (também) na Sagrada Escritura, lida na Igreja. (...). Desconhecer a Escritura é desconhecer Jesus Cristo e renunciar a anunciá-lo” (DA, n. 247).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A proclamação da Palavra de Deus pela Igreja é decisiva para a fé do cristão. (...). É através da pregação do quérigma que acontece um autêntico encontro com Jesus Cristo; por isso ele deve ser uma oferta imprescindível a todos” (Doc. da CNBB, 87, n. 61; DA, 226a).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O anúncio e a acolhida da Palavra são, portanto, fundamentais para a vida e a missão da Igreja e ocupam lugar central na liturgia. (...). A proclamação da Palavra na liturgia torna-se para os fiéis a primeira e fundamental escola da fé (Doc. da CNBB, 87, n. 62).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O ministério da Palavra exige o ministério da Catequese a todos, porque fortalece a conversão inicial e permite que os discípulos missionários possam perseverar na vida cristã e na missão em meio ao mundo que os desafia” (Doc. da CNBB, 87, n. 64).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pela pregação da Palavra que todos podem ter acesso à fé e à salvação (Cf. Rom 10,17). (...). O ministério da Palavra, pelo chamado do Espírito, revela-se no carisma da profecia. (...). Profecia e martírio são legados da memória da Igreja chamada a testemunhar, com coragem e liberdade, a Palavra que defende a vida e julga os poderes deste mundo (Doc. da CNBB, 87, n. 66).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no que se refere às &lt;em&gt;&lt;strong&gt;propostas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, o mesmo Documento de Aparecida e Documentos da CNBB indicam as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenvolver “uma pastoral que leve em consideração a beleza no anúncio da Palavra” (DA, n. 512L);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que se “difunda a Palavra de Deus, anuncie-a com alegria e ousadia e realize a formação dos leigos” (DA, n. 517h).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante dos “que deixaram a Igreja para se unir a outros grupos religiosos”, em nossa Igreja devemos reforçar quatro eixos, entre os quais, a formação bíblico-doutrinal: “nossos fiéis precisam aprofundar o conhecimento da Palavra de Deus e os conteúdos da fé, visto que esta é a única maneira de amadurecer sua experiência religiosa” (DA, n. 226c).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por isso, a importância de uma 'pastoral bíblica', entendida como animação bíblica da pastoral, que seja escola de interpretação ou conhecimento da Palavra, de comunhão com Jesus ou oração com a Palavra e de evangelização inculturada ou de proclamação da Palavra” (DA, n. 248; Doc. da CNBB, 87, n. 63).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Seja incentivada a prática dos círculos bíblicos ou da s reuniões de grupo, com a partilha da vivência da Palavra para a edificação mútua, de modo que a Palavra de Deus ilumine a realidade vivida pelos participantes, animando-as e despertando-as para o compromisso evangélico a serviço do Reino de Deus” (Doc. da CNBB, 87, n. 63).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aos fiéis leigos continuem sendo oferecidas oportunidades de formação bíblico-teológica, o que exige uma renovação da pastoral catequética nas paróquias” (Doc. da CNBB, 87, n. 65).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Face à exigência do estudo da Palavra de Deus, aconteceu, no Vaticano, a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Assembléia Geral Ordinária do Sínodo sobre a Palavra de Deus&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, de 5-26/10/08, abordando o tema: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Ao encerrar este Sínodo, o papa Bento XVI, em sua homilia, apontou &lt;em&gt;&lt;strong&gt;algumas provocações&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; a serem assumidas com urgência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A tarefa prioritária da Igreja, no início deste novo milênio, é antes de tudo alimentar-se da Palavra de Deus, para tornar eficaz o compromisso da nova evangelização, do anúncio nos nossos tempos. Isto exige em primeiro lugar um conhecimento mais íntimo de Cristo e uma escuta sempre dócil da sua palavra”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A plenitude da Lei, como de todas as Escrituras divinas, é o amor. Portanto, quem pensa que compreendeu as Escrituras, ou pelo menos uma parte delas, sem se comprometer a construir, mediante a sua inteligência, o duplo amor de Deus e do próximo, na realidade demonstra que ainda está longe de ter compreendido o seu sentido profundo”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Torna-se indispensável uma promoção pastoral robusta e crível do conhecimento da Sagrada Escritura, para anunciar, celebrar e viver a Palavra na comunidade cristã, dialogando com as culturas do nosso tempo”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O lugar privilegiado no qual ressoa a Palavra de Deus, que edifica a Igreja, (...), é sem dúvida a Liturgia. Nela sobressai que a Bíblia é o livro de um povo e para um povo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse empenho, ao tratar da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Pastoral bíblica”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, os Padres Sinodais explicitaram que “os Bispos devem ser os primeiros promotores desta dinâmica nas suas dioceses. Para anunciar a Palavra, para a anunciar de maneira credível, o Bispo deve nutrir-se, ele em primeiro lugar, da Palavra de Deus, de forma que possa sustentar e tornar cada vez mais fecundo o seu próprio ministério episcopal. O Sínodo recomenda que se intensifique a “pastoral bíblica”, não justapondo-a a outras formas de pastoral, mas como animação bíblica de toda a pastoral. Guiados pelos seus pastores, todos os batizados participam da missão da Igreja” (&lt;em&gt;Proposição&lt;/em&gt; n. 30).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vista das orientações e propostas do Magistério da Igreja na América Latina e Caribe e do Sínodo sobre a Palavra de Deus, realizou-se, dos dias 9 a 12 de julho próximo passado, o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Primeiro Encontro Latino-Americano de Animação Bíblica da Pastoral”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, em Bogotá, na Colômbia, com o tema: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“A Palavra de vida, fonte de discipulado e missão”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Ao final do Encontro, foi lançada uma “mensagem”, na qual se destaca, como imperativo, “que os fiéis tenham amplo acesso à Palavra de Deus (Cf. DV, n. 22), adquirindo, antes de tudo, o livro da Bíblia e contando com subsídios que lhes permitam iniciar-se em sua leitura, para que alcancem a experiência do encontro pessoal com Jesus Cristo, Palavra encarnada do Pai, centro de toda a Escritura (Cf. Jo 5,39)”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por aí percebemos que não estamos sozinhos e sem direção. Caminhamos como Igreja e com a Igreja, buscando sempre nos colocar na perspectiva de Jesus que escolheu os seus discípulos &lt;em&gt;“para que estivessem com ele e para enviá-los a pregar”&lt;/em&gt; (Mc 3,14), dando-lhes este mandato: &lt;em&gt;“Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda a criatura”&lt;/em&gt; (Mc 16,15; Cf. Mt 28,19). Daí que a decisão do apóstolo deve ser também a nossa: &lt;em&gt;“Ai de mim se eu não evangelizar”&lt;/em&gt; (1Cor 9,16). Mas para que este intuito se realize a contento, precisamos nos preparar mais, homens e mulheres, casais e jovens, buscando o exemplo do servo Apolo, &lt;em&gt;“homem eloqüente e versado nas Escrituras, que tinha sido instruído no caminho do Senhor e, no fervor do Espírito, falava com &lt;strong&gt;intrepidez&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;(no grego: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;parresía&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;)&lt;em&gt; e ensinava com exatidão o que se refere a Jesus”&lt;/em&gt; (At 18,25).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ano, durante o mês de setembro, o livro bíblico escolhido para a reflexão, oração e o aprofundamento do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Mês da Bíblia”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; é a Carta do apóstolo Paulo aos Filipenses. O título &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Carta do Coração”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; está ligado ao fato de que expressões como &lt;em&gt;&lt;strong&gt;amor&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;ternura&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;alegria&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, perpassam por toda a Carta (Cf. Fl 1,4.7-9; 2,17-18.29; 4,1.4.10). Aqui na paróquia já temos um grupo de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;setenta alunos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; na &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Escola Bíblica”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. E vamos encerrar o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Mês da Bíblia”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; com um grande encontro de todas as comunidades para estudarmos a &lt;em&gt;“Carta do Coração”&lt;/em&gt;, a fim de sermos comunidades mais hospitaleiras, desprendidas, comprometidas, alegres, apaixonadas por Jesus Cristo e verdadeiramente missionárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, espero que esta &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“primavera bíblica”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; floresça a cada dia, com mais e mais pessoas participando da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Escola Bíblica”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, como ocorria nos primórdios da igreja, quando &lt;em&gt;“o Senhor acrescentava cada dia ao seu número os que seriam salvos”&lt;/em&gt; (At 2,47). Porém, isto só se realizará se cada um se fizer verdadeiro “amante da Palavra” (DA, n. 292), tomando consciência que o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;estudo bíblico&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; não é uma mera extensão na vida da comunidade, mas uma &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“prioridade da Igreja”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (João Paulo II. &lt;em&gt;Novo millennio ineunte&lt;/em&gt;, n. 40). Porque “devido à animação bíblica da pastoral, aumenta o conhecimento da Palavra de Deus e do amor por ela” (DA, n. 99a). Ai, sim, poderemos dizer com o apóstolo: &lt;em&gt;“Foi grande a minha alegria no Senhor”&lt;/em&gt; (Fl 4,10). &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-7633833925080580062?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/7633833925080580062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/7633833925080580062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2009/09/voces-estao-no-meu-coracao-fl-17a.html' title='“VOCÊS ESTÃO NO MEU CORAÇÃO” (Fl 1,7a)'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-8176537626476095520</id><published>2009-07-26T12:38:00.000-07:00</published><updated>2009-09-18T08:13:22.406-07:00</updated><title type='text'>O DIA DO PADRE (4/08)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pe. Paulo Nunes de Araujo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nós, cristãos e católicos, o mês de Agosto é o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“mês vocacional”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. A inspiração para essa ocasião tão especial vem do Concílio Vaticano II que, sem dúvida, foi “um momento de reflexão global da Igreja sobre si mesma e sobre as suas relações com o mundo” (João Paulo II, 1995). Nesse âmbito, era urgente despertar a consciência de todas as comunidades para a sua co-responsabilidade, face aos apelos do mundo e visível crise de vocações de modo geral, mas especialmente as de particular consagração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, várias iniciativas foram tomadas. Mas foi na 19ª Assembléia Geral da CNBB, realizada de 17 a 26/02/1981, em Itaici, Indaiatuba (SP), que os bispos instituíram o mês de agosto como o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Mês Vocacional”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; para todo o Brasil, uma vez que o assunto discutido nessa Assembléia foi: &lt;em&gt;“Vocações, Vida e Ministério do Presbítero”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomou-se o mês de agosto porque exatamente no dia 4 do referido mês, a Igreja faz memória da morte de “João Maria Vianney, o Santo Patrono de todos os párocos do mundo” (Bento XVI. &lt;em&gt;Carta para a proclamação de um Ano Sacerdotal&lt;/em&gt; por ocasião do 150º aniversário do dies natalis do Santo Cura d’Ars, 16/06/2009).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, no transcurso dos domingos do mês de agosto, a Igreja Católica no Brasil, como de costume, celebra alguns aspectos da vocação cristã. No primeiro domingo, dia 2, celebraremos a vocação ao &lt;em&gt;&lt;strong&gt;ministério ordenado&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; como presbítero; no segundo domingo, dia 9, a vocação à &lt;em&gt;&lt;strong&gt;paternidade&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, recordando o chamado a gerar vida, a continuar a obra criadora de Deus. Destaca-se aí a linda vocação de ser pai e ser mãe, constituir família, assumir um estado de vida na Igreja; no terceiro domingo, dia 16, vocação à &lt;em&gt;&lt;strong&gt;vida religiosa&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, tanto masculina quanto feminina, motivados pela festa da “Assunção de Nossa Senhora”, modelo de todos aqueles que dizem &lt;em&gt;“sim”&lt;/em&gt; ao chamado de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como neste ano o mês de agosto consta de cinco domingos, no quarto domingo, dia 23, celebraremos os &lt;em&gt;&lt;strong&gt;vários ministérios e serviços pastorais&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; existentes na comunidade; e, por fim, no quinto domingo, dia 30, a vocação a ser &lt;em&gt;&lt;strong&gt;catequista&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, isto é, pessoas que, como na origem da Igreja, a partir da catequese bíblica, buscam responder ao chamado do Senhor dedicando-se ao &lt;em&gt;“ensinamento dos apóstolos”&lt;/em&gt; (At 2,42), para que a comunidade cresça na fé e no compromisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Face a esse cenário, voltemos ao assunto destacante deste artigo: o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“dia do padre”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Em razão dessa data, o papa Bento XVI proclamou um &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Ano Sacerdotal”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, por ocasião do 150º aniversário da morte de João Maria Vianney, o Santo Cura d’Ars, Patrono de todos os presbíteros do mundo. João Maria Vianney viveu intensamente seu sacerdócio e buscou na oração, na Palavra e na Eucaristia forças para servir a Deus nos irmãos e irmãs que o procuravam. Foi realmente um homem-padre, um padre-homem, um sacerdote, um santo. O tema escolhido para o Ano Sacerdotal é: &lt;em&gt;“Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a presidência da CNBB, “o Ano Sacerdotal seja espaço para intensificar e promover a santificação dos sacerdotes e ajudá-los a perceberem cada vez mais a importância do seu papel e de sua missão na Igreja e na sociedade contemporânea” (D. Geraldo Lyrio Rocha. &lt;em&gt;Carta da CNBB aos presbíteros do Brasil&lt;/em&gt; em comemoração a abertura do Ano Sacerdotal, em: &lt;em&gt;Notícias da CNBB&lt;/em&gt;, 18/6/2009).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esta homenagem aos sacerdotes é bem merecida, pela importância daqueles que Deus escolheu e chamou para serem seus interlocutores entre o seu povo. Mas é preciso que as pessoas entendam melhor o que é o padre, o sacerdote e o presbítero, três expressões atribuídas ao mesmo Ministro Ordenado. O &lt;em&gt;&lt;strong&gt;padre&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (do latim: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;patre:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;pai&lt;/em&gt;), é aquele que como um pai, aconselha, corrige, dá esperança aos filhos e filhas quando é preciso. O &lt;em&gt;&lt;strong&gt;sacerdote&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (do latim: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;sacerdos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;) é aquele que oferece a Deus o sacrifício de louvor, que consagra, que abençoa, que dirige a Deus preces em favor do povo, que comunica a graça através dos sacramentos (Cf. Hb 5,1-3). De fato, esta palavra latina tem duas origens etimológicas: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“sacra dos”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (aquele que &lt;em&gt;“dá coisas sagradas”&lt;/em&gt;) e/ou &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“sacra dans”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (aquele que é ungido com um &lt;em&gt;“dom sagrado”&lt;/em&gt;). Nesse ofício de dar coisas sagradas (&lt;em&gt;“sacra dos”&lt;/em&gt;), certamente se exige de quem o exerce, a posse de um dom especial (&lt;em&gt;“sacra dans”&lt;/em&gt;). Se esse dom não é transmitido por Deus, não há sacerdócio. E o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;presbítero&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (do grego: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;presbíteros&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;ancião&lt;/em&gt;), é como que o irmão mais velho, respeitável, aquele que tem a sabedoria colhida da experiência de vida, aquele que ensina. Por aí vemos que o padre é um ser humano, amado e consagrado para servir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esses dados, certamente fica mais fácil compreender a riqueza de ministérios na comunidade, sabendo sempre que não existe uma única função como a do Ministro Ordenado. Pois a principal função, como nos ensina o apostolo Paulo, é da &lt;em&gt;“caridade”&lt;/em&gt; (1Cor 13,13), &lt;em&gt;“o dom mais alto”&lt;/em&gt; (1Cor 12,31a). Portanto, ser padre, ser sacerdote e ser presbítero, sem viver na prática esse amor despojado como razão da nossa vocação, por mais qualidades, dons e carismas que tivermos, &lt;em&gt;“isso nada adianta”&lt;/em&gt; (1Cor 12,3c). Porque a caridade é &lt;em&gt;“o amor que eu quero”&lt;/em&gt; (Os 6,6; Mt 9,13; 12,7), como o próprio Deus nos pede; a caridade é o amor em abundância, &lt;em&gt;“a boa medida, calcada, sacudida, transbordante”&lt;/em&gt; (Lc 6,38) e que tudo ultrapassa. E isso deve ser característico de todos nós, vocacionados e vocacionadas, pois “cada um, segundo a sua própria condição, é chamado a desempenhar a missão que Deus destinou a Igreja no mundo” (Cânon 204, § 1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, ao tratar da “Comunhão dos discípulos missionários na Igreja” (Capítulo V, do Documento de Aparecida), especificamente os “discípulos missionários com vocações especificas”, buscando tracejar a “identidade e missão dos presbíteros”, o Magistério eclesial latino-americano e caribenho apontou alguns desafios “que afetam e desafiam a vida e o ministério de nossos presbíteros” (DA, n. 192):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;a) &lt;em&gt;A identidade teológica do ministério presbiteral:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; “O sacerdote não pode cair na tentação de se considerar somente um mero delegado ou só um representante da comunidade, mas sim em ser um dom para ela, pela unção do Espírito e por sua especial união com Cristo. “Todo Sumo Sacerdote é tomado dentre os homens e colocado para intervir a favor dos homens em tudo aquilo que se refere ao serviço de Deus” (Hb 5,1)” (DA, n. 193);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;b) &lt;em&gt;O ministério do presbítero inserido na cultura atual:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; “O presbítero é chamado a conhecê-la para semear nela a semente do Evangelho, ou seja, para que a mensagem de Jesus chegue a ser uma interpelação válida, compreensível, cheia de esperança e relevante para a vida do homem e da mulher de hoje, especialmente para os jovens. Este desafio inclui a necessidade de potencializar adequadamente a formação inicial e permanente dos presbíteros, em suas quatro dimensões: humana, espiritual, intelectual e pastoral” (DA, n. 194);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;c) &lt;em&gt;As situações que incidem em sua existência&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (aspectos vitais e afetivos, o celibato e a vida espiritual): “Para que o ministério do presbítero seja coerente e testemunhal, ele deve amar e realizar sua tarefa pastoral em comunhão com o bispo e com os demais presbíteros da diocese. O ministério sacerdotal que brota da Ordem Sagrada tem uma “radical forma comunitária” e só pode ser desenvolvido como uma “tarefa coletiva”. O sacerdote deve ser homem de oração, maduro em sua opção de vida por Deus, fazer uso dos meios de perseverança, como o Sacramento da confissão, da devoção à Santíssima Virgem, da mortificação e da entrega apaixonada por sua missão pastoral” (DA, n. 195);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;d) &lt;em&gt;A existência de paróquias muito grandes&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, que “dificultam o exercício de uma pastoral adequada” (DA, n. 197);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;e) &lt;em&gt;A existência de paróquias muito pobres&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, “que fazem com que os pastores se dediquem a outras tarefas para poder subsistir” (DA, n. 197);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;f) &lt;em&gt;“A existência de paróquias situadas em regiões de extrema violência e insegurança”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (DA, n. 197);&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;g) &lt;em&gt;“A falta e má distribuição de presbíteros nas Igrejas do Continente”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (DA, n. 197).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, concretamente são “inumeráveis situações de sofrimento em que se encontram imersos muitos sacerdotes, ou porque participantes da experiência humana da dor na multiplicidade das suas manifestações, ou porque incompreendidos pelos próprios destinatários do seu ministério: como não recordar tantos sacerdotes ofendidos na sua dignidade, impedidos na sua missão e, às vezes, mesmo perseguidos até ao supremo testemunho do sangue? (Bento XVI. &lt;em&gt;Carta para a proclamação de um Ano Sacerdotal&lt;/em&gt; por ocasião do 150º aniversário do dies natalis do Santo Cura d’Ars, 16/06/2009).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São desafios pertinentes que atingem toda a nossa vivência como sacerdotes, porque “falar da dimensão humano-afetiva requer observar a dimensão comunitária, pois o padre vive numa realidade, que mexe com os seus sentimentos. Da mesma forma, falar da dimensão espiritual requer observar que ela tem uma ligação direta com a dimensão pastoral” (D. Sérgio Rocha. Coletiva de imprensa realizada na 47ª edição da Assembléia Geral dos Bispos do Brasil, em: &lt;em&gt;Notícias da CNBB&lt;/em&gt;, 22/04/09). De fato, não somos “super-homens”, impassíveis. Temos que assumir positivamente a nossa dimensão pessoal, pois “o presbítero, antes de tudo, é um homem, é um cristão” (Estudo da CNBB, 88, n. 131), “pelo batismo, filho de Deus” (Doc. da CNBB, 75, n. 4; Cf. Mt 3,17; Mc 1,11; Lc 3,22). E por ser um homem, “é preciso ter presente que a Igreja não pretende que só gente perfeita seja considerada digna do ministério” (Estudo da CNBB, 88, n. 132).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste aspecto, fundamental é a relação bispo-padre e padre-bispo. Vale aqui a orientação da própria Igreja ao ensinar que o bispo “considere os sacerdotes, seus cooperadores, como filhos e amigos, a exemplo de Cristo que chamou seus discípulos não de servos, mas de amigos” (LG, n. 28; Cf. CD, n. 16; Jo 15,15), isto “por causa desta comunhão no mesmo sacerdócio e ministério” (PO, n. 7). No próprio rito do Sacramento da Ordem, “o ósculo da paz do Bispo no fim da liturgia da ordenação significa que o Bispo os considera como seus colaboradores, filhos, irmãos e amigos” (Catecismo, n. 1567), e em toda e qualquer ocasião, inclusive nos conflitos (Cf. Estudo da CNBB, 88, n. 133; DA, n. 200). Assim, o papa Bento XVI exorta que os sacerdotes “devem receber de modo preferencial a atenção e o cuidado paterno dos seus Bispos, pois são os primeiros agentes de uma autêntica renovação da vida cristã no povo de Deus. A eles quero dirigir uma palavra de afeto paterno” (DA: Discurso Inaugural, n. 5b). Assim sendo, “é preciso que esta comunhão entre os sacerdotes e com o respectivo Bispo, baseada no sacramento da Ordem e manifestada na concelebração eucarística, se traduza nas diversas formas concretas de uma fraternidade sacerdotal efetiva e afetiva” (Bento XVI. &lt;em&gt;Carta para a proclamação de um Ano Sacerdotal&lt;/em&gt; por ocasião do 150º aniversário do dies natalis do Santo Cura d’Ars, 16/06/2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Face a este assunto, destaco aqui o lindo testemunho de um bispo bastante conhecido e reconhecido: “se o Papa João Paulo II já pediu 94 perdões em seu pontificado, não tenho nenhuma dificuldade em pedir perdão e perdoar nossos padres. Eles não precisam tanto dos nossos elogios, mas da nossa compreensão e colaboração” (D. Orlando Brandes. Carta aos padres, em: &lt;em&gt;Notícias da CNBB&lt;/em&gt;, 6/8/2008). E não poderia deixar de mencionar a humilde postura de São Francisco de Assis: “Quero temer, honrar e amar os sacerdotes como meus senhores, pois neles está o Filho de Deus. Não levo em consideração os seus pecados porque reconheço neles o Filho de Deus e eles são os meus senhores”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conseqüência disso, noto aqui o sentido e a razão desta veemente aspiração episcopal em relação aos padres: “gostaríamos de vê-los misericordiosos, bondosos, atenciosos, compassivos, generosos, acolhedores e homens de oração” (Doc. da CNBB, 75, n. 11; Cf. DA, n. 198; Lc 6,36; Cl 4,2), aspirando “àquela santidade sempre maior, que os fará instrumentos de dia em dia mais aptos para o serviço de todo o Povo de Deus” (PO, n. 12).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orienta ainda o Magistério eclesial que os padres “trabalhem juntos na mesma obra, a edificação do Corpo de Cristo, estejam unidos entre si com o vínculo da fraternidade e da oração, e fomentem a mútua cooperação” (Cânon 275, § 1); que “busquem a santidade por uma razão peculiar, pois, consagrados a Deus através da Ordem, são administradores dos mistérios do senhor a serviço do seu povo” (Cânon 276, § 1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, tenho a certeza de que todos nós os padres estamos concordes que “o Povo de Deus sente a necessidade de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;presbíteros-discípulos:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; que tenham uma profunda experiência de Deus, configurados com o coração do Bom Pastor, dóceis às orientações do Espírito, que se nutram da Palavra de Deus, da Eucaristia e da oração; de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;presbíteros-missionários&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, movidos pela caridade pastoral: que os leve a cuidar do rebanho a eles confiados e a procurar aos mais distanciados pregando a Palavra de Deus, sempre em profunda comunhão com seu Bispo, os presbíteros, diáconos, religiosos, religiosas e leigos; de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;presbíteros-servis da vida:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; que estejam atentos às necessidades dos mais pobres, comprometidos na defesa dos direitos dos mais fracos e promotores da cultura da solidariedade. Também de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;presbíteros cheios de misericórdia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, disponíveis para administrar o sacramento da reconciliação” (DA, n. 199. Os realces gráficos são meus).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Face a essa realidade de desafios e de apelos, o que sobejamente nos conforta como padres é a força que vem de Jesus. O evangelista Lucas diz que ele &lt;em&gt;“foi para a montanha a fim de rezar. E passou toda a noite em oração a Deus. Ao amanhecer chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles”&lt;/em&gt; (Lc 6,12-13). E ao despedir-se deste mundo, Jesus também rezou pelos seus escolhidos: &lt;em&gt;“Pai, não te peço para tirá-los do mundo, mas para guardá-los do Maligno. Consagra-os com a verdade: a verdade é a tua palavra. Assim como tu me enviaste ao mundo, eu também os enviei ao mundo. Em favor deles eu me consagro, a fim de que eles também sejam consagrados com a verdade”&lt;/em&gt; (Jo 17,16.17-19). Esta oração de Jesus a nosso favor, é a garantia de que a nossa missão, apesar dos percalços na caminhada, será positiva. Não estamos sozinhos. Além da Trindade Divina e da Virgem Maria, contamos com o apoio dos irmãos no mesmo ministério, com diz a letra da música: “essa estrada eu bem sei, não comporta a solidão; tenho amigos que comigo também vão. Nosso jeito de falar, de amar e de servir, é o jeito de Jesus que faz feliz” (Jorge Trevisol. &lt;em&gt;Como posso não seguir?&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, neste &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dia do padre”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, convido a todos os meus colegas e irmãos de caminhada, que mantenhamos sempre viva em nosso coração a admoestação do apóstolo aos presbíteros: &lt;em&gt;“cuidem do rebanho de Deus que lhes foi confiado, não por imposição, mas por livre e espontânea vontade, como Deus o quer; não por causa do lucro sujo, mas com generosidade; não como donos daqueles que lhes foram confiados, mas como modelos para o rebanho”&lt;/em&gt; (Pd 5,2-3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para concluir, peço que Deus nos abençoe e que a Virgem Maria, a quem confio nossas preocupações, expectativas e esperanças, nos acompanhe com a sua ternura e nos mostre sempre que o amor de Jesus Cristo e a Jesus Cristo é e precisa ser o fundamento de nossa vida e missão. E que São João Maria Vianney, o Santo Patrono de todos os sacerdotes do mundo, interceda por nós, ao longo deste Ano Sacerdotal, a fim de que “suscite no ânimo de cada presbítero um generoso relançamento daqueles ideais de total doação a Cristo e à Igreja” que o inspiraram, tornando-nos cada vez mais homens de Deus e homens do povo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-8176537626476095520?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/8176537626476095520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/8176537626476095520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2009/07/o-dia-do-padre-408.html' title='O DIA DO PADRE (4/08)'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-7879091385113857179</id><published>2009-07-16T18:14:00.000-07:00</published><updated>2009-07-16T18:30:10.246-07:00</updated><title type='text'>NOSSA SENHORA DO CARMO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pe. Paulo Nunes de Araujo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, em todo o mundo, celebra-se a festa devocional de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Nossa Senhora do Carmo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, que é também a Padroeira da nossa Paróquia e desta Cidade de Miranda. Segundo a tradição carmelita, foi a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;16 de julho de 1251&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, que Nossa Senhora, numa visão, entregou o escapulário do Carmelo a São Simão Stock com esta promessa: “Recebe, filho amado, este escapulário. Todo o que com ele morrer, não padecerá a perdição no fogo eterno. Ele é sinal de salvação, defesa nos perigos, aliança de paz e pacto perpétuo”. O título &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“do Carmo”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; recorda a ação do profeta Elias, que no monte Carmelo, em Israel, desmascarou os falsos deuses no tempo do rei Acab (Cf. 1Rs 18). Assim, em 1332, nasceu a &lt;em&gt;“Festa de Nossa Senhora do Carmo”&lt;/em&gt;, celebrada a 16 de julho de cada ano. Em 1726, o papa Bento XIII fixou-a para toda a Igreja Católica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nosso país, esta devoção acontece desde 1580, quando os frades carmelitas, vindos de Portugal, estabeleceram-se na cidade de Olinda, em Pernambuco, e fundaram o primeiro convento da Ordem Carmelita nas Américas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui em nossa cidade de Miranda, esta devoção ocorre &lt;em&gt;&lt;strong&gt;desde 1797&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, quando foi erigida uma Capela em honra a Nossa Senhora do Carmo, por seu fiel devoto, o Capitão Francisco Rodrigues do Prado, irmão do Capitão João Leme do Prado, que no dia 16 de julho de 1778, havia lançado os alicerces do presídio Nossa Senhora do Carmo do Rio Mondego, com o objetivo principal de se precaver contra possíveis investidas dos castelhanos de Assunção. Mas foi a partir daquela data (1797), que a Virgem Maria passou a ser venerada como Padroeira do Povoado, que a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;30 de maio 1857&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, viria a se tornar o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Município de Miranda”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, pela Lei Provincial n. 1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nós cristãos-católicos, do ponto de vista da sã Teologia e da autêntica espiritualidade mariana, é lamentável que a Virgem Maria, a Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo e mãe da Igreja, seja lembrada nesta data aqui em Miranda, como patrocinadora da inimizade entre seus filhos, nossos irmãos, os &lt;em&gt;“castelhanos de Assunção”&lt;/em&gt;. Porque não é esta a ótica do Evangelho e também ensinam nossos bispos que “como mãe de tantos, Maria fortalece os vínculos fraternos entre todos, estimula a reconciliação e o perdão e ajuda os discípulos de Jesus Cristo a experimentarem como uma família, a família de Deus” (&lt;em&gt;Documento de Aparecida&lt;/em&gt;, n. 267).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, de 1779 para cá, há exatamente &lt;em&gt;&lt;strong&gt;duzentos e doze anos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; ininterruptamente, se realiza aqui em Miranda a Novena de Nossa Senhora do Carmo, que é celebrada nas casas, nas comunidades e nos setores, acompanhada da tradicional Festa. Neste ano, a Novena teve como tema: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Com Maria, somos Igreja em missão”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e como lema: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Sem Maria, a nossa festa não tem graça”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Foi maravilhoso ver as famílias se reunindo para refletir, rezar e estabelecer uma gostosa convivência. Enfim, a cidade inteira se envolveu neste evento de devoção e fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso demonstra concretamente que “a devoção a Maria é um elemento ‘qualificador’ e ‘intrínseco’ da ‘genuína piedade da Igreja’ e do ‘culto cristão’. Sabe o povo que encontra Maria na Igreja Católica. A piedade Mariana é com freqüência o vínculo resistente que mantém fiéis à Igreja setores que carecem de atenção pastoral adequada. O povo fiel reconhece na Igreja a família que tem por mãe a Mãe de Deus” (&lt;em&gt;Documento de Puebla&lt;/em&gt;, nn. 283-285).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é desde a origem do cristianismo, quando Maria, “perseverando junto aos apóstolos à espera do Espírito (cf. At 1,13-14), cooperou com o nascimento da Igreja missionária, imprimindo-lhe um selo mariano que a identifica profundamente. Como mãe de tantos, fortalece os vínculos fraternos entre todos, estimula a reconciliação e o perdão e ajuda os discípulos de Jesus Cristo a experimentarem como uma família, a família de Deus” (DA, n. 267).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria é mãe de todos nós. Hoje, iluminados pela Palavra que ouvimos, o profeta Zacarias nos ensina que todos os povos, indistintamente, fazem parte do único povo de Deus, pois Ele “habita” em seu meio. Para nós, cristãos e católicos, além da presença de Deus-Pai, “a Igreja-família é gerada ao redor de uma mãe, que confere “alma” e ternura à convivência familiar. Maria atrai multidões à comunhão com Jesus e sua Igreja. Por isso, como a Virgem Maria, a Igreja é mãe” (DA, n. 268).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Magnificat, o cântico de Maria, Lucas nos apresenta um Deus que vem, através de Jesus, para libertar os sofredores e estabelecer uma sociedade nova, onde as relações sejam fraternas. Desse modo, “com Maria, providencialmente unida à plenitude dos tempos (Cf. Gl 4,4) chega o cumprimento da esperança dos pobres e do desejo de salvação” (DA, n. 267).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no Evangelho segundo Mateus, Jesus nos ensina que faz parte da sua verdadeira &lt;em&gt;“família”&lt;/em&gt; não quem fica &lt;em&gt;“de fora”&lt;/em&gt;, alienado, descomprometido, mas quem está &lt;em&gt;“ao seu redor”&lt;/em&gt;, comprometido com ele pela fé, continuando a sua missão e realizando a vontade de Deus. Neste sentido, no que se refere à missão da Igreja, “Maria é a grande missionária, continuadora da missão de seu Filho e formadora de missionários” (DA, n. 269). Hoje, “quando em nosso continente latino-americano e caribenho se quer enfatizar o discipulado e a missão, é ela quem brilha diante de nossos olhos como imagem acabada e fidelíssima do seguimento de Cristo” (DA, n. 270). Maria de Nazaré, que “‘conservava todas estas recordações e meditava em seu coração’ (Lc 2,19; Cf. Lc 2,51), ensina-nos o primado da escuta da Palavra na vida do discípulo e missionário” (DA, n. 271). Por aí vemos que Maria é presença constante na vida e na missão da Igreja. Portanto, “Não se pode falar da Igreja sem que esteja presente Maria” (Exortação Apostólica &lt;em&gt;Marialis Cultus&lt;/em&gt;, n. 28).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta festa de hoje, reunidos &lt;em&gt;“com Maria, a mãe de Jesus”&lt;/em&gt; (At 1,14), queremos pedir a Deus, por sua intercessão, que nos mantenha sempre alimentados de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;três pães&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; essenciais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;a) O Pão da Palavra:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;alimento da vida comunitária e da missão&lt;/em&gt;. Pois é da escuta da Palavra que brota a conversão e a vida missionária; é da escuta da Palavra que surge a força para se viver em comunhão. Desejo que nossa Igreja se nutra cada dia com o Pão da Palavra, somente desta atitude de colocar-se á escuta da Palavra pode surgir um testemunho profético que esteja em sintonia com o profetismo de Jesus. Que nossa pastoral seja animada pela Palavra, “animação bíblica da pastoral” (DA, n. 248). É da fonte da Palavra que deve brotar nossa ação em favor do Reino. Portanto, atendamos o mandato de Jesus: &lt;em&gt;“dai-lhes vós mesmos de comer”&lt;/em&gt; (Mt 14,16);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;b) O Pão da Eucaristia:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;fonte de comunhão e vida solidária&lt;/em&gt;. Conforme ensina o Magistério, “existe estreito vínculo entre as três dimensões da vocação cristã: crer, celebrar e viver o mistério de Jesus Cristo, de tal forma que a existência cristã adquira verdadeiramente forma eucarística” (DA, n. 251). É na liturgia que ao celebrarmos o mistério Pascal, encontramos o Senhor e penetramos mais intimamente nos mistérios do Reino. Por isso, “a Eucaristia é fonte e ápice da vida cristã” (LG, n. 11). Desse modo, pela celebração Eucarística já nos unimos à liturgia do céu e antecipamos a vida eterna, quando “Deus será tudo em todos” (1Cor 15,28);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;c) O Pão da Amizade:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;para testemunhar o amor&lt;/em&gt;. Não pode existir vida cristã fora da comunidade. “Como os primeiros cristãos que se reuniam em comunidade, o discípulo participa na vida da Igreja e no encontro com os irmãos, vivendo o amor de Cristo na vida fraterna solidária” (DA, n. 278d). É na comunidade que vivenciamos o amor ao Mestre Jesus e o amor aos condiscípulos. É na comunidade que vivemos, na pessoa dos irmãos, a amizade com Jesus que disse: &lt;em&gt;“Já não vos chamo servos mas amigos”&lt;/em&gt; (Jo 15,15). Portanto, é necessário revitalizar a comunidade diante do desafio da fragmentação da vida e o individualismo de um lado e a busca de relações mais humanas de outro lado: “A vida fraterna em comunidade gera e alimenta atitudes de apoio mútuo, reconciliação, solidariedade e compromisso” (DGAE/2008-2010, n. 150). E aqui, mais uma vez Maria é para nós “escola da comunhão” (DA, n. 272).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo, podemos afirmar que o povo cristão é fortemente devoto de Nossa Senhora. Não há quem não reze ao menos uma &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Ave-Maria”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Porque em Maria mulher, mãe de Jesus e mãe da Igreja se descobre já realizado o ideal que alimenta há muitos séculos, ideal da liberdade dos filhos e filhas de Deus. Pois Maria nos ensina, na prática, que Deus quer fazer conosco tudo o que ele já fez antecipadamente nela e com ela. O povo soube descobrir quem Maria realmente é a partir do que nos ensina a Bíblia e a caminhada da Igreja. Dizia São Gregório de Nazianzo (séc. IV), um dos chamados “Padres da Igreja”: “Se alguém não reconhecer a Santa Maria como Mãe de Deus, é que se acha separado de Deus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje, parabenizando esta linda cidade de Miranda, pelos seus &lt;em&gt;&lt;strong&gt;231 anos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; de existência, peço a Virgem Maria, sob o título de Nossa Senhora do Carmo, que proteja e abençoe todos os mirandenses, tanto os da cidade, quanto os da região rural e das áreas indígenas. Que pela nossa devoção à Maria e fé em Jesus, nos irmanemos numa luta comum a favor na nossa cidade, a fim de que seja cada vez mais unida e empenhada na busca do bem-estar para todos. Nessa luta, certamente Maria é não só a companheira de nossa caminhada, mas também a porta-voz de nossos desejos e esperanças. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-7879091385113857179?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/7879091385113857179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/7879091385113857179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2009/07/nossa-senhora-do-carmo.html' title='NOSSA SENHORA DO CARMO'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-8221025766336736549</id><published>2009-07-15T04:23:00.000-07:00</published><updated>2009-07-15T04:45:43.827-07:00</updated><title type='text'>"NOVENA DE Nª Sª DO CARMO" (9º DIA)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; Pe. Paulo Nunes de Araujo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nono encontro:&lt;br /&gt;Maria: uma mulher da justiça e da paz&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            &lt;strong&gt;Ambientação:&lt;/strong&gt; (Como no primeiro encontro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. Acolhida:&lt;/strong&gt; (Iniciar com um canto)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; Irmãos e irmãs, boa noite! Sejam bem vindos a este nono encontro da nossa novena em honra a Nossa Senhora do Carmo, a Padroeira da nossa Paróquia. Estamos novamente em família, em comunidade, unidos em oração, &lt;em&gt;“com Maria, a Mãe de Jesus”&lt;/em&gt; (At 1,14), &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“uma mulher da justiça e da paz”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Queremos seguir o seu exemplo de amor e dedicação aos nossos irmãos. Iniciemos este encontro em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Oração inicial:&lt;/strong&gt; (Exatamente como no primeiro encontro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. Motivações pessoais:&lt;/strong&gt; (Neste momento, cada um apresente as suas intenções pessoais. Pode ser em silêncio, mas é muito bom quando alguma intenção é colocada em voz alta, pois fortalece o espírito de oração em comum).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. Vendo a realidade&lt;/strong&gt; (O animador/a procure estimular para que uma só pessoa fale sobre o assunto de hoje: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Maria: uma mulher da justiça e da paz”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Procurar falar sobre a situação do nosso planeta hoje: aquecimento global, desmatamento, escassez de água, violência banalizada, corrupção. Diante disso, a difícil missão de construir a “cultura da paz”. Citar algum exemplo do cotidiano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. A Palavra de Deus na vida&lt;/strong&gt; (Cantar um canto de aclamação e ler direto da Bíblia: Jo 16,25-33)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6. Breve comentário&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 1:&lt;/strong&gt; Jesus é sincero e aberto conosco, não engana os seus seguidores. Ele deixa claro que tanto o tempo presente, quanto o futuro é momento de testemunho verdadeiro e corajoso em meio aos desafios e perseguições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 2:&lt;/strong&gt; Mas também é tempo de confiança e paz, como resultado da luta pela justiça. Os cristãos devem ficar tranqüilos, pois podem contar sempre com o amor do Pai. E, desde já, podem contar com a vitória segura, porque Jesus já venceu todos os adversários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 3:&lt;/strong&gt; Para quem crê em Jesus, a ordem social injusta que condena o justo inocente, está condenada ao fracasso para sempre. E para quem crê em Jesus, deixa-se conduzir por sua força: “tenham coragem; eu venci o mundo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7. Palavra do Magistério eclesial&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 1:&lt;/strong&gt; Os bispos da América Latina e Caribe nos ensinam que assim “como na família humana, a Igreja-família é gerada ao redor de uma mãe, que confere “alma” e ternura à convivência familiar. Maria, Mãe da Igreja, além de modelo e paradigma da humanidade, é artífice de comunhão. Um dos eventos fundamentais da Igreja é quando o “sim” brotou de Maria. Ela atrai multidões à comunhão com Jesus e sua Igreja, como experimentamos muitas vezes nos santuários marianos. Por isso, como a Virgem Maria, a Igreja é mãe. Esta visão mariana da Igreja é o melhor remédio para uma Igreja meramente funcional ou burocrática” (&lt;em&gt;Documento de Aparecida&lt;/em&gt;, n. 268).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8. Para refletir:&lt;/strong&gt; (Deixar espaço para partilhar; evitar que alguém domine a palavra)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;a)&lt;/strong&gt; Será que temos tomado iniciativas na luta pela justiça e pela paz? &lt;strong&gt;b)&lt;/strong&gt; Damos apoio às organizações ou movimentos populares, conforme orienta a Doutrina Social da Igreja? &lt;strong&gt;c)&lt;/strong&gt; Procuramos atender aos irmãos mais vulneráveis da vida como os idosos e os doentes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9. Rezando com a Palavra de Deus&lt;/strong&gt; (Sl 85/84,9-14)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 1:&lt;/strong&gt; “Vou escutar o que diz Javé: ‘Deus anuncia a paz ao seu povo e seus fiéis, e aos que se convertem de coração’. A salvação está próxima dos que o temem, e a glória habitará em nossa terra”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 2:&lt;/strong&gt; “Amor e Fidelidade se encontram, Justiça e Paz se abraçam. A Fidelidade brotará da terra, e a Justiça se inclinará do céu”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 3:&lt;/strong&gt; “Javé nos dará a chuva, e nossa terra dará o seu fruto. A Justiça caminhará à frente dele, a salvação seguirá os seus passos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 1:&lt;/strong&gt; Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todos: &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Como era no princípio, agora e sempre.&lt;strong&gt; Amém!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10. Preces da comunidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; De coração sincero e cheio de fé, elevemos a Deus nossos pedidos, dizendo:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todos: &lt;em&gt;Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;·         Para que, a exemplo da Virgem Maria, sejamos uma igreja corajosa e comprometida com a justiça e a paz, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·         Para que tenhamos um coração misericordioso, capaz de perceber os novos rostos dos pobres ao nosso redor, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·         Para que em torno de Maria, aquela que confere “alma” e ternura à convivência familiar, a nossa Paróquia cresça sempre na comunhão fraterna, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·         Para que as palavras de Jesus: “Felizes os que promovem a paz”, façam de nós verdadeiros bem-aventurados do Reino, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·         Para que possamos, pela fé em Jesus e no seu Reino, e pela nossa devoção à Vigem Maria, Nossa Senhora do Carmo, construir a tão sonhada “cultura da paz”, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Deixar momento para outros pedidos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; Vamos agora concluir as nossas preces a Deus, com esta breve invocação: “Oh! Maria, Rainha e Mãe do Carmelo, que velais pela Santa Igreja com maternal amor, abençoai o papa Bento, o nosso Bispo Jorge, os sacerdotes, os religiosos e todo o povo cristão. Abençoai a cada um de nós que desejamos vossa proteção agora e na hora de nossa morte. (&lt;em&gt;Ave-Maria...&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Glória ao Pai...&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11. Oração final e bênção:&lt;/strong&gt; (Exatamente como no primeiro encontro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Encerrar com um canto apropriado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Obs.:&lt;/strong&gt; E assim, encerramos hoje esses nove dias de oração, de reflexão e de boa convivência. Espero ter dado a minha pequena contribuição no que se refere à devoção mariana, à fé em Jesus, ao amor à Igreja e ao compromisso pastoral. De qualquer modo, continuemos rezando uns pelos outros. Combinado? Se gostou deste meu blog, continue acessando-o e divulgue-o. Muito obrigado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-8221025766336736549?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/8221025766336736549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/8221025766336736549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2009/07/novena-de-n-s-do-carmo-9-dia.html' title='&quot;NOVENA DE Nª Sª DO CARMO&quot; (9º DIA)'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-538293206198290553</id><published>2009-07-14T05:58:00.000-07:00</published><updated>2009-07-14T06:23:43.461-07:00</updated><title type='text'>"NOVENA DE Nª Sª DO CARMO" (8º DIA)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pe. Paulo Nunes de Araujo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Oitavo encontro:&lt;br /&gt;Maria: uma mulher eclesial&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ambientação:&lt;/strong&gt; (Como no primeiro encontro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. Acolhida:&lt;/strong&gt; (Iniciar com um canto apropriado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; Irmãos e irmãs, boa noite! Sejam bem vindos a este oitavo encontro da nossa novena em honra a Nossa Senhora do Carmo, a Padroeira da nossa Paróquia. Estamos novamente em família, em comunidade, unidos em oração, &lt;em&gt;“com Maria, a Mãe de Jesus”&lt;/em&gt; (At 1,14), &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“uma mulher eclesial”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Queremos seguir o seu exemplo de compromisso comunitário, sendo igreja verdadeira. Iniciemos este encontro em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Oração inicial:&lt;/strong&gt; (Exatamente como no primeiro encontro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. Motivações pessoais:&lt;/strong&gt; (Neste momento, cada um apresente as suas intenções pessoais. Pode ser em silêncio, mas é muito bom quando alguma intenção é colocada em voz alta, pois fortalece o espírito de oração em comum).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. Vendo a realidade&lt;/strong&gt; (O animador/a procure estimular para que uma só pessoa fale sobre o assunto de hoje: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Maria: uma mulher eclesial”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Procurar dizer se entre nós há uma sincera e leal vinculação aos nossos legítimos pastores, uma fiel adesão aos objetivos da Igreja, uma total abertura às outras comunidades e à grande Comunidade da Igreja Universal/Católica, evitando toda tentação de sectarização, de isolamento. Citar algum exemplo do cotidiano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. A Palavra de Deus na vida&lt;/strong&gt; (Cantar um canto de aclamação e ler direto da Bíblia: Mt 21,28-32&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6. Breve comentário&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 1:&lt;/strong&gt; A prática de Jesus causou espanto e escândalo. Muitos optaram por Jesus e seu Reino e outros rejeitaram. Na época, os chefes do povo, usando a “lei do puro e do impuro”, excluía os pobres dos meios de salvação. Jesus, além de se opor a este sistema ultrapassado e excludente, trouxe como grande novidade a oferta de salvação para todos, sem exclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 2:&lt;/strong&gt; Com isso, os pobres que eram condenados por antecipação, recebem agora de Jesus as repercussões diretas da chegada do Reino que “já chegou” (Mt 12,28) e “está entre” eles (Lc 17,21). Enfim, são os pobres e pecadores os destinatários imediatos da Boa Nova trazida por Jesus. E isso de modo muito concreto, pois os doentes são curados, os oprimidos são libertos das suas escravidões, os cegos recuperam a visão, os surdos passam a ouvir, os mudos desandam a anunciar, os coxos readquirem mobilidade, etc..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 3:&lt;/strong&gt; Assim, nesta “parábola dos dois filhos”, Jesus mostra que “o primeiro” filho é figura dos pecadores do meio do povo que se convertem à justiça anunciada por João Batista e por Jesus, tanto assim que ele “foi trabalhar na vinha”. E “o segundo” filho, é figura dos chefes do povo (sacerdotes e anciãos), que se consideram justos, bons e não precisam de conversão. Por isso, “não foi” trabalhar na vinha. Daí a sentença de Jesus: “os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7. Palavra do Magistério eclesial&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 1:&lt;/strong&gt; Os bispos da América Latina e Caribe nos ensinam que “com Maria, providencialmente unida à plenitude dos tempos (Cf. Gl 4,4) chega o cumprimento da esperança dos pobres e do desejo de salvação. A Virgem de Nazaré teve uma missão única na história da salvação, concebendo, educando e acompanhando seu filho até seu sacrifício definitivo. Desde a cruz Jesus Cristo confiou a seus discípulos, representados por João, o dom da maternidade de Maria, que nasce diretamente da hora pascal de Cristo: “E desse momento em diante, o discípulo a recebeu em sua casa” (Jo 19,27). Perseverando junto aos apóstolos à espera do Espírito (Cf. At 1,13-14), ela cooperou com o nascimento da Igreja missionária, imprimindo-lhe um selo mariano que a identifica profundamente. Como mãe de tantos, fortalece os vínculos fraternos entre todos, estimula a reconciliação e o perdão e ajuda os discípulos de Jesus Cristo a experimentarem como uma família, a família de Deus. Em Maria, encontramo-nos com Cristo, com o Pai e com o Espírito Santo, assim como com os irmãos” (&lt;em&gt;Documento de Aparecida&lt;/em&gt;, n. 267).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8. Para refletir:&lt;/strong&gt; (Deixar espaço para partilhar; evitar que alguém domine a palavra)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;a)&lt;/strong&gt; Uma das prioridades da Igreja no Brasil e da nossa Diocese é a setorização. Qual a realidade atual dos setores e o fazer para melhorá-los? &lt;strong&gt;b)&lt;/strong&gt; Em que a estrutura da nossa Paróquia já mudou, e o que pode ser melhorado? &lt;strong&gt;c)&lt;/strong&gt; Será que a nossa Paróquia é realmente uma riqueza de dons, ministérios e serviços? Todos se sentem verdadeiramente Igreja?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9. Rezando com a Palavra de Deus&lt;/strong&gt; (Rm 12,3-8)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 2:&lt;/strong&gt; “Em nome da graça que me foi concedida, eu digo a cada um de vocês: não tenham de si mesmos conceito maior do que convém, mas um conceito justo, de acordo com a fé, na medida que Deus concedeu a cada um”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 3:&lt;/strong&gt; “Num só corpo há muitos membros, e esses membros não têm a mesma função. O mesmo acontece conosco; embora sendo muitos, formamos um só corpo em Cristo, e, cada um por sua vez, é membro dos outros. Mas temos dons diferentes conforme a graça concedida a cada um de nós”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 1:&lt;/strong&gt; “Quem tem o dom da profecia, deve exercê-lo de acordo cm a fé; se tem o dom do serviço, que o exerça servindo; se tem o dom do ensino, que ensine; se é de aconselhar, aconselhe; se é de distribuir donativos, faça-o com simplicidade; se é de presidir a comunidade, faça-o com zelo; se é de exercer misericórdia, faça-o com alegria”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 2:&lt;/strong&gt; Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todos: &lt;em&gt;Como era no princípio, agora e sempre. Amém!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10. Preces da comunidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; De coração sincero e cheio de fé, elevemos a Deus nossos pedidos, dizendo:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todos: &lt;em&gt;Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;· Para que, a exemplo de Maria, uma mulher eclesial, sejamos uma igreja viva, atuante, realmente missionária, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para que saibamos despertar e valorizar os dons que Deus concede a cada um para que sejam colocados à serviço da comunidade, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para que o amor fraterno entre nós seja a força contra toda a tentação de sectarismos, de formação de grupinhos isolados, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para que a Virgem Maria, sempre proteja o Pe. Altair nessa sua missão tão importante e desafiadora de fazer desta Paróquia uma Igreja “sacramento” da Trindade Divina, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para que a nossa Igreja paroquial seja de fato uma comunidade de caridade, de amor fraterno, de fé e de participação ativa no Reino de Jesus, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Deixar momento para outros pedidos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; Vamos agora concluir as nossas preces a Deus, com esta breve invocação: “Oh! Maria, Virgem Mãe Imaculada, Rainha do Carmelo, que sempre concedestes as maiores graças aos Carmelitas, enviai-nos muitas vocações sacerdotais, religiosas e para o Carmelo deste mundo, para que o vosso Nome seja sempre mais glorificado, para a glória de vosso Filho Jesus Cristo” (&lt;em&gt;Ave-Maria...&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Glória ao Pai...&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11. Oração final e bênção:&lt;/strong&gt; (Exatamente como no primeiro encontro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Encerrar com um canto apropriado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Obs.:&lt;/strong&gt; Não se esqueça que amanhã será o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;nono dia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; da Novena! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-538293206198290553?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/538293206198290553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/538293206198290553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2009/07/novena-de-n-s-do-carmo-8-dia.html' title='&quot;NOVENA DE Nª Sª DO CARMO&quot; (8º DIA)'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-1780917595268361624</id><published>2009-07-13T06:21:00.000-07:00</published><updated>2009-07-14T06:15:05.517-07:00</updated><title type='text'>"NOVENA DE Nª Sª DO CARMO" (4º AO 7º DIA)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pe. Paulo Nunes de Arujo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros amigos, peço desculpas pela não-postagem do 4º, 5º e 6º encontros anteriores, devido problemas na internet local. Assim sendo, estou postando-os, inclusivamente o 7º encontro que, seguindo aquela dinâmica, é para ser realizado hoje, dia 13. Grato pela sua compreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quarto encontro:&lt;br /&gt;Maria: uma mulher de fé&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ambientação:&lt;/strong&gt; (Como no primeiro encontro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. Acolhida:&lt;/strong&gt; (Iniciar com um canto apropriado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; Irmãos e irmãs, boa noite! Sejam bem vindos a este quarto encontro da nossa novena em honra a Nossa Senhora do Carmo, a Padroeira da nossa Paróquia. Estamos novamente em família, em comunidade, unidos em oração, &lt;em&gt;“com Maria, a Mãe de Jesus”&lt;/em&gt; (At 1,14), &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“uma mulher de fé”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Queremos seguir o seu exemplo de firmeza, coragem e determinação e de adesão à vontade de Deus. Iniciemos este encontro em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Oração inicial:&lt;/strong&gt; (Exatamente como no primeiro encontro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. Motivações pessoais:&lt;/strong&gt; (Neste momento, cada um apresente as suas intenções pessoais. Pode ser em silêncio, mas é muito bom quando alguma intenção é colocada em voz alta, pois fortalece o espírito de oração em comum).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. Vendo a realidade&lt;/strong&gt; (O animador/a procure estimular para que uma só pessoa fale sobre o assunto de hoje: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Maria: uma mulher de fé”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Procurar dizer se as pessoas hoje vivem uma fé-compromisso ou ainda buscam uma fé intimista, emocionalista. Citar algum exemplo do cotidiano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. A Palavra de Deus na vida&lt;/strong&gt; (Cantar um canto de aclamação e ler direto da Bíblia: Lc 1,43-45)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6. Breve comentário&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 1:&lt;/strong&gt; Este trecho nos mostra que Maria é saudada com alegria por Isabel: “Como posso merecer que a mãe do meu Senhor venha me visitar?” (Lc 1,43). O verbo “visitar” tem aqui um sentido teológico para significar que Deus intervém de modo decisivo para salvar (Cf. Ex 3,16; 4,31; 32,34; Sf 2,7), ou para recompensar (Cf. Ex 20,5; 1Sm 2,21; Is 13,11).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 2:&lt;/strong&gt; A alegria de Isabel ao receber Maria, recorda a surpresa de Davi ao acolher a Arca da Aliança: “Como virá a Arca de Javé para ficar na minha casa?” (2Sm 6,9). Por essa razão, a comunidade vê em Maria a Arca da Nova Aliança, pois em seu ventre será concebido o Salvador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 3:&lt;/strong&gt; Por fim, texto deixa claro que Maria é uma mulher de fé, como testemunhou Isabel: “Bem-aventurada aquela que acreditou, porque vai acontecer o que o Senhor lhe prometeu”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7. Palavra do Magistério eclesial&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 1:&lt;/strong&gt; Os bispos da América Latina e Caribe nos ensinam que “hoje, quando em nosso continente latino-americano e caribenho se quer enfatizar o discipulado e a missão, é Maria quem brilha diante de nossos olhos como imagem acabada e fidelíssima do seguimento de Cristo. Esta é a hora da seguidora mais radical de Cristo, de seu magistério discipular e missionário conforme nos envia o Papa Bento XVI: Maria Santíssima, a Virgem pura e sem mancha é para nós escola de fé destinada a nos conduzir e a nos fortalecer no caminho que conduz ao encontro com o Criador do céu e da terra. O Papa veio a Aparecida com viva alegria para nos dizer em primeiro lugar: Permaneçam na escola de Maria. Inspirem-se em seus ensinamentos. Procurem acolher e guardar dentro do coração as luzes que ela, por mandato divino, envia a vocês a partir do alto” (&lt;em&gt;Documento de Aparecida&lt;/em&gt;, n. 270).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8. Para refletir:&lt;/strong&gt; (Deixar espaço para partilhar; evitar que alguém domine a palavra)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;a)&lt;/strong&gt; O que falta entre nós para seguirmos Jesus com mais radicalidade? &lt;strong&gt;b)&lt;/strong&gt; Será que pela fé que temos, também podemos ser considerados bem-aventurados do Reino? &lt;strong&gt;c)&lt;/strong&gt; O que estamos fazendo para manter viva, dinâmica e atuante a nossa fé?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9. Rezando com a Palavra de Deus&lt;/strong&gt; (Mt 14,28-31)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 2:&lt;/strong&gt; “‘Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água’. Jesus respondeu: ‘Venha’. Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água em direção a Jesus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 3:&lt;/strong&gt; “Mas ficou com medo quando sentiu o vento e, começando a afundar, gritou: ‘Senhor, salva-me’. Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: ‘Homem fraco na fé, por que duvidou?’”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 1:&lt;/strong&gt; “Então eles subiram na barca. E vento parou. Os que estavam na barca se ajoelharam diante de Jesus, dizendo: ‘De fato, tu és o Filho de Deus’”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 2:&lt;/strong&gt; Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todos:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Como era no princípio, agora e sempre. Amém!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10. Preces da comunidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; De coração sincero e cheio de fé, elevemos a Deus nossos pedidos, dizendo:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todos: &lt;em&gt;Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;· Para que, a exemplo e Maria, sejamos homens e mulheres de fé, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para que a nossa fé nos lance cada vez mais para o compromisso missionário, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para que nada abale a nossa fidelidade no seguimento de Jesus, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para que pela nossa fé e a exemplo de Maria, tenhamos a mesma disposição para visitar as famílias e encorajar o nosso povo, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para que não tenhamos medo de arriscar, pois precisamos ser ousados, corajosos e determinados na nossa missão, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Deixar momento para outros pedidos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; Vamos agora concluir as nossas preces a Deus, com esta breve invocação: “Oh! Maria, Virgem Imaculada, Rainha do Carmelo, lembrai-vos que vossos filhos Carmelitas do monte Carmelo após o Pentecostes abraçaram o Evangelho e o anunciaram por toda parte, ensinando também a todos a Vos conhecerem e amarem; e no monte Carmelo Vos consagraram o primeiro templo do mundo em vossa honra. Dai-nos muitos missionários, que por toda parte vos façam conhecer, para que o Reino de Jesus cresça cada vez mais” (&lt;em&gt;Ave-Maria...&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Glória ao Pai...&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11. Oração final e bênção:&lt;/strong&gt; (Exatamente como no primeiro encontro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Encerrar com um canto apropriado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quinto encontro:&lt;br /&gt;Maria: uma mulher serviçal e solidária&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ambientação:&lt;/strong&gt; (Como no primeiro encontro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. Acolhida:&lt;/strong&gt; (Iniciar com um canto apropriado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; Irmãos e irmãs, boa noite! Sejam bem vindos a este quinto encontro da nossa novena em honra a Nossa Senhora do Carmo, a Padroeira da nossa Paróquia. Estamos novamente em família, em comunidade, unidos em oração, &lt;em&gt;“com Maria, a Mãe de Jesus”&lt;/em&gt; (At 1,14), &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“uma mulher serviçal e solidária”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Queremos seguir o seu exemplo de amor serviçal e solidário a favor dos nossos irmãos. Iniciemos este encontro em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Oração inicial:&lt;/strong&gt; (Exatamente como no primeiro encontro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. Motivações pessoais:&lt;/strong&gt; (Neste momento, cada um apresente as suas intenções pessoais. Pode ser em silêncio, mas é muito bom quando alguma intenção é colocada em voz alta, pois fortalece o espírito de oração em comum).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. Vendo a realidade&lt;/strong&gt; (O animador/a procure estimular para que uma só pessoa fale sobre o assunto de hoje: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Maria: uma mulher serviçal e solidária”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Procurar dizer se as pessoas hoje em dia são solidárias, dispostas a servir, ou o egoísmo e a preguiça são mais fortes. Citar algum exemplo do cotidiano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. A Palavra de Deus na vida&lt;/strong&gt; (Cantar um canto de aclamação e ler direto da Bíblia: Lc 1,38-42)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6. Breve comentário&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 1:&lt;/strong&gt; O material mariano de Lucas é mais abundante que o de qualquer outro autor do Novo Testamento. Além das referências adicionais a Maria, ao longo do relato do ministério de Jesus, grande espaço é ocupado pelo tratamento que Lucas reserva a ela na narrativa da infância de Jesus (Cf. Lc 1,5—2). Aí a figura de Maria se destaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 2:&lt;/strong&gt; O anúncio da concepção é feito pelo anjo à Maria: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” (Lc 1,28). Aqui salienta-se o aspecto da vocação de Maria, cuja resposta se dá num contexto de amor-serviço: “Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” (Lc 1,38).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 3:&lt;/strong&gt; Como a resposta de Maria está dentro de uma proclamação pós-pascal básica da fé cristã, então ela está sendo apresentada como a primeira que ouviu e acolheu o evangelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7. Palavra do Magistério eclesial&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 1:&lt;/strong&gt; Os bispos da América Latina e Caribe nos ensinam que a Virgem Maria, “com os olhos postos em seus filhos e em suas necessidades, como em Caná da Galiléia, ela ajuda a manter vivas as atitudes de atenção, de serviço, de entrega e de gratuidade que devem distinguir os discípulos de seu Filho. Indica, além do mais, qual é a pedagogia para que os pobres, em cada comunidade cristã, “sintam-se como em sua casa”. Cria comunhão e educa para um estilo de vida compartilhada e solidária, em fraternidade, em atenção e acolhida do outro, especialmente se é pobre ou necessitado. Em nossas comunidades, sua forte presença tem enriquecido e seguirá enriquecendo a dimensão materna da Igreja e sua atitude acolhedora, que a converte em “casa e escola da comunhão” e em espaço espiritual que prepara para a missão” (&lt;em&gt;Documento de Aparecida&lt;/em&gt;, n. 272).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8. Para refletir:&lt;/strong&gt; (Deixar espaço para partilhar; evitar que alguém domine a palavra)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;a)&lt;/strong&gt; O que o Estado, o município, e nós cristãos e católicos precisamos fazer para educar o povo para a solidariedade? &lt;strong&gt;b)&lt;/strong&gt; Qual a nossa reação diante das estatísticas recentes que apontam quarenta e dois milhões de brasileiros (23%) vivendo abaixo da linha da pobreza? &lt;strong&gt;c)&lt;/strong&gt; Será que a nossa paróquia é realmente uma “casa e escola de comunhão”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9. Rezando com a Palavra de Deus&lt;/strong&gt; (Lc 3,10-14)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 2:&lt;/strong&gt; “As multidões perguntavam a João: ‘O que devemos fazer?’ Ele respondia: ‘Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem. E quem tiver comida, faça a mesma coisa’”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 3:&lt;/strong&gt; “Alguns cobradores de impostos também foram para serem batizados, e perguntaram: ‘Mestre, o que devemos fazer?’ João respondeu: ‘Não cobrem nada, além da taxa estabelecida’”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 1:&lt;/strong&gt; “Alguns soldados também perguntaram: ‘E nós, o que devemos fazer?’ Ele respondeu: ‘Não maltratem ninguém; não façam acusações falsas, e fiquem contentes com o soldo de vocês’”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 2:&lt;/strong&gt; Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todos: &lt;em&gt;Como era no princípio, agora e sempre. Amém!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10. Preces da comunidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; De coração sincero e cheio de fé, elevemos a Deus nossos pedidos, dizendo:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todos: &lt;em&gt;Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;· Para que, a exemplo e Maria, sejamos sempre disponíveis para o serviço solidário, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Antigamente se dizia: “o pobre é injustiçado e ainda precisa se desculpar” (Eclo 13,4). Para que lutemos sempre a favor da vida e da dignidade de todos os que sofrem, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para que, a exemplo de Maria, a vocacionada do Pai, possamos responder firmemente como ela: “Eu sou a serva/o do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!”, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Jesus disse que “os pobres são evangelizados” (Mt 11,5; Cf. Lc 4,18) por ele. Que cada um de nós seja verdadeiro/a missionário/a no seguimento de Jesus, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para que este encontro de hoje nos ajude a sermos mais humanos e mais divinos, a exemplo da Virgem Maria, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Deixar momento para outros pedidos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; Vamos agora concluir as nossas preces a Deus, com esta breve invocação: “Oh! Maria, Rainha e Mãe dos Carmelitas, que lhes destes como penhor da salvação o santo Escapulário, nós vos agradecemos e Vos suplicamos a graça de vivermos na fidelidade à Lei de Deus para que em nossa morte possamos contar com a vossa presença e irmos ao céu contemplar-Vos eternamente” (Ave-Maria..., Glória ao Pai..., Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11. Oração final e bênção:&lt;/strong&gt; (Exatamente como no primeiro encontro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Encerrar com um canto)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sexto encontro:&lt;br /&gt;Maria: uma mulher eucarística&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ambientação:&lt;/strong&gt; (Como no primeiro encontro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. Acolhida:&lt;/strong&gt; (Iniciar com um canto apropriado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; Irmãos e irmãs, boa noite! Sejam bem vindos a este sexto encontro da nossa novena em honra a Nossa Senhora do Carmo, a Padroeira da nossa Paróquia. Estamos novamente em família, em comunidade, unidos em oração, &lt;em&gt;“com Maria, a Mãe de Jesus”&lt;/em&gt; (At 1,14), &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“uma mulher eucarística”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Queremos seguir o seu exemplo de amor à Eucaristia como alimento e força da nossa missão. Iniciemos este encontro em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Oração inicial:&lt;/strong&gt; (Exatamente como no primeiro encontro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. Motivações pessoais:&lt;/strong&gt; (Neste momento, cada um apresente as suas intenções pessoais. Pode ser em silêncio, mas é muito bom quando alguma intenção é colocada em voz alta, pois fortalece o espírito de oração em comum).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. Vendo a realidade&lt;/strong&gt; (O animador/a procure estimular para que uma só pessoa fale sobre o assunto de hoje: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Maria: uma mulher eucarística”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Procurar dizer se as pessoas hoje em dia realmente participam com freqüência da Eucaristia, ou são lavadas por outros interesses. Citar algum exemplo do cotidiano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. A Palavra de Deus na vida&lt;/strong&gt; (Cantar um canto de aclamação e ler direto da Bíblia: Mc 14,22-26)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6. Breve comentário&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 1:&lt;/strong&gt; A ceia pascal de Jesus com os discípulos recorda a partilha dos pães (Cf. Mc 8,1-9). A ceia pascal de Jesus substitui a cerimônia do Templo, e torna-se o centro da vida da comunidade de fé, formada por todos os que seguem Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 2:&lt;/strong&gt; Os gestos e as palavras de Jesus durante essa refeição, além de afirmar a sua presença sacramental, verdadeira, no pão e no vinho, manifestam também o sentido profundo de sua morte e ressurreição. Ou seja, Jesus viveu e morreu como dom gratuito, como entrega total de si mesmo aos outros, opondo-se a uma sociedade em que muitas pessoas são egoístas, vivem para si mesmas e para seus próprios interesses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 3:&lt;/strong&gt; Agora, na ausência física de Jesus, os discípulos são convidados a fazer o mesmo que Jesus fez: partilhar o pão da vida e o sangue da aliança nova: “tomai e comei”, “tomai e bebei”. E assim como Jesus se ofertou a nós, também nós devemos viver para os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7. Palavra do Magistério eclesial&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 1:&lt;/strong&gt; Conforme o papa João Paulo II nos ensinou, “se quisermos redescobrir em toda a sua riqueza a relação íntima entre a Igreja e a Eucaristia, não podemos esquecer Maria, Mãe e modelo da Igreja. Com efeito, Maria pode guiar-nos para o Santíssimo Sacramento porque tem uma profunda ligação com ele. A narração da instituição, na noite de Quinta-feira Santa, não fala de Maria. Mas sabe-se que Ela estava presente no meio dos Apóstolos, na primeira comunidade que se reuniu depois da Ascensão à espera do Pentecostes (Cf. At 1,14). E não podia certamente deixar de estar presente, nas celebrações eucarísticas, no meio dos fiéis da primeira geração cristã, que eram assíduos à ‘fração do pão’ (At 2,42). Para além da sua participação no banquete eucarístico, pode-se delinear a relação de Maria com a Eucaristia indiretamente a partir da sua atitude interior. Maria é mulher ‘eucarística’ na totalidade da sua vida. De certo modo, Maria praticou a sua fé eucarística ainda antes de ser instituída a Eucaristia, quando ofereceu o seu ventre virginal para a encarnação do Verbo de Deus” (Carta Encíclica &lt;em&gt;Ecclesia de Eucharistia&lt;/em&gt;, sobre a Eucaristia na sua relação com a Igreja, n.53.55).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8. Para refletir:&lt;/strong&gt; (Deixar espaço para partilhar; evitar que alguém domine a palavra)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;a)&lt;/strong&gt; O que a Eucaristia par nós cristãos e católicos? &lt;strong&gt;b)&lt;/strong&gt; Será que para nós, a Eucaristia é realmente a “fonte” e o “cume” da vida e da Missão da Igreja? &lt;strong&gt;c)&lt;/strong&gt; Como e o que fazer para que mais pessoas valorizem e participem do Sacramento da Eucaristia nas comunidades?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9. Rezando com a Palavra de Deus&lt;/strong&gt; (Cl 3,15-17)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 2:&lt;/strong&gt; “Que a paz de Cristo reine no coração de vocês. Para essa paz vocês foram chamados, como membros de um mesmo corpo. Sejam também agradecidos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 3:&lt;/strong&gt; “Que a Palavra de Cristo permaneça em vocês com toda a sua riqueza, de modo que possam instruir-se e aconselhar-se mutuamente com toda a sabedoria. Inspirados, cantem a Deus, de todo o coração, salmos, hinos e cantos espirituais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 1:&lt;/strong&gt; “E tudo o que vocês fizerem por meio de Palavras ou ações, o façam em nome do Senhor Jesus, dando graças a Deus por meio dele”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 2:&lt;/strong&gt; Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todos: &lt;em&gt;Como era no princípio, agora e sempre. Amém!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10. Preces da comunidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; De coração sincero e cheio de fé, elevemos a Deus nossos pedidos, dizendo:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todos: &lt;em&gt;Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;· Para que, a exemplo de Maria, uma mulher ‘eucarística’ na totalidade da sua vida, sejam cada vez mais uma oferta e doação para os outros, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para que a Pastoral Litúrgica em nossa Paróquia seja cada vez mais forte, para ajudar a manter a vida litúrgica e eucarística em nossas comunidades, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para que a Eucaristia, como “princípio e projeto de missão” nos leve a sermos de fato uma “Igreja, toda ela, ministerial e missionária”, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para que Maria nos inspire a viver uma “cultura eucarística”, de modo que vivamos um “obrigado” constante, seja em casa ou no trabalho, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· “A Eucaristia edifica a Igreja e a Igreja faz a Eucaristia”. Para que toda a nossa Paróquia seja uma comunidade de irmãos, Sacramento da Trindade Divina em nosso meio, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Deixar momento para outros pedidos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; Vamos agora concluir as nossas preces a Deus, com esta breve invocação: “Oh! Maria, Virgem Mãe Imaculada, Rainha do Carmelo, que tendes concedido as mais extraordinárias graças através de vosso santo Escapulário, ajudai-me a trazê-lo dignamente, conservando a pureza de coração e de costumes, afastando tudo o que possa magoar o vosso olhar puríssimo” (&lt;em&gt;Ave-Maria...&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Glória ao Pai...&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11. Oração final e bênção:&lt;/strong&gt; (Exatamente como no primeiro encontro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Encerrar com um canto apropriado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sétimo encontro:&lt;br /&gt;Maria: uma mulher missionária&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ambientação:&lt;/strong&gt; (Como no primeiro encontro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. Acolhida:&lt;/strong&gt; (Iniciar com um canto apropriado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; Irmãos e irmãs, boa noite! Sejam bem vindos a este sétimo encontro da nossa novena em honra a Nossa Senhora do Carmo, a Padroeira da nossa Paróquia. Estamos novamente em família, em comunidade, unidos em oração, &lt;em&gt;“com Maria, a Mãe de Jesus”&lt;/em&gt; (At 1,14), &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“uma mulher missionária”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Queremos seguir o seu exemplo de fiel seguidora da missão de Jesus. Iniciemos este encontro em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Oração inicial:&lt;/strong&gt; (Exatamente como no primeiro encontro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. Motivações pessoais:&lt;/strong&gt; (Neste momento, cada um apresente as suas intenções pessoais. Pode ser em silêncio, mas é muito bom quando alguma intenção é colocada em voz alta, pois fortalece o espírito de oração em comum).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. Vendo a realidade&lt;/strong&gt; (O animador/a procure estimular para que uma só pessoa fale sobre o assunto de hoje: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Maria: uma mulher missionária”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Procurar dizer se realmente as pessoas se sentem comprometidas como Igreja em missão, ou não. Citar algum exemplo do cotidiano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. A Palavra de Deus na vida&lt;/strong&gt; (Cantar um canto de aclamação e ler direto da Bíblia: Lc 10,1-13)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6. Breve comentário&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 1:&lt;/strong&gt; Os discípulos são escolhidos e enviados com todo o preparo por Jesus para que eles sejam seus colaboradores na missão de anunciarem a Boa Notícia do “Reino de Deus”. Esta missão se realiza através do anúncio e das ações concretas que demonstram visivelmente que o Reino já está acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 2:&lt;/strong&gt; Além disso, essa missão se amplia sempre num clima de despojamento, de gratuidade, de pobreza e de confiança na providência do Pai que dá força e proteção contra os perigos da caminhada. E mais ainda, esta missão comunica a paz, o shalom, a plenitude do bem-estar e da felicidade, reanimando a vida e a dignidade das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 3:&lt;/strong&gt; Por isso, os missionários são portadores da liberdade e da libertação; rejeitá-los é abandonar a salvação de Deus e atrair para si o julgamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7. Palavra do Magistério eclesial&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 1:&lt;/strong&gt; Os bispos da América Latina e Caribe nos ensinam que “Maria é a grande missionária, continuadora da missão de seu Filho e formadora de missionários. Ela, da mesma forma como deu à luz ao Salvador do mundo, trouxe o Evangelho a nossa América. No acontecimento em Guadalupe, presidiu junto com o humilde João Diego, o Pentecostes que nos abriu aos dons do Espírito. A partir desse momento são incontáveis as comunidades que encontraram nela a inspiração mais próxima para aprender como serem discípulos e missionários de Jesus. Com alegria constatamos que ela tem feito parte do caminhar de cada um de nossos povos, entrando profundamente no tecido de sua história e acolhendo as ações mais nobres e significativas de sua gente. Os diversos nomes e os santuários espalhados por todo o Continente testemunham a presença de Maria próxima às pessoas e, ao mesmo tempo, manifestam a fé e a confiança que os devotos sentem por ela. Ela pertence a eles e eles a sentem como mãe e irmã” (&lt;em&gt;Documento de Aparecida&lt;/em&gt;, n. 269).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8. Para refletir:&lt;/strong&gt; (Deixar espaço para partilhar; evitar que alguém domine a palavra)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;a)&lt;/strong&gt; Como está se dando a participação das lideranças desta comunidade e de toda a Paróquia? &lt;strong&gt;b)&lt;/strong&gt; Os membros da comunidade participam de fato das decisões tomadas? E as mulheres? Participam só da execução dos serviços ou também das decisões? &lt;strong&gt;c)&lt;/strong&gt; O que precisamos fazer o melhorar para que cada fiel católico se sinta verdadeiro missionário de Jesus na Igreja?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9. Rezando com a Palavra de Deus&lt;/strong&gt; (Jo 20,1.16-18)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 2:&lt;/strong&gt; “No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus bem de madrugada, quando ainda estava escuro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 3:&lt;/strong&gt; “Então Jesus disse: ‘Maria’. Ela virou-se e exclamou em hebraico: ‘Rabuni!’ (que quer dizer: ‘Mestre’). Jesus disse: ‘Não me segure, porque ainda não voltei para o Pai. Mas vá dizer aos meus irmãos: ‘Subo para junto do meu Pai, que é Pai de vocês, do meu Deus, que é o Deus de vocês’’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 1:&lt;/strong&gt; “Então Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos: ‘Eu vi o Senhor’. E contou o que Jesus tinha dito”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 2:&lt;/strong&gt; Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todos: &lt;em&gt;Como era no princípio, agora e sempre. Amém!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10. Preces da comunidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; De coração sincero e cheio de fé, elevemos a Deus nossos pedidos, dizendo:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todos: &lt;em&gt;Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;· Para que, a exemplo de Maria, uma mulher missionária, sejamos bons e perseverantes missionários e missionárias de Jesus em nossa Paróquia, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para que esta Novena seja uma ocasião maravilhosa para aprofundarmos a nossa espiritualidade mariana, levando-nos a caminhar com Maria a “Estrela da Evangelização”, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para que nem o medo e nem o desânimo nos impeçam de levar adiante a mensagem do Evangelho de Jesus e construindo o seu Reino, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para que a Virgem Maria, nossa “mãe formadora de comunidades de discípulos missionários”, encoraje a Pastoral da Juventude para que assuma o jeito jovem da Igreja ser, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para que Maria “a grande missionária e continuadora da missão de seu Filho” desperte sempre mais vocações sacerdotais, religiosas e leigas para colaborarmos na messe do Senhor, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Deixar momento para outros pedidos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; Vamos agora concluir as nossas preces a Deus, com esta breve invocação: “Oh! Maria, Rainha e Mãe do Carmelo, que fizestes grandes milagres através do santo Escapulário, cobri o mundo com o esplendor de Vosso Imaculado Coração para que seja enfraquecido o reino do mal e do pecado, e todos os povos se aproximem de Vós para imitar vossa pureza e caridade” (&lt;em&gt;Ave-Maria...&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Glória ao Pai...&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11. Oração final e bênção:&lt;/strong&gt; (Exatamente como no primeiro encontro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Encerrar com um canto apropriado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Obs.:&lt;/strong&gt; Não se esqueça que amanhã será o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;oitavo dia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; da Novena!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-1780917595268361624?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/1780917595268361624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/1780917595268361624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2009/07/novena-de-n-s-do-carmo-4-ao-7-dia.html' title='&quot;NOVENA DE Nª Sª DO CARMO&quot; (4º AO 7º DIA)'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-5757772736437423156</id><published>2009-07-09T07:01:00.000-07:00</published><updated>2009-07-14T06:17:28.940-07:00</updated><title type='text'>'NOVENA DE Nª Sª DO CARMO" (3º DIA)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pe. Paulo Nunes de Araujo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Terceiro encontro:&lt;br /&gt;Maria: uma mulher de oração&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ambientação:&lt;/strong&gt; (Como no primeiro encontro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. Acolhida:&lt;/strong&gt; (Iniciar com um canto apropriado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; Irmãos e irmãs, boa noite! Sejam bem vindos a este terceiro encontro da nossa novena em honra a Nossa Senhora do Carmo, a Padroeira da nossa Paróquia. Estamos novamente em família, em comunidade, unidos &lt;em&gt;“com Maria, a Mãe de Jesus”&lt;/em&gt; (At 1,14), &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“uma mulher de oração”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Queremos seguir o seu exemplo de oração e de intimidade pessoal com Deus. Iniciemos este encontro em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Oração inicial:&lt;/strong&gt; (Exatamente como no primeiro encontro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. Motivações pessoais:&lt;/strong&gt; (Neste momento, cada um apresente as suas intenções pessoais. Pode ser em silêncio, mas é muito bom quando alguma intenção é colocada em voz alta, pois fortalece o espírito de oração em comum).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. Vendo a realidade&lt;/strong&gt; (O animador/a procure estimular para que uma só pessoa fale sobre o assunto de hoje: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Maria: uma mulher de oração”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Procurar dizer se as pessoas hoje em dia vêem o valor da oração, se buscam esse contato pessoal com Deus. Citar algum exemplo do cotidiano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. A Palavra de Deus na vida&lt;/strong&gt; (Cantar um canto de aclamação e ler direto da Bíblia: At 1,12-14)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6. Breve comentário&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 1:&lt;/strong&gt; Lucas coloca todos os discípulos de Jesus novamente em Jerusalém, onde Jesus agiu, foi condenado, morto e de onde ressuscitou e onde se dará a doação do Espírito Santo, em Pentecostes. O &lt;em&gt;“monte das oliveiras”&lt;/em&gt; é o lugar onde se deu a paixão de Jesus, e a &lt;em&gt;“sala de cima”&lt;/em&gt; recorda o episódio da última ceia de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 2:&lt;/strong&gt; A comunidade cristã nasce da experiência de Jesus que deu a sua própria vida, confirmando até o fim o seu testemunho. A presença da &lt;em&gt;“Mãe de Jesus”&lt;/em&gt; indica o caráter maternal da igreja que deve estar sempre em gestação da vida, onde todos têm os mesmos objetivos e buscam junto o sentido da missão através da oração em comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 3:&lt;/strong&gt; Por aí vemos que Maria é uma mulher de oração. No próprio &lt;em&gt;“Magnificat”&lt;/em&gt; (Lc 1,46-55), há trechos de vários salmos, sinal de que ela rezava em casa e com o povo; e até dia de Pentecostes, &lt;em&gt;“os apóstolos” ... “eram assíduos na oração, junto com algumas mulheres, entre as quais Maria”&lt;/em&gt; (At 1,14). Assim, com a força da sua oração o Espírito Santo funda a Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7. Palavra do Magistério eclesial&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 1:&lt;/strong&gt; Os bispos da América Latina e Caribe nos dizem que Maria, que “‘conservava todas estas recordações e meditava em seu coração’ (Lc 2,19; Cf. 2,51), ensina-nos o primado da escuta da Palavra na vida do discípulo e missionário. O Magnificat ‘está inteiramente tecido pelos fios da Sagrada Escritura, os fios tomados da palavra de Deus. Assim, se revela que nela a Palavra de Deus se encontra de verdade em sua casa, de onde sai e entra com naturalidade. Ela fala e pensa com a Palavra de Deus; a Palavra de Deus se faz a sua palavra e sua palavra nasce da Palavra de Deus. Além disso, assim se revela que seus pensamentos estão em sintonia com os pensamentos de Deus, que seu querer é um querer junto com Deus. Estando intimamente penetrada pela Palavra de Deus, Ela pode chegar a ser mãe da Palavra encarnada’. Esta familiaridade com o mistério de Jesus é facilitada pela reza do Rosário, onde: “o povo cristão aprende de Maria a contemplar a beleza do rosto de Cristo e a experimentar a profundidade de seu amor. Mediante o Rosário, o cristão obtém abundantes graças, como recebendo-as das próprias mãos da mãe do Redentor” (&lt;em&gt;Documento de Aparecida&lt;/em&gt;, n. 271).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8. Para refletir:&lt;/strong&gt; (Deixar espaço para partilhar; evitar que alguém domine a palavra)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;a)&lt;/strong&gt; Como estamos vivendo ou não a vida de oração? &lt;strong&gt;b)&lt;/strong&gt; Será que sabemos rezar a vida e viver o que rezamos? &lt;strong&gt;c)&lt;/strong&gt; O que mais dificulta hoje em dia a prática da oração, tanto em nível pessoal, quanto na família e na comunidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9. Rezando com a Palavra de Deus&lt;/strong&gt; (Cl 4,2-6)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 2:&lt;/strong&gt; “Sejam constantes na oração; que ela os mantenha vigilantes dando graças a Deus. Ao mesmo tempo, peçam por nós, para que Deus nos abra uma porta para a pregação, a fim de anunciarmos o mistério de Cristo, por quem estou preso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 3:&lt;/strong&gt; “Peçam para que eu anuncie esse mistério com linguagem conveniente. Usem de sabedoria com os que não são cristãos, aproveitando bem as ocasiões”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 1:&lt;/strong&gt; “Que a conversa de vocês seja sempre agradável, temperada com sal, sabendo responder a cada um como convém”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 2:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todos:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Como era no princípio, agora e sempre. &lt;strong&gt;Amém!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10. Preces da comunidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; De coração sincero e cheio de fé, elevemos a Deus nossos pedidos, dizendo:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todos: &lt;em&gt;Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para que, a exemplo e Maria, sejamos homens e mulheres de oração, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para que a nossa vida de oração fortaleça a nossa ação missionária, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para que o espírito de oração nos leve a uma exemplar vida comunitária, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para que aprendamos de Maria o primado da escuta da Palavra na nossa vida de discípulos missionários, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para que pela prática da oração, muitas portas se abram e nos apontem para o caminho da liberdade e da vida, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Deixar momento para outros pedidos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; Vamos agora concluir as nossas preces a Deus, com esta breve invocação: “Oh! Maria Imaculada, Virgem Santíssima do Carmo, que visitastes vossos filhos Carmelitas no monte Carmelo, consolando-os, dando-lhes inúmeras graças de Deus, visitai também as nossas mentes e corações, ajudando-nos a fugir do pecado e a praticar com amor as obras de misericórdia” (&lt;em&gt;Ave-Maria...&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Glória ao Pai...&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11. Oração final e bênção:&lt;/strong&gt; (Exatamente como no primeiro encontro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Encerrar com um canto apropriado)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Obs.:&lt;/strong&gt; Não se esqueça que amanhã será o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;quarto dia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; da Novena!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-5757772736437423156?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/5757772736437423156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/5757772736437423156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2009/07/novena-de-n-s-do-carmo-3-dia.html' title='&apos;NOVENA DE Nª Sª DO CARMO&quot; (3º DIA)'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-8444473597545216495</id><published>2009-07-08T05:55:00.000-07:00</published><updated>2009-07-14T06:19:30.459-07:00</updated><title type='text'>"NOVENA DE Nª Sª DO CARMO" (2º DIA)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pe. Paulo Nunes de Araujo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Segundo Encontro:&lt;br /&gt;Maria: uma mulher do povo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ambientação:&lt;/strong&gt; (Como no primeiro encontro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. Acolhida:&lt;/strong&gt; (Iniciar com um canto apropriado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; Irmãos e irmãs, boa noite! Sejam bem vindos a este segundo encontro da nossa novena em honra a Nossa Senhora do Carmo, a Padroeira da nossa Paróquia. Estamos novamente em família, em comunidade, unidos em oração, &lt;em&gt;“com Maria, a Mãe de Jesus”&lt;/em&gt; (At 1,14), &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“uma mulher do povo”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Queremos seguir o seu exemplo de amor e dedicação aos nossos irmãos. Iniciemos este encontro em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Oração inicial:&lt;/strong&gt; (Exatamente como no primeiro encontro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. Motivações pessoais:&lt;/strong&gt; (Neste momento, cada um apresente as suas intenções pessoais. Pode ser em silêncio, mas é muito bom quando alguma intenção é colocada em voz alta, pois fortalece o espírito de oração em comum).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. Vendo a realidade&lt;/strong&gt; (O animador/a procure estimular para que uma só pessoa fale sobre o assunto de hoje: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Maria: uma mulher do povo”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Procurar dizer se as pessoas hoje em dia se dedicam a ajudar o próximo ou se há ainda muito egoísmo. Citar algum exemplo do cotidiano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. A Palavra de Deus na vida&lt;/strong&gt; (Cantar um canto de aclamação e ler direto da Bíblia: Lc 1,46-56)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6. Breve comentário&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 1:&lt;/strong&gt; O cântico de Maria é o cântico dos pobres que reconhecem a vinda de Deus para libertá-los através de Jesus. Cumprindo a promessa, Deus toma a defesa dos sofredores, e realiza uma transformação total na história, destruindo a sociedade que cria abismos sociais escandalosos. Os poderosos e gananciosos são tirados do seu domínio e esvaziados do seu acúmulo. Por outro lado, os oprimidos são libertados e agora conduzirão a nova história da vida e da salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 2:&lt;/strong&gt; Nessa nova história, Maria é figura de todos os oprimidos e excluídos da época. Portanto, ela era do povo por sua própria condição de vida, pois sentia na carne a sua pobreza e &lt;em&gt;“humilhação”&lt;/em&gt; daquela gente e por opção própria, pois foi sempre solidária com os outros, tanto que logo após o anúncio do anjo, ela foi para a casa de Isabel, onde &lt;em&gt;“ficou três meses”&lt;/em&gt;, ajudando-a durante a sua gravidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7. Palavra do Magistério eclesial&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 1:&lt;/strong&gt; Os bispos da América Latina e Caribe nos ensinam que “em nossos povos, o Evangelho tem sido anunciado, apresentando a Virgem Maria como sua realização mais alta. Como em Guadalupe, os outros santuários marianos do Continente são sinais do encontro da fé da Igreja com a história latino-americana. A devoção a Maria é um elemento ‘qualificador’ e ‘intrínseco’ da ‘genuína piedade da Igreja’ e do ‘culto cristão’. Sabe o povo que encontra Maria na Igreja Católica. A piedade Mariana é com freqüência o vínculo resistente que mantém fiéis à Igreja setores que carecem de atenção pastoral adequada. O povo fiel reconhece na Igreja a família que tem por mãe a Mãe de Deus. Na Igreja confirma o seu instinto evangélico segundo o qual Maria é o modelo perfeito do cristão, a imagem ideal da Igreja” (&lt;em&gt;Documento de Puebla&lt;/em&gt;, nn. 282-285).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8. Para refletir:&lt;/strong&gt; (Deixar espaço para partilhar; evitar que alguém domine a palavra)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;a)&lt;/strong&gt; Que lições podemos aprender do cântico de Maria, o Magnificat? &lt;strong&gt;b)&lt;/strong&gt; Será que a exemplo de Maria, somos ágeis e criativos para ajudar quem mais precisa? &lt;strong&gt;c)&lt;/strong&gt; Nossa comunidade é realmente solidária, sabe acudir os que mais sofrem: idosos, doentes, desempregados, etc.?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9. Rezando com a Palavra de Deus&lt;/strong&gt; (Rm l2,9-13.18)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 2:&lt;/strong&gt; “Que o amor de vocês seja sem hipocrisia: detestem o mal e apeguem-se ao bem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 3:&lt;/strong&gt; “No amor fraterno, sejam carinhosos uns com os outros, esforçando na mútua estima”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 1:&lt;/strong&gt; “Quanto ao zelo, não sejam preguiçosos; sejam fervorosos de espírito, servindo ao Senhor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 2:&lt;/strong&gt; “Sejam alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na tribulação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 3:&lt;/strong&gt; “Sejam solidários com os cristãos em suas necessidades e se aperfeiçoem na prática da hospitalidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 1:&lt;/strong&gt; “No que depende de vocês, vivam em paz com todos”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 2:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todos:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Como era no princípio, agora e sempre. &lt;strong&gt;Amém&lt;/strong&gt;!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10. Preces da comunidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; De coração sincero e cheio de fé, elevemos a Deus nossos pedidos, dizendo:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todos:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para que a Igreja seja cada vez mais solidária com os que mais sofrem, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para que, a exemplo de Maria, procuremos “dirigir-nos às pressas” a favor dos nossos irmãos, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para o nosso amor solidário transmita aos nossos irmãos desamparados que Deus também os ama e os quer, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para que sigamos o exemplo Maria, modelo perfeito do cristão e imagem ideal da Igreja, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para que nos esforcemos por uma comunidade mais firme e forte na qualidade e na quantidade, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Deixar momento para outros pedidos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; Vamos agora concluir as nossas preces a Deus, com esta breve invocação: “Rainha e Mãe do Carmelo, Virgem Mãe Imaculada, que durante séculos fostes honrada em vossa maternidade divina no monte Carmelo pelo profeta Elias e tantos outros profetas, fazei reinar em nossas famílias essa mesma devoção e que se torne cada vez mais presente em nossos lares o vosso divino Filho Jesus, que nos guarde para a vida eterna” (&lt;em&gt;Ave-Maria...&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Glória ao Pai...&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11. Oração final e bênção:&lt;/strong&gt; (Exatamente como no primeiro encontro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Encerrar com um canto apropriado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Obs.:&lt;/strong&gt; Não se esqueça que amanhã será o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;terceiro dia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; da Novena!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-8444473597545216495?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/8444473597545216495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/8444473597545216495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2009/07/novena-de-n-s-do-carmo-2-dia.html' title='&quot;NOVENA DE Nª Sª DO CARMO&quot; (2º DIA)'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-3121710383152677093</id><published>2009-07-07T15:21:00.000-07:00</published><updated>2009-07-14T06:21:19.432-07:00</updated><title type='text'>"NOVENA DE Nª Sª DO CARMO" (1º DIA)</title><content type='html'>Pe. Paulo Nunes de Araujo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Caros amigos leitores! Hoje, no mundo inteiro, terá início a Novena de Nossa Senhora do Carmo, cuja festa será no próximo dia 16. Aqui no Brasil, esta devoção acontece desde 1580, quando os frades carmelitas, vindos de Portugal, se estabeleceram na cidade de Olinda, Capital do Estado de Pernambuco, fundando aí o primeiro convento da Ordem nas Américas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui na cidade pantaneira de Miranda, no Mato Grosso do Sul, linda por suas belezas naturais, verdadeiro paraíso ecológico, esta devoção acontece desde 1797, quando foi erigida uma Capela em honra a Nossa Senhora do Carmo, por seu fiel devoto, o Capitão Francisco Rodrigues do Prado. Com isso, a Virgem Maria passou a ser venerada como Padroeira do Povoado, que viria a se tornar &lt;em&gt;“Município de Miranda”&lt;/em&gt;, a 30/05/1857.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lá para cá, anualmente acontece a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Novena da Padroeira&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, que é celebrada nas casas, nas comunidades e nos setores, acompanhada da tradicional &lt;em&gt;&lt;strong&gt;quermesse&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (barracas, ao ar livre, com leilão de prendas, brincadeiras, comes e bebes, tudo com fim beneficente, social e religioso). Toda a cidade se volta para este evento religioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ano, a Novena de Nossa Senhora do Carmo, Padroeira de nossa cidade de Miranda, tem como tema: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Com Maria, somos Igreja em missão”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e como lema: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Sem Maria, a nossa festa não tem graça”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Todo esse material eu o preparei com muito carinho, devoção e fé, buscando dar a minha singela colaboração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir, apresento o assunto do primeiro encontro. Para cada dia, consecutivamente, eu vou postar o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;assunto do dia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Espero e desejo que você o aproveite bem. Durante nove dias, vamos nos encontrar por aqui, neste blog. Combinado? Inclusive, sinta-se livre para reproduzir o assunto de cada dia, a fim de usá-lo e divulgá-lo. E mais ainda! Se puder, mande-me um e-mail comentando este trabalho. Certamente me ajudará muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E reze por mim, pois eu estarei rezando por você. Boa Novena!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Primeiro encontro:&lt;br /&gt;Maria: uma mulher de Deus&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ambientação&lt;/strong&gt;: (Preparar sempre antes e com criatividade, um espaço acolhedor e afável, a fim de que o encontro seja proveitoso. Ajeitar numa mesa: uma vela, uma Bíblia, flores e uma Imagem ou Quadro de Nª Sª do Carmo. Definir também, o animador/a e os leitores/as e os cantos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. Acolhida:&lt;/strong&gt; (Iniciar com um canto apropriado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; Irmãos e irmãs, boa noite! Sejam bem vindos a este primeiro encontro da nossa novena em honra a Nossa Senhora do Carmo, a Padroeira da nossa Paróquia. Serão nove dias de oração em família, em comunidade, &lt;em&gt;“com Maria, a Mãe de Jesus”&lt;/em&gt; (At 1,14), &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“uma mulher de Deus”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Para reavivar o nosso amor à Virgem do Carmelo, recordemos a origem desta devoção. No século XII, um grupo de homens dispostos a seguir Jesus Cristo, reuniu-se no Monte Carmelo, em Israel, um lugar considerado sagrado (Cf. Is 33,9; 35,2; Mq 7,14) e célebre pelas ações do profeta Elias (Cf. 1Rs 18). Nascia ali a &lt;em&gt;“Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo”&lt;/em&gt;, os Carmelitas. A 16/07/1251, enquanto rezava em seu Convento em Cambridge, Inglaterra, São Simão Stock, superior geral da Ordem, pediu a Nª Sª, um sinal de sua proteção, que fosse visível a seus inimigos. Conta-se que a Virgem Maria deu-lhe um escapulário (em latim &lt;em&gt;&lt;strong&gt;scapulas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;ombros&lt;/em&gt;) com esta promessa: &lt;em&gt;“Recebe, filho amado, este escapulário. Todo o que com ele morrer, não padecerá a perdição no fogo eterno. Ele é sinal de salvação, defesa nos perigos, aliança de paz e pacto perpétuo”&lt;/em&gt;. Assim, em 1332, nasceu a festa de Nª Sª do Carmo, celebrada a 16 de julho de cada ano. Em 1726, o papa Bento XIII (1649-1730) fixou-a para toda a Igreja Católica. Iniciemos este encontro em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Oração inicial:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todos:&lt;/strong&gt; Ó bendita e imaculada Virgem Maria, honra e esplendor do Carmelo! Vós que olhais com especial bondade para quem traz o vosso bendito escapulário, olhai para nós com bondade e cobri-nos com o manto da vossa maternal proteção. Fortificai nossa fraqueza com o vosso poder, iluminai as trevas do nosso espírito com a vossa sabedoria, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade. Ornai a nossa alma com as graças e as virtudes que a torne agradável ao vosso divino Filho. Auxiliai-nos durante a vida, consolai-nos na hora da morte com a vossa amável presença e apresentai-nos à Santíssima Trindade como vossos filhos e filhas dedicados; e lá do céu, queremos louvar-vos e bendizer-vos por toda a eternidade. Amém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. Motivações pessoais:&lt;/strong&gt; (Neste momento, cada um apresente as suas intenções pessoais. Pode ser em silêncio, mas é muito bom quando alguma intenção é colocada em voz alta, pois fortalece o espírito de oração em comum).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. Vendo a realidade&lt;/strong&gt; (O animador/a procure estimular para que uma só pessoa fale sobre o assunto de hoje: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Maria: uma mulher de Deus”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Procurar dizer se as pessoas hoje em dia realmente buscam a Deus como o valor Absoluto, ou outros interesses. Citar algum exemplo do cotidiano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. A Palavra de Deus na vida&lt;/strong&gt; (Cantar um canto de aclamação e ler direto da Bíblia: Lc 1,26-37)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6. Breve comentário&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 1:&lt;/strong&gt; Lucas apresenta Maria como a maior representante da comunidade dos sofredores que buscam e esperam pela libertação. Dela nasce Jesus, o Messias (Cristo), o Filho de Deus. O fato de Maria conceber sem ainda estar morando com José mostra que o nascimento do Salvador é obra da intervenção amorosa de Deus. Aquele que vai iniciar uma nova história surge dentro da história humana de maneira totalmente nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 2:&lt;/strong&gt; Assim, podemos dizer que Maria é de Deus porque &lt;em&gt;“ouviu”&lt;/em&gt; o seu anúncio, &lt;em&gt;“acreditou”&lt;/em&gt; em sua promessa e &lt;em&gt;“praticou”&lt;/em&gt; a sua Palavra (Cf. Lc 1,38); porque nos mostrou um Deus &lt;em&gt;“misericordioso”&lt;/em&gt; que cumpre a sua &lt;em&gt;“promessa”&lt;/em&gt;; por ser &lt;em&gt;“plena da graça”&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;“Alegre-se, ó cheia de graça, o Senhor está contigo!”&lt;/em&gt;; &lt;em&gt;“Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus”&lt;/em&gt; (Lc 1,28.30).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7. Palavra do Magistério eclesial&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 1:&lt;/strong&gt; Dizem os bispos da América Latina e Caribe que “a máxima realização da existência cristã como um viver trinitário de “filhos no Filho” nos é dada na Virgem Maria que, através de sua fé (Cf. Lc 1,450 e obediência à vontade de Deus (Cf. Lc 1,38), assim como por sua constante meditação da Palavra e das ações de Jesus (Cf. Lc 2,19.51), é a discípula mais perfeita do Senhor. Interlocutora do Pai em seu projeto de enviar seu verbo ao mundo para a salvação humana, com sua fé, Maria chega a ser o primeiro membro da comunidade dos crentes em Cristo, e também se faz colaboradora no renascimento espiritual dos discípulos. Sua figura de mulher livre e forte, emerge do Evangelho conscientemente orientada para o verdadeiro seguimento de Cristo. Ela viveu completamente toda a peregrinação da fé como mãe de Cristo e depois dos discípulos, sem que fosse livrada da incompreensão e da busca constante do projeto do Pai. Alcançou, dessa forma, o fato de estar ao pé da cruz em uma comunhão profunda, para entrar plenamente no mistério da Aliança” (&lt;em&gt;Documento de Aparecida&lt;/em&gt;, n. 266).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8. Para refletir:&lt;/strong&gt; (Deixar espaço para partilhar; evitar que alguém domine a palavra)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;a)&lt;/strong&gt; Como vemos e vivemos a devoção a Virgem Maria em nossa Paróquia? &lt;strong&gt;b)&lt;/strong&gt; Será a devoção mariana tem fortalecido a nossa espiritualidade cristã? &lt;strong&gt;c)&lt;/strong&gt; Será que a exemplo de “Maria: uma mulher de Deus” também somos homens e mulheres de Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9. Rezando com a Palavra de Deus&lt;/strong&gt; (Gl 4,4-7)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 2:&lt;/strong&gt; “Quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho. Ele nasceu de uma mulher, submetido à Lei para resgatar aqueles que estavam submetidos à Lei, a fim de que fôssemos adotados como filhos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 3:&lt;/strong&gt; “A prova de que vocês são filhos é o fato de que Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho que clama: Abbáh (Pai)!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 1:&lt;/strong&gt; “Portanto, você já não é escravo, mas filho, e se é filho, é também herdeiro por vontade de Deus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leitor(a) 3:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todos:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Como era no princípio, agora e sempre. &lt;strong&gt;Amém!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10. Preces da comunidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; De coração sincero e cheio de fé, elevemos a Deus nossos pedidos, dizendo:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todos:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para que a Igreja se faça sempre presente na vida do povo, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para que a “família de Deus” viva sempre mais unida e fraterna, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para que nossa devoção a Maria seja caminho de acolhida de Jesus, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para que todos nós imitemos como alegria as virtudes de Maria, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Para que bispos, padres, diáconos, religiosos e religiosas, a exemplo da fidelidade de Jesus, sejam fiéis a própria vocação, rezemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Deixar momento para outros pedidos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; Vamos agora concluir as nossas preces a Deus, com esta breve invocação: “Oh! Maria, Virgem Mãe Imaculada, Rainha do Carmelo, que fostes contemplada pelo profeta Elias na pequena nuvem que subia do mar, depois transformada em chuva inesgotável, derramai sobre toda a humanidade as graças de vosso Coração Imaculado e convertei os pecadores” (&lt;em&gt;Ave-Maria...&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Glória ao Pai...&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11. Oração final e bênção&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; Senhor nosso Deus e Pai, fazei que o nosso amor e devoção a Virgem Maria, sob o título de Nossa Senhora do Carmo, transforme a nossa vida pessoal e torne mais fraterna a convivência de todos os vossos filhos e filhas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todos:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Amém&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; O Senhor esteja convosco.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todos:&lt;/strong&gt; Ele está no meio de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; O Senhor nos abençoe e nos guarde! O Senhor nos mostre seu rosto brilhante e tenha piedade de nós! O Senhor nos mostre seu rosto e nos conceda a paz! (Nm 6,24-26).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todos:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Amém&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; Por intercessão de “Maria, Mãe de Jesus”, abençoe-nos Deus todo-poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todos:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Amém&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Animador(a):&lt;/strong&gt; Glorifiquemos ao Senhor com a nossa vida. Vamos em paz, e o Senhor e a Virgem Maria nos acompanhem.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todos:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Graças a Deus!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Encerrar com um canto apropriado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Obs.:&lt;/strong&gt; Não se esqueça que amanhã será o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;segundo dia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; da Novena!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-3121710383152677093?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/3121710383152677093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/3121710383152677093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2009/07/novena-de-n-s-do-carmo-1-dia.html' title='&quot;NOVENA DE Nª Sª DO CARMO&quot; (1º DIA)'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-2337944997084247721</id><published>2009-06-27T19:19:00.000-07:00</published><updated>2009-07-05T13:22:33.349-07:00</updated><title type='text'>Nª Sª DO PERPÉTUO SOCORRO (27/06)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pe. Paulo Nunes de Araujo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, 27 de junho, mais uma vez queremos prestar nosso carinho, amor e veneração à Mãe de Jesus, sob o título de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Nossa Senhora do Perpétuo Socorro”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Creio que este artigo, além de expressar a minha profunda devoção pessoal à Virgem Maria, despertará ainda mais a afeição dos meus leitores à Maria, Mãe do Senhor, que nos acompanha cotidianamente com sua materna intercessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. Breve histórico do ícone&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Conforme reminiscências do século XV, a devoção à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro nasceu de um ícone milagroso, roubado de uma igreja, na ilha de Creta, na Grécia. Diz-se que um poderoso comerciante da época adquiriu o ícone para vendê-lo em Roma. Quando atravessava o mar Mediterrâneo, uma tempestade quase levou o navio a naufragar. Tendo conseguido chegar a Roma, tentou vender o ícone, mas não encontrou nenhum interessado em comprá-lo. Neste tempo intermédio, o comerciante ficou muito doente e procurou um amigo para ajudá-lo nesse empreendimento, mas logo veio a falecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, antes de falecer, o referido comerciante falou com este amigo sobre o ícone e pediu-o para levá-lo a uma igreja, a fim de que ele fosse novamente venerado pelos fiéis. Todavia, a esposa deste amigo não quis se desfazer do ícone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou e esta mulher ficou viúva. Face a isso, conta-se que a própria Virgem Maria apareceu à sua filha com este pedido: &lt;em&gt;“faça venerar publicamente meu quadro na Igreja dedicada ao apóstolo São Mateus, que fica entre a Igreja Santa Maria Maior e a Igreja São João do Latrão”&lt;/em&gt;. Diz a tradição que, após muitas dúvidas e dificuldades, a mãe obedeceu e, tendo procurado o sacerdote encarregado da igreja, o quadro foi colocado na igreja de São Mateus, no dia 27 de março de 1499. De 1739 a 1798, a igreja de São Mateus e o convento adjacente estiveram sob os cuidados dos padres Agostinianos irlandeses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após trezentos anos de veneração do ícone pelos fiéis, o poderoso exército da França revolucionária, sob o comando de Napoleão Bonaparte, invadiu a Itália em 1798, destruiu a Igreja de São Mateus e, três anos depois, tomou o Vaticano. Em 1819, os padres Agostinianos se transferiram para a Igreja de Santa Maria em Posterula, levando consigo a &lt;em&gt;“Virgem de São Mateus”&lt;/em&gt;. Mas como naquela igreja já era venerada &lt;em&gt;“Nossa Senhora da Graça”&lt;/em&gt;, o ícone recém-chegado foi posto numa capela interna do convento, onde ele permaneceu, quase desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1855, no lugar da antiga Igreja de São Mateus, os padres Redentoristas construíram a igreja de Santo Afonso de Ligório. Em 1863, o ícone foi recuperado, e, segundo dizem, &lt;em&gt;“por disposição da Providência Divina”&lt;/em&gt;. A 11 de dezembro de 1865, o Papa Pio IX recomendou o ícone aos padres Redentoristas com a missão de &lt;em&gt;“torná-lo conhecido e amado no mundo inteiro”&lt;/em&gt;, divulgando a devoção ao &lt;em&gt;“perpétuo socorro”&lt;/em&gt; de Maria. Em janeiro de 1866, os padres Agostinianos repassaram o ícone aos Redentoristas. No dia 26 de abril do mesmo ano, o ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi introduzido na Igreja de Santo Afonso, após solene procissão. A partir daquela data, sua devoção se irradiou por todo o planeta. Somente em 1877, foi fixado o dia &lt;em&gt;&lt;strong&gt;27 de junho&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; como ocasião própria para a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. No Brasil a devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro chegou com os padres da Congregação do Santíssimo Redentor, os Redentoristas, que aqui se estabeleceram em 1893.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. O significado do ícone&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verdadeiro &lt;em&gt;&lt;strong&gt;ícone&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é uma pintura de estilo bizantino sobre um quadro, de madeira (nogueira), medindo 53 cm x 41,5 cm. Segundo recentes análises radiográficas, como a do carbono 14, a madeira do ícone pode ser seguramente datada dos anos 1325 a 1480. No ícone misturam-se a arte e a piedade, a elegância e a simplicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra &lt;em&gt;&lt;strong&gt;ícone&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (do grego εἰκών: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;eikon&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;imagem&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;forma&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;aparência&lt;/em&gt;: Cf. Mc 12,16; Rm 8,29; 1Cor 11,7; 15,49; Ap 13,14; Cl 1,15), geralmente é aplicada às imagens que representam Jesus Cristo, a Virgem Maria, os anjos, os santos e santas ou outros temas religiosos, e obedecem a normas bem precisas do ponto de vista artístico e teológico. No âmbito da arte pictórica religiosa identifica uma representação sacra pintada sobre um painel de madeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Facilmente percebemos que a pintura de um ícone segue traços desconformes, desproporcionais. Isto se deve ao fato que os pintores de ícones compunham suas obras sempre na penumbra, em ambiente com pouca claridade, num clima de penitência, de oração, de profunda espiritualidade. Por isso, um ícone não deve ser visto como simples obra de arte, mas como algo para ser contemplado, a fim de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;evocar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, tornar presente, o que se quer recordar para fortalecer a espiritualidade e a fé. Assim, o ícone de “Nossa Senhora do Perpétuo Socorro”, pintado conforme o estilo de &lt;em&gt;“Virgem da Paixão”&lt;/em&gt;, nos leva a contemplar o &lt;em&gt;“mistério da Redenção”&lt;/em&gt;. Portanto, podemos dizer que este ícone é uma boa síntese da mais alta Mariologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro traz uma variedade extraordinária de símbolos. A seguir, apresento alguns desses elementos figurados, ciente de que na riqueza de seus símbolos, o ícone da Virgem Maria tem ainda muito a revelar. Neste aspecto, procurei oferecer elementos mais contundentes, com maior profundidade bíblica e teológica, portanto, mais consistentes do que as explicações que eu notei em tantos outros artigos. Sugiro que você leia cada uma dessas explicações simbólicas olhando simultaneamente num quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, a fim de ter um maior proveito. Ei-las:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; A Virgem Maria está representada de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;meio corpo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, mas, pela postura, se percebe que &lt;em&gt;&lt;strong&gt;ela está de pé&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, provavelmente recordando a cena da crucifixão de Jesus: &lt;em&gt;“Perto da cruz de Jesus, permanecia &lt;strong&gt;de pé&lt;/strong&gt; sua mãe”&lt;/em&gt; (Jo 19,25a);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Acima e à direita da cabeça de Maria, as letras gregas “MP” são a abreviatura da palavra &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Mãe”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;méter&lt;/em&gt;), e em cima, à esquerda da cabeça de Maria, as letras gregas “TU” são abreviatura da palavra &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Deus”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;theoú&lt;/em&gt;). Daí a frase &lt;em&gt;"Mãe de Deus”&lt;/em&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; À direita da cabeça de Maria, as letras gregas “OAM” são a abreviatura do nome &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“o Arcanjo Miguel”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;hó Archângelos Michaél&lt;/em&gt;). Este Arcanjo alude à cena da morte de Jesus: &lt;em&gt;“Estava ali um vaso cheio de vinagre. Fixando, então, uma esponja embebida de vinagre numa &lt;strong&gt;vara&lt;/strong&gt;, levaram-na à sua boca”&lt;/em&gt; (Jo 19,29). Depois, &lt;em&gt;“um dos soldados traspassou-lhe o lado com a &lt;strong&gt;lança&lt;/strong&gt;”&lt;/em&gt; (Jo 19,34);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; À esquerda da cabeça de Maria, as letras gregas “OAG” são a abreviatura do nome &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“o Arcanjo Gabriel”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;hó Archângelos Gabriél&lt;/em&gt;). Este Arcanjo também faz alusão à cena da crucificação de Jesus, pois ele traz nas mãos a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;cruz&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e os &lt;em&gt;&lt;strong&gt;pregos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt; À esquerda da cabeça do Menino Jesus, as letras gregas “IC XC” são a abreviatura do nome &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Jesus Cristo”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;Iesoú Christoú&lt;/em&gt;);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6.&lt;/strong&gt; As &lt;em&gt;&lt;strong&gt;coroas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; sobre a cabeça de Maria e do Menino Jesus não fazem parte do ícone original. Elas foram pintadas a 23 de junho de 1867, como gratidão pela recuperação do ícone, e ao dá-la o título de &lt;em&gt;“Perpétuo Socorro”&lt;/em&gt;. Em 1994, quando o ícone foi restaurado pelos técnicos do Museu Vaticano a pedido do Governo Geral dos Redentoristas, as coroas foram retiradas, a fim de conservá-lo na sua forma original;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7.&lt;/strong&gt; A &lt;em&gt;&lt;strong&gt;estrela&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; no véu de Maria simboliza a luz que nos acompanha dia a dia, apontando a direção certa que é Jesus Salvador, a luz verdadeira: &lt;em&gt;“Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará na trevas, mas terá a luz da vida”&lt;/em&gt; (Jo 8,12), o qual está sinalizado pela &lt;em&gt;&lt;strong&gt;cruz&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, logo à direita;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8.&lt;/strong&gt; Os &lt;em&gt;&lt;strong&gt;olhos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; de Maria são grandes, voltados sempre para quem a contempla. É o olhar da mãe que vê todas as nossas necessidades, pronta para nos socorrer;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9.&lt;/strong&gt; A &lt;em&gt;&lt;strong&gt;boca&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; de Maria é pequena, sugerindo que o seu profetismo é marcado não tanto pelo &lt;em&gt;&lt;strong&gt;dizer&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, mas pelo &lt;em&gt;&lt;strong&gt;fazer&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (Cf. Lc 1,38-45; At 1,12-14);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10.&lt;/strong&gt; O &lt;em&gt;&lt;strong&gt;manto azul&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; de Maria indica que ela traz a veste própria das mães da época;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11.&lt;/strong&gt; A &lt;em&gt;&lt;strong&gt;túnica vermelha&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; de Maria designa que ela traz a veste própria das virgens da época. Assim, Maria é a Virgem-Mãe de Jesus;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;12.&lt;/strong&gt; O &lt;em&gt;&lt;strong&gt;braço esquerdo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; de Maria apóia Jesus, de modo que ela fique à sua direita, assim como Jesus &lt;em&gt;“está sentado à direita de Deus”&lt;/em&gt; (Lc 22,69; At 7,55). Segundo estudiosos, os autênticos ícones de Maria sempre trazem o Menino Jesus consigo, pois &lt;em&gt;&lt;strong&gt;a razão&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; dela é Ele;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;13.&lt;/strong&gt; A &lt;em&gt;&lt;strong&gt;mão direita&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; de Maria está aberta para acolher as mãos do Menino Jesus sobre a dela, pois ele é o Senhor, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;o ativo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e ela é &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“a serva”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. E sua mão está aberta como que para abençoar e acolher todos aqueles que nela confiam;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;14.&lt;/strong&gt; Os &lt;em&gt;&lt;strong&gt;dedos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; da mão direita de Maria são &lt;em&gt;&lt;strong&gt;compridos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;hodiguitria&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, do verbo grego &lt;em&gt;&lt;strong&gt;hodeguéo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;guiar&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;conduzir&lt;/em&gt;), pois ela é quem melhor nos &lt;em&gt;“conduz”&lt;/em&gt; a Jesus, e somente ele nos conduz a Deus: &lt;em&gt;“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim”&lt;/em&gt; (Jo 14,6). Por essa razão, só o Menino está pintado de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;corpo inteiro&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, em evidência;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;15.&lt;/strong&gt; A &lt;em&gt;&lt;strong&gt;sandália&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; solta do Menino provavelmente quer lembrar que Jesus é &lt;em&gt;“aquele que vem desatar a correia da sandália”&lt;/em&gt; (Jo 1,27), para nos resgatar dos pecados, nos &lt;em&gt;&lt;strong&gt;re-comprar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; para Deus como o nosso &lt;em&gt;&lt;strong&gt;go’él&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; redentor (Cf. Rt 4,7);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;16.&lt;/strong&gt; O &lt;em&gt;&lt;strong&gt;fundo dourado&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; que reflete na frente do manto de Maria, recorda a &lt;em&gt;“Mulher vestida com o sol”&lt;/em&gt; (Ap 12,1; Cf. Ct 6,10), toda protegida por Deus, e simboliza &lt;em&gt;&lt;strong&gt;o mundo glorioso&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; para onde iremos (Cf. Is 60,19-21; Ap 21,23-26), apoiados no &lt;em&gt;“Perpétuo Socorro”&lt;/em&gt; dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é um grande convite à meditação e à reza do Rosário, o qual é de profundo sentido bíblico e cristocêntrico, com seus quatro mistérios: os &lt;em&gt;&lt;strong&gt;gozosos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;luminosos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (o Menino Jesus), os &lt;em&gt;&lt;strong&gt;dolorosos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (a cruz e os pregos) e os &lt;em&gt;&lt;strong&gt;gloriosos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (o fundo dourado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, deixo aqui uma fórmula simples de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Oração à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, que aprendi tempos atrás e que gosto muito de recitá-la. Podemos rezá-la freqüentemente, pedindo uns pelos outros: “Ó Santíssima Virgem Maria, que para inspirar-nos uma confiança infinita, quiseste tomar o carinhoso nome de Mãe do Perpétuo Socorro. Nós te suplicamos que nos socorras em toda ocasião: em nossas tentações, fraquezas, dificuldades e necessidades do dia a dia, especialmente no final de nossa vida. Concede-nos, ó amorosa Mãe, o propósito e o costume de recorrermos sempre a ti, pois sabemos que, se somos fiéis em suplicar-te, tu serás fiel em socorrer-nos. Intercede por nós junto a Deus nas graças de que mais precisamos e que através de ti pedimos, confiantes no teu perpétuo socorro (fazer o pedido em silêncio). Abençoa-nos, ó terna e bem-aventurada Mãe! E roga por nós, agora e na hora de nossa morte. Amém! (&lt;em&gt;Pai Nosso&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Ave Maria&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Glória ao Pai&lt;/em&gt;). &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-2337944997084247721?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/2337944997084247721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/2337944997084247721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2009/06/nossa-senhora-do-perpetuo-socorro-2706.html' title='Nª Sª DO PERPÉTUO SOCORRO (27/06)'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-2120458701663758847</id><published>2009-05-31T19:22:00.001-07:00</published><updated>2009-10-09T07:12:31.274-07:00</updated><title type='text'>PENTECOSTES: NASCE E SE EXPANDE A IGREJA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pe. Paulo Nunes de Araujo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Introdução&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cristianismo originou-se na Palestina. Foi aí que Jesus nasceu, cresceu, desenvolveu a sua missão, passando pela morte, ressurreição e ascensão. Se para o evangelista Lucas Jerusalém foi o ponto de chegada do evangelho (Cf. Lc 2,21-47), torna-se agora o ponto de partida, “até os extremos da terra” (At 1,8), realizando a profecia: &lt;em&gt;“Voltai-vos para mim e sereis salvos, todos os confins da terra”&lt;/em&gt; (Is 45,22a). Neste escrito, a partir de uma leitura do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;capítulo 2&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; dos Atos dos Apóstolos, apresento cinco elementos essenciais que deram origem e fizeram expandir a comunidade cristã do primeiro século e continua até os nossos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;1. A doação do Espírito Santo (At 2,1-3)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lucas mostra que a comunidade cristã nasceu &lt;em&gt;“quando chegou o dia de Pentecostes”&lt;/em&gt; (At 2,1), isto é, no &lt;em&gt;&lt;strong&gt;qüinquagésimo dia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, após a Páscoa cristã. No mundo extra-bíblico, num primeiro momento, a festa da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Páscoa&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; era a celebração do nascimento dos &lt;em&gt;“primogênitos das ovelhas e do gado”&lt;/em&gt; (Ex 34,19b), e na &lt;em&gt;“festa de &lt;strong&gt;Pentecostes&lt;/strong&gt;, a festa das Semanas”&lt;/em&gt; (Tb 2,1b; Lv 23,15; Cf. Dt 16,9; 2Cr 8,13), período de &lt;em&gt;“cinqüenta dias até o dia seguinte ao sétimo sábado”&lt;/em&gt; (Lv 23,16), o povo celebrava &lt;em&gt;“as primícias da colheita do trigo e a festa da Colheita, na passagem do ano”&lt;/em&gt; (Ex 34,22; 23,16; Cf. Lv 23,10; Nm 28,26).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas posteriormente, com o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;êxodo do Egito&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, estas duas grandes festas ganharam uma conotação religiosa. A &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Páscoa&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; passou a ser uma comemoração obrigatória para &lt;em&gt;“todos os homens”&lt;/em&gt; (Ex 34,23; Cf. 23,17), como memorial do dia em que &lt;em&gt;“com mão forte, Javé tirou o seu povo do Egito, da casa da servidão”&lt;/em&gt; (Ex 34,14; Cf. Ex 7,4b; Ex 20,2). E &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Pentecostes&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, passou a ser celebrado como memorial da Aliança do Sinai, ocorrida &lt;em&gt;“no terceiro mês depois da saída do país do Egito”&lt;/em&gt; (Ex 19,1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao recordar o Pentecostes judaico, certamente a intenção de Lucas é mostrar o fenômeno do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;nascimento&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;universalização&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; do novo povo de Deus e da evangelização como obra do Espírito Santo. Por isso, na cena de Pentecostes, Lucas faz uma &lt;em&gt;&lt;strong&gt;leitura atualizante&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; de textos da Escritura, ou &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Primeiro Testamento&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, terminologia esta sugerida pela CNBB (Cf. Estudo 86, nn. 6.9), pois junto com o Segundo Testamento, ambos nutrem a fé e “manifestam a verdadeira pedagogia divina” (DV, n. 15).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para uma maior clareza, observemos o seguinte paralelo: a Páscoa judaica é o memorial do dia em que &lt;em&gt;“com mão forte, Javé tirou o seu povo do Egito, da casa da servidão”&lt;/em&gt; (Ex 34,14; Cf. Ex 7,4b; Ex 20,2), e a Páscoa cristã é o memorial da &lt;em&gt;“ressurreição”&lt;/em&gt; de Jesus (Cf. Mc 16,1-8; Mt 28,1-10; Lc 24,1-12; Jo 20,1-10), que nos libertou da escravidão do pecado; o Pentecostes judaico é o memorial da &lt;em&gt;“Aliança do Sinai”&lt;/em&gt;, baseada nos &lt;em&gt;“mandamentos”&lt;/em&gt; (Cf. Ex 19—20,17), e o Pentecostes cristão é o memorial da doação do Espírito Santo, um dos fundamentos da Nova Aliança (Cf. At 2,1-4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta cena da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“doação do Espírito Santo”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, consideremos &lt;em&gt;&lt;strong&gt;três aspectos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; importantes. Primeiro, &lt;em&gt;“todos eles estavam reunidos no mesmo lugar”&lt;/em&gt; (At 2,1), isto é, na &lt;em&gt;“sala superior &lt;/em&gt;(no grego: &lt;em&gt;hiperôon anébesan&lt;/em&gt;)&lt;em&gt;, onde costumavam ficar”&lt;/em&gt; (At 1,13a; Cf. Lc 22,12; Mc 14,15) para as reuniões e refeições. Ali, &lt;em&gt;“todos eles, unânimes, perseveravam na oração”&lt;/em&gt; (At 1,14), do mesmo modo como na ocasião da Aliança do Sinai, quando &lt;em&gt;“os filhos de Israel... acamparam no deserto, diante do monte”&lt;/em&gt; (Ex 19,1-2) enquanto &lt;em&gt;“Moisés subiu”&lt;/em&gt; (Ex 19,3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, a manifestação do Espírito recorda a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;teofania&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; do Sinai. A palavra &lt;em&gt;&lt;strong&gt;teofania&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (do grego: Θεοφάνεια &lt;em&gt;theophâneia&lt;/em&gt;), significa &lt;em&gt;“manifestação de Deus”&lt;/em&gt;. Notemos, então, que para se referir a aparição de Deus no monte, o autor do livro do Êxodo recorre a alguns &lt;em&gt;&lt;strong&gt;símbolos teofânicos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;“trovões”&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;“relâmpagos”&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;“nuvem”&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;“fogo”&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;“fumaça”&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;“tremor do monte”&lt;/em&gt; (Cf. Ex 19,16-19). Da mesma forma, Lucas descreve a presença do Espírito Santo usando basicamente os mesmos símbolos teofânicos do Sinai: &lt;em&gt;“de repente, veio do céu um ruído como o sopro de um vendaval impetuoso.... Apareceram então umas línguas como de fogo”&lt;/em&gt; (At 2,2-3a).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em terceiro lugar, o &lt;em&gt;“fogo”&lt;/em&gt; tem forma de &lt;em&gt;“línguas”&lt;/em&gt;, certamente para salientar o fenômeno da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;comunicabilidade&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;expansão&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; da Igreja. Essa informação recorda a vocação de Isaías, quando um dos serafins do Templo, &lt;em&gt;“com a brasa tocou-lhe os lábios”&lt;/em&gt; (Is 6,7a) tornando-o um dos maiores profetas de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além destes aspectos relevantes, Lucas ainda mostra que a doação do Espírito Santo é o cumprimento da promessa feita por Jesus: &lt;em&gt;“vós sereis batizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias”&lt;/em&gt; (At 1,5). No Evangelho, Lucas apresenta o Espírito Santo como a &lt;em&gt;“força do Altíssimo”&lt;/em&gt; que fez Maria conceber o Salvador (Cf. Lc 1,35). Trata-se da mesma &lt;em&gt;“força”&lt;/em&gt; (Lc 4,14) que &lt;em&gt;“conduziu”&lt;/em&gt; (Lc 4,1) Jesus a realizar o Reino de Deus a favor preferencialmente dos mais sofridos (Cf. Lc 4,18-21; Is 61,1-2) e que agora ele repassa aos discípulos: &lt;em&gt;“eu vos enviarei o que o meu Pai prometeu. Por isso, permanecei na cidade até serdes revestidos da força do Alto”&lt;/em&gt; (Lc 24,49), para serem as suas &lt;em&gt;“testemunhas”&lt;/em&gt; (At 1,8a).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;2. O dom das línguas (At 2,4-13)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lucas relata que &lt;em&gt;“&lt;strong&gt;todos&lt;/strong&gt; ficaram repletos do Espírito Santo”&lt;/em&gt; (At 2,4a). A partir daí, &lt;em&gt;“começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem”&lt;/em&gt; (At 2,4b). Com isso, Lucas amostra os apóstolos como germe do novo Povo de Deus, capazes de falar e serem entendidos por todos, &lt;em&gt;“pois cada um (&lt;strong&gt;cada grupo humano&lt;/strong&gt;) os ouvia falar em seu próprio idioma”&lt;/em&gt; (At 2,6.8.11). Este fato novo leva os &lt;em&gt;“judeus piedosos”&lt;/em&gt; (At 2,5) a ficarem &lt;em&gt;“confusos”&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;“espantados e surpresos”&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;“admirados e perplexos”&lt;/em&gt; e cheios de indagações (Cf. At 2,7.8.12). Eles realmente não conseguiram assimilar o jeito novo de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;ser&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;viver&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; dos cristãos, ou seja, o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;jeito novo de ser Igreja&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Além disso, &lt;em&gt;“zombavam”&lt;/em&gt; dizendo que eles &lt;em&gt;“estavam cheios de vinho doce!”&lt;/em&gt; (At 2,13). Notemos que igual zombaria sofreu Jesus (Cf. Mt 12,24; Mc 3,21-22; Lc 11,15; Jo 7,5; 10,20) e o apóstolo Paulo (Cf. At 26,24).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra a ironia do povo, Pedro esclarece (Cf. At 2,14-15) e mostra que o ocorrido era a realização da profecia de Joel (Cf. Jl 3,1-5a; Cf. At 2,17-21). Nota-se aí que o Espírito de Deus é infundido em todos, levando-os a serem profetas de um mundo novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui também Lucas faz uma releitura da Escritura, traçando um paralelo entre o relato conhecido como &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“torre de Babel”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (Cf. Gn 11,1-9) e a cena do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Pentecostes”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, para esclarecer o fenômeno do &lt;em&gt;“dom das línguas”&lt;/em&gt;. Segundo a narrativa da &lt;em&gt;“torre de Babel”&lt;/em&gt; (do hebraico: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Bab&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;portão&lt;/em&gt; + &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Él&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;Deus&lt;/em&gt;; daí: &lt;em&gt;portão de acesso a Deus&lt;/em&gt;), &lt;em&gt;“todo o mundo se servia de uma mesma língua e das mesmas palavras”&lt;/em&gt; (Gn 11,1). Mas quando o povo começou a buscar auto-suficiência e ambição, querendo ocupar o lugar de Deus, &lt;em&gt;“Babel”&lt;/em&gt; tornou-se &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Bilbul&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (da raiz verbal hebraica &lt;em&gt;&lt;strong&gt;balál&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;confundir&lt;/em&gt;), como se vê: &lt;em&gt;“Vamos descer e confundir a língua deles”&lt;/em&gt; (Gn 11,7a). Esta situação foi posteriormente denunciada por Isaías (Cf. Is 33,19).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas para Lucas, no dia de Pentecostes, além de &lt;em&gt;“todos ficaram repletos do Espírito Santo”&lt;/em&gt; (At 2,4a), todos os outros &lt;em&gt;“ouviam falar, cada um deles no próprio idioma em que nasceram”&lt;/em&gt; (At 2,8). Ou seja, em Pentecostes, os povos se reúnem num único povo para ouvir a voz unificante do Espírito de Deus, que fala na cultura de cada um. É evidente que Lucas vê no ato de falar em todas as línguas do mundo a restauração da unidade perdida em Babel/Bilbul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No &lt;em&gt;Segundo Testamento&lt;/em&gt;, os evangelistas apresentam Jesus como o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;novo&lt;/em&gt; &lt;em&gt;“Bab”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;“a porta”&lt;/em&gt; (Cf. Jo 10,1-10; Mt 7,13-14; Lc 13,24; At 3,20; At 4,1), o acesso pleno, seguro e definitivo a Deus (Cf. Jo 14,6). O evangelista João ainda faz um comentário (no hebraico: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;mid’rásh&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;) de Gn 28,10-17, para explicar o nosso acesso a Deus através de Jesus (Cf. Jo 1,50-51).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste paralelo estabelecido por Lucas, notamos que o centro de compreensão do Pentecostes é o &lt;em&gt;“dom das línguas”&lt;/em&gt;. Mas o que isso significa? Conforme uma interpretação antiga, hoje comum entre diversos grupos cristãos, mais especificamente pentecostais ou neopentecostais, como também na Renovação Carismática Católica, este fenômeno é entendido numa perspectiva mágica, como êxtase, dom repentino e inconsciente de falar outros idiomas, balbucios, gemidos, etc. Seria esta uma interpretação correta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Escritura, o fenômeno de falar uma língua estranha, a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;glossolalia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (do grego γλώσσα, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;glóssa&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;língua&lt;/em&gt; + λαλώ, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;laló&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;falar&lt;/em&gt;) já era muito conhecido no antigo profetismo israelita. De fato, sob o impulso do espírito, muitos &lt;em&gt;“profetizam”&lt;/em&gt;. Mas dentro desse contexto, tudo parece significar que se tratava de um &lt;em&gt;&lt;strong&gt;discurso extático&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (transe, delírio, alienação), &lt;em&gt;inatingível&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;ideológico&lt;/em&gt;, enfim, uma &lt;em&gt;língua estranha&lt;/em&gt;, oriunda de uma casta cultural e socialmente dominante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro livro de Samuel, por exemplo, encontramos a seguinte orientação: &lt;em&gt;“entrando na cidade, você topará com um grupo de profetas descendo do lugar alto...; eles estarão em &lt;strong&gt;transe&lt;/strong&gt;. Então o Espírito de Javé virá sobre você, e também você entrará em &lt;strong&gt;transe&lt;/strong&gt; com eles e se transformará em outro homem”&lt;/em&gt; (1Sm 10,5b-6). Assim, &lt;em&gt;“um grupo de profetas foi ao encontro de Saul. O espírito de Javé desceu sobre ele, que entrou em &lt;strong&gt;transe&lt;/strong&gt; no meio deles. Todos os que conheciam Saul há muito tempo, o viram profetizando entre os profetas”&lt;/em&gt; (1Sm 10,10-11a).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda no primeiro livro de Samuel, quando Saul mandou emissários para prender Davi, &lt;em&gt;“eles encontraram a comunidade de profetas em &lt;strong&gt;transe&lt;/strong&gt; (...). Logo o espírito de Deus veio também sobre os emissários de Saul, e eles também entraram em &lt;strong&gt;transe&lt;/strong&gt;. Informado do que estava acontecendo, Saul mandou outros emissários, e também esses entraram em &lt;strong&gt;transe&lt;/strong&gt;. Saul enviou ainda um terceiro grupo de emissários, e também eles entraram em &lt;strong&gt;transe&lt;/strong&gt;. (...) Então o próprio Saul foi até o convento, e também ele foi tomado pelo espírito de Deus, entrou em &lt;strong&gt;transe&lt;/strong&gt; e foi caminhando até chegar ao convento. Saul tirou a roupa e ficou em &lt;strong&gt;transe&lt;/strong&gt; diante de Samuel, e nu ficou deitado no chão; e assim ficou o dia inteiro e toda a noite”&lt;/em&gt; (1Sm 19,20-24a).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no primeiro livro dos Reis, o mensageiro real aventura-se a manipular Miquéias, o profeta de Deus, dizendo: &lt;em&gt;“Veja bem! Todos os profetas estão falando a favor do rei. Procure falar como eles e predizer o sucesso”&lt;/em&gt; (1Rs 22,13). É evidente que Miquéias recusou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo o Segundo Testamento, o fenômeno de falar em &lt;em&gt;&lt;strong&gt;línguas estranhas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (glossolalia) acontece somente na comunidade de Corinto, na Grécia. Considerando a tese que o fenômeno de &lt;em&gt;“falar em línguas”&lt;/em&gt; está ligado a um discurso &lt;em&gt;&lt;strong&gt;extático&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (transe, delírio, alienação), &lt;em&gt;&lt;strong&gt;inatingível&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;ideológico&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;estranho&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, proveniente de uma camada cultural e socialmente predominante, conforme verificamos acima, notemos brevemente o contexto social, político, econômico e religioso da cidade de Corinto na época do apóstolo Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corinto, a segunda maior cidade grega, com cerca de 500 mil habitantes, era a Capital da província romana da Acaia. Era uma cidade portuária e comercial muito rica. Aí se ajuntava gente de todas as raças e religiões à procura de vida fácil e luxuosa, criando ambiente de imoralidade e ganância. A riqueza escandalosa de poucos contrastava com a miséria de muitos. Dois terços da população eram escravos. Neste amálgama tão heterogêneo de pessoas, no âmbito religioso, todas as religiões da época se implantavam ali, incluindo judeus e prosélitos (fanáticos, partidários, intolerantes, facciosos). Numa colina afastada chamada Acrópoles, havia o templo a Afrodite, deusa da beleza e do amor, de onde cerca de mil sacerdotisas, ao cair da tarde, desciam para se prostituir na cidade. E no campo moral, havia expressões como: &lt;em&gt;“menina coríntia”&lt;/em&gt; para designar prostituta; ou, &lt;em&gt;“viver à moda coríntia”&lt;/em&gt;, para se referir a uma forma dissoluta de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nesse contexto que o apóstolo Paulo atuou, durante &lt;em&gt;“um ano e meio”&lt;/em&gt; (Cf. At 18,1-18), entre os anos 50 e 52, onde fundou uma comunidade cristã com pessoas da camada social mais modesta da população, gente pobre, estivadores do porto e, na maioria, pagãos convertidos (Cf. 1Cor 1,26-28). Por isso a sua firme denúncia aos escândalos que atingiam a comunidade, como incesto, julgamento em tribunais pagãos, imoralidades, etc., chegando a elaborar uma &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“teologia da corporeidade”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, para mostrar que &lt;em&gt;“o corpo é templo do Espírito Santo”&lt;/em&gt; (1Cor 6,19).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Face a essa circunstância, na primeira Carta que Paulo escreve a esta comunidade, ele salienta que &lt;em&gt;“cada um recebe o dom do Espírito &lt;strong&gt;para a utilidade de todos&lt;/strong&gt;”&lt;/em&gt; (1Cor 12,7). Além disso, ao elencar nesta mesma carta &lt;em&gt;&lt;strong&gt;sete carismas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, ele coloca &lt;em&gt;&lt;strong&gt;por último&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;“o dom de falar em línguas”&lt;/em&gt; (1Cor 12,28). E noutra listagem, na mesma Carta, ao elencar &lt;em&gt;&lt;strong&gt;dez carismas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, Paulo também põe &lt;em&gt;&lt;strong&gt;por último&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;“o dom de falar em línguas”&lt;/em&gt; (1Cor 12,10.28.30). E mesmo assim, apontando para um outro mais importante que é &lt;em&gt;“o dom de as &lt;strong&gt;interpretar&lt;/strong&gt;”&lt;/em&gt; (1Cor 12,10.30; Cf. 1Cor 14,27-28).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste aspecto, clara e veemente é a orientação do Magistério eclesial: “o destinatário da oração em línguas é o próprio Deus, por ser uma atitude da pessoa absorvida em conversa particular com Deus. E o destinatário do falar em línguas é a comunidade. (...). Como é difícil discernir, na prática, entre inspiração do Espírito Santo e os apelos do animador do grupo reunido, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;não se incentivem a chamada oração em línguas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;nunca se fale em línguas sem que haja intérprete&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;” (Doc. da CNBB, 53, n. 63. Os realces gráficos são meus).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta feita, o apóstolo Paulo deixa claro que &lt;em&gt;“o dom de falar em línguas”&lt;/em&gt;, prima pela &lt;em&gt;&lt;strong&gt;ininteligibilidade&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; ou incompreensão, pois &lt;em&gt;“aquele que fala em línguas, não fala aos homens, mas a Deus. Ninguém o entende, pois ele, em espírito, enuncia coisas misteriosas. Aquele que fala em línguas, edifica a si mesmo”&lt;/em&gt; (1Cor 14,2.4a). Então, se &lt;em&gt;“falar em línguas”&lt;/em&gt; for para auto-edificação, não seria isto injusto com os outros que não têm este dom, e que por isto mesmo não poderão edificar a si mesmos? Até porque o próprio Paulo deixa claro que &lt;em&gt;&lt;strong&gt;nem todos têm o dom de falar em línguas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (Cf. 1Cor 12,30b). Por isso, ele chega a dizer de si mesmo: &lt;em&gt;“numa assembléia, porém, prefiro dizer cinco palavras com a minha inteligência, para instruir também os outros, a dizer dez mil palavras em línguas”&lt;/em&gt; (1Cor 14,19). Por conseqüência, o apóstolo ensina que os carismas só são úteis quando constroem a comunidade, na medida que &lt;em&gt;“cada um recebe o dom do Espírito para a utilidade de todos”&lt;/em&gt; (1Cor 12,7), porque &lt;em&gt;“aquele que profetiza, fala aos homens: edifica, exorta, consola. Aquele que profetiza edifica a assembléia. Desejo que todos faleis em línguas, mas prefiro que profetizeis”&lt;/em&gt; (1Cor 14,3.4b-5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste âmbito, também é evidente o ensinamento do Magistério eclesial: “A graça é antes de tudo e principalmente o dom do Espírito que nos justifica e nos santifica. Mas a graça compreende igualmente os dons que o Espírito nos concede, para nos associar à sua obra, para nos tornar capazes de colaborar com a salvação dos outros e com o crescimento do corpo de Cristo, a Igreja. São as graças sacramentais dons próprios dos diferentes sacramentos. São, além disso, as graças especiais, chamadas também ‘carismas’, segundo a palavra grega empregada por São Paulo e que significa favor, dom gratuito, benefício. Seja qual for seu caráter, às vezes extraordinário, como o dom dos milagres ou das línguas, os carismas se ordenam à graça santificante e têm como meta o bem comum da Igreja. Acham-se a serviço da caridade, que edifica a Igreja” (&lt;em&gt;Catecismo da Igreja Católica&lt;/em&gt;, n. 2003; Cf. LG, n. 12).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esta razão, o apóstolo lança um forte apelo aos cristãos de Corinto: &lt;em&gt;“Aspirem aos &lt;strong&gt;dons mais altos&lt;/strong&gt;. Aliás, vou indicar para vocês um caminho que ultrapassa a todos: ainda que eu falasse línguas, a dos homens e dos anjos, se eu não tivesse a &lt;strong&gt;caridade&lt;/strong&gt;, seria como um sino ruidoso ou como um címbalo estridente”&lt;/em&gt; (1Cor 12,31b—13,1). Portanto, “a caridade é o primeiro dom e o mais necessário, pelo qual amamos a Deus acima de tudo e o próximo por causa dele” (LG, n. 42). De fato, a caridade é o amor em abundância, &lt;em&gt;“a boa medida, calcada, sacudida, transbordante”&lt;/em&gt; (Lc 6,38). Segundo Bento XVI, “a caridade supera a justiça, porque amar é dar, oferecer ao outro do que é ‘meu’; mas nunca existe sem a justiça, que induz a dar ao outro o que é ‘dele’, o que lhe pertence” (Carta Encíclica &lt;em&gt;Caritas in Veritate&lt;/em&gt;, sobre o desenvolvimento humano integral, na caridade e na verdade, n. 6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, Paulo não condena o fenômeno de &lt;em&gt;“falar em línguas”&lt;/em&gt;. Ele apenas mostra a sua limitação e o ridículo em que a comunidade pode cair, como se vê: &lt;em&gt;“se, por exemplo, a igreja se reunir e todos falarem em línguas, os simples ouvintes e os incrédulos que entrarem não dirão que estais loucos?”&lt;/em&gt; (1Cor 14,23). Esta advertência de Paulo é importante porque &lt;em&gt;“Deus não é o Deus da desordem, mas da paz”&lt;/em&gt; (1Cor 14,33). Deste modo, Paulo recomenda vivamente a &lt;em&gt;“profecia”&lt;/em&gt; (Cf. 1Cor 14,1.5.24-25), pois é o dom pelo qual alguém, sob a inspiração do Espírito Santo, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;revela com clareza&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; o Projeto de Deus na história, levando a comunidade à conversão, ao esclarecimento da fé e ao compromisso, para transformar a realidade e construir o Reino de Deus, e não apenas ficar comovida, extasiada. Porque não basta se &lt;em&gt;&lt;strong&gt;comover&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;abalar-se&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;agitar-se&lt;/em&gt;,&lt;em&gt; enternecer-se&lt;/em&gt;); é preciso &lt;em&gt;&lt;strong&gt;mover&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;agir&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;fazer caminho&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;mudar a situação&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Bíblia, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;profeta&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (do grego: πρoφήτης, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;prophétes&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;) é aquele que fala em nome de Deus. É, pois, um evangelizador, um comunicador de assuntos espirituais aos participantes de reuniões comunitárias, aos quais se dirigem palavras de exortação e encorajamento. Trata-se de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;um dom&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; para o bem da comunidade e não tem em vista adivinhações futuras. Assim sendo, pede o Magistério eclesial, que “haja grande discernimento quanto ao dom da profecia, eliminando qualquer dependência mágica e até supersticiosa” (Doc. da CNBB, 53, n. 65).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A este propósito, Bento XVI nos adverte que ‘nós podemos ser tentados a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;reduzir a vida de fé&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; a uma questão de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;mero sentimento&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, enfraquecendo assim o seu poder de inspirar uma visão coerente do mundo e um diálogo rigoroso com tantas outras perspectivas que lutam por conquistar as mentes e os corações dos nossos contemporâneos” (&lt;em&gt;Homilia&lt;/em&gt; durante a Celebração Eucarística com bispos, seminaristas, noviços e noviças, na Catedral de Sidney, Austrália, 19/7/2008. O realce gráfico é meu).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, na cena do Pentecostes (Cf. At 2) Lucas corrobora a posição do apóstolo Paulo. Ele ressalta a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;inteligibilidade&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, isto é, todos os povos entendem e compreendem. Neste sentido, Lucas quer &lt;em&gt;&lt;strong&gt;salientar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; não tanto o &lt;em&gt;“dom de falar em línguas”&lt;/em&gt;, mas o fato que todos &lt;em&gt;“ouviam falar, cada um deles, no próprio idioma em que nasceram”&lt;/em&gt; (At 2,8), que todos &lt;em&gt;“ouvem apregoar em suas próprias línguas as maravilhas de Deus”&lt;/em&gt; (At 2,11).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santo Tomás de Aquino, um dos maiores doutores da Igreja de todos os tempos assim nos ensinou: “Quanto ao dom de línguas devemos saber que como na Igreja primitiva eram poucos os consagrados para pregar pelo mundo a fé de Cristo, a fim de que mais facilmente e a muitos anunciassem a palavra de Deus, o Senhor deu-lhes o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;dom de línguas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, para que a todos ensinassem, &lt;em&gt;não de modo que falando uma só língua fossem entendidos por todos&lt;/em&gt;, como alguns dizem, mas sim, bem literalmente, &lt;em&gt;de maneira que nas línguas dos diversos povos falassem as de todos&lt;/em&gt;. Pelo qual disse o Apóstolo: ‘Dou graças a Deus porque falo as línguas de todos vós’ (1Cor 14,18). E em Atos 2,4, se disse: ‘Falavam em várias línguas, etc. E na Igreja primitiva muitos alcançaram de Deus este dom’” (AQUINO, Santo Tomás de. &lt;em&gt;Comentário de Santo Tomás de Aquino à Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios&lt;/em&gt;. Disponível em: &lt;&lt;a href="http://www.veritatis.com.br/article/4974"&gt;www.veritatis.com.br/article/4974&lt;/a&gt;&gt;&lt;clique&gt;. Acessado em: 02 de abr de 2009. Os realces gráficos são meus). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esta posição opõe-se inteiramente à interpretação dos círculos pentecostalistas da atualidade. Entenderemos melhor Atos 2, ao percebermos que o livro todo foi escrito já no final do 1º Século, provavelmente entre os anos 80 e 90 da nossa era, época em que as comunidades já haviam se espalhado e atingido outras realidades, outros ambientes, povos e culturas, graças a ação dos grandes missionários como Paulo, Barnabé, Silas, etc..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, como já vimos acima, mais do que histórico, o relato de Pentecostes, é &lt;em&gt;“simbólico” &lt;/em&gt;(no grego: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;simbolón&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;simbálo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;amontoar&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;reunir&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;ligar&lt;/em&gt;). Assim, a proposta de Lucas foi &lt;em&gt;“reunir”&lt;/em&gt; em Jerusalém todos os povos e localidades onde já havia chegado o anúncio do evangelho na língua nativa de cada lugar: &lt;em&gt;Pártia&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Média&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Elam&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Mesopotâmia&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Judéia&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Capadócia&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Ponto&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Ásia&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Frigia&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Panfília&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Egito&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Líbia&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Roma&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Creta&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Arábia&lt;/em&gt;, além dos judeus e pagãos convertidos (Cf. At 2,9-11a).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, Lucas parece querer &lt;em&gt;&lt;strong&gt;convergir&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; a ação de Jesus e da comunidade para a cidade de Jerusalém, tanto no Evangelho (Cf. Lc 2,22; 9,51.53; 13,22.33; 18,31; 24,47) como nos Atos dos Apóstolos (Cf. At 1,8; 2,5; 8,1; 15,2; 21,13). A partir daí, podemos concluir que &lt;em&gt;&lt;strong&gt;duas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; eram as &lt;em&gt;&lt;strong&gt;intenções&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; fundamentais do autor: mostrar que o novo povo de Deus goza de unidade na diversidade; e que a evangelização deve estar dentro da realidade cultural de cada povo, em sua época ou ambiente, pois Jesus é o fermento em qualquer sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que a partir do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“dom das línguas”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; os apóstolos, pelo impulso do Espírito Santo, começaram a &lt;em&gt;“anunciar”&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;“testemunhar”&lt;/em&gt; as &lt;em&gt;“maravilhas de Deus”&lt;/em&gt; (At 2,11b), de modo a serem entendidos por todos. A expressão &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“maravilha”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; é um termo técnico que a Bíblia usa para indicar as grandes intervenções de Deus na história, dentre as quais se destacam a libertação do povo do Egito (Cf. Ex 15,1-20; 1Sam 2,1-10; Sl 3; Sl 18(17), o nascimento de Jesus (Lc 1,46-55.68-79) e a sua ressurreição, a última &lt;em&gt;“maravilha”&lt;/em&gt; de Deus, a sua maior intervenção na história da humanidade, como nos mostra o apóstolo Pedro: &lt;em&gt;“Deus ressuscitou a este Jesus. E nós todos somos testemunhas disto”&lt;/em&gt; (At 2,32; Cf. Hb 1,1-4). Desse modo, todas as &lt;em&gt;“maravilhas de Deus”&lt;/em&gt; devem ser anunciadas em todas as línguas, a todos os povos, e em todas as épocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;3. O kérigma (At 2,22-24.32-33.36)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Face ao fenômeno de Pentecostes, o grupo de &lt;em&gt;“judeus devotos”&lt;/em&gt; se divide. Então Pedro, &lt;em&gt;“repleto do Espírito Santo”&lt;/em&gt; (At 2,4a), &lt;em&gt;“de pé, junto com os onze, levantou a voz e assim lhes falou”&lt;/em&gt; (At 2,14), esclarecendo que o ocorrido era a realização da profecia de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Joel&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (Cf. Jl 3,1-5 = At 2,17-21). Em seguida, com intrepidez, transmite o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“kérigma”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (do verbo grego κηρύσσω: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;kerisso&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;proclamar&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;anunciar&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;pregar&lt;/em&gt;), isto é, a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;proclamação fundamental de Jesus Cristo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, a partir de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;três aspectos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;strong&gt;a)&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;&lt;strong&gt;sua&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;strong&gt;prática&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; sinalizadora da presença do Reino de Deus, através dos &lt;em&gt;“milagres, prodígios e sinais, que Deus operou por meio dele”&lt;/em&gt; (At 2,22); &lt;strong&gt;b)&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;&lt;strong&gt;sua morte&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, como conseqüência da sua ação: &lt;em&gt;“vós o matastes, crucificando-o pela mão dos ímpios”&lt;/em&gt; (At 2,23; Cf. At 10,37-39); &lt;strong&gt;c)&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;&lt;strong&gt;sua ressurreição&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, como sinal da aprovação de Deus à sua prática e da condenação da estrutura dominante que o matou: &lt;em&gt;“Deus o ressuscitou, libertando das angústias da morte, pois não era possível que ele fosse retido em seu poder”&lt;/em&gt; (At 2,24; Cf. At 10,40-41). Por isso, &lt;em&gt;“Deus o constituiu Senhor e Cristo, este Jesus a quem vós crucificastes”&lt;/em&gt; (At 2,36).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do mais, na transmissão do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;kérigma&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, Pedro soube muito bem identificar o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Jesus” histórico&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; com o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Senhor e Cristo” da ressurreição&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, o que é uma questão fundamental na alta Cristologia: &lt;em&gt;“Deus o constituiu Senhor e Cristo, este Jesus a quem vós crucificastes”&lt;/em&gt; (At 2,36). Jesus é agora o Senhor da glória, o Cristo da fé. Este é o conteúdo essencial do anúncio profético do Reino iniciado por Jesus, e que levou tantos outros a se somarem na caminhada dos primeiros cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;4. A conversão como decorrência do kérigma (At 2,37-41)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;&lt;strong&gt;kérigma&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; de Pedro, enquanto &lt;em&gt;&lt;strong&gt;autêntica profecia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;anúncio&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;denúncia&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;apelo à conversão&lt;/em&gt;), levou os seus ouvintes a &lt;em&gt;“sentirem o coração traspassado”&lt;/em&gt; (At 2,37a) e a buscarem uma solução: &lt;em&gt;“Irmãos, que devemos fazer?”&lt;/em&gt; (no grego: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;tí poiésomen&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: At 2,37; Cf. Lc 3,10-14a). Pedro então responde categoricamente: &lt;em&gt;“Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para a remissão dos vossos pecados. Então recebereis o dom do Espírito Santo”&lt;/em&gt; (At 2,38; Cf. At 10,44-48: aqui também em meio aos &lt;em&gt;“pagãos”&lt;/em&gt; o Espírito Santo é doado e eles igualmente são batizados. De fato, o Espírito Santo não é apanágio de alguns). E &lt;em&gt;“com muitas outras palavras (Pedro) dava seu testemunho e exortava-os dizendo: ‘Salvai-vos dessa geração perversa”&lt;/em&gt; (At 2,40).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa perspectiva &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“salvar-se”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, ou melhor, &lt;em&gt;“deixar-se salvar”&lt;/em&gt;, é essencialmente deixar as estruturas injustas e aderir ao Projeto de Deus. Com isso, Lucas deixa claro, tanto nos Atos dos Apóstolos quanto no Evangelho, que a conversão verdadeira só acontece quando se assume um fazer novo, uma &lt;em&gt;&lt;strong&gt;prática nova&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;“que devemos fazer?”&lt;/em&gt;), em função de uma nova humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;5. O nascimento de uma nova comunidade (At 2,42-46)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A partir da doação do Espírito, a conseqüência concreta e imediata do anúncio profético e do compromisso do Batismo, é a gestação e o nascimento de uma nova comunidade, sinal do Reino de Deus. E o compromisso para manter esta nova comunidade era levado a sério, pois &lt;em&gt;“todos eles mostravam-se assíduos”&lt;/em&gt; (At 2,42a) em com &lt;em&gt;&lt;strong&gt;quatro aspectos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; essenciais: &lt;strong&gt;a)&lt;/strong&gt; no &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“ensinamento dos apóstolos”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (At 2,42b), isto é, a Escritura era explicada aos recém-convertidos à luz da morte e ressurreição de Jesus; &lt;strong&gt;b)&lt;/strong&gt; na &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“comunhão fraterna”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (At 2,42c), ou seja, numa concreta &lt;em&gt;“comunhão material”&lt;/em&gt;, pois eles &lt;em&gt;“punham tudo em comum: vendiam suas propriedades e bens, e dividiam-nos entre todos, segundo a necessidade de cada um”&lt;/em&gt; (At 2,44-45), realizando a Escritura que pede: &lt;em&gt;“em teu meio não haverá nenhum pobre, porque Javé vai abençoar-te”&lt;/em&gt; (Dt 15,4). Essa legítima solidariedade fortalecia a comunhão dos corações; &lt;strong&gt;c)&lt;/strong&gt; na &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“fração do pão”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (At 2,42d), o que se refere não só às refeições com Jesus, mas também à &lt;em&gt;“última ceia”&lt;/em&gt; (Cf. Mt 26,26-29; Mc 14,22-25; Lc 22,15-20; 1Cor 11,23-25), onde Jesus anuncia a doação de sua vida, a favor de nossa vida; &lt;strong&gt;d)&lt;/strong&gt; e nas &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“orações”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (At 2,42e), colocando-se diante de Deus como o único absoluto, fazendo lhe pedidos, mas principalmente dando-lhe graças pela libertação recebida (Cf. At 4,23-31).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, a comunidade ia se construindo pelo &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“temor”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (no grego: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;fóbos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;reverência&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;respeito&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;observância&lt;/em&gt;) do testemunho dos apóstolos, porque eles demonstravam com a própria vida a ação de Deus. Na verdade, quem se compromete com Jesus, continua a realizar seus gestos, através do dinamismo do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, é claro, a comunidade crescia não isenta dos conflitos. Só os Atos dos Apóstolos fala deles por mais de cem vezes. São conflitos das mais variadas ordens. Isso só nos leva a concluir seguramente que onde o evangelho é anunciado e testemunhado com fidelidade, o conflito aparece. Mas é no conflito que as pessoas e as comunidades crescem e amadurecem. É dentro do conflito que se fortalecem a fé, a esperança e o amor. Por isso, é importante ver em profundidade como os primeiros cristãos viveram e enfrentaram tantos conflitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Conclusão (At 2,47)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Por fim, Lucas ressalta o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;vigoroso&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;irresistível&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; crescimento da Igreja, não só na graça, mas também na quantidade. Trata-se de uma tremenda expansão contagiante e sedutora. Uma vez experimentado o Reino de Deus e com ele se comprometido, já não havia mais como voltar atrás. Portanto, se por um lado a comunidade cristã deve crescer na &lt;em&gt;&lt;strong&gt;qualidade&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; pela pregação da Palavra (Cf. At 6,7; 12,24; 3,48-49; 19,20), por outro, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;quantitativamente&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; também ela deve avançar, pois &lt;em&gt;“o Senhor acrescentava cada dia ao seu número os que seriam salvos”&lt;/em&gt; (At 2,47). E se qualidade é o que conta, qualidade mais quantidade é muito melhor, como podemos verificar (Cf. At 1,26; 1,15; 2,41.47; 4,4.32a; 5,14; 6,1.7; 8,12.38b; 9,31.35.42; 11,21.24b; 13,48b; 14,21; 16,5.15a.33a; 17,4.12.34; 18,8.10c; 19,7).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse crescimento estrondoso é resultante do verdadeiro seguimento de Jesus. Neste sentido, “seguir Jesus é ‘per-seguir’ seu caminho, ‘pro-seguir’ sua causa e ‘con-seguir’ sua vitória” (BOFF, Leonardo. &lt;em&gt;Paixão de Cristo, paixão do mundo&lt;/em&gt;. Petrópolis: Vozes, 1977, p. 160). &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-2120458701663758847?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/2120458701663758847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/2120458701663758847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2009/05/pentecostes.html' title='PENTECOSTES: NASCE E SE EXPANDE A IGREJA'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-6656069333451125874</id><published>2009-05-13T11:14:00.000-07:00</published><updated>2009-05-22T12:59:01.804-07:00</updated><title type='text'>"JUNTO COM MARIA, MÃE DE JESUS" (At 1,14)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pe. Paulo Nunes de Araujo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, dia 13 de maio, a Igreja Católica, no mundo inteiro, presta especial devoção à Maria, Mãe de Jesus, sob o título de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Nª Sª de Fátima&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, relembrando a primeira aparição da Virgem a três adolescentes, em 1917, na cidade de Fátima, Portugal. A mensagem por ela pronunciada pedia orações pela conversão das pessoas e pela paz no nosso planeta. Em razão desta memória, e por estarmos no &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Mês de Maria”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, inspirei-me a escrever este artigo, a fim de expressar a minha devoção particular a ela e, quem sabe, ajudar os meus leitores a despertar e fortalecer a sua fé em Jesus e a sua confiança na Mãe do Filho de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para esta pequena abordagem, parto de uma questão essencial: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;o que é Maria na América Latina, no Brasil e em nossas comunidades?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; Esta é uma indagação pertinente, porque falar da América Latina, falar do Brasil, é falar de Maria. Para nós, cristãos-católicos, é certo que Maria, a Mãe de Jesus, é Mãe de todos os povos, de todas as raças e culturas. Inegavelmente, “Maria Santíssima é presença materna indispensável e decisiva na gestação de um povo de filhos e irmãos” (&lt;em&gt;Documento de Aparecida&lt;/em&gt;, n. 524). É como proclamou eloqüentemente D. Hélder Câmara na &lt;em&gt;“Invocação à Mariama”&lt;/em&gt;, na Missa dos Quilombos: “Mariama, Nossa Senhora, mãe de Cristo e Mãe dos homens! Mariama, Mãe dos homens de todas as raças, de todas as cores, de todos os cantos da Terra”, ou ainda como bem expressou D. Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia, MT, com um tom bastante poético, que a Virgem Maria quis ser &lt;em&gt;“branca”&lt;/em&gt; em Fátima, &lt;em&gt;“indígena”&lt;/em&gt; em Guadalupe e &lt;em&gt;“negra”&lt;/em&gt; em Aparecida. Assim, em sua maternidade, Maria fez de todos os povos um único povo, o povo de filhos e filhas de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a grande maioria dos estudiosos da Bíblia (exegetas) afirma que de Maria sabemos quase nada. A figura de Maria é ainda muito &lt;em&gt;&lt;strong&gt;poética&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;sentimental&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, e nem sempre corresponde à realidade. Devemos falar de Maria a partir do Segundo Testamento e do que nos ensina a Igreja, através do seu Magistério, considerando a tradição e os dogmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. O que nos ensina o Magistério eclesial?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses tempos recentes, o Magistério da Igreja nos ensina que Maria “é saudada também como membro supereminente e de todo singular da Igreja, como seu tipo e modelo excelente na fé e caridade. E a Igreja Católica, instruída pelo Espírito Santo, honra-a com afeto de piedade filial como mãe amantíssima” (Constituição Dogmática &lt;em&gt;Lumen Gentium&lt;/em&gt;, n. 52).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na II Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e caribenho, em 1968, foi dito que “em torno de Maria como Mãe da Igreja, que com seu patrocínio assistiu a este continente desde sua primeira evangelização, imploramos as luzes do Espírito Santo...” (Medellín. &lt;em&gt;Discurso de abertura&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente reunidos para a III Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e caribenho, em 1979, os bispos disseram que “em nossos povos, o Evangelho tem sido anunciado, apresentando a Virgem Maria como sua realização mais alta. Como em Guadalupe, os outros santuários marianos do Continente são sinais do encontro da fé da Igreja com a história latino-americana. A devoção a Maria é um elemento ‘qualificador’ e ‘intrínseco’ da ‘genuína piedade da Igreja’ e do ‘culto cristão’. Sabe o povo que encontra Maria na Igreja Católica. A piedade Mariana é com freqüência o vínculo resistente que mantém fiéis à Igreja setores que carecem de atenção pastoral adequada. O povo fiel reconhece na Igreja a família que tem por mãe a Mãe de Deus. Na Igreja confirma o seu instinto evangélico segundo o qual Maria é o modelo perfeito do cristão, a imagem ideal da Igreja” (&lt;em&gt;Documento de Puebla&lt;/em&gt;, nn. 282-285).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra vez reunidos para a IV Conferência do Episcopado Latino-americano e caribenho, em 1992, os bispos referiram-se à Virgem Maria como aquela “que pertence tão profundamente à identidade cristã de nossos povos latino-americanos” (&lt;em&gt;Documento de Santo Domingo&lt;/em&gt;, n. 85) e também como “modelo e figura da Igreja ante toda forma de necessidade humana” (DSD, n 163).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outubro de 2002, João Paulo II convidou toda a Igreja a contemplar, com Maria, o rosto de Cristo a partir da recitação do Rosário, chamado de “compêndio do Evangelho”, o qual tem uma fisionomia tipicamente bíblica e cristológica (Cf. Carta apostólica &lt;em&gt;Rosarium Virginis Mariae&lt;/em&gt;, n. 19). E por ocasião do &lt;em&gt;Ano da Eucaristia&lt;/em&gt;, em 2003, João Paulo II reafirmou a “exigência de uma espiritualidade eucarística, apontando como modelo Maria, ‘mulher eucarística’” (Carta Encíclica &lt;em&gt;Ecclesia de Eucharistia&lt;/em&gt;, n.53).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, mais uma vez reunidos para a V Conferência do Episcopado Latino-americano e caribenho, em 2007, os bispos se referiram à Virgem Maria como “a imagem esplêndida da conformação ao projeto trinitário que se cumpre em Cristo. Desde a sua Concepção Imaculada até sua Assunção, recorda-nos que a beleza do ser humano está toda no vínculo do amor com a Trindade” (&lt;em&gt;Documento de Aparecida&lt;/em&gt;, n. 141). Pois “a máxima realização da existência cristã como um viver trinitário de “filhos no Filho” nos é dada na Virgem Maria que, através de sua fé (Cf. Lc 1,450) e obediência à vontade de Deus (Cf. Lc 1,38), assim como por sua constante meditação da Palavra e das ações de Jesus (Cf. Lc 2,19.51), é a discípula mais perfeita do Senhor. (DA, n. 266). Desse modo, “com ela, providencialmente unida à plenitude dos tempos (Cf. Gl 4,4) chega o cumprimento da esperança dos pobres e do desejo de salvação” (DA, n. 267).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, desde a origem do cristianismo, “perseverando junto aos apóstolos à espera do Espírito (Cf. At 1,13-14), ela cooperou com o nascimento da Igreja missionária, imprimindo-lhe um selo mariano que a identifica profundamente. Como mãe de tantos, fortalece os vínculos fraternos entre todos, estimula a reconciliação e o perdão e ajuda os discípulos de Jesus Cristo a experimentarem como uma família, a família de Deus” (DA, &lt;em&gt;Ibidem&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda nas conclusões dessa mesma Conferência Episcopal, os bispos dizem que “Maria, Mãe da Igreja, além de modelo e paradigma da humanidade, é artífice de comunhão. Por isso, como a Virgem Maria, a Igreja é mãe. Esta visão mariana da Igreja é o melhor remédio para uma Igreja meramente funcional ou burocrática” (DA, n. 268). Em nossas comunidades, a forte presença de Maria “tem enriquecido e seguirá enriquecendo a dimensão materna da Igreja e sua atitude acolhedora, que a converte em ‘casa e escola da comunhão’ e em espaço espiritual que prepara para a missão” (DA, n. 272).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que se refere à missão da Igreja, dizem os bispos que “Maria é a grande missionária, continuadora da missão de seu Filho e formadora de missionários” (DA, n. 269). Hoje, “quando em nosso continente latino-americano e caribenho se quer enfatizar o discipulado e a missão, é ela quem brilha diante de nossos olhos como imagem acabada e fidelíssima do seguimento de Cristo” (DA, n. 270). Maria de Nazaré, que “‘conservava todas estas recordações e meditava em seu coração’ (Lc 2,19; Cf. 2,51), ensina-nos o primado da escuta da Palavra na vida do discípulo e missionário” (DA, n. 271).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por aí vemos que Maria é presença constante na vida e na missão da Igreja. Portanto, “Não se pode falar da Igreja sem que esteja presente Maria” (Exortação Apostólica &lt;em&gt;Marialis Cultus&lt;/em&gt;, sobre o culto mariano, n. 28). Assim, podemos afirmar que o momento que estamos vivendo é o momento de Maria, e que, por isso mesmo, a nossa espiritualidade de povo latino-americano é uma &lt;em&gt;&lt;strong&gt;espiritualidade Mariana&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;2. E o que nos diz o Segundo Testamento?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns autores do Segundo Testamento, embora não pretendendo fazer uma biografia da Virgem Maria, recolheram e conservaram determinados textos que fazem referência a ela. Vejamos alguns relatos dentro de uma “linha do tempo”, elencados numa ordem cronológica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apóstolo &lt;strong&gt;Paulo&lt;/strong&gt;, na carta aos Gálatas (cerca de 55 d.C.), mesmo não mencionando o nome de Maria, nos oferece uma referência explícita à ela: &lt;em&gt;“Quando, porém, chegou a plenitude do tempo, enviou Deus o seu Filho, &lt;strong&gt;nascido de uma mulher&lt;/strong&gt;”&lt;/em&gt; (Gl 4,4);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelista &lt;strong&gt;Marcos&lt;/strong&gt; (cerca de 65 d.C.), por sua vez, nos mostra que essa &lt;em&gt;“mulher”&lt;/em&gt; tem nome, como aparece numa das perguntas feitas na sinagoga de Nazaré: &lt;em&gt;“Não é este o carpinteiro, o &lt;strong&gt;filho de Maria&lt;/strong&gt;?”&lt;/em&gt; (6,3). Quanto a José, o pai de Jesus, ele aí não aparece no texto porque provavelmente já tinha morrido;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelista &lt;strong&gt;Mateus&lt;/strong&gt; (cerca de 75 d.C.), já no início do Evangelho, faz questão de apresentar &lt;em&gt;&lt;strong&gt;o pai terreno&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; de Jesus: &lt;em&gt;“Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus” (Mt 1,16), pois ela “achou-se grávida pelo Espírito Santo”&lt;/em&gt; (Mt 1,18.20). Com isso, ele defende a concepção virginal de Maria e nos mostra que Jesus é o Filho de Deus. Mas coloca José como sujeito participativo, comprometido, tanto no anúncio do anjo: &lt;em&gt;“José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher... Ela dará à luz um filho e tu o chamarás com o nome de Jesus”&lt;/em&gt; (Mt 1,20b), como na pergunta dos que estavam na sinagoga, a respeito de Jesus: &lt;em&gt;“Não é ele o filho do carpinteiro?”&lt;/em&gt; (Mt 13,55);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelista &lt;strong&gt;Lucas&lt;/strong&gt; (cerca de 85 d.C.), no seu &lt;em&gt;“primeiro relato”&lt;/em&gt; (At 1,1), o Evangelho, escrito &lt;em&gt;“após cuidadosa investigação”&lt;/em&gt; (Lc 1,3), faz de Maria figura protagonizante: na anunciação: &lt;em&gt;“Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”&lt;/em&gt; (Lc 1,28), ao que ela responde num contexto de fé-compromisso: &lt;em&gt;“Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!”&lt;/em&gt; (Lc 1,38); na visitação, saudada por Isabel: &lt;em&gt;“Bendita és tu entre as mulheres”&lt;/em&gt; (Lc 1,42); na proclamação do Magnificat (Lc 1,46-55); ao dar à luz o seu Filho (Lc 2,1-20); na apresentação de Jesus (Lc 2,22-40); no reencontro do menino Jesus perdido no Templo (Lc 2,41-52); na participação ativa do ministério de Jesus (Lc 3—24). E no seu segundo relato, os Atos dos Apóstolos, para falar do envio do Espírito Santo &lt;em&gt;“no dia de Pentecostes”&lt;/em&gt; (At 2,1-4), Lucas coloca Maria como presença decisiva na gestação da Igreja: &lt;em&gt;“Todos, unânimes, perseveravam na oração com algumas mulheres, entre as quais Maria, a mãe de Jesus”&lt;/em&gt; (At 1,14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evangelista &lt;strong&gt;João&lt;/strong&gt; (cerca de 95 d.C.), no Quarto Evangelho, sem jamais identificar Maria pelo seu nome próprio, apresenta a &lt;em&gt;“mãe de Jesus”&lt;/em&gt;, no &lt;em&gt;&lt;strong&gt;começo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e no &lt;em&gt;&lt;strong&gt;fim&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; da vida pública de Jesus. Primeiro, nas &lt;em&gt;“núpcias de Kanáh”&lt;/em&gt; (do verbo hebraico &lt;em&gt;&lt;strong&gt;kanáh&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;resgatar&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;redimir&lt;/em&gt;: Cf. Jo 2,1-12), como inspiradora da sua missão e como co-redentora, por participar ativamente do processo de salvação, animando a comunidade a viver o seu exemplo de uma fé-serviço: &lt;em&gt;“Eu sou a serva do Senhor”&lt;/em&gt; (Lc 1,38). Por isso, &lt;em&gt;“&lt;strong&gt;Fazei&lt;/strong&gt; tudo o que ele vos disser”&lt;/em&gt; (Jo 2,5). Nesta cena, a &lt;em&gt;“mãe de Jesus”&lt;/em&gt; nos “ajuda a manter vivas as atitudes de atenção, de serviço, de entrega e de gratuidade que devem distinguir os discípulos de seu Filho. Indica, além do mais, qual é a pedagogia para que os pobres, em cada comunidade cristã, ‘sintam-se como em sua casa’. Cria comunhão e educa para um estilo de vida compartilhada e solidária, em fraternidade, em atenção e acolhida do outro, especialmente se é pobre ou necessitado” (DA, n. 272). Depois, no fim do Evangelho, quando João coloca a &lt;em&gt;“mãe de Jesus”&lt;/em&gt; &lt;em&gt;“perto da cruz”&lt;/em&gt;, junto com o &lt;em&gt;“discípulo a quem (Jesus) amava”&lt;/em&gt; (Jo 19,25-27). Exegeticamente entendemos este episódio como a ação do Redentor que, na cruz, une o povo da Primeira Aliança ao povo da Segunda Aliança. Ou seja, a Igreja-Mãe, simbolizada pela &lt;em&gt;“mulher”&lt;/em&gt; acolhe a nova família de Deus (&lt;em&gt;“Mulher, eis aí o teu filho!”)&lt;/em&gt;, simbolizada pelo &lt;em&gt;“discípulo a quem amava”&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;“Eis a tua mãe!”&lt;/em&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E no livro do Apocalipse, o evangelista João fala de &lt;em&gt;“uma mulher”&lt;/em&gt; que &lt;em&gt;“estava grávida”&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;que “deu à luz um filho, um varão, que irá reger todas as nações com um cetro de ferro”&lt;/em&gt; (Ap 12,5a). Na Mariologia posterior, essa &lt;em&gt;“mulher”&lt;/em&gt; passou a ser identificada com Maria, a Mãe de Jesus, e o &lt;em&gt;“filho”&lt;/em&gt; com o Messias davídico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. E na história da Igreja?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bíblia nos mostra que desde o começo os cristãos se reuniam para &lt;em&gt;&lt;strong&gt;orar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;“com Maria, a mãe de Jesus”&lt;/em&gt; (At 1,14), certos de que ela mostrava o caminho que é Jesus, como ele próprio se auto-definiu: &lt;em&gt;“Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim”&lt;/em&gt; (Jo 14,6). De fato, a verdadeira espiritualidade Mariana deve conduzir ao evangelho e a Jesus, pois Maria não é o fim, mas meio, a &lt;em&gt;“medianeira”&lt;/em&gt;. Posteriormente, os cristãos acharam um jeito simples de prestar seu amor à Mãe de Jesus compondo a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Ave-Maria”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Esta é uma oração que nasceu da Bíblia: &lt;em&gt;“Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo! Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre!”&lt;/em&gt; (Lc 1,28.42) e da vida do povo: &lt;em&gt;“Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte”&lt;/em&gt;, invocação esta acrescentada após o 3º Concílio Ecumênico de Éfeso, na Ásia Menor (431 d.C.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela recitação do Rosário, o povo acabou descobrindo um modo singelo de se aproximar cada vez mais da pessoa de Jesus através de Maria. De fato, “esta familiaridade com o mistério de Jesus é facilitada pela reza do Rosário, onde o povo cristão aprende de Maria a contemplar a beleza do rosto de Cristo e a experimentar a profundidade de seu amor. Mediante o Rosário, o cristão obtém abundantes graças, como recebendo-as das próprias mãos da mãe do Redentor” (DA, n. 271).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o passar dos séculos, vemos que “os diversos nomes e os santuários espalhados por todo o Continente testemunham a presença de Maria próxima às pessoas e, ao mesmo tempo, manifestam a fé e a confiança que os devotos sentem por ela. Ela pertence a eles e eles a sentem como mãe e irmã” (DA, n. 269).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conclusão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vista do exposto, podemos afirmar que o povo cristão é fortemente devoto de Nossa Senhora. Não há quem não reze ao menos uma &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Ave-Maria”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Porque em Maria mulher, mãe de Jesus e mãe da Igreja se descobre já realizado o ideal que alimenta há muitos séculos, ideal da liberdade dos filhos e filhas de Deus. Pois Maria nos ensina, na prática, que Deus quer fazer conosco tudo o que ele já fez antecipadamente nela e com ela. O povo soube descobrir quem Maria realmente é a partir do que nos ensina a Bíblia e a caminhada da Igreja. É como dizia São Gregório de Nazianzo (Capadócia, Ásia Menor: 330-390), um dos chamados “Padres da Igreja”: “Se algum não reconhecer a Santa Maria como Mãe de Deus, é que se acha separado de Deus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nossa América Latina tão sofrida, a partir da fé em Jesus Vivo e da devoção a Maria, o povo de Deus na busca da libertação, cada vez mais avança na consciência, na solidariedade e na organização contra tudo aquilo que oprime. E aí Maria é não só a companheira de sua caminhada, mas também a porta-voz de seus desejos e esperanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, atendamos o pedido da Mãe de Jesus, sob o título de Nª Sª de Fátima, de rezarmos sempre. Assim sendo, supliquemos com muita fé em Deus e que “nos ajude a companhia sempre próxima, cheia de compreensão e ternura, de Maria Santíssima. Que ela nos mostre o fruto bendito de seu ventre e nos ensine a responder como fez no mistério da anunciação e encarnação” (DA, n. 553). Assim seja!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-6656069333451125874?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/6656069333451125874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/6656069333451125874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2009/05/nossa-senhora-de-fatima.html' title='&quot;JUNTO COM MARIA, MÃE DE JESUS&quot; (At 1,14)'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-7888107309217777406</id><published>2009-05-10T13:03:00.000-07:00</published><updated>2009-05-14T14:39:48.086-07:00</updated><title type='text'>"FUI FILHO DO MEU PAI E AMADO TERNAMENTE POR MINHA MÃE" (Pr 4,3)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pe. Paulo Nunes de Araujo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Pode a mãe se esquecer do seu nenê, pode ela deixar de ter amor pelo filho de suas entranhas?”&lt;/em&gt; (Is 49,15a). Com esse belo poema, o Dêutero-Isaías, profeta do exílio babilônico (cerca de 550 a.C.), dirige-se a Sião (Jerusalém), apresentada aqui na figura de mulher-esposa. Como mãe abandonada pelo marido, indefesa, ela não pôde proteger os seus filhos; o inimigo os levou como prisioneiros de guerra, e ela ficou desamparada. Esta imagem de Jerusalém esposa-mãe, bem serviu para orientar este meu artigo a respeito do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dia das mães”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dia das Mães”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; tem sua origem na mais remota mitologia grega. Conta-se que na Grécia Antiga, constumava-se celebrar uma grande festa em honra a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Rhea&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, mãe de Zeus e esposa de Kronos, no início da primavera, período em que a primavera &lt;em&gt;&lt;strong&gt;renasce&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, se &lt;em&gt;&lt;strong&gt;revitaliza&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o passar dos séculos, hoje em dia, em muitos países do mundo, como os Estados Unidos, Brasil, Dinamarca, Finlândia, Japão, Turquia, Itália, Austrália e Bélgica o &lt;em&gt;“Dia das Mães”&lt;/em&gt; é comemorado no &lt;em&gt;&lt;strong&gt;segundo domingo de maio&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Aqui no Brasil, foi a Associação de Moços de Porto Alegre quem deu início a estas comemorações, em 1918. Mas só em 1932, o então presidente da República Getúlio Vargas oficializou para todo o país o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;segundo domingo de maio&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; como o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dia das Mães”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que é muito incômodo par um homem falar do tema da mulher e mãe. No entanto, diante desta ocasião tão especial, eu não poderia deixar de contribuir com uma reflexão, mesmo que breve, a este propósito, pois penso que sobre a &lt;em&gt;“mulher-mãe”&lt;/em&gt;, falem as mulheres. Porque o que no mínimo eu posso e devo fazer é denunciar o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;machismo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; vigente que ao longo dos séculos acabou desigualando a quem Deus criou com tamanha ternura para viverem juntos, em companhia de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, além de denunciar, é preciso &lt;em&gt;&lt;strong&gt;destruir&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; esta “mentalidade machista que ignora a novidade do cristianismo” (DA, n. 453) e que tenta desobrigar a figura do pai em relação à mãe. Porque assim foi desde o início quando &lt;em&gt;“Deus criou o homem e a mulher à sua imagem, os abençoou e lhes disse: ‘Sede fecundos’”&lt;/em&gt; (Gn 1,27-28). Desta feita, o dom da fecundidade coloca igualmente o homem e a mulher como sujeitos ativos da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;paternidade-maternidade&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. O homem não é pai sozinho, nem a mulher sozinha torna-se mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento atual, a mulher-mãe, a partir da sua luta pela igualdade sexual, deve apagar todos os mitos que construíram sobre ela, pois a mulher foi mistificada, ludibriada. E eu indico aqui &lt;em&gt;&lt;strong&gt;dois mitos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; que ainda hoje pesam sobre a mulher-mãe. O primeiro, é o da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“mulher dona de casa”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Neste aspecto, a mulher-mãe é tida como &lt;em&gt;“a senhora, a rainha do lar”&lt;/em&gt;. Por outro lado, o homem é o &lt;em&gt;“rei do mundo”&lt;/em&gt;. Porém, como o mundo está dentro de casa, o homem acaba &lt;em&gt;“reinando”&lt;/em&gt; também aí. A casa é uma habitação escancarada, todos entram e saem, vão trabalhar, passear, etc.. Com isso, a televisão e a internet invadem. Por conseqüência, a &lt;em&gt;“rainha do lar”&lt;/em&gt; acaba tornando-se a &lt;em&gt;rainha do nada&lt;/em&gt;, porque o lar está dominado pelo mundo e o mundo pelo homem. Mas o mito exige que ela seja uma perfeita dona de casa; tem que trazer tudo preparado para o marido-homem. Isso é uma enganação, porque o homem deve ser também o &lt;em&gt;“senhor do lar”&lt;/em&gt;. Então, por que só a mulher tem que passar roupa, fazer comida, cuidar dos filhos e tantas outras coisas? Por que não também o homem? Face a tantas justificativas que se tentou dar ao longo dos séculos, todas inaceitáveis, podemos concluir que, de fato, o único motivo que fecha a mulher no lar é o &lt;em&gt;machismo&lt;/em&gt;. Portanto, esse primeiro grande mito deve ser aniquilado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo mito é o da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“mulher educadora dos filhos”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Por que só a mulher-mãe deve educar os filhos? Por que não também o homem-pai? Atualmente é muito comum a existência de casais que, enquanto a mulher ainda está no trabalho, o homem chega em casa, dá banho nas crianças, troca as fraldas e lhes dá de comer. O fato de os dois trabalharem fora é muito importante, porque um dá confiança ao outro. O homem se sente apoiado na mulher e ela nele. Desse modo, igualmente os dois compartilham a educação dos filhos e o trabalho da casa. Mas a sociedade atual é uma &lt;em&gt;&lt;strong&gt;sociedade sem a figura do pai&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; ou do pai ausente. Isso acarretou a desestabilização da família tradicional. Os filhos e as filhas geralmente não têm o pai dentro de casa e, conseqüentemente, ficam privados da presença paterna na educação. São filhos e filhas sem pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta situação leva à &lt;em&gt;&lt;strong&gt;patologia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, pois a mulher-mãe é uma parte apenas; a outra parte é o homem-pai, e este deve estar presente na educação dos filhos como presença masculina, não machista. Porque, segundo muitos psicólogos, o pai é uma referência importante de masculinidade, embora a construção da masculinidade também é transmitida pelas mães, a partir do modo como elas percebem a masculinidade. Assim, não é apenas a mulher-mãe a &lt;em&gt;“dona da casa”&lt;/em&gt;, mas o casal, e nem tampouco somente a mulher-mãe a &lt;em&gt;“educadora dos filhos”&lt;/em&gt;, mas os dois, pai e mãe juntos. É claro que tantos fatores hoje levam filhos e filhas a crescerem na presença somente do pai ou somente da mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, não dá para ignorar, tristemente, que o número de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;separações&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;divórcios&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; cresce galopantemente a cada dia. Para se ter uma idéia, em números absolutos, os divórcios concedidos passaram de 30.847, em 1984, para 179.342 em 2007, um número 200% maior que o verificado em 1984. Somando separações e divórcios, houve 231.329 uniões desfeitas em 2007, ou seja, uma para cada quatro casamentos (Cf. Estatísticas do Registro Civil 2007, do &lt;em&gt;Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística&lt;/em&gt; - IBGE).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos pesquisadores dessa situação (psicólogos, sociólogos) afirmam que o aumento tanto das separações como dos divórcios é explicado não só pela mudança de comportamento na sociedade brasileira. Mas também pela criação da Lei 11.441, de 04/01/2007, que desburocratizou os procedimentos de separações e de divórcios consensuais, permitindo aos cônjuges realizarem a dissolução do casamento, através de escritura pública, em qualquer tabelionato do país (Cf. (JARDIM, Idelina. Pesquisa: cresce a taxa de divórcio no Brasil. &lt;em&gt;Jornal do Brasil&lt;/em&gt;, 04/12/08).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o homem e a mulher, isto é, o pai e a mãe se realizam juntos na vida conjugal, os filhos não têm complexos, não padecem. Daí a importância da mulher-mãe se realizar tanto quanto o homem-pai em todos os aspectos da vida. Senão tentarão compensar nos filhos o seu fracasso. Os filhos devem ter a oportunidade de serem eles mesmos. O homem-pai não deve ser autoritário com os filhos, nem deve interferir no amor da mulher-mãe para com os filhos. Desse modo, “a partir de uma figura de pai bem realizada, a criança pode idealizar uma imagem benfazeja de Deus” (BOFF, Leonardo. &lt;em&gt;O eclipse do pai&lt;/em&gt;, 27/08/2004).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o homem-pai e a mulher-mãe se constroem juntos na vida conjugal, os filhos não padecem. Pois “é no seio da família que o ser humano aprende a ser verdadeiramente humano” (Texto-Base, CF 2008, n. 263). Daí a necessidade da mulher-mãe se realizar tanto quanto o homem-pai em todos os aspectos da vida. Do contrário, tentarão compensar nos filhos o seu fracasso. Os filhos devem ter a oportunidade de serem eles mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vista disso, proponho que nem o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;machismo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; nem o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;feminismo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; são alternativas, mas, sim a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;reciprocidade&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Este relação sintonizada tem a vantagem de afirmar, desde a origem, a mútua abertura de um ao outro. Pois o homem-pai e a mulher-mãe são dois inteiros, mas inacabados e, sempre se fazendo cotidianamente, se encontram na atração mútua e na liberdade de entrega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esse respeito, o melhor exemplo de verdadeira harmonia conjugal é aquele conservado pelo evangelista Lucas na passagem conhecida como o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Reencontro de Jesus no Templo”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (Lc 2,41-52). Neste episódio, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Maria&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; se apresenta inserida na sociedade da época, juntamente com &lt;em&gt;“&lt;strong&gt;José&lt;/strong&gt;, seu esposo, (que) era justo”&lt;/em&gt; (Mt 1,19a). A aflição que havia tomado o coração da mãe e esposa não era somente dela, mas igualmente do seu marido José. De fato, Maria dirige-se a Jesus como &lt;em&gt;&lt;strong&gt;mãe&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;mulher casada&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Ela estava lá com o seu marido em busca do filho. A preocupação é do casal: &lt;em&gt;“Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que &lt;strong&gt;o teu pai e eu&lt;/strong&gt;, aflitos, te procurávamos”&lt;/em&gt; (Lc 2,48). Vemos aí a atuação direta e dinâmica do casal, Maria e José, um casal que sabia &lt;em&gt;&lt;strong&gt;partilhar a dois&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; a vida e os seus contratempos: preocupações, angústias, aflições, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, infelizmente este ideal de harmonia conjugal no trato com os filhos está muito distante de ser realizado hoje em dia, mais do que em outras épocas. Porque segundo recente pesquisa realizada a partir da pergunta sobre quem mais pratica violência contra crianças, as respostas concluíram que &lt;em&gt;&lt;strong&gt;é a mãe&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Isto porque as mulheres, que são vítimas da violência do marido (a cada 15 segundos uma mulher é agredida no Brasil) reproduzem esta mesma agressão contra seus filhos (Cf. Jornal &lt;em&gt;O Estado de São Paulo&lt;/em&gt;, São Paulo, 17 fev. 2009. Cad. C1). Face a isso, o Dêutero-Isaías conclui animadoramente aquele seu poema supramencionado: &lt;em&gt;“Ainda que elas os esquecessem, eu não te esquecerei”&lt;/em&gt; (Is 49,15b). Porque o povo é criação de Deus e Deus o ama eternamente com amor de mãe e jamais se deslembrará de um filho sequer (Cf. Is 54,8; 66,13; Sl 27/26,10; Eclo 4,10; Os 11,3-4.8c).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para concluir, fiquemos com a bênção de Deus Pai e a proteção da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Mãe de Jesus&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, “Maria Santíssima, (que) é presença materna indispensável e decisiva na gestação de um povo de filhos e irmãos” (DA, n. 524), e que “como mãe de tantos, fortalece os vínculos fraternos entre todos” (DA, n. 267). Com esse exemplo maior da Virgem Maria, nossa Mãe, só me resta dizer carinhosamente a todas as mães: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Feliz dia das mães!”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-7888107309217777406?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/7888107309217777406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/7888107309217777406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2009/05/mensagem-par-ao-dia-das-maes.html' title='&quot;FUI FILHO DO MEU PAI E AMADO TERNAMENTE POR MINHA MÃE&quot; (Pr 4,3)'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-5402044304734470446</id><published>2009-05-02T09:06:00.000-07:00</published><updated>2009-05-05T14:51:46.522-07:00</updated><title type='text'>“O MEU PAI TRABALHA SEMPRE E EU TAMBÉM TRABALHO" (Jo 5,17).</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pe. Paulo Nunes de Araujo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem celebramos o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dia Mundial do Trabalhador”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Esse &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dia”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; foi criado a 14/07/1889, na cidade de Paris. Os socialistas franceses resolveram convocar para o essa data um congresso operário internacional, porque nessa ocasião se comemoraria o centenário da grande Revolução Francesa. Esse congresso operário e socialista internacional contou com a participação de 300 delegados, representando cerca de 20 países. Segundo notícias da época, este foi o congresso internacional mais representativo já realizado pelo movimento socialista até então. Aí ficou estabelecido o 1º de maio como o &lt;em&gt;“Dia Mundial do Trabalhador”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu a 1º de maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época. Nesse dia, milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar pacificamente contra as condições desumanas de trabalho a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. No entanto, a polícia reprimiu duramente a greve, prendendo, ferindo e matando dezenas de operários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“1º de Maio”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; tornou-se de um dia de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“luto”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“luta”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, não só pela redução da jornada de trabalho, mas também pela conquista de tantas outras reivindicações feitas por quem realmente produz a riqueza da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Face a isso, em 1955, Pio XII instituiu o dia 1º de maio para &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“São José Operário, o trabalhador”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, a fim oferecer a todos os trabalhadores e trabalhadoras do mundo um modelo e protetor e enaltecer a dignidade do trabalho humano. Porque José de Nazaré foi um homem exemplar: laborioso, honesto, fiel à palavra de Deus e obediente, virtudes que o Evangelho sintetiza em duas palavras: &lt;em&gt;“homem justo”&lt;/em&gt; (Mt 1,19). João XXIII dizia que “os proletários e os operários têm como direito especial o de recorrer a São José e de procurar imitá-lo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados cento e vinte e três anos, a sociedade brasileira vive hoje em plena era da produção, na qual os trabalhadores e as trabalhadoras precisam enfrentar uma luta ferrenha para garantir um ínfimo necessário de bem-estar. Mas geralmente o salário que se percebe no final do mês é imposível para acudir as suas urgências mais essenciais. Isto é lamentável porque o “salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado” para todos os trabalhadores e trabalhadoras, deve ser “capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo” (CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA, Cap. II, Art. 7º, IV). Este compromisso referente ao sálário mínimo é muito grave, sobretudo porque a Constituição da República foi promulgada “sob a proteção de Deus” (Ibidem. &lt;em&gt;Preâmbulo&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inegavelmente, “o trabalho é uma atividade que produz bens destinados a serem consumidos para dar satisfação às necessidades. Está integrado à cadeia: necessidades, produção, consumo” (COMBLIN, José. O Tempo da Ação. Ensaio sobre o Espírito e a História. Petrópolis: Vozes, 1982, p. 224).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo a esteira da Carta Encíclica &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Rerum Novarum&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; do papa Leão XIII, sobre a condição dos operários, de 15/05/1891, o Magistério eclesial reafirma que “é mediante o trabalho que o homem deve procurar-se o pão quotidiano e contribuir para o progresso contínuo das ciências e da técnica, e sobretudo para a incessante elevação cultural e moral da sociedade, na qual vive em comunidade com os próprios irmãos (JOÃO PAULO II. Encíclica &lt;em&gt;Laborem Exercens&lt;/em&gt;, sobre o trabalho humano. Preâmbulo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, “em todo e qualquer sistema, independentemente das relações fundamentais existentes entre o capital e o trabalho, o salário, isto é, a remuneração do trabalho, permanece um meio concreto pelo qual a grande maioria dos homens pode ter acesso àqueles bens que estão destinados ao uso comum, quer se trate dos bens da natureza, quer dos bens que são fruto da produção. Uns e outros tornam-se acessíveis ao homem do trabalho graças ao salário, que ele recebe como remuneração do seu trabalho. Daqui vem que o justo salário se torna em todos os casos a verificação concreta da justiça de cada sistema sócio-econômico e, em qualquer hipótese, do seu justo funcionamento” (LE, n. 19).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da atual realidade do trabalho, nos perguntamos: o trabalho automaticamente traz a felicidade e realização a todo ser que trabalha? O trabalho é realização existencial ou apenas uma satisfação de necessidades imediatas? Por que os menos favorecidos não podem participar dos bens de produção e dos confortos? Por que a globalização ou o mercado total não consegue incluir a todos? A recente crise econômica mundial é real ou forjada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se fala hoje em “mundialização do mercado” ou “globalização neoliberal”, não se deve pensar no trabalho apenas em âmbito individual, mas enquanto atividade coletiva, de toda sociedade humana, que se estrutura e se desenvolve graças à diversidade de atividades. Cada atividade deve ser considerada não só em si mesma, mas também em relação ao todo. Porque “a família humana, sobretudo devido ao aumento de múltiplos meios de comunicação entre as nações, vai-se descobrindo e organizando progressivamente como uma só comunidade espalhada pelo mundo inteiro” (Constituição Pastoral &lt;em&gt;Gaudium et Spes&lt;/em&gt;, n. 33). Assim sendo, todos devem ser incluídos no processo de geração de riquezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Magistério eclesial também ensina que “melhorar as condições de vida, corresponde à vontade de Deus” (GS, n. 34); é serviço prestado à vida. Na verdade, “quando age, o homem não transforma apenas as coisas e a sociedade, mas realiza-se a si mesmo. Aprende muitas coisas, desenvolve as próprias faculdades, sai de si e eleva-se sobre si mesmo. Este desenvolvimento, bem compreendido, vale mais do que os bens externos que se possam conseguir. O homem vale mais por aquilo que é do que por aquilo que tem. Do mesmo modo, tudo o que o homem faz para conseguir mais justiça, mais fraternidade, uma organização mais humana das relações sociais, vale mais do que os progressos técnicos” (GS, n. 35).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais recentemente, o Magistério eclesial asseverou que “na beleza da criação, que é obra das mãos de Deus, resplandece o sentido do trabalho como participação de sua tarefa criadora e como serviço aos irmãos e irmãs. Jesus, &lt;em&gt;“o carpinteiro”&lt;/em&gt; (Mc 6,3), dignificou o trabalho e o trabalhador e recorda que o trabalho não é um mero apêndice da vida, mas que constitui uma dimensão fundamental da existência do homem na terra, pela qual o homem e a mulher se realizam como seres humanos. O trabalho garante a dignidade e a liberdade do homem, e é provavelmente a chave essencial de toda a questão social” (DA, n. 120).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frente a este aspecto, podemos falar de uma &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“espiritualidade cristã do trabalho”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Um dos documentos mais importantes do Magistério da Igreja que trata desse tema é a referida Encíclica &lt;em&gt;Laborem Exercens&lt;/em&gt;, que chama a atenção para a contribuição do próprio Cristo como modelo, inspiração e espiritualização do mundo do trabalho. Pois Ele mesmo o exerceu silenciosamente no seu espaço familiar e social, usando-o como símbolo e conteúdo de pregação do Reino de Deus, e fazendo do próprio anúncio a sua experiência de trabalho. Também o apóstolo Paulo manteve o espírito de Jesus no seu modo de abordar a comunidade cristã do primeiro século, isto é, trabalho como meio de vida, como condição do exercício da caridade, como partilha e caminho concreto de profunda identificação com o próprio Deus (Cf. LE, n. 26).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta identificação com Deus se dá desde o início quando ao criar o homem e a mulher, o Criador os botou no seu jardim. Era este o sinal da familiaridade com Deus. E lá Deus os colocou &lt;em&gt;“para que o cultivasse e guardasse”&lt;/em&gt; (Gn 2,15). Logo, “o trabalho não é uma penalidade, mas sim a colaboração do homem e da mulher com Deus no aperfeiçoamento da criação visível” (&lt;em&gt;Catecismo&lt;/em&gt;, n. 378).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o trabalho &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“define”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; o ser humano, mostra o seu ser, sua natureza como pessoa aberta ao mundo pela inteligência e pela liberdade, mas dentro de uma comunidade de pessoas. Deste modo, se revela o ser do homem como &lt;em&gt;“imagem de Deus”&lt;/em&gt; (Cf. LE, n. 25).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Documento de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Medellín&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (1968) teve a preocupação de mostrar a primazia da dignidade do trabalho humano sobre o capital, a fim de que o ato de trabalhar seja mais do que uma atividade comum, mas tenha também um &lt;em&gt;&lt;strong&gt;caráter celebrativo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. E o Documento de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Puebla&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (1979) assinala na mesma direção, dizendo que quem trabalha com reta consciência e amor da verdade e da justiça vê no seu trabalho uma doação de sua vida. Porque Cristo, “por sua solidariedade conosco, nos torna capazes de vivificar pelo amor nossa atividade e transformar nosso trabalho e nossa história em &lt;em&gt;&lt;strong&gt;gesto litúrgico&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;” (DP, n. 213).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, santificar o trabalho é dar glória a Deus por meio dele, como nos ensina o apóstolo Paulo: &lt;em&gt;“Tudo o que vocês fizerem através de palavras ou ações, o façam em nome do Senhor Jesus, dando graças a Deus Pai por meio dele”&lt;/em&gt; (Cl 3,17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para concluir, lembremo-nos que foi na carpintaria de José que Jesus tornou-se um trabalhador incansável. Sabemos que trabalhar é preciso, pois &lt;em&gt;“quem não quer trabalhar, também não coma”&lt;/em&gt; (2Ts 3,10). Portanto, peçamos a São José, o operário exemplar, que nos abençoe e a seu filho Jesus que nos dê coragem para a nossa luta e ânimo em nosso trabalho, a partir do seu próprio testemunho: &lt;em&gt;“O meu Pai trabalha sempre e eu também trabalho”&lt;/em&gt; (Jo 5,17).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Oração pelos Trabalhadores&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó Pai, nós vos louvamos porque vos revelastes como trabalhador, criando, conservando a criação, e chamando-nos para aperfeiçoá-la. Vosso Filho e nosso irmão Jesus também trabalhou com suas mãos na carpintaria de José, sentiu o cansaço do corpo e o suor do rosto. Nós vos agradecemos pelo trabalho que podemos realizar no campo e na cidade. Por ele ganhamos o pão para o nosso sustento e o de nossas famílias. Olhai, ó Pai, para todos que querem trabalhar e não podem. Olhai para os desempregados, os doentes, os idosos e os marginalizados. Nós vos pedimos por todos aqueles que criam possibilidades de trabalho. Não os deixeis cair na tentação da ganância, do lucro injusto e da exploração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fortalecei a solidariedade entre os trabalhadores e fazei que sejamos solidários com eles. Que nossos instrumentos de luta pela dignidade do trabalho ajudem a construir o bem de todos. Dai-nos compreender que nossos irmãos e irmãs trabalhadores mais sofridos formam o corpo crucificado do Senhor Jesus, que grita e quer ressuscitar na fraternidade e na liberdade. Lembre-nos sempre que pelo trabalho, ajudamos a construção do vosso Reino, que já começa aqui na terra. Tudo isso vos pedimos ó Pai, que trabalhais desde toda a eternidade, por vosso Filho e nosso irmão Trabalhador, e por intercessão de São José operário, na força do Espírito Santo. Amém. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-5402044304734470446?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/5402044304734470446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/5402044304734470446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2009/05/o-meu-pai-trabalha-sempre-e-eu-tambem.html' title='“O MEU PAI TRABALHA SEMPRE E EU TAMBÉM TRABALHO&quot; (Jo 5,17).'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-455765484516712883</id><published>2009-04-09T10:20:00.000-07:00</published><updated>2009-05-06T15:15:57.196-07:00</updated><title type='text'>"ELE NÃO ESTÁ AQUI! RESSUSCITOU" (Lc 24,6a)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pe. Paulo Nunes de Araujo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Semana Santa”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (veja o meu artigo sobre este assunto neste blog) nós, cristãos, somos todos convidados a caminhar com Jesus nos momentos mais decisivos da sua vida. As narrativas bíblicas da Paixão têm fundamentalmente o mesmo esquema e conteúdo nos quatro evangelhos, embora cada evangelista tenha algo de particular na exposição do conteúdo, no modo de apresentar a sua obra e nos enfoques teológicos próprios. Neste pequeno estudo, pretendo analisar apenas uma parte ínfima das narrativas da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;morte&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (Paixão) e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;ressurreição&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos estudiosos da Bíblia (biblistas) afirmam que o Evangelho segundo Marcos (o evangelho fonte, por ter sido escrito primeiro), começou a ser documentado pela parte final, ou seja, a partir da última semana de Jesus em Jerusalém. Isso vale dizer que o evangelho segundo Marcos desenvolveu-se desde as narrativas já existentes da paixão de Jesus, pelo menos de forma oral. Esta afirmação faz sentido porque, de fato, o evangelho nasceu da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;experiência de fé no ressuscitado&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, exatamente aquele que foi morto, como nos mostra terceiro Evangelho, que provavelmente “bebeu” da fonte de Marcos, ao referir-se à aparição do Ressuscitado: &lt;em&gt;“Vejam minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo”&lt;/em&gt; (Lc 24,39; Cf. Jo 20,27).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, com o passar do tempo, a pregação inicial feita pelos &lt;em&gt;&lt;strong&gt;apóstolos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (do grego ἀπόστολος: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;apóstolos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;enviados&lt;/em&gt;) foi criando “esquemas” estruturados, fixos. Tais “esquemas” ou estruturas serviam para a boa realização do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“kérigma”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (do verbo grego κηρύσσω: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;kerisso&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;proclamar&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;anunciar&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;pregar&lt;/em&gt;), isto é, do anúncio ao povo, especialmente aos judeus que ainda não criam em Jesus, e depois, aos pagãos. O plano destas pregações corresponde basicamente aos dos outros evangelhos. Como exemplo deste &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“esquema kerigmático”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, destaco apenas dois textos bíblicos, um do apóstolo Paulo e outro do evangelista Lucas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;a)&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;“Por primeiro, eu lhes transmiti aquilo que eu mesmo recebi, isto é: &lt;strong&gt;Cristo morreu&lt;/strong&gt; por nossos pecados, conforme as Escrituras; ele foi sepultado, &lt;strong&gt;ressuscitou&lt;/strong&gt; ao terceiro dia, conforme as Escrituras; apareceu a Cefas e depois aos Doze”&lt;/em&gt; (1Cor 15,3-5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;b)&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;“Vocês sabem o que aconteceu em toda a Judéia, a começar pela Galiléia, depois do batismo pregado por João. Eu me refiro à Jesus de Nazaré: Deus o ungiu com o Espírito Santo e com poder. E Jesus andou por toda a parte, fazendo o bem e curando todos os que estavam dominados pelo diabo; porque Deus estava com Jesus. E nós somos testemunhas de tudo o que Jesus fez na terra dos judeus e em Jerusalém. &lt;strong&gt;Eles mataram a Jesus&lt;/strong&gt; suspendendo-o numa cruz. &lt;strong&gt;Deus, porém, o ressuscitou&lt;/strong&gt; ao terceiro dia e lhe concedeu manifestar a sua presença, não para todo o povo, mas para as testemunhas que Deus já havia escolhido: para nós, que comemos e bebemos com Jesus, depois que ele ressuscitou dos mortos”&lt;/em&gt; (At 10,37-41).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se percebe, tanto a proclamação de Paulo como o do discurso de Pedro começam pela recordação da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;morte&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; de Jesus para chegarem ao anúncio da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;ressurreição&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Com isso, vejamos agora esses dois momentos da trajetória de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. A morte de Jesus&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos desconhecer que a morte de Jesus foi decorrência direta dos conflitos sociais, econômicos, políticos e religiosos da sua época. Porém, há muitos métodos de catequese, ainda hoje, que não apresentam com clareza esta faceta da vida de Jesus. Diz-se simplesmente que &lt;em&gt;“Jesus morreu por nossos pecados”&lt;/em&gt; (1Cor 15,3b). Isto é bastante comprometedor porque, além de reduzir o pensamento inteiro do apóstolo, ainda acaba criando certa ambigüidade, pois oferece o risco de incriminar todos os sofredores que, além de tanta aflição, ainda acabam sendo &lt;em&gt;&lt;strong&gt;culpabilizados&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; pela crucificação de Jesus. Com isso, deixa-se de mostrar que a morte de Jesus é fruto de todo o seu compromisso com a vida do povo e de toda uma luta contra as injustiças. O Evangelho nos mostra que a missão do Filho de Deus não é outra senão a de nos salvar: &lt;em&gt;“De fato, Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, e sim para que o mundo seja salvo por meio dele”&lt;/em&gt; (Jo 3, 17; Cf Jo 12,47). Porque este é o gozo de Deus: &lt;em&gt;“Por acaso, eu sinto prazer com a morte do injusto? O que eu quero é que ele se converta dos maus caminhos, e viva”&lt;/em&gt; (Ez 18,23). Face a isso, penso que uma boa abordagem sobre a morte de Jesus deve considerar basicamente &lt;em&gt;&lt;strong&gt;três aspectos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;a) &lt;em&gt;A morte de Jesus como “fruto de sua coerência”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incontestavelmente, a morte de Jesus foi conseqüência de toda a sua vida dada a favor dos oprimidos e marginalizados do seu tempo. Nesse sentido, podemos afirmar que a morte de Jesus foi o extremo de um caminho, o resultado de toda uma luta; foi o fruto de sua coerência até o fim; foi o que lhe sobrou de sua solidariedade com os pobres, de seu compromisso com a causa popular de sua época. Neste nível de reflexão, nós podemos ligar a vida de Jesus com toda a perspectiva do êxodo do Egito. O Deus do êxodo é um Deus solidário, comprometido com o seu povo, como se percebe: &lt;em&gt;“&lt;strong&gt;Eu vi&lt;/strong&gt; muito bem a miséria do meu povo que está no Egito. &lt;strong&gt;Ouvi&lt;/strong&gt; o seu clamor contra seus opressores, e &lt;strong&gt;conheço&lt;/strong&gt; os seus sofrimentos. Por isso, &lt;strong&gt;desci&lt;/strong&gt; para &lt;strong&gt;libertá-los&lt;/strong&gt; do poder dos egípcios e para fazê-lo subir desta terra para uma terra fértil e espaçosa, terra onde corre leite e mel...”&lt;/em&gt; (Ex 3,7-8). Da mesma forma, Jesus de Nazaré foi solidário com seu povo, assumindo para si a sua realidade sofrida. Por isso, coerentemente, Jesus enfrentou a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;b) &lt;em&gt;A morte de Jesus como resultado de uma “trama humana”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte de Jesus é também o efeito de uma trama humana. O seu trucidamento foi o que lhe restou dos desarranjos sociais da época. A mesma coisa acontece hoje em dia com os nossos mártires que dedicam inteiramente a sua vida ao povo e ao Evangelho, como constata o próprio Magistério eclesial: “profecia e martírio são legados da memória da Igreja chamada a testemunhar, com coragem e liberdade, a Palavra que defende a vida e julga os poderes deste mundo” (Doc. da CNBB, 87, n. 66; Cf. Doc. da CNBB, 71, n. 25). Assim, a morte dos mártires é fruto das injustiças de uma sociedade gananciosa baseada no modo de produção &lt;em&gt;“capitalista neoliberal”&lt;/em&gt; e excludente, da qual nós fazemos parte. Podemos assim dizer, que tanto a morte de Jesus como a morte dos mártires de ontem e de hoje, é o resultado de uma decisão política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, a grande causa da morte de milhares de pessoas, homens e mulheres, idosos, jovens e crianças, é a opção política e econômica mal feita, ou melhor, muito bem arquitetada a favor dos grandes. São decisões forjadas por quem têm nas mãos as rédeas do poder. É nesse horizonte que nós descobrimos e assimilamos a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“dimensão política”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; da morte de Jesus. E não podemos, de modo algum, desconhecer ou escamotear este aspecto. Não é o único, mas é um aspecto fundamental, porque é no cerne desta trama humana e no interior da morte política de Jesus que nós vamos desvelar a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“dimensão teológica”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; de sua morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda com relação ao motivo da morte política de Jesus, os Evangelhos não nos deixam dúvidas sobre toda a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“trama”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; que o fez perecer (Cf. Mc 3,6; 14,1-2; 15,1-2; Mt 16,21; 17,12c; 20,17-28; 26,31-32; Lc 6,11; 11,53-54; 13,31; 15,2; 16,14; 19,47; 20,19-20; 22,2.22.54; 23,2.5.14-15; Jo 11,45-57; 18,30). Neste sentido, Jesus segue perfeitamente a mesma trajetória profética do passado: &lt;em&gt;“Vamos &lt;strong&gt;tramar&lt;/strong&gt; um plano contra Jeremias, (...). Vamos ferir Jeremias com a língua, e não vamos fazer caso de suas palavras”&lt;/em&gt; (Jr 18,18). Comparativamente à época de Jesus, hoje em dia existem métodos muito mais sofisticados para se travar uma conspiração contra alguém. Por exemplo, às vezes, não é vantagem perseguir, intimidar, ameaçar ou matar um líder; é preferível &lt;em&gt;&lt;strong&gt;cooptar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, isto é, &lt;em&gt;“associar-se a”&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;“agregar-se a”&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;“juntar-se a”&lt;/em&gt;, puxar para o seu lado, oferecendo-lhe um agrado, como um emprego, uma casa, um terreno, algum privilégio, etc.. Ou seja, trata-se de converter um líder popular num &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“pelego”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, em alguém que em vez de lutar pelos interesses dos necessitados, acaba defendendo secretamente os interesses dos exploradores, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;amaciando&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, conciliando, ajeitando os conflitos de classes. Tudo isso porque foi &lt;em&gt;“comprado”&lt;/em&gt; pelo sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;c) &lt;em&gt;A morte de Jesus como “desígnio de Deus”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A morte política de Jesus foi muito bem captada &lt;em&gt;&lt;strong&gt;teologicamente&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; pelas comunidades cristãs do primeiro século. Neste sentido, dizemos que a morte de Jesus faz parte do desígnio de Deus, ou seja, faz parte da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;vontade&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; de Deus, como ele mesmo nos revelou: &lt;em&gt;“Abáh! Pai! Afasta de mim este cálice! Contudo, não seja o que eu quero, mas o que tu queres”&lt;/em&gt; (Mc 14,36; Mt 26,39). Isto significa dizer que a morte de Jesus está perfeitamente &lt;em&gt;&lt;strong&gt;de acordo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; com o Projeto de Deus Pai. Por isso, Jesus foi apresentado como o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;porta voz&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; de Deus por excelência: &lt;em&gt;“De fato, este homem é mesmo &lt;strong&gt;o profeta&lt;/strong&gt;”&lt;/em&gt; (Jo 7,40; Cf. Mc 6,4; Lc 13,33; 24,19b; Jo 9,17; At 2,22). Desse modo, Jesus assumiu a sua morte livre e espontaneamente, como dono do seu destino: &lt;em&gt;“Ninguém tira a minha vida; eu a dou livremente. Tenho o poder de dar a vida e tenho o poder de retomá-la”&lt;/em&gt; (Jo 10,18a).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a partir da perspectiva política da morte de Jesus, as comunidades cristãs foram gradativamente descobrindo o sentido teológico da sua morte. Sabemos que a vontade de Deus é que o povo tenha vida (Cf. Jo 10,10). E a vida só acontece quando seus filhos e filhas são coerentes com esta vontade, com este desígnio. É justamente pela causa da vida que Jesus vai até o fim. Por isso, Jesus é apresentado como aquele que morre para destruir &lt;em&gt;&lt;strong&gt;o pecado fundamental&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; da sociedade que obstaculiza a vida do povo e gera a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O precursor João Batista, no quarto Evangelho, apontou Jesus com asseveridade: &lt;em&gt;“Eis o cordeiro de Deus, aquele que tira &lt;strong&gt;o pecado do mundo&lt;/strong&gt;”&lt;/em&gt; (1,29). Para o profeta João Batista, &lt;em&gt;“o pecado do mundo”&lt;/em&gt; é, sem dúvida, o pecado social, o pecado estrutural que divide a sociedade em classes antagônicas ruindo o Projeto igualitário de Deus. Portanto, este é o maior atentado à honra de Deus, porque deixa na maior parte dos seus filhos e filhas, a morte. É isso que Jesus veio realizar fundamentalmente: tirar o ser humano da morte para estabelecer a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, será possível uma sociedade sem classes? Porque na época de Jesus a classe dominante lia a Bíblia e dizia: &lt;em&gt;“nós temos uma lei, e segundo esta lei ele deve morrer porque se fez Filho de Deus”&lt;/em&gt; (Jo 19,7; Cf. Lv 24,16). Por outro lado, os seguidores de Jesus diziam: &lt;em&gt;“Cristo morreu por nossos pecados segundo as Escrituras. Foi sepultado, ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras”&lt;/em&gt; (1Cor 15,3b-4). Eles entenderam com extrema clareza que Jesus morreu e ressuscitou &lt;em&gt;“segundo as Escrituras”&lt;/em&gt;, não numa perspectiva fatalista, mas devido a sua infinita sintonia e coerência com a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“intentio”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; divina. Inexoravelmente, é nesse sentido que Jesus entendeu muito bem o sentido da sua morte: &lt;em&gt;“o Filho do Homem vai morrer, &lt;strong&gt;conforme&lt;/strong&gt; Deus determinou”&lt;/em&gt; (Lc 22,22a).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dominadores usavam a Escritura para incriminar Jesus, determinando a sua morte acusando-o de &lt;em&gt;“blasfemo”&lt;/em&gt;, de &lt;em&gt;“subversivo”&lt;/em&gt;, de &lt;em&gt;“revoltoso”&lt;/em&gt;, de &lt;em&gt;“agitador do povo”&lt;/em&gt;, de &lt;em&gt;“malfeitor”&lt;/em&gt; (Cf. Mc 14,64; Lc 23,2.5.14; Jo 18,30); como aquele que estava solapando a lei e destruindo a nação (Cf. Jo 11,47-48). Mas as comunidades, usando a mesma Escritura, diziam exatamente o contrário. Basta ver a variedade de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;títulos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; dados a Jesus que revelavam a fé e a prática das primeiras comunidades que buscavam ser, viver, testemunhar e morrer como Jesus. Estes títulos aplicados a Jesus desvelavam uma prática que desmontava a ideologia da classe dominante. Ainda mais, os títulos traduziam a compreensão da realidade social, vivida pelas pessoas da base, as mais sofridas e abandonadas. Foi a partir da vida de Jesus que as comunidades iam tomando corpo. Então, era muito importante que o povo produzisse e atribuísse títulos a Jesus, porque eles transmitiam seus próprios interesses e anseios.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Evangelista Marcos (texto fonte), por exemplo, nos dá um vasto elenco com os títulos dados a Jesus: &lt;em&gt;“Cristo / Messias”&lt;/em&gt; (1,1; 8,29; 9,41; 12,35-37; 14,61; 15,32), &lt;em&gt;“Filho de Deus”&lt;/em&gt; (1,1; 3,11; 15,39), &lt;em&gt;“Senhor”&lt;/em&gt; (1,3; 5,19; 7,28; 11,3), &lt;em&gt;“Filho amado”&lt;/em&gt; (1,11; 9,7), &lt;em&gt;“Nazareno”&lt;/em&gt; (1,24; 10,47; 14,67; 16,6), &lt;em&gt;“Santo de Deus”&lt;/em&gt; (1,24), &lt;em&gt;“Filho do Homem”&lt;/em&gt; (2,10.28; 8,31.38; 9,9.12.31; 10,33.45; 13,26; 14,21.21.41.62), &lt;em&gt;“Noivo”&lt;/em&gt; (2,19), &lt;em&gt;“Filho do Deus altíssimo”&lt;/em&gt; (5,7), &lt;em&gt;“Mestre”&lt;/em&gt; (5,35; 9,17.38; 10,20.35; 12,14.19.32; 13,1; 14,14), &lt;em&gt;“Carpinteiro”&lt;/em&gt; (6,3), &lt;em&gt;“Filho de Maria”&lt;/em&gt; (6,3), &lt;em&gt;“Profeta”&lt;/em&gt; (6,4.15; 8,28), &lt;em&gt;“Rabi”&lt;/em&gt; (9,5; 11,21; 14,45), &lt;em&gt;“Bom Mestre”&lt;/em&gt; (10,17), &lt;em&gt;“Filho de Davi”&lt;/em&gt; (10,47.48; 12,35-37), &lt;em&gt;“Rabuni”&lt;/em&gt; (10,51), &lt;em&gt;“Bendito aquele que vem em nome do Senhor”&lt;/em&gt; (11,9), &lt;em&gt;“o Filho”&lt;/em&gt; (13,32), &lt;em&gt;“Pastor”&lt;/em&gt; (14,27), &lt;em&gt;“Filho do Deus Bendito”&lt;/em&gt; (14,61), &lt;em&gt;“Rei dos judeus”&lt;/em&gt; (15,2.9.18.26), &lt;em&gt;“Rei de Israel”&lt;/em&gt; (15,32).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, dentro da trama humana, assim como nos primórdios da Igreja, nós hoje vamos também descobrindo o que é teológico na morte de Jesus. Assim sendo, uma sociedade sem classes é possível, desde que os interesses antagônicos passem a apontar para a mesma direção, assumam a mesma causa, a da vida. Porque inequivocamente o deus dos opressores não é o mesmo Deus dos oprimidos. O Deus Verdadeiro é aquele que nos aponta a opção certa: &lt;em&gt;“Escolhe, portanto, a vida, para que você e seus descendentes possam viver”&lt;/em&gt; (Dt 30,19; Cf. Lc 16,19-31).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. A ressurreição de Jesus&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A ressurreição de Jesus é um dado concreto. O evangelista Marcos, conservou esta verdade com uma frase bastante incisiva: &lt;em&gt;“Ele ressuscitou! Não está aqui!”&lt;/em&gt; (Mc 16,6c). Lucas também o fez da mesma forma, embora com ênfase diferente: &lt;em&gt;“Ele não está aqui! Ressuscitou!”&lt;/em&gt; (Lc 24,6a). Sobre a ressurreição de Jesus podemos falar, a meu ver, a partir de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;dois aspectos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;a) &lt;em&gt;A ressurreição evento que deu sentido a morte&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A ressurreição de Jesus foi o acontecimento que levou a comunidade a tomar posse plenamente do significado de toda a vida de Jesus. Foi esta experiência que levou Pedro a proclamar com intrepidez, &lt;em&gt;“em voz alta”&lt;/em&gt; o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“kérigma”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, isto é, o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;anúncio essencial&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;“Que todo o povo de Israel fique sabendo com certeza que Deus tornou Senhor e Cristo aquele Jesus que vocês crucificaram”&lt;/em&gt; (At 2,36; Cf. At 2,23-24; 2,36; 3,15; 4,10; 5,30; 10,37-41). Nesta proclamação de Pedro percebemos dois elementos fundamentais de uma autêntica profecia: o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;anúncio&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;“Deus tornou Senhor e Cristo”&lt;/em&gt;) e a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;denúncia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;“aquele Jesus que vocês crucificaram”&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebemos também, nesta fala eloqüente de Pedro, a sua preocupação em mostrar que a ressurreição confere uma &lt;em&gt;&lt;strong&gt;continuidade&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (o Jesus histórico, o Homem de Nazaré que foi morto é o mesmo Senhor Ressuscitado) e uma &lt;em&gt;&lt;strong&gt;descontinuidade&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (Jesus ressuscitado já não é mais somente o Homem de Nazaré, o Jesus histórico, mas é agora o Senhor da Glória, um novo ser).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ressurreição é, portanto, a confirmação da vida e da mensagem de Jesus, por Deus Pai. Por outro lado, é também a denúncia e a negação de Deus Pai a toda a estrutura dominante que matou Jesus. Nesse sentido, ressurreição foi a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;reabilitação&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;glorificação&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; do mártir perseguido e morto. Aquele que apareceu como um fracassado na cruz, &lt;em&gt;“escândalo para os judeus e loucura para os pagãos”&lt;/em&gt; (1Cor 1,23), agora é apresentado como o &lt;em&gt;“Senhor da história”&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;“o caminho da verdadeira vida”&lt;/em&gt; (Jo 14,6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a Escritura dizia que &lt;em&gt;“Se um homem sentenciado à pena de morte, for executado e suspenso a uma árvore, seu cadáver não poderá permanecer na árvore durante a noite. Você deverá sepultá-lo no mesmo dia , pois quem é suspenso, torna-se um maldito de Deus” &lt;/em&gt;(Dt 21,22-23). Face a essa mentalidade, certamente o grande esforço da comunidade cristã foi buscar superar o &lt;em&gt;“escândalo”&lt;/em&gt; da cruz (Cf. 1Cor 1,18-25). Quer dizer, a morte de Jesus na cruz foi um &lt;em&gt;“escândalo”&lt;/em&gt; que tinha que ser superado pelo salto qualitativo da fé. Assim, corajosamente, a comunidade se opõe mostrando veementemente que Jesus pendurado no madeiro não é &lt;em&gt;“um maldito”&lt;/em&gt;, mas &lt;em&gt;&lt;strong&gt;o bendito&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, sinal de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;bênção&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e garantia de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;salvação&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; para todos os deserdados da vida (Cf. Gl 3,13-14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semelhantemente àquela época, também hoje muitos dizem resignados: Para que lutar? Isso é uma loucura! Deixe como está! Não adianta mudar, Deus quer assim mesmo! Assim como a comunidade do primeiro século teve que se empenhar com afinco para rever a Escritura e buscar superar o abismo escavado pela morte de Jesus, a fim de tornar-se prolongamento vivo dos seus gestos e ensinamentos, devemos nós também ter a mesma atitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vida litúrgica da Igreja expressamos a densidade desse anúncio kerigmático quando exclamamos na celebração da Eucaristia: “Anunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus”. Somente o encontro com o Ressuscitado, na Eucaristia, permite-nos compreender a relação entre estas &lt;em&gt;&lt;strong&gt;três realidades&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;morte de Cristo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; não foi uma desgraça, é, antes, uma boa-nova a anunciar; &lt;em&gt;&lt;strong&gt;ser cristão&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; é proclamar, sempre e em tudo, a ressurreição de Jesus, o que fundamenta a nossa esperança de que Ele virá, um dia, ao nosso encontro, na plenitude da Sua glória de Filho de Deus; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;acreditar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; que Jesus ressuscitou dos mortos, é mais do que aceitar o acontecimento, por mais inaudito que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque acreditar na ressurreição de Cristo é aderir, como mistério próprio, à vida desse ressuscitado, reconhecendo a sua glória de Filho de Deus. Acreditar não é só aceitar, é mergulhar na imensidão desse mistério e sentir que Jesus pode transformar a nossa vida. É sentir que na ressurreição de Cristo, nós próprios já ressuscitamos, porque podemos viver uma vida de ressurreição, mesmo antes da nossa morte. Acreditar na ressurreição de Cristo, é ainda mergulhar na aventura da fé, é iniciar um caminho que tudo transformará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;b) &lt;em&gt;A ressurreição como revelação da imagem de Jesus em profundidade&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A ressurreição de Jesus, ao invés de apagar a sua imagem histórica, pelo contrário, revelou-a em profundidade. Isso significa que pela sua ressurreição Jesus penetrou definitivamente na nossa história. Agora nós não precisamos mais buscar Deus no céu, distante de nós. Deus adentrou na história, e a história entrou definitivamente na vida de Deus. Este é o grande valor da ressurreição. Jesus levou para junto do Pai a fantástica experiência de ser gente, de ser humano. É como diz o escritor e religioso dominicano brasileiro Frei Betto: “Humano assim, como Jesus foi, só podia ser Deus mesmo”. Isso nos mostra que Jesus continua sendo gente, sendo pessoa, apesar de muitos acharem que Jesus ressuscitado, &lt;em&gt;“sentado à direita do Poderoso”&lt;/em&gt; (Mc 14,62; Lc 22,69; Cf. Rm 8,34; Ef 1,20; Cl 3,2) ou &lt;em&gt;“de pé, à direita de Deus”&lt;/em&gt; (At 7,55-56), nada mais tem a ver com a nossa história, que já não é mais humano. Isto é uma &lt;em&gt;&lt;strong&gt;heresia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (do grego αἵρεσις: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;háiresis&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;: &lt;em&gt;escolha&lt;/em&gt;), ou seja, uma &lt;em&gt;&lt;strong&gt;opção&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; por um pensamento contrário à sã doutrina, o que pode vir a se tornar &lt;em&gt;&lt;strong&gt;uma negação da fé&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência de Jesus de ser humano, de ser gente, foi a mesma experiência vivida por Maria de Nazaré, uma mulher do povo, engajada em suas lutas e em seus anseios. É por isso que a Igreja, sob o pontificado de Pio XII, ao proclamar &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“dogma da Assunção”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, a 1º/11/1950, ensina que a Mãe de Deus, no fim de sua vida terrena foi elevada em corpo e alma à glória celestial. A assunção de nossa Senhora ao céu quer mostrar justamente que a feminilidade também penetra o ser de Deus, um Deus que é ao mesmo tempo masculino e feminino. Portanto, “a Assunção da Santíssima Virgem constitui uma participação singular na Ressurreição do seu Filho e uma antecipação da Ressurreição dos demais cristãos” (&lt;em&gt;Catecismo&lt;/em&gt;, n. 966). Tudo isso vale para nós também, porque quanto mais humanos nós formos, mais próximos da divindade estaremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conclusão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste pequeno estudo, busquei apresentar uma parte muito pequena das narrativas mais marcantes da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;morte&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (Paixão) e da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;ressurreição&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; de Jesus. Mas hoje em dia já há uma vasta pesquisa e grandes discussões cristológicas a respeito desse assunto. Este breve artigo sobre e a partir de Jesus Cristo não teve por objetivo definir a ele, mas a nós mesmos. Não pretendi definir este mistério de fé, mas despertar a nossa posição frente ao mistério. Porque o que aqui escrevi sobre a morte e ressurreição de Jesus Cristo, nada é diante daquilo que a fé contempla e abraça com louvor. É claro que diante do mistério que envolve a pessoa de Jesus, devemos nos calar reverentes. Mas isso não dispensa o bom estudo e o adequado aprofundamento no que se refere à Jesus Cristo, o que chamamos de Cristologia. Então, vamos refletir sobre e a partir de Jesus, para que melhor &lt;em&gt;&lt;strong&gt;falemos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; com ele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, todo estudioso de Jesus Cristo deve imprescindivelmente partir da experiência e do exemplo do frade carmelita e grande místico espanhol São João da Cruz: “Há muito que aprofundar em Cristo, sendo ele qual abundante mina com muitas cavidades, cheias de ricos veios, e por mais que se cave, nunca se chega ao termo, nem se acaba de esgotar; ao contrário, se vai achando em cada cavidade novos veios de novas riquezas, aqui e ali, conforme testemunha São Paulo quando disse do mesmo Cristo: ‘Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e ciência’ (Cl 2,3)” (&lt;em&gt;Obras de São João da Cruz, II&lt;/em&gt;. Vozes: Petrópolis, 1960, p. 201). Assim sendo, na busca decidida de conhecer a Jesus cada vez mais, continuemos pedindo: &lt;em&gt;“Vinde, Senhor Jesus!”&lt;/em&gt; (1Cor 16,23).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8386982602265346721-455765484516712883?l=padrepaulonunes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/455765484516712883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8386982602265346721/posts/default/455765484516712883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://padrepaulonunes.blogspot.com/2009/04/ele-nao-esta-aqui-ressuscitou-lc-246a.html' title='&quot;ELE NÃO ESTÁ AQUI! RESSUSCITOU&quot; (Lc 24,6a)'/><author><name>Pe.Paulo Nunes de Araujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10667004935857357591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8386982602265346721.post-5582133443190366513</id><published>2009-04-07T14:40:00.001-07:00</published><updated>2009-04-07T15:03:00.103-07:00</updated><title type='text'>"EU SOU JAVÉ, AQUELE QUE CURA VOCÊ" (Ex 15,26b)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pe. Paulo Nunes de Araujo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Hoje, dia 7 de abril, é o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Dia mundial da saúde”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Este &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“dia”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; foi criado em 1948, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a partir da preocupação em manter o bom estado de saúde das pessoas do mundo, bem como alertar as autoridades sobre os principais problemas que podem atingir a população. Portanto, a motivação tem como base o direito do cidadão e a obrigação do Estado na promoção da saúde, a fim de que o ser humano não apenas sobreviva, mas viva com dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Atualmente, “os avanços da medicina, os cuidados mais refinados com a forma física e a alimentação têm contribuído para o crescimento da expectativa de vida no mundo. Mas continuam não explicando por que certas pessoas vivem tanto, (...) enquanto outras morrem relativamente cedo... A resposta para este mistério pode estar no todo ou em parte de dez atitudes interiores de cura cuja influência os cientistas começaram a investigar no fim do século passado” (BORGES, Júlio César. As regras da boa saúde. &lt;em&gt;Planeta&lt;/em&gt;, São Paulo: p. 45-49, janeiro, 2003).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Ao ler o artigo do autor sobrescrito, percebi que essas dez atitudes interiores estão intimamente ligadas com o Evangelho. Então, aceitei a proposta do autor de “conhecê-las e depois avaliar qual a minha condição diante delas”. Decidi fazer isso, tomando a liberdade de incrementá-las com os ensinamentos de Jesus, buscando articular fé e pesquisa científica, até porque, como ensina o Magistério eclesial, “diante da falsa visão, tão difundida em nossos dias, de uma incompatibilidade entre fé e ciência, a Igreja proclama que a fé não é irracional” (DA, n. 494; Cf. DA, n. 123.465-466), pois “a fé e a razão constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade” (João Paulo II. Carta Encíclica &lt;em&gt;Fides et Ratio&lt;/em&gt;. Aos bispos da Igreja Católica sobre as relações entre fé e razão, Preâmbulo. Disponível em: &lt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_15101998_fides-et-ratio_po.html"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&gt;. Acessado em: 6 abr. 2009).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Conforme eu já comentei em outros artigos, o nosso planeta está vivendo as conseqüências terríveis da globalização. Porque a globalização, “tal como está configurada atualmente, não é capaz de interpretar e reagir em função de valores objetivos que se encontram além do mercado e que constituem o mais importante da vida humana: a verdade, a justiça, o amor, e muito especialmente a dignidade e o direito de todos” (DA, n. 60-61; Cf. Doc. da CNBB, 87, n. 24).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Em meio a este mundo tão estigmatizado pelo mercado global ou total, gerado pela civilização pós-industrial, Jürgen Habermas, renomado filósofo e sociólogo alemão, apontou &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“quatro medos-vergonha”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; que sempre afligiram e continuam afligindo a humanidade, a saber: a fome e a miséria com o avanço do capitalismo; o contínuo desrespeito aos direitos huma
